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A Busca pela cura: Droga  anti-alcoolismo Amplamente utilizado é capaz de despertar HIV latente em células infectadas

Aparato químico De estudo em estudo, pipeta após pipeta, elemento após elemento, encontraremos a cura

“Menos agressivo”, droga antialcoolismo não-tóxica é uma alternativa a outras drogas experimentais

Uma equipe de pesquisa de uma empresa australiana verificou que o dissulfiram, uma droga amplamente utilizada e segura, utilizada principalmente como um tratamento para dependência de álcool (e bem-conhecido sob o nome de marca Efeito Anti-Abuso) pode “despertar” os reservatórios quiescentes de células infectados com o HIV e, por conseguinte, pode ser usada como uma primeira etapa de uma hipotética cura para o HIV.

Os pesquisadores descobriram que a dose de dissulfiram até quatro vezes maior do que a dose licenciada tem produzido modestos, porém sustentados aumentos de RNA do HIV dentro das células reservatório e a maior dose produziu também uma duplicação da quantidade de RNA do HIV fora das células, na corrente sanguínea.

Isso não produz uma carga viral detectável pelos testes padrão em qualquer participante do estudo, mas é uma indicação de que as células nas quais O HIV se oculta estão sendo empurradas ou colocadas em atividade e, por conseguinte, revelando-se ao sistema imunológico.

O dissulfiram, por si ou com outras drogas, poderia ser a primeira fase de uma estratégia de cura chamada “chutar e matar. Isto implica que as células-reservatório, cuja infecção pelo HIV é invisível para o sistema imunológico enquanto eles estão quiescentes, força-os a se revelar. A esperança é que eles possam ser apanhados pelo sistema imune ou, mais provavelmente, por efeito de uma vacina terapêutica que pré-sintetize o sistema imune contra eles, ou um anticorpo-toxina que seria baseado especificamente em procura-los.

O pesquisador principal, Professor Sharon Lewin da Universidade de Melbourne comentou que “a dose de dissulfiram, utilizada desse mais de que uma simples ‘cócega’ ou um chute no vírus, mas isso poderia ser suficiente.”

O estudo

No estudo, a equipe de Lewin deu a 30 pessoas vivendo com HIV, que tinham contagens de CD4 acima de 350 células/mm3 e tinha uma carga viral indetectável durante, pelo menos, três anos de terapia antirretroviral (TARV), três diferentes doses de dissulfiram durante três dias. Dez pessoas receberam 500 miligramas (mg) da droga, que é a dose licenciada para tratar dependência de álcool; dez receberam 1.000 mg; e dez receberam 2000mg.

Os 30 participantes com idade média de 57 anos (intervalo: 26 a 67) e quase todos eram homens (as outras duas eram mulheres transexuais ).  Eles tinham uma contagem média  de CD4 de 562 células/mm3 (faixa: 390 a 1180).  Todos tinham carga viral indetectável em uma variedade de esquemas terapêuticos. Todos estavam em um backbone de duas drogas análogas de nucleosídeos (ITRN), exceto uma pessoa com lamivudina no esquema; vinte e dois faziam uso de tenofovir/emtricitabina. A terceira droga em seus esquemas eram, em quinze deles um não-análogo-nucleosídeo (ITRNN), dez utilizavam-se de inibidores de protease, inibidores da integrase em dois, um usava de uma TARV com uma terceira classe de esquema terapêutico (ITRN+o raltegravir+darunavir) e uma utilizava-se de quatro classes de medicamentos (lamivudina, nevirapina, darunavir e o raltegravir).

As amostras de sangue para determinar os níveis de RNA do HIV nas células e no plasma sanguíneo foram representadas em uma triagem, alguns dias antes da primeira dose de dissulfiram e, em seguida, uma nova análise imediatamente antes da primeira dose. Verificou-se que isso seria significativo (ver abaixo).

“O RNA no plasma sanguíneo  foi medido por dois ensaios”, Sharon Lewin disse ao aidsmap.com. “Um ensaio que detecta a 20 cópias e também um ensaio capaz de detectar uma cópia única de RNA viral para identificar qualquer baixo nível de mudança.”

As amostras foram então tomadas duas, oito e 24 horas após a primeira dose; 24 horas após o segundo (isto é, apenas antes do terceiro); dois, oito e 24 horas após a terceira; e em seguida, sete e 30 dias após a terceira. Os níveis da droga no sangue também foram medidos.

Houve dez casos de de efeitos adversos de grau 1 (leve) relacionados ao uso da droga no braço do estudo de dosagem de 1000mg e 2000mg (nenhum no 500mg braço).  Os efeitos colaterais foram leve náusea, cefaleia ou delírios. Não havia efeitos colaterais de classe 2, 3 ou 4 relacionados à droga.

Houve um aumento médio de 60-90% para o chamado RNA não recortado do HIV nas células CD4 durante o tratamento com dissulfiram. O maior aumento de não RNA recortado (90%) foi com o grupo com dosagem de 1000mg.

Este indica atividade numa fase precoce de transcrição viral, quando um novo material genético é gerado com as células, mas isso tem de ser “emendado” ou seja cortada em diferentes fases com funcionalidade correta em todas as unidades recortadas, a fim de prosseguir rumo a replicação.

Lewin comenta: ” RNA não recortado é detectado na maioria das pessoas sobre a TARV. Não entendi o que isso significa, mas é provável que representa algumas formas transcrição viral de baixo nível em algumas células. Nos estudos de inversão da latência estamos procurando, principalmente, por um aumento na transcrição do HIV como um primeiro passo.”

O que é, possivelmente, o mais intrigante achado do estudo, no entanto, é que apesar dos níveis da droga no corpo decaíssem para indetectável no prazo de uma ou duas semanas,( a partir da dose de  2000mg), níveis de RNA não recortado continuaram a aumentar e foram ao seu mais alto nível na última medição 30 dias após a primeira dose; eles foram 110% superiores (mais do dobro do que no 500mg e 2000mg e 150% (2,5 vezes) maior no de 100mg. Os pesquisadores que estão aparentemente perdidos no que tange a explicar a contínua acumulação de RNA viral; poderia ser muito interessante se o dissulfiram tivesse um efeito de longa duração.

“Não temos medido novamente os sujeitos da pesquisa, uma vez que o estudo foi encerrado em 30 dias,” Lewin comentou. “No momento, estamos fazendo isso para nossos pacientes com vorinostat, que estão, agora, numa fase com mais de dois anos de pós-estudo”.

Para os beneficiários que recebem 2000mg, houve também uma duplicação na quantidade de RNA do HIV no plasma sanguíneo. Esta é uma indicação de que a dose foi forçando as células a irem mais longe no ciclo de replicação viral e, de fato, produzir partículas virais (que podem ou não ser infecciosas).  No entanto, uma duplicação (0,3 log) de RNA do HIV no sangue não representam um aumento significativo da carga viral, suficiente para indicar perda de padrão de indetectabilidade nos testes de carga viral e, certamente não levariam à infectividade ou à progressão da doença.

Houve um outro achado inesperado no estudo. Os pesquisadores descobriram que níveis mais elevados de RNA não recortado foram encontrados nas amostras de sangue coletadas imediatamente antes da primeira dose de dissulfiram. O que, obviamente, não pode ser causada pela droga em estudo, o que estaria acontecendo?

Os pesquisadores têm duas hipóteses.:

  1. Possivelmente, o estresse de ir a uma clínica, tendo fazer coleta de sangue e tomar uma dose de uma droga experimental tenha sido o suficiente para que efeitos hormonais estimulassem levemente as células imunes das pessoas infectadas com o HIV.
  2. Em outra alternativa, uma vez que todas as pré-doses das amostras de sangue foram coletadas cerca de 9h da manhã, a natural variação diurna do sistema imune seria a causa. A segunda hipótese é suportada por evidências que demonstram que as proteínas que regulam o ciclo cotidiano sono/vigília também têm efeitos de ativação imune; você terá mais chances de obter transcrição de  RNA viral no período da manhã.

Sharon Lewin disse aidsmap.com que os estudos foram iniciados para determinar quais dessas hipóteses estava correta.

O efeito inesperado do pré-tratamento no aumento do RNA foi o de que os aumentos no RNA não recortado durante a terapia experimental com dissulfiram foram apenas modestos (20 % -60% de aumento) no 30º dia, se eles fossem comparados apenas com a medição imediata relativa às pré-doses. No entanto, os pesquisadores fizeram uma análise onde eles tomaram os pacientes que tinham os mais altos níveis do dissulfiram em seu sangue e descobriu-se que em tais pacientes houve um aumento de 60% na contagem de RNA não recortado em todas as doses e no 7º e 30º dia após a primeira dose.

Mais investigação

O efeito observado foi de uma magnitude menos forte do que o do inibidor HDAC da droga romidepsin, mas maior do que a observada com a droga vorinostat, que foi o primeiro inibidor HDAC estudado.

Os fármacos inibidores HDAC, apesar estimularem a produção de HIV, não levam a nenhuma diminuição no número de células-reservatório portadoras do vírus. Isso se dá, ao que parece, porque eles têm outros efeitos sobre o sistema imune, suprimindo a produção de células CD8 cuja tarefa é a escolha da células infectadas com vírus que revelaram-se. Lewin e seus colegas esperam que o dissulfiram não tenha o  mesmo efeito de contenção sobre as células CD8.

Agora eles estão preparando-se para combinar o dissulfiram com outras drogas e vacinas terapêuticas destinadas a reverter a latência (invisibilidade) em células infectadas pelo HIV, especialmente como há indícios de efeitos aditivos de dissulfiram e inibidores HDAC.

No entanto, o que pode vir a ser o dissulfiram, o maior fator de venda é a sua baixa toxicidade. O Professor Steven Deeks, um dos líderes mundiais na pesquisa de cura do HIV e outros pesquisadores do mesmo gabarito, comentou: “a maior parte dos grupos estão em busca de uma poderosa arma de choque os vírus para fora de seu esconderijo”. Essas abordagens pode revelar-se prejudiciais ou perigosas.

“Eu vejo o dissulfiram, como uma maneira mais suave maneira de alcançar este mesmo objetivo, especialmente se conseguirmos mostrar que funciona durante um longo período de tempo quando dado.”

Publicado no AIDSMAP por Gus Cairns em 20 Novembro de 2015.

Traduzido por Cláudio Souza em 27 de novembro de 2015 do original em Widely-used anti-alcoholism drug wakes up dormant HIV-infected cells

Revisado por Mara Macedo

Referência

Elliott JH et al. Short-term administration of disulfiram for reversal of latent HIV infection: a phase 2 dose-escalation study. The Lancet, early online publication. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/S2352-3018(15)00226-X. 2015. See here for abstract.

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Sobre Claudio Santos (524 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois ou tres, quase quatro anos, fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus...

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