Hepatite: Situação no país é preocupante, diz Drauzio Varella

Este artigo foi lido 328 vezes desde 21/04/2014, quando foi implantado este sistema de contagens. Procure observar a data da postagem. Se for anterior a data de implantação do sistema a contagem esta subestimada. Se for posterior vc deve considerar a janela de tempo da real publicação da matéria até o presente momento

hcv

 HEPATITE



DE SÃO PAULO

À frente de um quadro sobre hepatite exibido aos domingos no “Fantástico” (TV Globo), o médico Drauzio Varella –colunista da Folha– percorreu o Brasil para conhecer a realidade da doença.

Ele afirma que houve avanços no controle da hepatite, mas acha que a situação “pode sair de controle rapidamente”. O médico falou à Folha, por telefone.

Folha – Com base no que o sr. viu durante as gravações, qual é, hoje, o maior problema da hepatite no Brasil?

Drauzio Varella – A hepatite é uma doença silenciosa, uma epidemia ignorada.

Embora tenhamos alguns números do Ministério da Saúde, provavelmente há subnotificação de casos. Como a doença só manifesta sintomas aparentes em seu estágio avançado, a maioria dos pacientes nem sabe que está infectada.

Em que áreas a situação é mais preocupante?

Existem áreas onde o quadro de contaminação é simplesmente caótico. Na região da Amazônia oriental, já próximo ao Peru, há aldeias em que o índice de infecção chega a quase 20%. Isso é completamente inaceitável.

No chamado polígono das hepatites, na região Sul, a contaminação também é grande. O vírus da HEPATITE B foi levado para lá pelos imigrantes italianos e se difundiu. Hoje, aproximadamente 8% dos moradores são infectados. É só um pouco menos do que na China.

O que precisa ser feito para mudar esse quadro?

Precisamos de uma política de enfrentamento, com diagnóstico e vacinação. O vírus é altamente contagioso, bem mais do que o HIV. Se não houver cuidado, a situação pode sair de controle muito rapidamente, como aconteceu na China, que eu conheci de perto. (GM)

OS TIPOS DA DOENÇA

Hepatite A

Transmissão: por água ou alimentos contaminados, pode ser assintomática ou ter sintomas semelhantes aos da gripe comum Tratamento: é controlada pelo próprio organismo. Há vacina

HEPATITE B

Transmissão: contato sexual e sangue contaminado. Pode tornar-se crônica e causar cirrose e câncer Tratamento: não tem cura, mas pode ser controlada com remédios. Há vacina

HEPATITE C

Transmissão: por meio de sangue contaminado. Torna-se crônica na maioria dos casos. Pode causar cirrose e câncer Tratamento: remédios funcionam em 55% dos casos. Não há vacina

Hepatite D

Transmissão: só quem tem HEPATITE B pode ser contaminado pelo vírus tipo D. Pode causar cirrose e câncer Tratamento: medicamentos semelhantes aos usados contra a HEPATITE B

Hepatite E

Transmissão: água ou alimentos contaminados por fezes e carne mal cozida Tratamento: não existe um específico. Normalmente, é autoeliminada pelo organismo

Não viral

Causada por doenças crônicas, álcool, remédios e drogas



FOLHA DE S. PAULO – SP | SAÚDE

Este artigo foi lido 328 vezes desde 21/04/2014, quando foi implantado este sistema de contagens. Procure observar a data da postagem. Se for anterior a data de implantação do sistema a contagem esta subestimada. Se for posterior vc deve considerar a janela de tempo da real publicação da matéria até o presente momento

About the author

Claudio Souza

Quando recebi meu diagnóstico soropositivo, há dezessete ou dezenove anos atrás, recebi, também, um prognóstico. Seis meses de vida. Deus sabe o que senti e o que passei e Deus sabe quantas vezes eu pensei em suicídio apenas para "não sofrer". Mas julguei que deveria, ao menos, suportar com dignidade as conseqüências dos atos que me conduziram até o diagnóstico. Não morri depois de seis meses e enterrei muita gente que, de alguma maneira, regozijou-se com minha tragédia particular. Sim, é fato, na vida, eu consolidei uma bela carteira de inimigos. Como não morri resolvi enfrentar a doença e, para isso, passei a buscar informações sobre a doença (a infecção por HIV), a Síndrome (AIDS) e suas conseqüências, as doenças oportunistas. Tenho usado este conhecimento para manter-me vivo e conduzir este site que, em alguns momentos, parece ser a única coisa boa o bastante para justificar minha presença neste mundo. O site foi idéia de uma ex-amiga que, hoje, é minha esposa e amiga e está no ar com recursos financeiros pessoais meus, que estou desempregado e sem benefício do INSS há três anos. Os recursos são pífios, inseguros,, parcos e inconstantes, mas Deus tem provido, com sua multidão de milagres, o suficiente para que eu possa mantê-lo no ar. Faz tanto tempo que eu vivo com HIV que já não sei se são dezessete ou dezenove anos e, muitas vezes, custa-me a crer que, algum dia, eu vivi sem HIV... Mas vivi, apesar de tudo eu sei que vivi. E tenho os Céus por testemunha do que tenho passado e ao que tenho sobrevivido ao longo deste abismo de tempo. Duas meningites, um enfarto, duas embolias pulmonares, algumas tromboflebites e , pelo menos meia dúzia de pneumonias eu sei que encarei e sobrevivi. Se tem mais alguma coisa, eu já nem lembro e não dou a mínima. That is me. And this is my way.