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Crianças e AIDS

AIDS Isso não é o Fim

 

 

Julio Cesar Taietti Borges – www.juliotaietti.com

 

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é responsável pela Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) e ataca os linfócitos T-4, que são parte fundamental do sistema imunológico do homem. Em conseqüência, diminui a capacidade de resposta do organismo para enfrentar infecções oportunistas, originadas por vírus, bactérias, protozoários, fungos e outros microorganismos.

Quando esse vírus entra no corpo e começa a atacar os glóbulos brancos a pessoa pode desenvolver, com maior ou menor gravidade, doenças como pneumonia, herpes simples, infecções, etc.

A doença também é conhecida como “síndrome de Imunodeficiência Adquirida”. Analisando esta expressão, teríamos:

  • Síndrome: indica um conjunto de sinais e sintomas que se desenvolvem ao mesmo tempo;
  • Imuno: Refere-se ao mecanismo natural de proteção do próprio corpo contra infecções;
  • Deficiência: Indica que esse mecanismo natural não está trabalhando bem e que a capacidade de proteção do corpo está enfraquecida;
  • Adquirida: Significa que a doença não é genética ou hereditária, mas adquirida pela

pessoa.

Origem da AIDS

Não existe uma certeza científica em relação à origem do vírus da AIDS, embora muitos cientistas achem que esse vírus tenha passado do animal para o homem. Macacos da África, porcos do Haiti e até pacatas ovelhas da Islândia vem sendo apontados como prováveis hospedeiros do vírus. Os cientistas no entanto, ainda não arriscaram afirmações sobre como e por que esse vírus passou a atacar o homem. Mas as evidências mostram, cada vez mais, que a doença é uma velha conhecida dos africanos, uma vez que o sarcoma de Kaposi já fazia suas vítimas na África muito antes de a doença explodir nos Estados Unidos.

Os primeiros registros de casos foram feitos em 1980, nos Estados Unidos, e referiam-se a casos acontecidos em 1979. Em 1981, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos realizou uma investigação, onde mortes em indivíduos masculinos, principalmente homossexuais, toxicômanos e hemofílicos. Observou-se também que todos os afetados apresentavam um fator em comum: a presença de doenças ou infecções oportunistas, devido a uma alteração no sistema de defesa do organismo.

Essa investigação permitiu detectar casos anteriores, datados de 1978.

No Brasil, os primeiros casos foram diagnosticados em 1982, em sete pacientes homossexuais. Considerando o período de incubação do HIV, podemos deduzir que a introdução do vírus no país deve ter ocorrido no final da década de 70 e sua difusão , num primeiro momento, entre as principais áreas metropolitanas do centro-sul, seguida de um processo de disseminação para as diversas regiões do País na primeira metade da década de 80.

Acredita-se que caçadores de chimpanzés foram os primeiros seres humanos a contrair o vírus.

E que casos de Aids teriam aparecido primeiramente em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, que seria a área urbana mais próxima, na década de 30.

De acordo com cientistas, como os casos eram raros e os sintomas de Aids diferentes entre indivíduos, demorou 50 anos para que o HIV fosse identificado.

Como o SIVcpz havia sido encontrado apenas em animais em cativeiro, havia a possibilidade de que outra espécie pudesse ser hospedeira tanto do HIV, como do SIVcpz.

Até agora o vírus SIVcpz só havia sido detectado através de exames de sangue – o que signifca de que só animais em cativeiro haviam sido testados.

O estudo, realizado juntamente com especialistas do Projeto de Prevenção da Aids de Camarões (PRESICA, em francês), envolveu a análise de fezes de chimpanzés retiradas de áreas remotas nas florestas de Camarões.

Pesquisadores da Universidade do Alabama conseguiram determinar a seqüência genética do vírus nos chimpanzés, o que permitiu aos cientistas buscar os vírus nas fezes dos animais.

Testes de laboratório detectaram anticorpos específicos e informações genéticas relacionadas à presença do vírus em 35% dos chimpanzés, em alguns dos grupos estudados.

Alguns dos vírus analisados tinham grande semelhança com cepas de HIV.

Os chimpanzés do sudeste de Camarões foram os que demonstraram ter os vírus mais parecidos com a forma de HIV mais comum em todo o mundo.

O SIVcpz, no entanto, não causa nenhuma doença parecida com a Aids nos chimpanzés.

E os cientistas estão tentando descobrir porque, apesar de seres humanos e chimpanzés serem geneticamente tão semelhantes, estes não têm sintomas.

Paul Sharp, professor de genética da Universidade de Nottingham afirma que “é possível que a transmissão do vírus dos chimpanzés para os homens tenha ocorrido no sudeste de Camarões e se espalhado para o resto do mundo”.

“Considerando-se que o HIV provavelmente surgiu há 75 anos, é bastante improvável que exista na natureza qualquer outro vírus mais parecido com o que ataca os seres humanos”,

A Causas da AIDS

O agente causador da AIDS é um vírus denominado internacionalmente como HIV ( Human Immunodeficiency Virus – vírus da imunodeficiência humana). Este vírus ataca as células do sistema imunológico, causando mudanças em sua estrutura e deixando o organismo incapaz de reagir contra infecções e outras doenças, chamadas de “oportunistas”, devido ao fato de “se aproveitarem” do indivíduo estar com suas defesas debilitadas, para se instalarem no corpo humano.

Simplificando, poderíamos dizer que a AIDS é uma doença causada por vírus, que destrói a capacidade do organismo em produzir anticorpos, isto é, o organismo perde a capacidade de se defender contra os micróbios que entram nele.

O vírus da AIDS penetra na corrente sanguínea e se instala numa célula (glóbulo branco) chamada linfócito, a qual é considerada o carro-chefe da defesa imunológica do organismo, utilizando-se do código genético deste linfócito para poder se reproduzir.

Quando esse linfócito divide-se para estabelecer as defesas do organismo, milhares de exemplares do vírus são produzidos, espalhando-se pelo sangue, pelas secreções do corpo, dentre as quais, o esperma e os líquidos vaginais e no sistema nervosos central, pois o vírus, então, procuram outros linfócitos, começando dessa forma um novo processo de multiplicação e destruição.

Uma característica muito importante do vírus é o seu caráter mutante( sofre modificações com o tempo); por esse motivo, até o presente momento, ele tem resistido a todas as armas da medicina.

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é a causa da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids). O HIV infecta os linfócitos T CD4, um tipo de células brancas do sangue, debilitando o sistema imunológico, o que faz com que o indivíduo afetado torne-se suscetível a sofrer de infecções que podem levar à morte. O vírus invade os linfócitos T, atacando as proteínas CD4 da superfície externa da membrana celular

Incubação da AIDS

A incubação é o tempo que vai do momento do contágio até o aparecimento dos primeiros sintomas.

O período de incubação, freqüentemente, é bastante longo, e pode levar anos. Excepcionalmente, no entanto, pode ser muito curto, pode levar dias entre seis a treze dias, conforme foi constatado em casos agudos.

Segundo dados colhidos por especialistas apenas 2% dos infectados desenvolvem a AIDS nos 2 primeiros anos de infecção pelo vírus .Mais de 80% dos infectados chegam aos 5 anos livres da doença,embora possam ter algumas manifestações pouco significativas relacionadas com o vírus. Pelo menos 50% dos indivíduos atingidos pelo vírus sobrevivem 10 anos sem desenvolver a doença.

Assim sendo, não podemos nos esquecer de que a doença, geralmente, surge após longo período de incubação. A pessoa que adoece hoje muitas vezes contraiu o vírus há 2, 3 ou 5 anos atrás, geralmente a média é de 3 a 8 anos.

O tempo de incubação vária muito de pessoa para pessoa, poderá ocorrer em dias, ou levar anos para que a doença se desenvolva.

Sintomas da AIDS

Muitos dos sintomas associados a AIDS são comuns a várias outras doenças muito mais simples. Entre os principais sintomas temos:

Emagrecimento acentuado inexplicável, geralmente uma perda de 4 a 5 kg por mês.

  • Cansaço intenso e prolongado, sem razão aparente, durante semanas ou meses.

Suor noturno intenso.

  • Febre moderada ou alta, que persiste por muitos dias seguidos.
  • Diarréia persistente.
  • Adenopatia ou seja, aumento de volume dos gânglios em várias regiões do corpo.
  • Manchas roxas ou violáceas na pele, sendo que tais manchas têm consistência mais endurecida que a pele e não causam dores.
  • Lesões esbranquiçadas na boca, tipo aftas.

Isoladamente, qualquer desses sintomas é comum a outras doenças; por essa razão, é preciso verificar todas as hipóteses antes de se pensar em AIDS.

Os principais são febre, diarréia persistente, aumento dos gânglios em todo corpo, manchas roxas no corpo, lesões brancas na boca. Se alguns desses sintomas surgir, o melhor que tem a fazer é procurar um médico, antes de entrar em desespero.

Como é detectado o vírus da AIDS

Existem testes capazes de detectar os anticorpos anti-HIV no soro ( parte do sangue, de onde foram retirados os glóbulos vermelhos). O teste anti-HIV pode ser feito em alguns hospitais, e centros de saúde e nos Centros de Testagem e Aconselhamento – CTA. Entre os testes usados, estão ELISA que é o mais usado, a Imonofluorescência e o Western-Blot. A utilização dos outros métodos serve para confirmação do diagnóstico.

Porém antes e depois do teste anti-HIV, a pessoa deve fazer um acompanhamento, isto é, conversar com um profissional de saúde que foi preparado para fazer esse trabalho.

Este profissional pode ser médico, enfermeiro, psicólogo, assistente social ou auxiliar de enfermagem.

O aconselhamento antes do teste ajuda a pessoa a tirar dúvidas sobre a transmissão e prevenção do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis- DST. Sendo assim, ajuda a pessoa avaliar se ela pode estar infectada pelo HIV ou por outro micróbio. E, também explica sobre o teste anti-HIV.

Quando a pessoa, que decidiu fazer o teste anti-HIV, recebe o resultado, o profissional de saúde faz outro aconselhamento.

No caso de resultado positivo é oferecido apoio emocional e a pessoa é encaminhada para serviço especializado em atender portadores do HIV, para acompanhamento médico e psicológico.

No caso de resultado negativo, o profissional reforça a mensagem de prevenção e discute a necessidade de repetir o teste.

Nos Centros de Testagem e Aconselhamento, a pessoa não precisa dizer o seu nome, quando vai fazer o teste anti-HIV. Ela recebe um número e com este número se pega o resultado. O teste é gratuito.

O teste anti-HIV só é obrigatório para os doadores de sangue e de órgãos. É recomendado para as gestantes, para quem tem DST e para quem acha que pode estar infectado pelo vírus da AIDS. Caso contrario ninguém mais é obrigado a fazer esse teste.

Se uma pessoa quer realizar o teste e na cidade não tiver local para fazer, o profissional de saúde indicará um local mais próximo para a realização do mesmo.

O teste anti-HIV pode ser feito em alguns hospitais, e centros de saúde e nos Centros de Testagem e Aconselhamento – CTA. Entre os testes usados, estão ELISA que é o mais usado, a Imonofluorescência e o Western-Blot. A utilização dos outros métodos serve para confirmação do diagnóstico. Para realização do teste é necessário colher o sangue .

Como se transmite a AIDS

Qualquer pessoa pode pegar o vírus HIV: homem ou mulher; gente casada ou solteira; criança, moço ou velho; rico ou pobre. E tanto faz se é gente que mora na cidade ou no campo.

A infecção pelo vírus HIV pode ocorrer durante as relações sexuais; pelo compartilhamento ou reutilização de agulhas e seringas contaminadas; de uma mãe soropositiva para o feto, durante a gestação, no momento do parto, ou durante o aleitamento materno; através de transfusões de sangue, ou pelo consumo de hemoderivados infectados. A contaminação também pode ocorrer durante uma intervenção cirúrgica que envolva transplantes de órgãos, ou inseminação artificial, quando os doadores forem soropositivos. Ou ainda, por acidente de trabalho com profissionais das área de saúde.

  1. Relações sexuais

Uma vez na corrente sangüínea, o maior número de unidades do HIV dirige-se para o esperma e para os líquidos vaginais. E é esse capricho da natureza que possibilita a transmissão durante o ato sexual, fazendo da AIDS uma moléstia sexualmente transmissível (doença venérea ).

O vírus da AIDS pode ser transmitido por relações homossexuais, bissexuais e heterossexuais. Durante a relação sexual, o portador do vírus transfere o material contaminado, para o parceiro ou parceira.;

  • A relação analDe todas as práticas sexuais é, provavelmente a mais perigosa, devido o vírus penetrar mais facilmente no organismo, por dois motivos:1º) Durante a penetração, a pressão exercida pelos músculos do ânus, no pênis, é muito grande e provoca invariavelmente irritações, esfolamentos e micro rompimentos das mucosas e do tecido peniano, permitindo, com mais facilidade, o acesso do vírus HIV na corrente sangüínea.2º) A mucosa anal tem elevado poder de absorção ( o que esclarece a existência de medicamentos sob a forma de supositório).Por essa razão que a AIDS disseminou-se com tanta virulência entre os homossexuais, chegando até ser nomeada como a “peste gay”.

    Vale lembrar que a relação anal também é praticada pelos heterossexuais e que a mucosa retal feminina tem as mesmas características da masculina, sendo igualmente vulnerável à penetração do vírus.

    Durante a relação sexual, o vírus alojado na secreção vaginal penetra pela uretra masculina, atingindo o sangue e infectando o homem.

    Todavia, como o vírus HIV atinge concentração mais alta no esperma do que nos líquidos vaginais, sua transmissão do homem infectado para a mulher sadia ocorre com mais freqüência. O vírus, instalado no esperma, atravessa a mucosa vaginal, entrando na corrente sangüínea e infectando a mulher. Isso explica porque o número de mulheres com AIDS vem aumentando significativamente no mundo todo.

    • Sexo oral

    É uma questão que divide os especialistas. Alguns consideram como uma prática de média, ou pequena periculosidade. Já outros são bem mais rigorosos na sua avaliação. O risco maior é para a pessoa que participa como ativa, ou seja, com a boca, indiferentemente se homem ou mulher, pois o esperma, ou a secreção vaginal, escorre pelos lábios, adere as mucosas, se aloja entre os dentes e, encontrando uma porta de entrada: um pequeno corte, aftas, ou pequenas inflamações nas gengivas, pode provocar a infecção. Para a pessoa passiva ( a que participa com o pênis, ou com a vagina ) o perigo é significativamente menor. Mas, mesmo assim existe.

    O vírus da AIDS se transmite, principalmente, através das relações sexuais, sem a proteção da camisinha.

    1. Agulhas ou seringas de injeções contaminadas

    As injeções na veia ou no músculo, com seringa ou agulha contaminada, é a Segunda forma mais freqüente de contágio. Os cientistas acreditam que, em certas regiões do mundo, onde medicamentos são muitas vezes ministrados por injeções musculares ou venosas, em condições precárias, ou seja, sem a esterilização correta do instrumental, as seringas ou agulhas contaminadas tenham sido um fator importante na propagação do vírus.

    No caso de usuários de drogas injetáveis, se uma pessoa portadora do HIV compartilhar a mesma agulha ou seringa com outras pessoas, poderá contaminar as demais pessoas que usarem essa seringa ou agulha. O contágio é imediato e irreversível.

    Quando se usa drogas injetáveis compartilhando agulhas e seringas.

    1. Transfusões de sangue

    Uma pessoa pode se contaminar durante uma transfusão de sangue ou recebendo hemoderivados infectados. É muito importante saber se o mesmo foi devidamente testado por exames antivirais antes da transfusão, porque além do HIV, o sangue pode conter uma grande variedade de outros vírus como hepatites, sífilis, herpes, etc..

    A transfusão de sangue contaminado pode atingir:

    • Os hemofílicos: que são os indivíduos com alteração na coagulação do sangue, devido à falta do fator VIII de coagulação, apresentando sangramento prolongado após um pequeno ferimento. Trata-se de uma doença hereditária, transmitida pela mãe somente aos filhos homens, que passam a necessitar de transfusões de sangue periódicos. Dessa maneira, o tratamento que deveria salvar suas vidas passou a representar risco de apressar sua morte. A Federação dos Hemofílicos do Brasil calcula que mais de 50 % das pessoas que é hemofílica estejam contaminadas pelo vírus da AIDS.
    • Indivíduos com anemias: As mais diversas anemias fazem com que as pessoas necessitem de transfusões de sangue, e se receberem sangue infectado acabam sendo contaminados.
    • Leucemia: Os leucêmicos são pessoas que apresentam alteração dos glóbulos brancos e necessitam receber transfusões de sangue.
    • Pessoas submetidas a cirurgias ou transfusões sangüínea de emergência: Muitas vezes, as pessoas submetidas a cirurgias ou uma emergência necessitam de transfusões de sangue.

    Nesses casos, se o sangue não for previamente testado oferece risco de contaminação. Por esta razão, o Ministério da Saúde tornou obrigatório o teste para detecção de AIDS em todos os bancos de sangue do território nacional.

    Durante a transfusão de sangue. Por isso, todo sangue deve ser testado para saber se tem o HIV e outras doenças transmissíveis.

    1. Contaminação Perinatal

    Trata-se da transmissão do vírus de mãe contaminada para filho, o que aumenta a mortalidade infantil por causa da AIDS.

    Mães grávidas infectadas pelo vírus HIV podem transmití-lo aos seus filhos em cerca de 40% dos casos. A contaminação chamada perinatal, pode acontecer, segundo os especialistas, durante a gestação, no momento do parto ou através do aleitamento.

    A mãe infectada com o HIV pode transmitir o vírus para o seu bebê: na gravidez, no parto e na amamentação.

    1. Contaminação por acidente de trabalho

    Ocorre com profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, pesquisadores, pessoas que trabalham em laboratórios de análises clínicas, etc.) no desempenho de suas funções. A incidência maior de acidentes é com instrumento chamados de perfurocortantes, infectados. A ocorrência deste tipo de contágio é relativamente pequena, e ainda pode ser reduzida quase que a zero se forem observadas as normas de segurança específicas para o seu trabalho.

    O contágio no trabalho ocorre com profissionais de saúde no desempenho de suas funções, porém o risco de contágio poderá ser quase zero se forem observadas as normas de segurança específicas para o seu trabalho.

    Casos onde a AIDS não é transmitida

    Antes de mais nada, é importante saber que a AIDS não é transmitida no convívio social, familiar ou com amigos, no ambiente de trabalho ou na visita a um amigo com AIDS, pois o vírus da AIDS não se transmite :

    • Pelo ar, espirro ou tosse;
    • Pela saliva, lágrima ou suor;
    • Por copos, xícaras, talheres e outros utensílios;
    • Por picadas de insetos;
    • Usando o mesmo banheiro ou privada;
    • Comendo no mesmo local que uma pessoa contaminada;
    • Dormindo no mesmo quarto;
    • Trabalhando na mesma sala;
    • Freqüentando escolas, clubes, piscinas cloradas, teatros, restaurantes, metrô e ônibus;
    • Abraçando ou pegando na mão
    • Dentistas, manicures, cabeleireiros e acumpunturistas não oferecem nenhum risco, desde que seus instrumentos de trabalho sejam devidamente desinfectados.
    • beijo: Em relação ao beijo profundo, que envolve troca de saliva a chance é praticamente igual a zero. A concentração do vírus HIV na saliva é mínima, e só há alguma chance de contaminação se a boca estiver com algum tipo de sangramento. Até hoje, só foi registrado um caso de em que se acredita que a contaminação ocorreu com um beijo.

    A AIDS não transmite através da saliva, da lágrima , do suor, do beijo, em lugares fechados como quartos, ônibus e nem em abraços e aperto de mão.

    Como prevenir a AIDS

    A melhor forma de proteção contra o vírus do HIV é a prevenção, que se faz evitando as situações de risco.

    Para fazer prevenção precisamos de informações que vão evitar que a gente se coloque numa situação de risco. E para não correr riscos devemos ter os seguintes cuidados:

    • Procurar manter um relacionamento mutuamente fiel com um único parceiro: quanto menor o número de parceiros sexuais, menor o risco de contrair o vírus da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis;
    • Ter relações sexuais seguras, ou seja, usar sempre e corretamente a camisinha, em qualquer tipo de relação sexual. Para cada relação sexual, é necessário o uso de uma nova camisinha, ela não deve ser reaproveitada;
    • Não mantenha contatos sexuais com pessoas que tenham numerosos parceiros;
    • Não compartilhar agulhas e seringas com outras pessoas, se usar drogas injetáveis;
    • Só use agulhas e seringas descartáveis ou esterilizadas corretamente, inclusive as de acupuntura e tatuagem;
    • Doe sangue em bancos autorizados e exija materiais descartáveis. A venda de sangue é ilegal;
    • Ao fazer exames laboratoriais exija material descartável;
    • Quando receber transfusão, certifique-se de que o sangue foi previamente testado para detectar anticorpos contra o vírus da AIDS;
    • Não deixe qualquer pessoa amamentar seu filho; procure um banco de leite materno autorizado ou use leite em pó, de acordo com as instruções do Centro de Saúde;
    • Não empreste nem tome emprestado escova de dentes, aparelhos de barbear, navalhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos pessoais que possam ter tido contato com sangue ou outras secreções corporais.

    Muito esforço tem sido feito na tentativa de desenvolver uma vacina, mas até agora isso não é possível.

    A melhor forma de proteção contra o vírus do HIV é a prevenção Assim sendo, na ausência de um tratamento eficaz ou de uma vacina, a prevenção, através da informação, no sentido de adotar uma postura preventiva para evitar a contaminação.

    A melhor forma de proteção contra o vírus do HIV é a prevenção, para isso estejam sempre bem informados, usem a camisinha nas relações sexuais, não compartilhem agulhas e seringas de outra pessoa e ao receber transfusão de sangue procure saber se o mesmo foi testado antes de recebê-lo.

    O tratamento da AIDS

    O tratamento de um indivíduo soropositivo vai depender de como cada pessoa reage à infecção. Só o médico pode indicar o que deve ser feito.Quando uma pessoa tem o vírus da AIDS, não tem sintomas e seus outros exames estão com bons resultados, ela não precisa tomar remédios. Mas precisa de acompanhamento médico.

    Quando a pessoa tem sintomas, isso indica que já está com AIDS. Então, o tratamento é feito com uma combinação de anti-retrovirais.

    Anti-retrovirais são medicamentos utilizados no combate a AIDS e sua função é a de inibir a replicação ou reprodução do vírus HIV, mantendo-o sob controle pelo maior tempo possível. Esses remédios não curam, mas diminuem a quantidade de vírus no corpo , diminuindo também o desgaste do sistema imunológico. Isso aumenta o tempo de vida do doente, mas não garante a sua cura definitiva, até a presente data jamais se conseguiu eliminar totalmente o vírus HIV do sangue de um paciente.

    Em 1986 surgiu o primeiro remédio utilizado em paciente, e transformou-se rapidamente na única e pequena esperança dos pacientes infectados pelo HIV, é a azidotimidina, também chamado de AZT. Ao longo da década de 90, o desenvolvimento de outras drogas e a combinação delas com o AZT apresentou resultado animador.

    Atualmente existem cerca de 12 anti-retrovirais, divididos em 3 classes de drogas:

    • Inibidores da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos (NRTI);
    • Inibidores da Transcriptase Não-Reversa Análogos de Nucleosídeos (NNRTI);
    • Inibidores da Protease.

    Estes anti-retrovirais estão disponibilizados pelo Ministério da Saúde para a distribuição gratuita, aos portadores do HIV, através dos Postos de Saúde do SUS (Sistema Único de Saúde), hospitais e instituições credenciadas. De acordo com a prescrição do médico, eles podem ser administrados com diversas combinações diferentes, envolvendo duas, três, quatro ou até cinco drogas, dependendo do quadro clínico do paciente. A combinação desses medicamentos é chamada de carinhosamente de coquetel.

    O tratamento deve ser feito em casa. A pessoa que tem o HIV não precisa ser internada para se tratar. O hospital só é indicado quando a pessoa precisa de tratamento especializado.

    Se uma mulher grávida estiver infectada com o vírus HIV, mesmo sem sintomas, deve tomar o AZT, que será iniciado no terceiro mês de gravidez, pois esse remédio vai proteger o bebê, evitando que ele nasça com o vírus.

    De cada 100 gestantes que tomam o AZT na gestação e durante o parto, mais de 90 têm chances de ter o bebê sem o vírus do HIV. O bebê também deve tomar o AZT durante as seis primeiras semanas de vida para aumentar sua proteção e também não poderá ser amamentado pela mãe que tem o vírus.

    No acompanhamento do desenvolvimento do bebê o médico deve pedir também testes anti-HIV, porém esse teste só poderá ser feito quando a criança estiver com 18 meses, é somente neste período é que o resultado do teste anti-HIV do bebê é definitivo.

    Faz parte do tratamento de quem tem o HIV ou já tem AIDS comer alimentos variados, frescos e limpos, tomar sol de manhã, e se distrair. Os cuidados devem ser com o corpo e a mente.

    Quando a pessoa tem sintomas da AIDS, o tratamento é feito com uma combinação de remédios chamados anti-retrovirais, eles não curam, mas diminuem a quantidade de HIV no corpo.

    O médico pede dois exames ao paciente. O primeiro revela quantas cópias de HIV ele tem no sangue, para saber o tamanho do exército inimigo. O segundo faz uma contagem das células de defesa chamadas CD4, que são as primeiras a ser invadidas e destruídas. Se elas são poucas, significa que o corpo está perdendo a batalha. A partir dessas duas informações, é feita a receita da quantidade de anti-retrovirais o paciente tem que usar.

    O HIV: um vírus mutante

    O maior problema enfrentado hoje pelos pesquisadores nas pesquisas sobre a AIDS é que o vírus HIV sofre mutação rapidamente e se torna resistente aos medicamentos. Parte dessa resistência aos medicamentos é adquirida com o mau uso das drogas atualmente disponíveis. Esse mau uso, por sua vez, vem em grande parte do fato de alguns medicamentos exigirem duas horas de estômago vazio, o que torna a vida dos soropositivos extremamente regrada. Se os pacientes não tomam os medicamentos da forma correta, o vírus acaba adquirindo resistência a eles. Nessa linha, novos medicamentos, como o efavirenz, por exemplo, exigem que sejam tomados apenas uma vez por dia. A pesquisa da medicina nessa área está baseada na busca de medicamentos que exijam menos sacrifício dos pacientes e que sejam mais resistentes.

    Os estudos nessa área também buscam medicamentos mais baratos, já que uma terapia com coquetéis custa em média US$ 950 por mês. As empresas farmacêuticas já prometeram reduzir os preços dos remédios contra a Aids, que já podem ser comprados por menos de US$ 500 em alguns países africanos.

    O maior problema enfrentado hoje pelos pesquisadores nas pesquisas sobre a AIDS é que o vírus HIV sofre mutação rapidamente e se torna resistente aos medicamentos. Vejamos a cima as duas estratégias que o HIV usa para sobreviver aos ataques.

    A Situação da AIDS hoje no Mundo e no Brasil

    Uma pessoa é contaminada pelo vírus HIV a cada 12 segundos. Segundo o Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids).

    As mulheres são mais suscetíveis do que nunca aos riscos do vírus HIV, afirma o relatório. Na África subsaariana, há 14 mulheres contaminadas com o vírus para cada dez homens.

    A Unaids, agência da ONU encarregada de gerenciar o combate à doença, estima que o número de pessoas que têm o vírus esteja próximo de 39,5 milhões, e que a vasta maioria desconhece estar infectada.

    O número de pessoas contaminadas cresceu em todo o mundo, mas o avanço da doença foi mais sentido nas regiões central e leste da Ásia e no leste da Europa.

    Países como África do Sul, Uganda, Moçambique e Suazilândia, na África, também tiveram aumentos nos números de casos depois de uma estabilização nos níveis de infecção.

    Cerca de 40% das novas contaminações ocorrem em pessoas com idades entre 15 e 24 anos e o estudo calcula que 2,9 milhões de pessoas tenham morrido por doenças ocasionadas pela Aids em 2006.

    “O futuro da epidemia de Aids no mundo depende muito dos padrões de comportamento que os mais jovens adotarão e os fatores que influenciarão essas escolhas”

    A ONU estima que 38,6 milhões de pessoas viviam com HIV/Aids no mundo em 2005 e o número absoluto de infectados continua a aumentar pelo simples crescimento populacional e pelo prolongamento da vida dos soropositivos por meio de terapias à base de antiretrovirais.

    Apenas no ano passado, mais de quatro milhões de pessoas contraíram o vírus HIV e 2,8 milhões morreram por causa da doença.

    Com cerca de 620 mil infectados, o Brasil concentra a maior população de soropositivos na América Latina, como diz o relatório, pelo tamanho da população.

    Na África Subsaariana, região mundial mais afetada pela doença, a proporção da população com Aids tem, na maior parte dos países, se mantido estável embora, segundo o Unaids, isso aconteça às custas da alta mortalidade dos infectados.

    “Essa aparente estabilização da epidemia reflete situações onde os números de pessoas sendo infectadas pelo HIV quase se equivale aos números de pessoas morrendo de doenças relacionadas à Aids”, alerta o relatório.

    “Um pouco mais de um décimo da população mundial vive na África Subsaariana, que abriga quase 64% de todas as pessoas vivendo com o HIV – 24,5 milhões. Dois milhões deles são crianças mais jovens do que 15 anos.”

    Ainda segundo o relatório, cerca de 930 mil adultos e crianças morreram por causa da Aids no sul da África em 2005 – o que representa um terço de todas as mortes causadas pela doença no ano passado.

    Mas a ONU também destaca as exceções do Quênia, do Zimbábue e das áreas urbanas de Burkina-Fasso, onde a doença vem diminuindo.

    Outro caso de declínio destacado no relatório é o de Angola, onde o isolamento provocado pelos 27 anos de guerra civil teria de certa forma contido a transmissão do HIV.

    Em termos absolutos, a Índia passou a ser o país com o maior número de infectados. Com cerca de 5,7 milhões de soropositivos, ultrapassou a África do Sul (5,5 milhões).

    A epidemia também continua a se espalhar no Leste Europeu e na Ásia Central, regiões onde houve 220 mil novas infecções no ano passado, elevando para 1,5 milhão o número de soropositivos – 20 vezes mais do que uma década antes. Com a taxa de infecções, aumenta também a taxa de mortalidade.

    A maioria das pessoas infectadas pelo HIV na região estão na Ucrânia, onde novos casos continuam aumentando, e na Rússia, país europeu mais afetado pela epidemia. No caso dos russos, porém, o número de novos diagnósticos atestando a presença do HIV vem se estabilizando. Outros países onde a doença vem se espalhando mais são Cazaquistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.

    Em relação aos Estados Unidos, a ONU diz que houve resultados mistos, com uma população recorde de soropositivos (1,2 milhão) refletindo o sucesso do tratamento à base de antiretrovirais e ao mesmo tempo poucos avanços nos esforços de prevenção.

    Na América Latina, a ONU estima que 140 mil pessoas tenham contraído o HIV em 2005, elevando para 1,6 milhão o número de infectados. Também no ano passado, a região perdeu 59 mil pessoas para a doença.

    Das 39,4 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo: – 37,2 milhões são adultos – 17,6 milhões são mulheres (44,7%) – 2,2 milhões são crianças abaixo de 15 anos – Embora os gastos no combate à Aids tenham passado de US$ 2,1 bilhões em 2001 para US$ 6,1 bilhões em 2004, menos de uma em cada cinco pessoas em países mais pobres tem acesso a serviços de prevenção.

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Precisa Conversar? O Beto Volpe (pesquisem este nome no Google) tem muito a oferecer. Eu, Cláudio, não tenho mais como atender a vocês, numa boa, eu não dou conta de digitar apenas com os indicadores e muitas vezes a conversa toma rumos que, pessoas muitas vezes "só de passagem" poderiam sair daqui se perguntando que espécie de louco sou eu!