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Adoção e HIV

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Boletim Direitos Humanos em HIV/AIDS

Adoção e HIV

mother playing with her baby in doctor's officeNos nove anos de funcionamento da Casa Vida I e II, onde residem crianças de ambos os sexos, de O a 15 anos, sem limite de idade e com HIV/AIDS, 38 foram colocadas em adoção pelo Juizado da Infância e Juventude.

Das 38 crianças colocadas em adoção, só uma foi adotada sendo HIV+. As outras todas, depois de 2 anos, confirmado serem HIV-, receberam encaminhamento. A maioria das crianças foi adotada no Brasil e outras 12 em adoção internacional, na Alemanha, França, Itália, Noruega, Suécia e Holanda.

Algumas questões chamam a atenção a partir de nossa prática refletida e avaliada. Certo é que a adoção é solução importante e necessária para as crianças que não possuem outro respaldo familiar e estariam marcadas a viver em instituições de abrigo. O abrigo por melhor que seja não será melhor que um grupo familiar onde a criança poderá receber atenção exclusiva e individualizada, segundo suas necessidades pessoais. Quando apontamos o grupo familiar como espaço privilegiado para o crescimento da criança, estamos nos referindo a grupos familiares estáveis e equilibrados onde a criança não esteja exposta a qualquer tipo de violência doméstica ou sexual.

Quanto ao tempo de espera para crianças que nascem com resultado positivo para o HIV e que depois fazem a sororeversão, é demasiado extenso. O processo de colocação em família substituta só se inicia após a alta hospitalar, feito com espaçamento de 6 meses, ocasionando o que se caracterizava por adoção tardia, o que dificulta a adaptação da criança e da família.

Em tempo o cronograma do Ministério da Saúde estabelece que o exame P.C.R. quantitativo, à disposição na rede públíca, solucionará esse problema, pois dois exames P.C.R. negativos propiciarão a alta hospitalar no prazo de 4 meses, assim, em tempo reduzido, a criança estará apta a ser colocada em lar substituto. Seria importante que o Ministério da Saúde também colocasse à disposição o exame P.C.R. qualitativo, mais sensível, apesar de ser de mais alto custo, porém foi dado um grande passo com a disponibilização do P.C.R. quantitativo para que os direitos das crianças sejam respeitados e sua cidadania dignificada.

Resta ainda a questão da possibilidade de promovermos a adoção de crianças HIV+, com garantia de tratamento e assistência social e psicológica para as famílias apresentarem condições emocionais de recebê-las. No nível internacional, é preciso saber com clareza quais os países que aceitam receber, por vias legais de adoção internacional, crianças com HIV/AIDS com situação controlada e tratamento em curso.

O HIV não pode ser uma barreira intransponível para adoção nacional e internacional, mas uma circunstância específica que necessita de cuidados, orientação, acompanhamento, que revelem respeito à condição especial e não se transformem em mais uma limitação reveladora de preconceito, intolerância e discriminação.

Pe. Júlio R. Lancellotti
Diretor da Casa Vida (São Paulo)

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Adequação feita em Setembro de 2012

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Sobre Claudio Santos (509 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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