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O que você precisa saber sobre a resistência do HIV

Resistência do HIV

 

 

hiv

Representação Gráfica do HIV. Fonte: Dollaphoto.com a US$ 1,00

O principal inimigo no tratamento da infecção pelo HIV é a capacidade que o vírus possui de desenvolver resistência aos medicamentos antirretrovirais. Entretanto, é um inimigo que muitos pacientes desconhecem. Com uma melhor compreensão de como surge a resistência e como ela pode ser combatida, você pode aumentar as chances de sucesso do seu tratamento.

 

Pesquisas internacionais demonstraram que pessoas infectadas pelo HIV, ainda que assintomáticas, podem apresentar altas taxas de produção de vírus, da ordem de 10 bilhões de novas cópias por dia. Esta nova geração de vírus será eliminada com a participação do sistema imunológico, em 2 dias e meio. Com uma produção (replicação) tão grande e tão rápida de cópias, é comum que algumas saiam com pequenas diferenças do vírus original (designado vírus selvagem).

Estas cópias diferentes do HIV selvagem são chamadas de vírus mutantes.

Os medicamentos anti-retrovirais são quase sempre eficazes em inibir a produção dos vírus selvagens, mas nem sempre conseguem atuar sobre os vírus mutantes, isto é, não conseguem impedir a sua replicação. Quando isto acontece dizemos que o vírus está resistente a estes medicamentos. Os vírus mutantes resistentes, por não terem a sua replicação inibida pelos anti-retrovirais, são capazes de produzir mais cópias de si mesmos. Neste caso, a população viral selvagem poderá ser substituída em sua maior parte pelos vírus mutantes resistentes. Desta forma, ocorre aumento da quantidade de vírus no organismo, podendo acarretar aumento da carga viral e queda na contagem de células CD4 com conseqüente comprometimento imunológico. É neste momento que dizemos que houve falha terapêutica, ou seja, o tratamento não está funcionando e necessita ser modificado.

No entanto, felizmente, nem todas as mutações levam à resistência aos anti-retrovirais. Algumas mutações resultam apenas em debilidade do vírus (vírus defectivos não-infectantes) e podem ocasionar até mesmo redução da produção viral. Por outro lado, vírus resistentes podem estar presentes em pacientes que nunca foram tratados com medicamentos anti-retrovirais. Além disso, vírus mutantes resistentes podem ser transmitidos de uma pessoa para outra.

Em geral, o nível de vírus mutantes em pacientes que não foram tratados com anti-retrovirais é baixo. Da mesma forma, quando a terapêutica combinada é adequada e eficaz o nível de replicação do HIV diminui e a chance de surgirem mutações é menor.

O desenvolvimento de resistência.

Existem mais de 180 mutações no genoma do HIV que podem acarretar resistência aos fármacos. Quando uma população de vírus é “combatida” com mais de uma droga, torna-se mais difícil o surgimento de vírus mutantes resistentes. É por esta razão que as recentes combinações de duas, três ou quatro drogas têm obtido tanto sucesso. Elas não somente reduzem a replicação viral a níveis baixos, como também dificultam o surgimento de vírus resistentes ao tratamento.

Para que ocorra o desenvolvimento de resistência é necessário que esteja havendo replicação viral e quanto maior for a taxa de replicação maior será a probabilidade de “erro” na produção de cópias do HIV, isto é, produção de vírus mutantes. Apesar disso, mesmo na vigência de replicação viral baixa é possível ocorrer o desenvolvimento de resistência. Portanto, o objetivo ideal é a replicação zero, ainda não atingido na prática.

Vários pesquisadores estão investigando qual o nível mais seguro de supressão da replicação do HIV, ou seja, o nível com maiores chances para que o tratamento seja bem sucedido por maior tempo.

Estudos atuais indicam que níveis indetectáveis pelos exames mais modernos, isto é, abaixo de 50 cópias/ml, parecem conferir um melhor prognóstico.

É importante esclarecer a definição de nível indetectável de vírus. Muitas pessoas confundem este resultado com inibição completa da replicação do vírus e sua eliminação total do organismo. Quando seu médico informa que o resultado da quantificação da carga virai foi indetectávei, isto quer dizer que a carga viral está tão baixa que não consegue ser detectada pelo exame realizado, e não que o vírus tenha sido eliminado de seu organismo. Alguns exames são mais sensíveis que outros, e o limite de detecção dos exames disponíveis comercialmente no momento é variável, entre 100 e 400 cópias/ml. Assim sendo, um paciente que esteja com níveis em torno de 300 cópias/mi terá um resultado indetectávei em exames com limite de 400 cópias. Em breve serão comercializados exames mais sensíveis que conseguem detectar níveis mais baixos de replicação viral, até 20 ou 50 cópias.

Baixa adesão ao tratamento.

Existem várias razões que explicam o desenvolvimento de resistência e a conseqüente falha terapêutica da medicação anti-retroviral. A razão mais comum, no entanto, é que muitos pacientes não tomam seus medicamentos como deveriam. Este fato é conhecido como baixa adesão ao tratamento. Alguns estudos estimam que a baixa adesão ao tratamento pode ser responsável por até 40% das falhas terapêuticas.

A terapia combinada é difícil de ser seguida. É preciso ingerir muitos comprimidos várias vezes ao dia, alguns antes das refeições, outros após. Deixar de tomar apenas algumas doses pode levar ao desenvolvimento de resistência. Por isto, você precisa estar totalmente comprometido com o tratamento prescrito pelo seu médico.

Se você tiver baixa adesão ao tratamento, muito provavelmente ocorrerá falha terapêutica e o seu médico terá que modificar a combinação de drogas prescritas. Na modificação do esquema terapêutico seu médico levará em conta vários fatores, tais como: medicamentos com padrões de resistência que se sobrepõe entre si (resistência cruzada), medicamentos que podem retardar ou reverter a resistência a outros, toxicidade de determinadas combinações, etc.

Portanto, seguindo corretamente a prescrição de anti-retrovirais (doses, horários e recomendações) você estará dificultando o surgimento de vírus resistentes e contribuirá para que o seu tratamento seja mais eficaz e duradouro.

O que você deve fazer:

Tome suas medicações conforme recomendado por seu médico. Informe ao seu médico qualquer efeito colateral das medicações.

Siga as sugestões de seu médico em relação à prevenção ou manejo dos efeitos colaterais.

Mantenha uma agenda ou calendário, use uma caixa organizadora de remédios, e/ou acerte o alarme de seu relógio para lembrar-lhe de tomar suas medicações.

Confirme com seu médico ou farmacêutico se pode amassar ou diluir os comprimidos em líquidos, antes de fazê-lo. Às vezes isso os torna menos eficazes.

Sempre consulte seu médico antes de tomar qualquer medicação não prescrita por ele. Isso inclui os medicamentos considerados populares. Outras medicações podem interagir com os medicamentos prescritos por seu médico.

Conserve seus medicamentos de acordo com as instruções na embalagem. Em geral, todas as medicações devem ser guardadas em local seco e protegidas da luz solar direta (O armário do banheiro NÃO é uma boa escolha. É muito úmido!). Alguns medicamentos podem precisar de refrigeração ou ser mantidos em frascos opacos, que impeçam a entrada de luz. Nunca tire os medicamentos de suas embalagens originais. Isso poderá causar confusão na hora de tomá-los.

Assegure-se de ter sempre um estoque suficiente de seus medicamentos.

Leve sua medicação com você sempre que sair de casa, seja para um breve passeio ou uma longa viagem. Desta forma, você garante que não perderá uma única dose. Ao viajar, leve medicações e suprimentos extras. Se você precisar de receituário médico adicional, assegure-se de que ele será aviado na farmácia quando viajar para o exterior. Leve seus remédios no avião junto com você. Assim, se sua bagagem for extraviada, você não ficará sem suas medicações.

Avise ao seu médico se você é alérgico a algum medicamento.

Se algum remédio estiver deixando-o enjoado ou sem apetite, tente fazer refeições pequenas e freqüentes durante o dia. Beba líquidos após as refeições, em vez de junto com a comida. Faça uma caminhada antes de comer, se estiver se sentindo bem.

Repouse em posição sentada durante o máximo de tempo possível após as refeições. Troque os talheres de l por talheres de plástico.

Mantenha um diário sobre as reações de seu organismo aos medicamentos.

Não deixe de comparecer a todas as consultas marcadas.

Preste atenção ao tomar os medicamentos. Se a sua visão estiver afetada pela doença, peça a alguém para ajudá-lo. Sempre confira o rótulo do produto para ver se o nome da medicação, a dose e o prazo de validade estão de acordo, antes de tomar a medicação.

Se você mistura ou dilui as soluções, certifique -se de estar seguindo as instruções corretamente.

Lembre-se de manter todas as medicações fora do alcance das crianças e de indivíduos com confusão mental.

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O que não fazer:

Não compartilhe medicamentos com seus amigos.

Não tome qualquer medicamento que possa ter sido mexido ou alterado (por exemplo, se a cor do remédio estiver diferente ou se apresentar um odor incomum).

Não suponha que a receita esteja errada se a dose receitada para você for diferente daquela encontrada nos livros de referência ou na bula do produto. Os médicos muitas vezes receitam os medicamentos visando cada caso em particular. Pergunte ao seu médico sobre isso.

 O que deve ser conversado com seu médico:

Quando receber uma medicação pela primeira vez, certifique-se de que recebeu todas as ínformações nescessárias sobre sua indicação e seus efeitos.

Avise imediatamente ao seu médico caso você suspeite de uma reação alérgica a algum medicamento.

Chame uma ambulância ou dirija-se a uma sala de emergência se você tiver qualquer dificuldade respiratória, incluindo aperto na garganta ou peito, falta de ar ou chiados.

Glaxo Wellcome em parceria global com as comunidades HIV/AIDS

Para maiores informações:

Sociedade Viva Cazuza – Fórum Científico (Pergunte ao especialista)

Pergunte AIDS (Ministério da Saúde)

0800 61 24 37

Disque AIDS (Secretaria de Saúde de São Paulo)

0800 16 25 50 – (seg a sexta – feira das 08h às 18h)

Grupo Pela Vidda – Disque AIDS:

Tel.: (21) 518 2221 – (2B a 6B feira – 14 às 20h)

Rio de Janeiro – Av. Rio Branco, 135 /GRUPO 709-Centro

CEP:20040-006 -Tel.: (21)5183993/Fax:518 1997

São Paulo – R. General Jardim, 556 – Vila Buarque

CEP: 01223-010-Tel.: (11)2587729

Niterói – R. Pres. Domiciano, 150 – Ingá

CEP:24210-271 -Tel.: (21)7195683/719 3793

Curitiba – R. Carneiro Lobo, 35 – Água Verde

CEP: 80240-240-Tel.: (41) 342 7286/Fax: 3508616

Vitória – R. Graciano Neves, 73 / sala 201 – Centro

CEP:29015-330-Tel.: (27)223 1041

Goiânia – R. 19, n0 35 – Edif. Dom Abel – Centro

CEP:74036-901 -Tel.:(62)2125319

GAPA – (Grupo de Apoio e Prevenção à AIDS)

Rio de Janeiro -Tel.:(21)5714141

São Paulo – Al.. Pompéia, 633 – Pompéia – São Paulo – SP

CEP:05023-000-Tel.: (11)8646010/Fax:(11)8647065

Centro Corsini – Tele AIDS – 0800 11 12 13

São Paulo – R. Luiz Otávio,471 – Jardim Santa Cândida – Campinas – SP

CEP: 13088-130-Tel.: (19)2566344

 

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Olha só pessoal.

No início do post tem uma imagem com um texto falando sobre o trabalho e os custos que a gente tem. Você que está me lendo agora, pode e tem o direito de não acreditar.

No mês de mais, quando mais de quarenta mil visitas foram registradas, houve três cooperações.

Quando nós pedimos cooperação financeira, qualquer valor é bom.

Sabe, o beija-flor pode carregar uma diminuta gota d’água em seu bico, no afã de apagar o incêndio na floresta….

E nunca será insuficiente 😊

Está conta serve para transferências de qualquer banco ou depósitos na boca do caixa de qualquer agência do Santander

Esta conta não permite, senhores abusadores, que seja feito nada a título de débito nela.

Você não poderá, como já pôde, assinar 65 revistas de uma só editora e, muito menos abrir contas de acesso à Internet :-)

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Estamos aqui para ajudar a pensar, não para diagnosticar. Não somos médicos ou profisionais de saúde. Buscamos ajudar com palavras amigas, conforto espiritual e, na medida do possível, terminar com a neurose gerada por bloqueiros de meia pataca ou homofóbicos sem caráter que não pensam duas vezes antes de espalhar terros entre pessoas que, quer eles, os homofóbicos, queiram ou não, são seres humanos. Tenha em mente que o numero do WhatsApp esta conectado a um CPF

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Sobre Claudio Santos (524 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois ou tres, quase quatro anos, fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus...

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