Pedofilia: Onze padres escapam por prescrição…

Padres pedófilos

Homens ou santos? Não seria melhor acabar com o celibato para que não haja este tipo de “vazão” dos instintos?

Onze das doze pessoas envolvidas em um caso de pedofilia na Espanha não poderão ser processados devido à prescrição dos factos, segundo o entendimento do juiz Antonio Moreno Marin divulgado hoje pela manhã.

O “magistrado” do  tribunal de Granada, ao sul da Espanha, considerou que em consonância com a lei ele tinha de “declarar a prescrição dos crimes de abuso sexual sem penetração, exibicionismo e dissimulação de provas” em relação a nove padres e dois laicos denunciados por um rapaz do coro de Granada.

Por outro lado decidiu manter o processo contra um padre por fatos “que podem constituir crime de abuso sexual contínuo”.

Moreno Marin adiantou que estes crimes são passiveis de prisão de quatro a dez anos de reclusão.

A decisão, de 26 de janeiro, pode ser alvo de recurso por conta da Procuradoria Local.

Este caso de pedofilia foi notificado em novembro e, por conta o número de acusados, trata-se de do mais grave crime da Igreja Espanhola.human activities

segundo o Jornal Notícia ao Minuto de Portugal, o Papa sensibilizou-se com a carta de um jovem de pouco mais de vinte anos, que se apresentava como membro da Opus Dei e que revelava os abusos sexuais de que dizia ter sido vítima em Granada, tendo-o, o Papa, aconselhado o jovem a apresentar queixa.

Ainda segundo o Notícia ao Minuto dez padres e dois laicos foram depois acusados de participação nos abusos denunciados pela vítima, como autores ou cúmplices, entre 2004 e 2007, quando a vítima tinha entre 14 e 17 anos.

É sabido por todos que o Papa Francisco assumiu, desde a sua eleição em março de 2013, uma política de “tolerância zero” em relação à pedofilia, flagelo que desacreditou a Igreja católica e que poderá ter causado dezenas de milhares de vítimas.

Eu, o editor de Soropositivo Web Site fui, em época de extrema necessidade, um albergado de uma casa de apoio controlada por um padre e Deus e o Diabo, juntos, não acabaram de crer nas coisas que eu passei lá; não passei por abuso sexual, mas sofri uma grande sorte de “assédios morais” e, para narrar apenas um, certa feita eu me atrasei cinco minutos na rua, vindo do CRTA que era onde eu me tratava e, por conta disso, perdi o direito ao jantar naquela noite. Acho que a Igreja, como Instituição, precisa observar melhor quem ela põe na condução de “seu rebanho”.