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Baixa percepção da necessidade de tratamento para o VIH associada à má adesão

Baixa percepção da necessidade de tratamento para o VIH associada à má adesão

                   
Michael Carter, Tuesday, January 20, 2009

Os doentes que julgam não precisar de terapêutica anti-retroviral têm uma adesão fraca, segundo um relatório de investigadores holandeses publicado na edição de Dezembro do Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes. Os investigadores descobriram também que uma contagem alta de CD4 estava associada a uma percepção baixa da necessidade de iniciar a terapêutica para o VIH, afirmando que “esta descoberta… é importante para o debate sobre a possibilidade de iniciar a terapêutica mais cedo, isto é com uma contagem de CD4 de 500 células por microlitro.”

O tratamento para o VIH pode significar uma vida mais longa e saudável, mas é necessário um nível de adesão alto para que este tratamento mantenha a carga viral em níveis indetectáveis. É por isso importante perceber os factores que influenciam a adesão.

Investigadores da coorte holandesa ATHENA queriam definir se a percepção da necessidade de iniciar a terapêutica anti-retroviral e as preocupações sobre os efeitos secundários desta têm impacto na adesão.

Tendo isto em conta desenharam um estudo de coorte transversal que envolveu 341 doentes que estavam a fazer tratamento para o VIH em 21 clínicas holandesas.

O estudo decorreu entre 2002 e 2004. Os doentes preencheram questionários, fornecendo assim informações demográficas, histórico de tratamento para o VIH e o seu nível de adesão à terapêutica anti-retroviral. Tendo sido também submetidos a um questionário que permitia avaliar a sua percepção da necessidade de terapêutica anti-retroviral e preocupações com efeitos secundários.

A maioria dos doentes (90%) estava em tratamento para o VIH e a duração média do tratamento anti-retroviral foi de cinco anos. Menos de um quarto dos doentes (23%) tinha carga viral detectável (acima das 50 cópias/ml).

A esmagadora maioria (90%) dos doentes concordou ou concordou plenamente com afirmações sobre a sua necessidade de tomar terapêutica anti-retroviral. Por exemplo, 95% dos indivíduos concordaram com a afirmação “estes medicamentos mantêm o meu VIH controlado”, 88% concordou com a afirmação: “a minha saúde, presentemente, depende destes medicamentos” e 87% concordou com a afirmação “a minha saúde no futuro dependerá destes medicamentos”.”

No que diz respeito às afirmações criadas para avaliar a preocupação com os efeitos secundários, 72% concordaram com a afirmação “por vezes preocupo-me com os efeitos secundários destes medicamentos a longo prazo” e 52% concordou com a afirmação “é provável que eu desenvolva efeitos secundários provocados por esta medicação no próximo mês”.

Um quarto dos doentes (86 indivíduos) declarou falta de adesão no mês anterior e 26 (30%) destes tinham carga viral detectável quando comparados com aqueles que declararam 100% adesão. Isso significa que a falta de adesão auto-declarada estava associada com cerca do dobro do risco de ter carga viral detectável (índice de probabilidades – IP: 2.0, 95%, Intervalo de Confiança – IC : 1.1-3.4).

Os doentes com uma percepção menor da sua necessidade de tomar medicação para o VIH tinham mais probabilidades de não aderir (IP = 1.6, 95%, IC: 1.1-2.4) e de ter carga viral detectável (IP = 1.9, 95%, IC: 1.1-3.4).

Todavia, a preocupação com os efeitos secundários não estava associada com a má adesão ou a carga viral detectável.

“Em conclusão”, afirmaram os investigadores, “os doentes com uma percepção baixa sobre a necessidade [de terapêutica anti-retroviral] tinham mais probabilidades de não aderirem ou de terem a carga viral detectável.” Acrescentaram ainda que “os estudos deviam investigar se abordar a perspectiva pessoal do doente sobre a sua necessidade de [terapêutica anti-retroviral], conduz a um aumento da adesão.”

Reference
De Boer-van der Kolk M et al. Lower perceived necessity of HAART predicts lower treatment adherence and worse virological response in the ATHENA cohort. J Acquir Immune Defic Syndr 49: 460-62, 2008.

Tradução
GAT – Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA

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Sobre Claudio Santos (509 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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