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 Antidepressivo melhora o comprometimento cognitivo relacionado ao HIV

 

Image © Russell Kightley

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Os ISRS (Inibidores seletivos de receptação de serotonina) como, por exemplo o antidepressivo Paxil paroxetina () foi associado com uma modesta melhoria na função cognitiva e redução da  inflamação do sistema nervoso central entre as pessoas com HIV e a deficiência cognitiva relacionada à desordem, mas a droga antifúngica fluconazol não mostrou benefício aparente apesar de redução do estresse oxidativo(designativo do desequilíbrio entre o nível de substâncias oxidantes(radicais livres), que podem causar danos a nível celular, e as defesas do organismo – Fonte Infopedia ), de acordo com um estudo apresentado na Conferencia sobre Retroviroses and Infecções Oportunistas (CROI 2016) no mês passado em Boston.

Embora a Demência avançada relacionada ao HIV não seja comumente vista entre pessoas recebendo terapia antiretroviral vista como eficaz (TARV), mais mudanças sutis na função cognitiva, conhecidas como desordem cognitiva relacionada ao HIV, é mais prevalente (15% a 50%, dependendo da forma como é avaliado). No entanto, as causas precisas de problemas cognitivos — por exemplo, o HIV no cérebro, resultando inflamação, toxicidades anti-retroviral — e a melhor forma de gerenciar tudo isso ainda não foi completamente entendida.

Ned Sacktor da Johns Hopkins University School of Medicine e colegas estudaram a segurança e eficácia da paroxetina e fluconazol, tomadas isoladamente ou em conjunto, para o tratamento do MAO.

Lado está associado com a persistência da inflamação do sistema nervoso central (SNC), e a ativação de macrófagos e estresse oxidante e adjuvantes que afetam estes processos podem desempenhar um papel na sua gestão, os pesquisadores notaram como fundo.

Membros da equipe da Sacktor previamente rastreados de 2000 compostos para efeitos neuroprotetores em um modelo in vitro de estresse oxidativo, células nervosas de ratos expostos a neurotoxinas incluindo a proteína Tat do HIV, após a constatação de que a paroxetina e fluconazol apareceram como protetoras em laboratório, e eles reavaliaram este ponto neste pequeno ensaio clínico.

Participaram do estudo 45 pessoas soropositivas sobre TARV estável por pelo menos 3 meses que demonstraram evidências de comprometimento em pelo menos 2 testes neuropsicológicos. Um subconjunto de 24 pacientes com adesão melhor do que 90% foram incluídos na análise de um tratamento.

Três quartos dos participantes eram mulheres, a maioria eram negras, a média de idade foi de cerca de cinquenta anos, e eles tinham um nível de educação mediana 12 anos. A maioria tinha níveis indetectáveis de carga viral do HIV, a média da contagem de CD4 foi de aproximadamente 500 células/mm3, e cerca de metade tinham o vírus da hepatite C. Eles não tinham tomado inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRIs) no mês anterior.

Os participantes no presente estudo duplo cego (Nota do tradutor: Um estudo “duplo-cego é aquele em que médico e pacientes não sabem quem está tomando a medicação ou o placebo, para efeitos de compatarativo) foram aleatoriamente designados para receber 20 mg uma vez ao dia via oral de paroxetina, 100 mg duas vezes ao dia, fluconazol, as mesmas doses de ambas as drogas, ou placebo por 24 semanas.

Os pesquisadores avaliaram as alterações em testes neuropsicológicos e o desempenho do sistema motor usando o “NPZ8” medida resumida de 8 de testes (incluindo trail, símbolo dígitos, tempo de reação e andamento calendarizados) e o “CalCAP” teste computadorizado de função executiva. A depressão foi avaliada utilizando o Inventário de Depressão de Beck. Medidos os biomarcadores de lesão neuronal, estresse oxidativo (incluindo ceramidas), macrófagos/ativação dos monócitos (CD163), e inflamação no soro sanguíneo e líquido cefalorraquidiano (LCR).

Resultados

  • Participantes nos braços de paroxetina — isoladamente ou em combinação com fluconazol — mostraram uma pequena, mas significativa melhora em sua pontuação NPZ8, enquanto aqueles que fluconazol sozinho ou placebo registou um declínio após o ajuste para a depressão (alteração média +0.16 vs estabeleça um, respectivamente).
  • Participantes a paroxetina também mostraram uma melhora significativa no  teste de tempo de reação seqüencial CalCAP (alteração média 0,41 vs 0,06, respectivamente).
  • As pessoas que tomaram o fluconazol não apresentaram melhora e, sim, piora de algumas provas de testes de desempenho em testes neuropsicológicos.
  • Não houve diferença significativa nos sintomas de depressão ou alterações nos braços tendo ou não tendo a paroxetina.
  • Pessoas tomando paroxetina apresentaram uma diminuição no CD163, indicando a redução da inflamação e ativação de macrófagos.
  • Aqueles que tomaram fluconazol, seja sozinho ou com a paroxetina, tiveram mudanças nos marcadores lipídicos LCR, indicando redução do estresse oxidativo.
  • Paroxetina e fluconazol, isoladamente ou em conjunto, foram geralmente seguros e bem tolerados, com semelhante frequência global de eventos adversos em toda a braços.

“Tratamento de paroxetina pode ser associada a melhora cognitiva, mesmo após o ajuste da sintomatologia da depressão”, os pesquisadores resumiram. “Paroxetina também pode estar associada a uma menor ativação da macrofágia sistêmica. No entanto, a melhora cognitiva com a paroxetina não foi associada com diminuição nos marcadores LCR do estresse oxidativo lipídico”.

“A paroxetina é o primeiro agente adjuvante para demonstrar melhora neurocognitiva para um resumo medida de desempenho cognitivo em um estudo duplo-cego controlado por placebo para o tratamento da MAO e sugere um estudo posterior”, concluiu. “Fluconazol não foi associada à nenhuma melhora cognitiva”.

“Durante um período de vinte anos e após dez ensaios clínicos, esta é a primeira vez que conseguimos demonstrar claramente o benefício em uma medida do resumo do  desempenho cognitivo de pacientes com HIV associados distúrbios cognitivos, declarou Sacktor” em press release publicado pelo Hospital Johns Hopkins em 24/3/2016

Traduzido por Cláudio Souza em 25 de março de 2016 do original em CROI 2016: Antidepressant Improves HIV-Related Cognitive Impairment. Revisado por Mara Macedo

 

Categoria: Problemas Neurocognitivos

Publicado na quinta-feira, 24 de Março de 2016 00:00

Escritos por Liz Highleyman

Reference

NSacktor, RL Skolasky, N Haughey, et al. Paroxetine and Fluconazole Therapy for HAND: A Double-Blind, Placebo-Controlled Trial. Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections. Boston, February 22-25, 2016. Abstract 146.

Other Source

Johns Hopkins. Antidepressant May Improve Cognitive Symptoms in People with HIV. Press release. February 25, 2016.

 

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