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Em Lisboa, 3% dos casos de Tuberculose são extremamente resistentes aos medicamentos

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Em Lisboa, 3% dos casos de Tuberculose são extremamente resistentes aos medicamentos
Derek Thaczuk, Thursday, August 21, 2008

Investigadores Portugueses relataram durante a semana passada, na XVII Conferência Internacional de SIDA, na Cidade do México, que 3% dos casos de tuberculose (TB) diagnosticados entre 2003 e 2007, num dos maiores hospitais de Lisboa, eram extremamente resistentes aos medicamentos, havendo uma forte correlação entre a infecção por VIH ou Hepatite C e esta forma de tuberculose.

A tuberculose extremamente resistente a medicamentos (XDR-TB), que foi descrita pela primeira vez em 2006, é definida como sendo resistente a, pelo menos, aos dois medicamentos de primeira linha – rifampicina e isoniazida – bem como a qualquer um dos medicamentos injectáveis de segunda linha usados no tratamento da TB (Amicacina, Kanamicina ou Capreomicina) e à fluoroquinolona.

A XDR-TB tem emergido em larga escala na África do Sul, muitas vezes como resultado de transmissão através dos locais de cuidados de saúde onde se juntam grande número de doentes VIH positivos e vulneráveis.

Um poster apresentado na Conferência Internacional de SIDA descreveu os casos observados d XDR-TB na enfermaria de doenças infecciosas do Hospital Curry Cabral de Lisboa, Portugal, entre 2003 e 2007. Para este estudo retrospectivo, foram analisadas todas as culturas positivas de TB e que foram recolhidas durante aquele período de tempo, tendo sidos realizados testes adicionais de resistências aos medicamentos, validados em laboratórios de referência.

O estudo englobou 595 doentes com TB confirmada na cultura durante o período de 5 anos, 68 (11,4%) dos quais tiveram TB multi-resistente (MDR-TB) e 17 (2,9%) apresentaram XDR-TB. Dos 17 casos de XDR-TB, 82% eram homens, com uma média de 41.7 anos, 65% eram caucasianos e 35% eram negros. A duração média da hospitalização foi de 61 dias. 65% eram seropositivos para o VIH, com uma contagem média de CD4 de 116 células/mm3. Quarenta por cento dos casos de XDR-TB estavam medicados com terapêutica anti-retroviral, 52% tinham hepatite C. Verificou-se a existência de antecedentes de TB em 64% dos casos e em 63% existia um diagnóstico anterior de MDR-TB.

A mycobacterium tuberculosis foi isolada na expectoração em 88% dos doentes, em 6% nos suco gástrico e em 6% na lavado bronco-alveolar. Todos os doentes tiveram manifestações pulmonares (76% com cavernas) e dois tinham manifestações extra-pulmonares (ganglionares). A média de tempo até se atingirem culturas negativas persistentes foi de 49,4 dias.

Quanto à resistência a medicamentos de primeira linha, 82% eram resistentes a todos os 4 medicamentos (isoniazida, rifampicina, etambutol, pirazinamida), 12% a três destes medicamentos e 6% a dois. Mais de de eram resistentes a todos os medicamentos injectáveis de segunda linha e às fluoroquinolonas. Houve duas mortes. Encorajadoramente, de dos doentes (53%) teve alta após amostras persistentes de culturas negativas.

Os investigadores concluíram que “a XDR-TB foi, no nosso estudo, uma infecção relacionada não só com o VIH, mas também com o VHC, abuso de drogas intravenosas e também com as piores condições socioeconómicas.” (As análises detalhadas dos factores socioeconómicos dos UDIs não estavam disponíveis) Também afirmaram que, embora as mortes devidas a XDR-TB “não tenham sido muito elevadas … os nossos dados reforçam a necessidade de uma melhor vigilância e tratamento eficaz a todos os doentes.”

Referencia:

Maltez F et al. Extensively drug-resistant tuberculosis – case analysis 2003/2007. Seventeenth International AIDS Conference, Mexico City, abstract MOPDB207, 2008.

Tradução:

GAT – Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA

http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=1038
http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=1242

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