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Portadores do HIV não são frequentemente submetidos a testagem para o HCV

A magnified illustration of the deadly Human Immunodeficiency Virus (HIV/AIDS) virus with text name.

Michael Carter

Hepatitis

Pessoas portadoras do HIV não são frequentemente submetidas a testagem para infecção do vírus da hepatite C (HCV), de acordo com pesquisa americana publicada na edição online do Clinical Infectious Diseases. O estudo retrospectivo examinou práticas de triagem em sete locais primários de atendimento entre 2000 e 2011. A freqüência de testes aumentou, mas a prática varia consideravelmente entre os sites, e em alguns casos indivíduos com comportamento de alto risco não eram frequentemente testados para o HCV.

“A testagem para incidência de HCV é variável entre os sites e a melhora na freqüência da triagem é também variável, ressaltando a necessidade de diretrizes baseadas nos EUA para informar práticas de HIV”, escrevem os autores.

Um editorial na mesma edição do jornal reforça a importância de pronto diagnóstico de HCV em pessoas portadoras de HIV.

Muitas pessoas portadoras de HIV têm um alto risco de infecção pelo vírus da hepatite C. O uso de drogas injetáveis é um reconhecido fator de risco para se adquirir o HCV e há também uma epidemia de HCV sexualmente transmissível entre homens gays portadores de HCV em algumas cidades da Europa e EUA.

Diretrizes americanas recomendam que pessoas portadoras do HIV com alto risco de HCV deveriam ser consideradas para triagens anuais de anticorpos contra o HCV. Entretanto, a definição de alto risco não está clara e as práticas de testes atuais são desconhecidas. Devido a esta incerteza, um grupo de investigadores desenvolveu um estudo retrospectivo envolvendo 70.000 pessoas portadoras de HIV que receberam os primeiros cuidados em sete sites nos EUA entre 2000 e 2011. Eles mediram índices de HCV triados usando anticorpos ou testes de RNA como requisitos para cuidados, e para as pessoas que não tinham HCV como padrão, níveis de testes subseqüentes. Os fatores associados com os testes também foram analisados, e os investigadores também examinaram se elevações nos níveis de enzimas do fígado (ALTs) – uma possível indicação de recente infecção por HCV – provocaram testes de diagnóstico adicionais.

Os índices de triagem em pessoas recentemente inscritas para cuidados foram bons, com 85% submetendo-se a testes com anticorpos HCV ou testes de RNA dentro de três meses após estabelecer conexão com um portador. Mas analises das 9000 pessoas que não tiveram HCV e que permaneceram sob cuidados por pelo menos um ano mostraram que somente 56% receberam qualquer triagem adicional de HCV durante o acompanhamento.

testagem para o HCV

Os índices de testes de acompanhamento variaram entre os sites desde uma baixa de 35% até uma alta de 79%.

Um número de fatores de risco e características clínicas foram associados com a testagem para o HCV durante o acompanhamento. Dentre eles incluem-se relatos de relações anais sem proteção (OR = 1.31; 95% CI, 1.08-1.59); uso de anfetaminas (OR = 1.86; 95% CI, 1.42-2.44); ter diagnóstico de AIDS (OR = 1.16; 95% CI, 1.04-1.31); e um histórico de doença de fígado não relacionada a HCV (OR = 3.41; 95% CI, 2.51-4.63). As pessoas que relataram injetarem drogas foram mais provavelmente submetidas a triagem do que homens gays ou grupos de risco de heterossexuais.

Fiscalização nas triagens aumentou com o tempo e entre 2008 e 2011 o índice de triagem variou entre 0.24 e 0.63 triagens por pessoas ano. O número médio de triagens por pessoa também aumentou na maioria dos sites, assim como a proporção de pessoas que se submeteram a testes de HCV em períodos fixos.

“Fiscalização nas triagens por ocorrência de infecção de HCV varia substancialmente entre sites clínicos – mesmo entre aqueles que relatam características de alto risco tais como uso atual de anfetaminas e sexo anal com uso variável de camisinha”, notam os autores.

A testagem para o HCV em pessoas com elevado ALTs foram infreqüentes: somente 27% das pessoas com níveis acima de 100 iu/l e um quinto daqueles com medidas acima de 400 iu/ml se submeteram a testes de anticorpos HCV ou RNA dentro de um período de doze meses. Os índices de triagem foram similares quando as analises foram restritas a gays ou outros homens que tenham sexo com homens.

“Parece que provedores nos EUA não rotineiramente usam ALT como um teste de triagem para ocorrência de HCV,” comentam os investigadores. Eles concluem que são necessárias diretrizes para triagem de HCV em âmbito nacional para pessoas portadoras de HIV, “informando quem deve participar desta triagem, com que freqüência e quais testes de triagem devem ser utilizados.”

Referencia

Freiman JM et al. Current practices of screening for incident hepatitis C virus infection among HIV-infected, HCV-uninfected individuals in primary care. Clin Infect Dis, edição online, 2014.

Reiberger T Acute hepatitis C virus infection in HIV+ MSM: should we change our screening practice? Clin Infect Dis, edição online, 2014.

Fonte AIDSMAP.com

Tradução SAMIRA J. Z.

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Original em inglês: AIDSMAP  Tradução SAMIRA J. Z.

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el guapoPenso que as pessoas deveriam ser submetidas à testagem para o HCV sempre que forem detectadas como soropositivas para HIV, assim como já são testadas para tuberculose em casos ssimilares

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Sobre Claudio Santos (509 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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