Últimas noticias

Função física reduzida aumenta significativamente risco de mortalidade de pessoas de meia-idade vivendo com HIV

Eu, que não sou nenhum meninote, melhorei muito depois de ter recomeçado a caminhar, com o apoio de minha consorte. Sim, é verdade, eu eliminei muito peso depois da gastroplastia (69Kg+/-). Mas caminhar 45 minuos, dia sim, dia não, além de me fazer mais forte e mais leve, nos aproximou ainda mais. É o momento do relax, do papo bom, fora da rotina da casa. Recomendamos e aconselhamos a todos.

Avalie isto:

Anúncios
Eu e ela, no asfalto, sentimo-nos assim

Eu e ela, no asfalto, sentimo-nos assim

Infecção pelo HIV está associada a um menor desempenho físico, afirmam os pesquisadores na edição on-line da Revista AIDS. Descobriu-se também que as pessoas que vivem com HIV e que tê a atividade física reduzida tiveram um aumento significativo em seu risco de morte.

A população do estudo foi constituída por pacientes soropositivos para HIV na meia-idade e pacientes soronegativos também na meia idade das pessoas em Baltimore, Estados Unidos, quer fossem, quer não, usuários de drogas injetáveis (UDI).

“Os nossos resultados mostram o grande impacto da doença por HIV no desempenho físico, apoiar o crescente reconhecimento e a importância da doença crônica por HIV na meia idade com os resultados e pode informar e formar estratégias para o manejo clínico do envelhecimento em pessoas infectadas pelo HIV”, comentam os autores.

Graças às melhorias no tratamento e cuidado às pessoas soropositivas, uma grande porçãocada vez mais crescente de pessoas vivendo com HIV estão chegandoa idades cada vez mais avançadas. Isso significa, em síntese, que as doenças do envelhecimento são, hoje em dia, uma importante causa de óbito nesses pacientes; mortes que podem ser evitadas ou, ao menos postergadas

A atividade física reduzida é associada com maior risco de mortalidade de idosos em relação à população em geral. Em função da parte inferior do corpo – capacidade de equilíbrio, velocidade de caminhada e a dificuldade em levantar-se de uma posição sentada – isso pode ser avaliado usando uma bateria de testes curta de desempenho físico bateria (SPPB em Inglês).  Na população em geral, a pontuação SPPB abaixo de dez está associada a um risco aumentado de deficiência ao acesso a cuidados de enfermagem e a mortalidade.

Usando a SPPB, os pesquisadores queriam ver se portar o HIV poderia ser associado a uma menor função física. Eles também queriam ver se o desempenho físico teve uma associação com risco de mortalidade em pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Assim, avaliou-se prospectivamente o desempenho físico e o risco de mortalidade em uma coorte de 1627 HIV-positivos em risco corrente e ex-usuários de drogas injetáveis. Desempenho físico foi medido a cada seis meses. O estudo follow-up ocorreu entre os anos de 2005 e 2010, e os participantes contribuíram com um total de 12.270 visitas de estudo.

Os participantes tinham uma idade média de 51 anos, a maioria afro-norte-americanos e um terço composto por mulheres.

Os participantes que vivem com HIV contribuíram com 3715 visitas de estudo (30%).  A contagem mediana de CD4 e carga viral foram 340 células/mm3 e 70 cópias/ml, respectivamente.

Os escores de SPPB com dez ou menos pontos foram responsáveis por um terço das visitas de estudo.

E um dia, no futurooooo, estaremos assim

E um dia, no futurooooo, estaremos assim

Depois de levar em conta possíveis fatores de confusão, a infecção pelo HIV foi independentemente associada com um aumento de 30% no risco de uma pontuação SPPB de dez ou abaixo (OR = 1,30; IC95% 1,12 -1.52).

Durante o período de acompanhamento, 165 pacientes (10%) foram a óbito. Isto significa que a taxa de mortalidade foi de 2,75 por 100 pessoas-ano.

A Pontuação SPPB dos dez pontos ou abaixo foi associada a um 2,3 pontos no aumento do risco de mortalidade em relação a uma maior Pontuação SPPB (HR 2,34; IC95% 1,67 -3,27).  Para pacientes HIV-negativos, a SPPB de menor escore foi associada com um 2.21 -dobre (IC 95 %, 1,37 -3,55) aumento no risco de mortalidade, em comparação com uma entre 2,55-dobre (IC 95 %, 1,33 -4.76) aumento de pacientes HIV-positivos às pessoas com HIV mal controlada, e a 2,02-dobre (IC 95 %, 0,95 -4,3) aumento de todos os outros indivíduos HIV positivos.

Infecção pelo vírus HIV por si só, mostrou-se associada a quase três vezes mais em risco de mortalidade (HR = 2,78; IC95% 1,70 -4.54).

Os autores encontraram que a menor desempenho físico e a infecção pelo HIV tinham um efeito conjunto no risco de mortalidade.

As pessoas que vivem com HIV e que tiveram baixas pontuações SPPB tiveram um aumento de seis vezes (HR= 6,03; IC95% 3,80 -10,0) no risco de morte durante o período de acompanhamento em relação aos indivíduos HIV-negativos com maior pontuação SPPB.

“Nossos achados reforçam a necessidade de se integrar os princípios como avaliação geriatrica funcional para o cuidado de idosos infectados pelo HIV,” concluem os autores. “A pontuaçãoo SPPB pode ser uma ferramenta eficaz para uso em pesquisa clínica e em clínico/terapêuticas de configurações para suportar o envelhecimento saudável de pessoas com infecção pelo HIV.”

 

Traduzido do original Reduced physical function significantly increases mortality risk of middle-aged people living with HIV por Cláudio Santos de Souza em 16/06/2015

Precisa conversar

Whats App Soropositivo.Org

Estamos aqui para ajudar a pensar, não para diagnosticar

Top Blog Pessoal Saúde Juri Acadêmico 2013/2014

Top Blog Pessoal Saúde Juri Acadêmico
Sobre Claudio Santos (509 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

Seu retorno é importante. Nós atendemos às solicitações de textos, desde que ligados ao tema central de alguma forma. Faça seu comentário, de sua opnião

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: