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Lei Maria da Penha: Senadora Lúcia Vânia lamentou o alto índice de violência de gênero

maria-da-penhaA relatora da Lei Maria da Penha, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), disse, acertadamente, que na questão da violência contra a mulher existe uma questão cultural a ser mudada; ela disse isso no Seminário “Avaliação da Lei Maria da Penha e o Futuro das Políticas de Prevenção à Violência contra a Mulher”, no dia 4 de março de 2015, um evento do IPEA.

Em sua fala, Lúcia Vânia avaliou o período em que debruçou-se sobre a questão e fez a relatoria do Projeto que deu origem a Lei Maria da Penha.

Ipsis literis  Vânia afirmou:

“Como relatora da proposta no Senado Federal, tive a grande oportunidade de me debruçar sobre este tema que é a um só tempo tão delicado quanto corajoso. Delicado porque traz à pauta das políticas públicas um problema endêmico não somente no Brasil, mas em todo o mundo, que é a violência vil e covarde ao gênero feminino. E corajoso porque enfrenta o silêncio envergonhado de uma sociedade e de um Estado que desprezavam por completo o direito – e o desejo – de milhões de brasileiras de sentirem-se efetivamente protegidas, dentro de um ambiente que lhes deveria ser de paz, amor e aconchego: o próprio lar”, enfatizou.

 

Citando dados do IPEA a Senadora lamentou o fato visivelmente óbvio os números serem expressivamente altos com mudanças sem real significância (as ações para conter violência contra a mulher, ou violência de gênero, se mostram “sem significação”. Em consonância com o estudo do IPEA à exceção do ano de 2007, período imediato à promulgação da lei os índices caíram, para, logo em seguida remontarem ainda mais agressivos e a violência contra a mulher exacerbou-se como pode se ver nos dados abaixo:

A taxa de mortalidade foi de 5,28 por 100 mil mulheres no período de 2001 a 2006, antes da lei, e de 5,22 no período de 2007 a 2011, após a lei.

 “A redução foi insignificante. Ocorre uma morte, um caso de femenicídio, no Brasil a cada noventa minutos nos dias de hoje.

Debalde o fato de termos obtido avanços com a lei, ainda assim são 4,4 assassinatos a cada 100 mil mulheres, colocando o Brasil no 7º lugar no ranking de países nesse tipo de crime repugnante.”

Como editor de Soropositivo Web Site acompanho, estarrecido, o volume de barbaridades cometidas neste ponto “da relação masculino/feminino.”.

Tempos atrás conversava com um amigo por telefone e ele me contou que nas imediações da residência dele há algumas boates e, certa feita, um homem (???) chegou até a porta do local onde se deparou com a própria esposa e a esfaqueou.

Sugeriu-me, então, que eu fizesse uma pesquisa com as palavras chaves “homem esfaqueia mulher”.

Eu fiz e coloquei, agora, o link na própria frase para que você, prezada leitora, passe a olhar com atenção redobrada os seus pretendentes porque cada novo namoro é sempre um risco e eu conheci uma garota de programas que me contou que, quando ela fazia sexo com ele, havia uma posição onde ele aproveitava o “ângulo ruim de visão” para retirar a camisinha e penetra-la sem proteção. Algo que, a meu ver, chega a ser um ato criminoso dada a realidade em que vivemos.

Eu, infelizmente, sou obrigado a dizer que, diante destes fatos, chego a ter vergonha de ser homem, por conta da patifaria feita por estas criaturas abomináveis, só comparáveis a outros patifes, que fazem e desfazem as leis segundo seus interesses subalternos que, como por exemplo, removeram a palavra “Gênero” e usaram “Sexo” para, simplesmente desguarnecer os casais homo afetivos onde a violência campeia como a morte na Idade Média, que é onde parece que podem estar os _cérebros_ dos “parlamentares” da bancada evangélica, que já começa a criar uma situação odiosa de intolerância religiosa de tal forma que eu já não sei se chamo-os de evangélicos, protestantes (pobre Lutero que teve sua visão e o mote de sua vida de serviço a Deus completamente distorcida e prostituída!) ou New Talibãs…

Na contrapartida, pela luta por igualdade, temos isso, que é uma esperança:

Jean Wyllys

A Câmara acaba de aprovar o PL 8305/201, que qualifica como “feminicídio” o homicídio praticado contra a mulher em razão de seu “sexo feminino” (antes, estava “gênero”) e agrava a pena. A bancada fundamentalista ameaçou impedir a aprovação do projeto caso a palavra “gênero” não fosse substituída por “sexo”, uma vez que “gênero” incluía como vítimas as mulheres trans (vejam na foto o tumulto causado!). A bancada feminina teve de ceder. É mais uma prova da força política da bancada de fundamentalistas religiosos, obscurantista e ignorante.

Fizemos o possível para aprovar o texto original. Agora nos resta investir em ações políticas, como a parceria com o Facebook que noticiamos ontem (http://bit.ly/1B3RX7r).

Mas isto já é tema para outro artigo

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