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As principais questões que afetam o cuidado de adolescentes HIV – positivos

As principais questões que afetam o cuidado de adolescentes HIV- positivos

 

Uma entrevista com John Steever, Medico

Por Mathew Rodriguez

Do site TheBodyPRO.com

28 de Agosto de 2014

 

John Steever, Medico

Os adolescentes encaram uma serie de desafios incomparáveis — e geralmente menos valorizados — no que diz respeito à assistência medica efetiva e tratamentos bem-sucedidos do vírus HIV. John Steever, Medico no Centro de Saúde de Adolescentes do Centro Medico Monte Sinai em Nova York está profundamente familiarizado com estes desafios: ele supervisiona os cuidados de aproximadamente 100 jovens HIV – positivo.

O Dr. Steever falou por telefone com Mathew Rodriguez, nosso Editor da Comunidade Local, sobre o trabalho dele e sobre como os cuidados com o HIV em adolescentes difere dos cuidados do HIV em adultos, e as maiores prioridades que os prestadores de serviços médicos deveriam ter em mente quando tratarem adolescentes HIV-positivos.

Você pode dizer um pouco sobre o Centro de Saúde Adolescente do Monte Sinai e qual seu papel la

O Centro de Saúde Adolescente é na verdade um dos maiores centros de saúde adolescente auto-sustentável dos Estados Unidos. Lá nós vemos todos os anos por volta de 12, 000 indivíduos únicos. Nós fazemos isto de graça para a juventude; nós não cobramos nada deles. Nós somos livres de várias concessões, assim podemos oferecer assistência medica sem nenhuma barreira para os adolescentes.

Eu sou um dos médicos lá, então eu vejo jovens de todos os tipos, de idades entre 12 a 24 ou 25 anos. Nós todos fazemos muitas assistências medicas reprodutivas; trabalhos de GIN (ginecologia), testes de DST`s (Doenças Sexualmente Transmissíveis), testes de gravidez, doação de métodos de controle de natalidade. E tudo isso é feito de graça para as crianças. Então, todos os exames laboratoriais que nós fazemos são gratuitos. Todos os métodos de controle de natalidade que nós doamos são gratuitos. Nós doamos amostras. E então quando nós tratamos DST’s, nós também doamos amostras. Então a juventude não encontra muitos obstáculos para conseguir cuidados médicos. Nós somos realmente super compreensivos. Nós temos uma ala de cuidados médicos. Nós temos uma ala de cuidados ginecológicos. Nós temos uma ala de saúde mental, incluindo psicólogos, assistentes sociais e psiquiatria infantil. Nós também temos educadores em saúde. Nós temos uma nutricionista na equipe. Nós temos um advogado na equipe para jovens que possam precisar de assistência jurídica. Nós temos uma clinica dentaria, e uma nova clinica de olhos que esta disponível aos jovens. E todos estes serviços são gratuitos. Nós fazemos uma combinação de agendamentos e encaixes.

O que eu faço dentro daquele grupo: eu especializo e supervisiono o cuidado medico dos adolescentes HIV – positivos. Nós temos por volta de 100 jovens em cuidados que tem HIV; alguns nasceram com o vírus (aquisição perinatal), mas a maioria deles contraiu através do ato sexual. E a maiores deles são jovens rapazes de cor que fazem sexo com outros homens – então este panorama reflete um pouco a epidemia na cidade de Nova York.

O que você diria aos médicos com menos experiência envolvidos no cuidado de jovens soropositivos? O que você acha que precisa ser visto de maneira diferente quando se fala em cuidados em jovens soropositivos em relação a pessoas mais velhas?

Fundamentalmente, as orientações gerais básicas dizem que você deve começar a tratar as pessoas assim que você as diagnostica com HIV. Este e o conceito teste-e-trate – assim você começa a tratar as pessoas com os medicamentos para o HIV imediatamente, independente da contagem CD4 delas. Assim, a contagem pode ser realmente alta ou baixa, mas você começará a tratá-las com medicamentos.

A idéia é que então a carga viral delas começa a baixar drasticamente, comece a ficar indetectável, assim há chances menores delas transmitirem a infecção a outras pessoas. E a idéia é de que se você pudesse tratar todas as pessoas assim que você as diagnosticasse, eventualmente você erradicaria as infecções porque não haveria novas infecções.

O problema com essa idéia é que ela requer um grau relativamente alto de sofisticação. E eu não sei que todos os adolescentes estão preparados para lidar com ela. Quando você dá o diagnostico de HIV-positivo a um jovem, não só você esta dando a ele noticias difíceis, que eles podem ou não estar desenvolvidos o suficiente para lidar com elas, mas eles freqüentemente também têm outras variáveis em suas vidas que podem tornar a noticia ainda mais difícil de suportar.

Por exemplo, um jovem que pertence a uma minoria, que é de cor, que é gay, esta fazendo sexo com outros homens: ele pode não estar com vontade de contar a sua família sobre isso. E a família pode não apoiar muito este fato. Então, o que você não quer que aconteça é que a família descubra que ele está tomando remédios – porque você deu a ele um frasco de comprimidos, então a família não só descobre que ele é mais um dos adolescentes HIV-positivos, como também é gay. Isto pode levar à expulsão do jovem de casa ou a um ambiente familiar hostil, quando o que nós queremos é um ambiente familiar de apoio. Então existem cenários em que não é o momento certo para que este jovem comece o tratamento com remédios para o HIV até que ele esteja realmente pronto, e que tenha pensado sobre todas as repercussões que aconteceriam se começasse a tomar os medicamentos: Você tem um lugar para ficar? Você tem um lugar para esconder seus medicamentos? Ou você se sente confortável incluindo sua família?

 As principais questões que afetam o cuidado de adolescentes HIV – positivos


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Eu acho que o apoio familiar, especialmente quando você é adolescente, é extremamente importante. Mas, se um jovem vai ser expulso de casa, este não é o melhor momento para começar com seus medicamentos.

Coisas como o uso sério de substâncias deveria dar aos médicos uma pausa antes de começar com os medicamentos para o HIV. Ou uma vida domestica instável – então talvez eles não morem em casa, mas estejam passando tempo com os amigos – ou morando em abrigos. E simplesmente muito mais difícil cuidar do seu HIV e se preocupar com alimentação, vestuário, moradia.

Se você começa o tratamento em alguém, você quer que essa pessoa obtenha sucesso no tratamento. Se eles não obtiverem sucesso e não suprimirem sua carga viral, então pode ser que eles criem resistência aquele medicamento. E já que são jovens, eles farão uso dos medicamentos por muito tempo. Você tem que fazer cada regime valer à pena; você não quer que o seu paciente fique brincando de “pega-pega” com seus medicamentos no começo, tornem-se resistente a eles e então fiquem trocando relativamente rápido de medicamentos.

 “Já que são jovens, eles farão uso dos medicamentos contra o HIV por muito tempo. Você tem que fazer cada regime valer à pena.”

Eu sinto que você precisa estar pronto, que o paciente precisa estar pronto, e que você precisa envolver o seu pessoal da ala de saúde mental – como uma assistente social ou um gerente de casos – para ajudar a explorar como esse jovem terá sucesso em tomar os medicamentos.

Como você recomenda discutir o tratamento do HIV com um adolescente diagnosticado recentemente?

Bem, eu acho que o objetivo é realmente nobre, e eu acho que definitivamente o assunto, no que diz respeito aos adolescentes deveria ser trazido à tona. Mas eu acho que você deveria acalmar o jovem e dizer, OK, aqui estão as vantagens, aqui estão as desvantagens. Aqui esta o porquê nos deveríamos começar com os medicamentos; e aqui está o porquê isso poderia vir a ser uma má idéia. Nós não vamos fazer nada hoje. Eu quero que você pense sobre isso. Eu quero que você trabalhe com sua assistente social, com seu gerente de casos, com seu pessoal da saúde mental, e que você realmente trabalhe com algumas destas coisas. Talvez os adolescentes devessem ser encorajados a treinar com multivitaminicos. Eu acho que as orientações gerais são ótimas, mas tem que haver algum reconhecimento que você não pode começar alguma coisa de maneira rígida.

Ou, se você esta encurralado sobre começar alguma coisa, talvez para os adolescentes uma das primeiras linhas deveria ser alguma coisa que envolvesse um inibidor de protease, porque a barreira genética a resistência é muito maior. Você perde a conveniência do regime de uma pílula, uma vez ao dia. Mas você ganha a vantagem de ter um medicamento que não causa mutações no vírus tão rapidamente.

‘“Para adolescentes eu geralmente uso o inibidor de protease, só porque e uma boa aula para eles.”

 

Onde os médicos podem conseguir ajuda para abordar estas áreas que estão fora de sua área de especialidade, mas que são importantes ao tratar um adolescente com HIV?

Se você tiver sorte, você terá uma assistente social no seu escritório. Eu mesmo sou extremamente sortudo de ter uma. Se você não tiver tanta sorte, se você estiver em pratica solo, se não houver uma equipe grande ao seu redor – sua enfermeira pode estar interessada e fazer um pouco deste tipo de trabalho. Mas também há algumas organizações por ai afora que fornecerão algumas estruturas de gerenciamento de casos para você. Eu tenho certeza que eles não estão em toda cidade e nem em todo município através do pais. Mas, certamente, em cidades maiores, há organizações que ajudam a fornecer estrutura. Ter elas na palma da mao e com certeza uma coisa boa.

Há alguma questão recente que você, na qualidade de fornecedor de cuidados a adolescentes soropositivos, esteja esperando animosamente?

Eu estou esperando ansiosamente para ver que tipos de medicamentos injetáveis de longa duração, ou ate mesmo implantáveis, os cientistas irão lançar. Eu gostaria de ver mais cursos colocados nesta área.

Alguém tem que lembrar em tomar uma pílula todos os dias agora, mas, por mais que você possa remover o usuário da equação – se você pudesse fazer um coquetel injetável uma vez por mês ou uma vez a cada três meses – eu acho que isso realmente melhoraria a aderência ao medicamento para o HIV. Isto realmente melhoraria a diminuição das comunidades de cargas virais e, assim, diminuiria o risco de novas transmissões a outras pessoas.

Também, para pessoas que formam um casal soro discordante, fazer a profilaxia pré-exposição também ajudaria a percorrer o longo caminho para causar uma brecha na epidemia.

A outra coisa e (e eu não sei como fazer isso), nos precisamos descobrir como atingir mais pessoas. Eu acho que qualquer barreira que possa ser removida para ampliar o numero de realização de testes de HIV deve ser feita. Por exemplo, ninguém nunca diz em um exame físico anual, “Oh, nos vamos fazer uma contagem sangüínea completa.”

Deveria apenas ser, “Nos vamos fazer os testes sangüíneos de rotina que é feito no exame físico.” E deveria ser parte disto, assim você pega as pessoas – você simplesmente faz muito mais testes e nós poderemos esperançosamente achar mais pessoas que tem a infecção.

Teste amplamente, teste freqüentemente, como eles dizem.

Muito obrigado por conversar comigo.

Esta transcrição foi editada para pureza do som.

Mathew Rodriguez e editor da comunidade local para TheBody.com e The BodyPro.com

Siga Mathew no Twitter:@mathewrodriguez

 Nota do Editor de Soropositivo Web Site: Eu conheci uma adolescente que tinha acabado de descobrir que era soropositiva. Ela contou para a família e foi taxada de drogada, Posta às ruas, caiu na prostituição.

Prostiuindo-se, “vingou-se do mundo” e contaminou umas duzentas pessoas. Quando caiu em si teve um arrependimento terrível e lançou-se do alto da ponte Major Quedinho, ali na Bela Vista, zona boêmia de Sampa e se acabou.

Morreu aos 19 anos, no início da vida. Lidar com adolescentes HIV – positivos é extremamente complexo, por tudo o que foi dito aqui e pela alta pressão dos hormônios nestas cabeças ainda em formação

 

 Tradução: Rodrigo Sgobbi Pellegrini

contato: tearosp@gmail.com

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Sobre Claudio Santos (508 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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