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“Blipes” virais

Nota do Editor e tradutor e todas as outras coisas que eu faço aqui, sozinho: Encontrei um texto bastante importante para nós e, entretanto, ele é salpicado com está espressão "blip" e eu, depois de ver que não há uma tradução simples para o assunto, comecei uma busca para saber oque seria isso na questão central deste foco e vi que eu teria de multiplicar por 50 o tamanho do texto e, para simplificar eu o traduzi e coloquei aqui. Na verdade, é um fator relativamente importante pra vc debater com seu médico se é MESMO O MOMENTO DE TROCAR A MEDICAÇÃO ou se não seria melhor repetir a carga viral em 30 ou 45 dias

NOssa luta é grande, e eu diria aspérrima... Mas a visão la do "alto" vale qualquer atribulação

Computer Security Concept, Virus AttackUm olhar do Editor. Estou em vias de terminar um importante artigo que trata desta coisa chamada “blip” viral. Depois de procurar em diversos dicionários passei a buscar nas minhas fontes o que poderia ser um “blip viral”. E, com rara felicidade, encontrei este artigo, cujas fontes estão todasa citadas no final do artigo

Algumas pessoas passam por elevações da carga viral transitórios que são chamadas de “blipes virais. A Carga Viral retorna rapidamente para um nível indetectável sem qualquer mudança na terapia. Vários estudos têm encontrado que 20 a 60% de pacientes com supressão viral com alguma experiência de blipes virais (consoante o esquema utilizado e a frequência de testes de carga viral), e talvez um terço destas experiências repetidas. A maioria dos blipes são pequenas, com carga viral subindo para algures entre 50 e 1000 cópias/ml.

Blipes pode ter diversas causas, incluindo variabilidade no processo de teste, alterações temporárias de concentração da droga, ou descargas transientes de ativação imune, por exemplo devido a receber uma vacina ou tendo uma infecção como a gripe. Um estudo medindo a carga viral em amostras de sangue de dez pacientes a cada três dias para quatro meses em dois laboratórios separados. Nove pacientes apresentaram um ou mais blipes de carga viral, mas apenas um dos 18 blipes totais foi detectada por dois laboratórios ao mesmo tempo.1

Enquanto uma redução na adesão pode causar aumento da carga viral, a maioria dos estudos têm mostrado que as pessoas que vivem a experiência de blipes não têm pior aderência do que aqueles com  carga viral indetectável consistentemente, nem a adesão é necessariamente menor antes de um blip.2 Além disso, os níveis de droga antes, durante e após o blip a carga viral são muitas vezes maior do que o mínimo recomendado concentrações das drogas.3,1

A maioria dos médicos acreditam que uma carga viral isolada, um blip, é nada para se preocupar. No entanto, várias blipes, ou aqueles que começaram a ocorrer com uma frequência cada vez maior, pode ser um sinal precoce de caducidade iminente a falha do tratamento.

Blipes também não são necessariamente associados com o surgimento de  resistência às drogas.4 No entanto, alguns estudos sugerem que os aumentos transitórios da carga viral possam ser um sinal de esporádica a ativação do sistema imune e pode ajudar a reabastecer os reservatórios virais latentes.5

A relação entre os blipes e a carga viral e recuperação imunológica é clara.3 6 Mesmo com a melhor terapêutica disponível e óptima aderência, blipes virais podem ocorrer. Por esta razão, orientaça-se aconselhar que a carga viral deve ser verificada pelo menos duas vezes para ver se o aumento é uma tendência contínua antes de decidir se mudar de tratamento.

Traduzido do original em Viral blips por Cláudio Souza

References

  1. Nettles RE et al. Intermittent HIV-1 viremia (blips) and drug resistance in patients receiving HAART. JAMA 293: 817-829, 2005
  2. Miller LG et al. Episodes of transient HIV viraemia (blips) are not associated with drops in medication adherence. Antivir Ther 8: S396, 2003
  3. Martinez V et al. HIV-1 intermittent viraemia in patients treated by non-nucleoside reverse transcriptase inhibitor-based regimen. AIDS 19: 1065-1069, 2005
  4. Lee PK et al. HIV-1 viral load blips are of limited clinical significance. J Antimicrob Chemother 57: 803-805, 2006
  5. Jones LE and Perelson AS Transient viremia, plasma viral load, and reservoir replenishment in HIV-infected patients on antiretroviral therapy. J Acquir Immune Defic Syndr 45: 483-493, 2007
  6. Hunt PW et al. Continued CD4 cell count increases in HIV-infected adults experiencing 4 years of viral suppression on antiretroviral therapy. AIDS 17: 1907-1915, 2003

 

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Sobre Claudio do Soropositivo.Org (502 artigos)
Depois de assar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Sim, aquela que foi embora de casa e abandonou a mim e a meu irmão à nenhum mercê do conjunto truncado de sinapses que poderia muito bem representar meu pai. Assim, abandono os dois nomes na vida pública na rede e passarei a ser conhecido apenas pela minha condição Cláudio Soropositivo. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site Sei que, para muitos, esa é uma decisão assustador. Mas foi muito mais assustador dorir no fundo do poço do elevador de um prostíbulo, enrolado num carpete cheirando a mofo, como única maneira de me abrigar do frio e Deus sabe o porquê de eu não ter sido mordido por um rato... É, sim, eu sou este da foto, que muda de vez em quando, mas sempre parece a cara de um gangster de filmes do Scorsese ou do Tarantino e, francamente, eu acho bom que seja assim. Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Santher, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus...

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