web analytics

O GLOBO | RIO

AIDS | CAMISINHA | CONTRACEPTIVOS

04/07/2010

Goleiro revela que conheceu Eliza em orgia e que, se for o pai, brigará pela guarda

Em entrevista à “Veja” que chega às bancas esta semana, o goleiro Bruno afirma que conheceu Eliza Samudio numa festa, que chamou de orgia, na casa de um amigo, identificado pela revista como o também goleiro do Flamengo Paulo Victor. Na entrevista, concedida na última quintafeira, Bruno, que ainda não depôs na polícia, revelou que o PRESERVATIVO que usou com Eliza estourou. Ainda segundo ele, depois que soube da gravidez dela, foi saber que “todo o time do São Paulo a conhecia, que ela já tinha feito filme pornô” e que, preocupado, chegou a fazer exame de HIV. Acusado pela própria Eliza de ter tentado induzi-la a fazer aborto, o goleiro disse à “Veja” que, se ele for o pai da criança, brigará pela guarda.

Bruno não apareceu ontem no Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, apesar de ser esperado, pela manhã, para um treino com a categoria de base. Ele está afastado do time principal por ser suspeito nas investigações policiais sobre o desaparecimento de Eliza, com quem teria um filho de 4 meses.

No entanto, desde terça-feira, o jogador treina separadamente.

Segundo a assessoria de imprensa do Flamengo, até o fim da manhã de ontem, o goleiro não havia informado ao clube que faltaria ao treino. Hoje é dia de folga, mas Bruno deve retornar aos treinamentos no Ninho do Urubu amanhã.

A frase “Bruno assassino. Cadê Eliza?”, pichada no muro da sede do Flamengo, na Gávea, na sexta-feira, foi apagada. A Polícia Civil vai instaurar sindicância para investigar a demora de oito meses e 17 dias para a análise da urina de Eliza, que havia acusado o goleiro de forçá-la a tomar um remédio abortivo quando estava grávida de cinco meses. Eliza está desaparecida há 24 dias e, segundo testemunhas, ela teria sido vista pela última vez no sítio do jogador, em Minas Ge

Quando recebi meu diagnóstico soropositivo, há dezessete ou dezenove anos atrás, recebi, também, um prognóstico. Seis meses de vida. Deus sabe o que senti e o que passei e Deus sabe quantas vezes eu pensei em suicídio apenas para "não sofrer". Mas julguei que deveria, ao menos, suportar com dignidade as conseqüências dos atos que me conduziram até o diagnóstico. Não morri depois de seis meses e enterrei muita gente que, de alguma maneira, regozijou-se com minha tragédia particular. Sim, é fato, na vida, eu consolidei uma bela carteira de inimigos. Como não morri resolvi enfrentar a doença e, para isso, passei a buscar informações sobre a doença (a infecção por HIV), a Síndrome (AIDS) e suas conseqüências, as doenças oportunistas. Tenho usado este conhecimento para manter-me vivo e conduzir este site que, em alguns momentos, parece ser a única coisa boa o bastante para justificar minha presença neste mundo. O site foi idéia de uma ex-amiga que, hoje, é minha esposa e amiga e está no ar com recursos financeiros pessoais meus, que estou desempregado e sem benefício do INSS há três anos. Os recursos são pífios, inseguros,, parcos e inconstantes, mas Deus tem provido, com sua multidão de milagres, o suficiente para que eu possa mantê-lo no ar. Faz tanto tempo que eu vivo com HIV que já não sei se são dezessete ou dezenove anos e, muitas vezes, custa-me a crer que, algum dia, eu vivi sem HIV... Mas vivi, apesar de tudo eu sei que vivi. E tenho os Céus por testemunha do que tenho passado e ao que tenho sobrevivido ao longo deste abismo de tempo. Duas meningites, um enfarto, duas embolias pulmonares, algumas tromboflebites e , pelo menos meia dúzia de pneumonias eu sei que encarei e sobrevivi. Se tem mais alguma coisa, eu já nem lembro e não dou a mínima. That is me. And this is my way.

Claudio Souza
O Shopping no Mercado Livre que apoia a luta contra a AIDS