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Uma das principais lutas das travestis e transexuais é pela inserção no mercado de trabalho

Um dia para ser lembrado

Campanha da visibilidade discute o preconceito ainda existente

Ana Paula Leitão

Diante do espelho, a mulher contorna os lábios com batom. De cabelos nos ombros e sorriso constante, Ludymilla não vê na imagem refletida o homem que foi, mas a mulher que é. Hoje, acompanha as mudanças do corpo, que ganhou contornos acentuados. Em busca de uma vida nova, a TRANSEXUAL batalha pela certidão de nascimento com o nome feminino e pela cirurgia de readequação sexual.

Ludymilla Santiago, de 27 anos, percebeu que era diferente quando tinha 14 anos. “Na época, comecei a me dar conta de que gostava de homens e me sentia desconfortável com o grupo”, conta. Aos 16, começou a se vestir como mulher. “Não se nasce sabendo que é TRANSEXUAL, acontece em um processo”, explica. Ludymilla hoje luta pelo reconhecimento da família, que não aceita a mudança de gênero e continua chamando-a pelo nome masculino.

kim petras-sexy-hot-motivational-posters-3-3De acordo com a vice-presidente da Associação do Núcleo de Apoio e Valorização à Vida das Travestis e Transexuais do DF e Entorno (Anavtrans), Sissy Kelly, até hoje travestis e transexuais sofrem discriminação de pais, irmãos, amigos e, também, social. “Os transexuais e travestis têm dificuldade, inclusive, de acessar serviços de saúde e no mercado de trabalho por causa do preconceito”.

Para discutir e buscar soluções, foi criado o Dia Nacional da Visibilidade, comemorado hoje no Brasil. A data foi criada em 2000, quando um grupo de travestis e transexuais negociou com o Governo Federal e com o Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde uma campanha de esclarecimento sobre quem são e o que querem. Dois anos depois, surgiu a campanha nacional TRAVESTI e respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos em casa, na escola, na boate, na vida.

Para marcar a data, será realizado no auditório da CUT, na próxima quinta-feira, o II Seminário da Visibilidade com o tema Inserção Social. O seminário é organizado pelo grupo Elos e Núcleo de Atenção à Diversidade e Enfrentamento a Discriminação Sexual, Étnico Racial e Religiosa, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda.

Cirurgia é irreversível

Em todo o Brasil, homens descobrem que são mulheres e mulheres se reconhecem como homens. No entanto, apenas no Rio de Janeiro, em Goiás, em São Paulo e no Rio Grande do Sul é realizada a cirurgia de readequação sexual, conhecida como transgenitalização.

Para fazer a cirurgia, é necessário um acompanhamento psicoterapêutico e hormonal de, no mínimo, dois anos, para evitar arrependimentos. No Distrito Federal, o serviço é oferecido pelo Programa Transexuais do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Nascido há cerca de sete anos, o projeto conta com psicólogos, psiquiatras, ginecologistas e endocrinologistas. “É importante que eles e elas tenham certeza de que querem fazer a cirurgia, já que é irreversível”, explica a psicóloga hospitalar e mentora do programa, Sandra Romero.

Além disso, ela explica que o programa oferece atendimento aos familiares, que dificilmente aderem ao programa. “A mudança é grande e difícil para os pais, então é natural essa resistência”. Segundo a psicóloga, o apoio da família é essencial no processo de transformação e autoafirmação.

Para Sandra, a iniciativa tem conseguido bons resultados. Dos 25 participantes do ano passado, seis já fizeram a cirurgia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), responsável por realizar o sonho de transexuais do Distrito Federal e de outros estados brasileiros. A professora e coordenadora do Projeto no Hospital da UFG, Mariluza Silveira, conta que as cirurgias são realizadas, no local, há mais de dez anos.

Até o momento, foram feitas cerca de 36 cirurgias, dentre as quais sete foram de mudança do sexo feminino para o masculino. O procedimento é realizado por um ginecologista e um cirurgião plástico. “Elas nascem outra vez, só que no corpo certo”, afirma. Segundo Mariluza, dois rapazes já se casaram legalmente após um realizar a cirurgia. “É porque mudamos também o nome e o sexo na certidão de nascimento, assim, a lei não tem como negar o casamento legal”.

Além disso, a reposição hormonal é acompanhada por médicos e psicólogos. “Deixamos claro, desde o primeiro dia, que é preciso continuar monitorando a saúde por toda a vida por causa dos hormônios”. Segundo a professora, as altas doses podem causar problemas e até matar.

SAIBA +

As reuniões do Programa Transexuais acontecem toda terça-feira no HUB, às 10h, e voltam a funcionar nesta terça-feira. Para participar, procure a coordenadora do programa, Sandra Romero, no telefone 91575700.

No DF, apenas nos últimos dois meses (dezembro e janeiro), o Nudin já atendeu 45 cidadãos que sofreram preconceito por intolerância sexual, religiosa e racial.

Uma das principais lutas de travestis e transexuais é pela inserção no mercado de trabalho. Por causa do estigma, são restringidas a trabalhar como cabeleireiras, prostitutas ou cozinheiras.

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Sobre Claudio Santos (508 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

1 comentário em Uma das principais lutas das travestis e transexuais é pela inserção no mercado de trabalho

  1. São Paulo possui uma Lei Estadual que pune as condutas homofóbicas em empresas, co​m penas que variam de multas até suspensão da licença de funcionamento, além dos danos morais em processo cível. Para evitar isso, as advogadas Rosangela Novaes e Patricia Gorisch criaram a UP Humanização e Treinamento, pioneira no Brasil. O objetivo principal é preparar a sociedade e as empresas para as mudanças que vêm ocorrendo no País e no mundo, envolvendo a população LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexo). A UP nasceu do desejo de construir uma sociedade mais justa, solidária, plural e igualitária, livre de quaisquer formas de preconceito, como preceitua a Constituição Federal.
    contato@uphumanização.com.br

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