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Profilaxia pós-exposição (PEP) os Fatos

Se você teve sexo desprotegido (incluindo se a camisinha rasgou ou escapoliu durante o sexo); ou se você injeta drogas com paramentos compartilhados com alguém que você sabe ser soropositivo, ou é de um grupo com comportamento de risco para o HIV, como homossexuais ou imigrantes africanos, então você deveria procurar um CTA ou um COAS que promova palestras para você saber o que é PEP.

Este é o chamado Profilaxia Pós-Exposição, ou PEP, num acrônimo em inglês, tendo em vista que brasileiro não respeita o próprio idioma e quando o usa é de forma banal, vulgar ou escatológica.

A organização profissional da saúde sexual do REINO UNIDO os médicos Orientações que recomendam as circunstâncias nas quais PEP deve ser usado.

Objetivo do PEP

PEP tem sido usado por muitos anos para os trabalhadores da saúde que tiveram exposição ao HIV; por exemplo, após acidentalmente perfurar-se com agulhas usadas em pessoas que eram soropositivas ou em risco de infecção pelo HIV.

PEP não é uma “cura” para o HIV. PEP pode prevenir a transmissão do HIV evitando que ele entre nas células do organismo e assim impedir-te de tornar-se infectado com o HIV. PEP não é 100% eficaz. No entanto, têm sido muito poucos relatos de infecção pelo HIV após o uso do PEP.

Distribuição do PEP

Para ter a melhor chance de que seja eficiente, é preciso que comece a PEP o mais rapidmente possível após a possível exposição ao vírus HIV , idealmente e duas horas e certamente dentro de, no máximo, setenta e duas horas.

Medicamento usado para PEP

PEP normalmente consiste de três Drogas anti-HIV, de duas diferentes classes, geralmente de dois a partir Inibidores da Transcriptease Reversa além da amplificação do inibidor de protease.

PEP devem ser tomadas por um mês, e É importante que tome todas as doses, no momento certo e da forma certa.

Onde obter PEP

Vá a um posto de saúde, um pronto socorro, um AMA, uma UBS um CTA procure pelo disque aids.

Se eles operam um sistema e os compromissos são totalmente reservados, explique que é uma emergência e que você precisa ser visto. Se a sua clínica saúde sexual local não está aberta (por exemplo, é fim-de-semana), vá para o departamento de emergência, que irá entrar em contato com um especialista em HIV que é capaz de prescrever PEP.

Orientações para a prescrição PEP

Não há diretrizes regulamentando como a PEP deve ser considerada em termos de aplicação e tudo é relativamente subjetivo. As diretrizes levam em consideração o tipo de sexo que você tinha, e também o que é conhecido sobre “o parceiro fonte”, por exemplo, a se pessoa que tem o vírus HIV ou pode ter o HIV.

No Reino Unido, as orientações foram atualizados em 2011, a fim de ter em conta a carga viral da pessoa com HIV, se esta for conhecida. Se alguém com HIV está tendo tratamento do HIV e que suprime o sua carga viral para um nível muito baixo (a que se refere como “carga viral indetectável”, uma vez que ela está abaixo do limite de detecção em testes padrão), então é muito pouco provável que o HIV possa ser transmitido durante o sexo e PEP não seria recomendável.

Quando você vai para obter PEP, você será perguntado sobre o tipo de sexo (ou qualquer outra atividade) que teve, para avaliar o quão alto o risco de se tornar infectado. Você vai precisar de ter um teste anti-HIV para verificar se você já não é soropositivo. Você vai precisar também de concordar em ser testado novamente quando você tiver concluído o período da PEP.

Quanto mais cedo a PEP é acessada melhores são os prognósticos. As orientações que devem ser fornecidos no prazo de 72 horas a contar da possível exposição ao HIV.

PEP é considerado tratamento de emergência. Você deve ser capaz de obtê-lo gratuitamente seja qual for o seu estatuto de imigrante ou posição social. ISSO LHE É DEVIDO E VOCÊ,SE PRECISO FOR, CHAME A POLÍCIA PARA SER ATENDIDO.

Apesar dessas orientações, algumas pessoas que tiveram possível exposição ao HIV, incluindo os homossexuais, tiveram dificuldade em conseguir PEP. Nestas circunstâncias, você pode encontrar essa informação a partir da prevenção Programa Nacional DST/AIDS e Hepatites Vitrais : www.aids.gov.br

Ministério da Saúde

Secretaria de Vigilância em Saúde

Programa Nacional de DST/AIDS

Assessoria de Imprensa

18/02/05

 

Disque Aids Pela Vidda esclarece dúvidas da população

 

Onde fazer o teste anti-aids? Como fazer sexo seguro? Essas são as principais dúvidas de quem procura o Disque Aids Pela Vidda – um plantão telefônico mantido pela organização não-governamental Grupo Pela Vidda, do Rio de Janeiro.  O objetivo do serviço é esclarecer dúvidas e orientar a população para os riscos de contaminação e formas de prevenção da aids. Segundo Wilian Amaral, vice-presidente do Grupo Pela Vidda, o número de ligações para o Disque Aids costuma crescer depois do carnaval. Pensando nisso, a ONG fez uma parceria com o metrô do Rio de Janeiro e conseguiu colocar cartazes nas estações com o telefone do serviço.

DI: “Houve um aumento…

DF: …transmissão do HIV.”

O Disque Aids Pela Vidda existe desde 1990 e atende, em média, 600 pessoas por mês. Para quem mora no Rio de Janeiro, ele está disponível gratuitamente pelo telefone 2518 2221, de 12 às 18h. Quem mora em outros estados pode enviar suas dúvidas pelo e-mail disqueaids@pelavidda.org.br.

 

De Brasília, Daniela Brito

Quando é PEP recomendado?

  • Sexo anal Receptivo:PEP é recomendado se você tiver tido sexo anal receptivo (quando você é o passivo) com alguém que é conhecido por ser HIV positivo ou que se pareça poder ser “um imigrante Africano (Nota do tradutor: é impossível não ver a linha xenofóbica deste texto) ou um homem gay.
  • Sexo insertivo  anal:PEP é recomendado se você tiver tido insertivo sexo anal (quando você é o ‘ativo’) com alguém que é conhecido por ser HIV positivo, a menos que eles tenham uma carga viral indetectável.
  • Sexo Vaginal:PEP é recomendado se você tiver tido sexo vaginal com alguém que é conhecido por ser HIV positivo, a menos que eles tenham uma carga viral indetectável.
  • Compartilhar equipamentos de injeção:PEP é recomendado se você tiver compartilhado equipamento com alguém que é conhecido por ser HIV positivo, a menos que eles tenham uma carga viral indetectável.

Em outras circunstâncias, incluindo sexo oral em um homem que é conhecido por ser HIV positivo, ejaculou em sua boca, PEP seria considerado se há outros fatores envolvidos que poderia aumentar o risco de transmissão. Esses fatores incluem a presença de outra doença sexualmente transmissível ou abuso sexual.

Fale com um profissional de saúde para obter mais detalhes. Ou procure por mais orientações no site do Programa nacional DST/AIDS e Hepatites Virais

Efeitos colaterais

Tratamento para HIV Pode causar efeitos colaterais que tendem a ser piores quando você tomá-los pela primeira vez, e se você estiver tomando PEP pode experimentar alguns desagradáveis efeitos colaterais, tais como sentir-se enjoado, vomitar, ter diarreia ,  o cansaço, e geralmente se sentir indisposto. Nota do editor(este deverá ser um importante período para você avaliar o quanto é válida a relação sexual sem preservativo, se você a realizou por livre arbítrio , outrossim, deveria servir como modelo para a formação de um novo paradigma no tratamento que a sociedade dá as pessoas vivendo com HIV ou AIDS (um mês basta para que você conheça “do que é feita a vida de um AIDÉTICO” com todos os tons e matizes pelas quais nós, pessoas soropositivos passamos e você verá, que, estando às portas de se tornar um de nós, sua visão mudará radicalmente)

Se você tiver sido exposta a uma cepa de HIV, que é resistante para alguns medicamentos anti-HIV, então é possível que PEP não funciona.

Se você já for HIV positivo, mas não sabe, há uma chance de desenvolver resistência à droga quando você tomar PEP se você não tomar a dose corretamente. Isso poderia limitar suas opções de tratamento no futuro e, portanto, siga à risca o tratamento que lhe indicarem, doa o que doer, haja o que houver.

Outras coisas a considerar

PEP não é 100% eficaz, motivo por que seria bom senso não depender do acesso à PEP se você estiver tendo sexo desprotegido ou usando drogas injetáveis e compartilhando equipamentos. Os preservativos, quando usados adequadamente, são uma forma eficaz de prevenir a disseminação do HIV e a maioria de outras infecções sexualmente transmissíveis. PEP não vai evitar você tornar-se infectado indefinidamente enquanto você está tendo relações sexuais desprotegidas, por isso é sensato usar preservativos vivendo esse período.

Se você é uma mulher e não está utilizando outras formas de contracepção, então se você teve sexo desprotegido que você também pode querer considerar contracepção de emergência. Você pode comprar a contracepção de emergência pílula nas farmácias, e normalmente é também disponível a partir de GPs, e clínicas de saúde sexual. No entanto, é importante que o médico ou farmacêutico saibam se você está no tratamento do HIV, como alguns antirretrovirais podem interferir com a forma como a contracepção de emergência pílula funciona, e você poderá precisar de ter um aumento da dose. Como PEP, você precisa de tomar a pílula no prazo de 72 horas após o sexo, e de preferência bem mais cedo, com até 2 horas após a exposição.

Uma alternativa muito eficaz método de contracepção de emergência é a de ter um dispositivo intra-uterino (DIU) instalado. Fale com o seu médico sobre a melhor opção para você.

Michael Carter, Greta Hughson

Claudio Souza

Thats Me, with this psyco-killer`s face

Nota do Tradutor. Este texto é de 2012 e continua atual. Tanto quanto possível eu o adaptei à nossa realidade e, lembre-se, no Brasil, o aborto ainda não é permitido e estar grávida e soropositiva não é fator de legalização do aborto e, portanto, você terá de ter o dobro da responsabilidade pois estará em suas mãos evitar que ela criança nasça HIV positiva. Infelizmente não pude ter a revisão completa do texto e estou exausto. Se você encontrou algum erro ou incongruência no texto, peço que me informe sobre isso no formulário a seguir, que você também pode usar como campo para comentário. Quero acrescentar que em abril de 2016, dada a precariedade do SUS no Estado do Rio de Janeiro fiz algo que jamais imaginei que pudesse vir a fazer: Baseado em descritivos da pessoa, que estava com os olhos como uma gema de ovo eu aconselhei a pessoa a parar com a PEP pois era o terceiro dia de PEP e ela já estava assim. Não sobreviveria a um mes do três em um e eu optei por correr o risco de ser odiado pelo resto da vida por uma pessoa viva, do que carregar o estigma de, por omissão baseada em “princípios éticos”, ter conduzido esta pessoa à morte.

Lembro-me que, no passado, perdi uma “namorada” que era garota de programas por tentar dissuadi-la de viver assim e que ela rompeu, em definitivo comigo. Busquei apoio a uma amiga, Magda e ela me disse: “Princípios éticos?!!!! Foda-se agora com seus princípios éticos”.

Ela tinha razão, naquela época, hoje, não tem mais. Os tempos mudaram; eu carreguei durante muito tempo o peso de não saber se tinha tomado, realmente, a decisão correta. Felizmente ela recebeu um não reagente e, em breve, estreará como articulista neste site.

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Sobre Claudio Santos (509 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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