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Cabotegravir mais rilpivirine injetáveis funcionam bem com drogas de ação terapêutica de longo tempo contra o HIV

Uma picada a cada 4 semanas? Ora, vejam só! E pensar que eu já tomi 28 comprimidos por dia...
David Margolis

David Margolis (Photo: Liz Highleyman)

Uma combinação de dois antirretrovirais injetáveis de longa ação , cabotegravir e rilpivirine, dada uma vez a cada 4 ou 8 semanas, manteve a supressão viral bem como uma norma de terapia antirretroviral oral esquema terapêutico Antirretroviral e parece segura e bem tolerada, de acordo com resultados do estudo LATTE dois estudos apresentados na Conferência sobre retrovírus e infecções oportunistas (acaba de 2016) Tendo lugar esta semana em Boston, EUA.

Medicações de ação longa poderiam oferecer uma opção atraente para as pessoas com HIV que enfrentam uma vida de tratamento antiretroviral. Esses agentes têm a vantagem de ser mais convenientes e potencialmente aumentar a aderência, mas a desvantagem é que um fármaco de longa duração não pode ser facilmente removido do corpo, pelo que é especialmente importante estabelecer a segurança com antecedência.

Para este fim, o estudo LATTE (acrônimo em inglês para tratamento antiretroviral de longa ação) avaliado pela ViiV Healthcare bem como o inibidor de integrase experimental cabotegravir (anteriormente denominado GSK1265744) e Edurant, rilpivirine, da Janssen, da classe dos ITRNN como um processo simplificado de esquema de manutenção com duas drogas de posologia oral para pessoas que já tinham atingido a carga viral indetectável usando o padrão de três drogas Antirretrovirais.

No último ano , David Margolis acaba de Apresentar as conclusões de um estudo de 96 semanas, na ViiV, mostrando que em 76% dos participantes que mudaram para terapia dupla por via oral de cabotegravir mais rilpivirine também foi mantida a supressão viral, comparando-se a 63% das pessoas que aderiram a um esquema de três drogas contendo efavirenz (Sustiva).

A combinação oral foi segura e bem tolerada, e foi o que lançou as bases para testar a versão injetável de drogas de longa ação com formulação de cabotegravir e o raltegravir no estudo LATTE 2.

O Dr Margolis apresentou os resultados de trinta e duas semanas do estudo LATTE na 2ª da conferência deste ano.

Esta fase da análise (2b) incluiu 309 pessoas com HIV que não tinham sido tratadas anteriormente (virgens de TARV). Mais de 90% eram homens, cerca de 80% eram brancos e a faixa etária média foi de 35 anos. Na linha de base, a média da contagem de células CD4 foi 489 células/mm3 e quase um quinto tinha uma elevada carga viral > 100.000 cópias/ml.

Os participantes no presente estudo aberto iniciando, pela primeira vez, um esquema de indução de três drogas consistindo de uma aplicação diária de 30mg de cabotegravir mais abacavir/lamivudina (drogas em Kivexa ou Epzicom).

Aqueles que atingiram supressão viral (<50 cópias/ml) durante o período de indução foram escolhidos aleatoriamente para receber as injeções intramusculares de rilpivirine cabotegravir e a cada 4 semanas (Q4W) ou a cada 8 semanas (Q8W), ou para permanecer no mesmo regime oral. Estudos prévios demonstraram que o cabotegravir injetável Permanece em níveis terapêuticos com a dosagens mensais ou trimestrais num esquema de terapia com injetáveis que consiste em adicionar de 2 a 3ml em injeções de rilpivirine mais cabotegravir nas nádegas. Dr Margolis sugeriu que injeções na coxa podem tornar possível a autoadministração. Ele disse que existe uma certa flexibilidade na dosagem, para que as pessoas possam aplicar as injeções em um prazo de uma semana antes ou depois da sua data programada.

Dos 309 participantes iniciais, 286 alcançaram a supressão viral e foram randomizados para a terapia de manutenção. Durante o período de manutenção, 94% das pessoas que receberam os injetáveis a cada 4 semanas e 95% dos tratados a cada 8 semanas mantiveram o RNA do HIV <50 cópias/ml na trigésima segunda semana, da mesma forma como 91% daqueles que ficaram no esquema oral.

Houve um pequeno número de participantes – um no braço cabotegravir Q4W, cinco no Q8W braço e dois no braço de terapia oral – que não exibiru resposta virológica. Dois destes (um em Q8W e um no braço oral) haviam sido definidos pelo protocolo como falha virológica, mas não apresentaram provas de resistência ao inibidor de integrase ou aos ITRNN.

Cabotegravir injetável e rilpivirine foram geralmente seguros e bem tolerada

Os eventos adversos graves ocorreram em 6% das pessoas que mudaram ao longo do curso do estudo de injetáveis e 5% daqueles que ficaram no esquema oral; entretanto, estes casos não foram considerados como que relacionados com à droga.

As reações mais comuns relacionadas como efeitos colaterais da droga foram no local das injeções, ocorrendo em mais de 90% dos pacientes tratados com a injeção. Num universo de 4286 injeções, 2282 tiveram reações como dor e inchaço. Estas reações foram geralmente leves ou moderadas, normalmente resolvidas dentro de um prazo de uma semana (média de três dias) e se tornou menos comum ao longo do tempo, mas eles levaram duas pessoas a se retirarem do estudo.

As formas mais comuns de eventos adversos relacionados à droga do que outras reações da injeção foram febre, fadiga e síndrome gripal, vividas por 19 participantes em uso das drogas injetáveis e a uma pessoa no esquema oral. Anormalidades laboratoriais de grau 3 ou superior foram vistos em 16% e 14%, respectivamente.

A análise farmacocinética mostrou que a injeções de longa ação mantiveram as concentrações de cabotegravir níveis semelhantes aos observados com a terapia oral no estudo original LATTE. As concentrações começaram baixas e, em seguida, começaram a se elevar, e o Dr Margolis disse que eles estão trabalhando em estratégias para aumentar os níveis de concentração inicial. Concentrações do Rilpivirine elevaram-se ao longo do tempo, mas ele disse que elas ficaram bem abaixo do nível que pode apresentar um risco dierto à produção de problemas cardíacos.

Participantes deste estudo relataram um alto nível de satisfação com o tratamento – mais de 90% dos que estão recebendo injeções de longa ação relataram que estavam satisfeitos, em comparação com cerca de 70% daqueles sobre o esquema oral.

Nem o regime de quatro ou o regime de oito semanas foi claramente melhor. O seguimento do estudo LATTE 2 continuará por mais noventa e seis semanas e os pesquisadores tem um plano de avaliar posologias de durações ainda mais longas, em uma fase em esquemas injetáveis com maiores durações em três ensaios.

As formulações de longa ação de rilpivirine cabotegravir também estão sendo estudados para profilaxia de pré-exposição (PrEP) – os dados que estão também a serem apresentados no final desta semana.

Liz Highleyman

Produced in collaboration with hivandhepatitis.com

Traduzido por Cláudio Santos de Souza do original em CROI 2016: Long-Acting Injectable Cabotegravir + Rilpivirine Works Well as HIV Maintenance Therapy em 24 de Fevereiro de 2016

Reference

Margolis DA et al. Cabotegravir+rilpivirine as long-acting maintenance therapy: LATTE-2 week 32 result. 2016 Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI), Boston, abstract 31LB, 2016.

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Sobre Claudio Santos (508 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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