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PrEP pode reduzir ainda mais o risco de infecção pelo HIV após parceiro iniciar tratamento

Truvada Estudo demostrou que os homens que tomaram a pílula anti-retroviral diário Truvada reduziu significativamente o risco de contrair HIV. (Foto Ilustração por Justin Sullivan/Getty Images

Jared Baeten. Photo by Jan Brittenson, hivandhepatitis.com

Oferecendo Truvada em um regime de profilaxia pré-exposição (PrEP) para o parceiro HIV negativo em um casal sorodiscordante durante os seis primeiros meses após o parceiro HIV positivo começar a terapia anti-retroviral (TARV) pode servir como uma “ponte” para fornecer mais proteção contra a infecção pelo HIV,  relataram pesquisadores ontem na 21ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2016) em Durban, África do Sul.

Estudos têm mostrado que a eficácia do tratamento anti-retroviral reduz drasticamente o risco de subsequente transmissão de HIV – um conceito conhecido como “tratamento como prevenção” – e PrEP reduziu o risco de infecção por mais de 90% se tomadas de forma consistente.

Os parceiros HIV negativos iniciais do estudo PrEP em casais heterossexuais sorodiscordantes que Dr Baeten inicialmente apresentou à conferência International AIDS Society conference in 2011, foram atribuídos aleatoriamente no Quênia e em Uganda, para receber tenofovir/emtricitabina (componentes do Truvada), tenofovir sem co-formulação ou placebo. (No momento em que isso ocorreu as diretrizes da Organização Mundial de Saúde e do país recomendavam início da TARV com base na contagem de células CD4 e não para todos diagnosticados com HIV).

O seguimento com o Demonstração do estudo Partner e a PrEP, o objetivo de mostrar se uma combinação integrada de PrEP para parceiros negativo mais TARV para parceiros positivos poderia reduzir ainda mais o risco de transmissão do HIV. No momento em que este estudo foi iniciado em novembro de 2012 houve ampla evidência de que tanto o PrEP e tratamento como prevenção (Tasp – Acrônimo para Treatment as Prevention – Tratamento como prevenção em tradução livre) foram eficazes, de forma que todos os participantes receberam as duas intervenções sobre uma base de código aberto (não-aleatório).

O projeto de demonstração foi realizado em quatro centros no Quênia e Uganda que sediou os parceiros iniciais do estudo da PrEP casualizada, mas foram inscritos uma nova coorte de 1013 casais heterossexuais sorodiscordantes em que nem o parceiro tinha alguma vez tomado antirretrovirais.

A média de idade dos participantes foi de 30 anos. Em dois terços dos casais a mulher foi o parceiro HIV positivo. Parceiros positivo tinham uma contagem média de células CD4 era de 436 células/mm3 e a média da carga viral em mais de 37.000 cópias/ml. A maioria (65%) afirmou que tinha se relacionado sexualmente de forma desprotegida no mês passado.

Após a inscrição, foi oferecido ao parceiro HIV positivo a combinação de TARV em conformidade com as diretrizes nacionais – menos de 350 células/mm3 até meados de 2013 e então, posteriormente, o tratamento universal – enquanto o parceiro HIV negativo foi oferecido diariamente Truvada. A PrEP foi continuada enquanto o parceiro positivo demorou-se no início do tratamento nos seis primeiros meses após o início da TARV, permitindo A passagem do tempo para que a carga viral ficasse indetectável; a PrEP foi prorrogada se o parceiro positivo tivesse interrupções do tratamento ou conhecida má aderência.

O projeto de demonstração mensurou os casais selecionados com base em um algoritmo de escores de risco que eram de 1 a 10, dependendo preditores de risco de infecção pelo HIV, incluindo casais jovens em regime de concubinato ao invés de casamento, sexo desprotegido recente, parceiros masculinos não circuncidados e parceiros positivos com uma alta carga viral; casais com uma pontuação igual a 5 ou superiores foram elegíveis para o estudo.

No 2015 Conferência sobre retrovírus e infecções oportunistas (acaba), Dr Baeten relatou resultados provisórios, mostrando que dois parceiros HIV negativos inicialmente soroconverteram. Em vez de um braço de placebo, os pesquisadores utilizavam-se da taxa de incidência no braço de placebo original de parceiros aleatórios do estudo de PrEP para estimar que 40 novas infecções teriam sido de se esperar na ausência de TARV e PrEP – uma redução de risco de 96%.

Esta semana Dr Baeten mostrou resultados atualizados com os dados finais através de junho de 2016, refletindo aproximadamente 1700 Pessoa-ano de seguimento.

Globe World map with AIDS icons

Por este tempo, 91% dos parceiros positivos haviam iniciado a TARV e quase todos tinham alcançado supressão viral (< 400 cópias/ml) – (Nota do Editor: É visível o desrespeito ao Tratado de Helsinque que prevê ao sujeito da pesquisa o melhor tratamento existente e não o melhor disponível. Dá sistemas de mensuração de carga viral com acuidade par um mínimo de 20 cópias/ml. A maioria (97%) dos parceiros negativos aos quais foi oferecida PrEP a aceitou. Casais em TARV solitária (…) estavam em 39% do tempo de seguimento, PrEP solitária em 20%, sobreposição de TARV e PrEP para 33% e nem TARV nem PrEP para 7%.

No final do seguimento de quatro novas infecções por HIV ocorreram, comparados aos 83 esperados sem TARV ou PrEP, para uma redução de risco relativo de 95%. Proteção foi semelhante, independentemente do sexo, idade ou pré-tratamento de carga viral.A adesão a ambos PrEP e TARV foi bom durante o projeto de demonstração. Entre os parceiros dos pacientes HIV-negativos que começaram a PrEP e foram aleatoriamente selecionados para teste de nível sérico da concentração da droga, 82% das amostras de sangue mostrara  níveis detectáveis de tenofovir

No entanto, nenhum dos novos indivíduos infectados realmente faziam uso de TARV e PrEP consistentemente – e na realidade eles estavam em casais que não utilizavam estes recursosá

Uma mulher tinha rompido com seu parceiro positivo e parado com a PrEP, enquanto uma segunda mulher tinha um parceiro que ainda não desejava iniciar o tratamento e ela também parou a PrEP; nem a mulher tinha uma concentração sérica detectável de tenofovir em sua amostra sanguínea no momento da infecção. Uma terceira mulher era uma profissional do sexo fazendo uso inconsistente da PrEP. O único homem que tinha a infecção tinha diminuído a utilização da PrEP e tinha múltiplos parceiros sexuais.

“Neste projeto aberto a demonstração da entrega integrada da TARV e PrEP para a prevenção de HIV entre casais sorodiscordantes, observamos a virtual eliminação do incidente HIV,” concluíram  os pesquisadores.

“Intervenções como esta poderiam ter um efeito substancial sobre a epidemia de HIV”, disse Dr Baeten na entrevista coletiva da Conferência da AIDS em 2016:

“Tanto PrEP quanto TARV são intervenções extremamente importantes que poderiam praticamente eliminar a transmissão do HIV (SIC).”

Há mais a ser visto neste link e eu aconselho a leitura

Liz Highleyman

Produced in collaboration with hivandhepatitis.com

Publicado no AIDSMAP em: 21 de Julho de 2016

Traduzido Por Cláudio Souza em 04 de Agosto de 2016 do original em: PrEP can further reduce the risk of HIV infection after a partner starts treatment. Revisado por Mara Macedo

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Sobre Claudio Santos (509 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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