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Mulheres em relacionamentos sorodiscordantes para o HIV são menos propensas a tomar a PrEP

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Mulheres em relacionamentos sorodiscordantes para o HIV não tomam a PrEP  consistentemente

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O Enfrentamento à violência nas relações íntimas está associada a um risco aumentado de má aderência à profilaxia pré-exposição (PrEP) entre as mulheres em relacionamentos sorodiscordantes na África Subsaariana, isso foi publicado na edição online do Jornal da Síndromes de Imunodeficiência Adquirida. Globalmente, 16% das mulheres que sofreram violência nas relações íntimas (IPV) e isso foi o que determinou um uso subótimo aderência a PrEP por volta de 50%, quando a adesão é avaliada por qualquer método de contagem pílulas, ou concentrações plasmáticas de tenofovir.

“Este é o primeiro estudo a examinar a associação entre o  baixo índice do IPV e da aderência à PrEP, escrevem os autores. “Mulheres que relataram IPV no passado 3 meses tiveram  prognóstoco  aumentado de baixa aderência PrEP”.

PrEP tem se mostrado capaz de reduzir o risco de infecção com o HIV em uma variedade de populações, incluindo homens gays, homens e mulheres heterossexuais e usuários de drogas injetáveis. Que recomendamos, portanto PrEP como parte de programas de prevenção de HIV abrangente direcionada a populações de alto risco.

A eficácia da PrEP está relacionada à adesão. A violência nas relações íntimas tem sido associada a uma maior incidência de infecção por HIV, reduziu o uso de preservativos e gerou uma adesão sub-ótima à terapia antirretroviral. Por conseguinte, é possível que a violência nas relações íntimas também possa afetar a adesão à PrEP.

Os pesquisadores de Parceiros recentes em estudos da PrEP, portanto, analisou os dados obtidos a partir de 1785 mulheres HIV negativas em relações sorodiscordantes incluídas no estudo. Entrevistas mensais de face a face, as mulheres foram chamadas a relatar suas experiências de comportamento verbal, físico ou econômico em face à violência nas relações íntimas.

Os pesquisadores avaliaram a relação entre o abuso do parceiro e uma aderência sub-ótima à PrEP. Duas medidas foram utilizadas para avaliar a adesão: contagem de pílulasWoman in fear of domestic abuse (menos de 80% das doses definem baixa adesão) e a medição de níveis plasmáticos de tenofovir (baixa adesão é definida por níveis abaixo de 40 ng/ml). Entrevistas em profundidade com um subconjunto de mulheres, desde insights sobre a forma como a violência nas relações íntimas afetaram a adesão e a intenção individual de manter a PrEP, bem como as estratégias utilizadas para manter a adesão à PrEP no contexto de relações violentas.

As participantes tinham média de idade de 33 anos e 70% tinha obtido um rendimento nos últimos três meses anteriores. A grande maioria (99%) eram casados. A média de duração do relacionamento foi de 13 anos e mulheres haviam se declaradas em relações sorodiscordantes em uma média de 1,4 anos.

Durante 35 meses de seguimento, 288 mulheres (16%) relataram a violência nas relações íntimas em 437 visitas de estudo (0,7% do total). Destas mulheres, 69% relataram a violência nas relações íntimas em uma visita, 20% em duas visitas, 7% em três visitas e 5% em quatro ou mais visitas. A forma mais comum de violência nas relações íntimas relatada foi a violência verbal, seguida pela violência física e o abuso de poder econômico (Nota do Tradutor: Esta é a mais perversa de todas, faz com que a mulher se trne refém passível de ser confrontada com as outras formas de violências, por que o “macho”, pode tudo – Venha aqui me encarar seu merda).

Mulheres com relato de violência nas relações íntimas no mês passado foram menos propensas a relatar abuso, do que mulheres com relato de abuso que mantiveram relações sexuais com nenhum parceiro em seu estudo comparativo de parceiros recentes (69% versus 81%), mas mais provavelmente ligado ao relatório de atividade sexual desprotegida (22% versus 13%). Elas também foram as que mais relataram terem mantido relações sexuais com parceiros que relataram sexo com outra parceira (20% versus 15%).

Esses relatórios de violência nas relações íntimas foram semelhantes na maioria dos aspectos para mulheres que não relataram violência do respectivo parceiro.

A adesão avaliada pela contagem de pílulas foi alta (95%) entre a maioria das mulheres, independentemente da violência relatada nas relações íntimas. A contagem de pílulas sugeriu a adesão abaixo de 80% a 7% das visitas de estudo e 32% de medições de tenofovir no plasma sanguíneo foram abaixo dos níveis ótimos.

Em geral, as mulheres foram 50% mais propensas a ter uma aderência inadequada à PrEP se tinham vivido a violência nas relações íntimas nos três meses anteriores. Essa associação foi consistente independentemente de a adesão ser mensurada pela contagem de pílulas (RAR, 1,51; IC 95%, 1,17-1,89, p = 0,001) ou concentrações plasmáticas de tenofovir (RAR, 1,51; IC 95%, 1,06-2,15, p = 0,02).

No entanto, o impacto da violência nas relações íntimas sobre a adesão deixou de ser significativo após três meses.

Time Concept

Quando “tipos” de violência nas relações íntimas foram considerados separadamente, os pesquisadores encontraram uma relação significativa entre aderência inadequada e abuso verbal (RAR = 1,65; IC 95%, 1,17-2,33, p = 0,005) e baixa aderência quando houve abuso de poder econômico por parte do parceiro que cometeu a violência (RAR = 1,48; IC 95%, 1,14-1,92, p = 0,003). A relação entre a baixa aderência e parceiro fisicamente violento não foi significante, mas a maior freqüência de abusos físicos de um parceiro foi associada a uma menor adesão ao tratamento (p < 0,001) (Nota do editor: A mulher submetida ao abuso do poder econômico por parte de seu *parceiros* leva a uma autodesvalorização de si e, daí para pouco se importar em tomar a PrEP é só mais um passo, até porque:

-“SE é para viver assim, quem sabe morrer não venha a ser uma saída melhor e, assim sendo, por que, raios, eu devo tomar estas merdas”?)

Houve um total de 48 novas infecções por HIV entre as mulheres. No entanto, viver sob violência nas relações íntimas não aumentou significativamente o risco de soro conversão.

Sete mulheres debateram a violência nas relações íntimas durante entrevistas em profundidade com o pessoal. Razões pela forma de abuso por parte dos parceiros abrangidos afetava a aderência incluíam o estresse e o esquecimento, rotina diária corrida, pular doses e parceiros de medicação desperdiçando medicamentos.

Estratégias para superar estes desafios e manter a alta aderência incluem o envio de crianças para recuperar pílulas que tinham sido jogadas fora, ou explicar eventos à equipe clínica, que foram capazes de oferecer terapia de substituição.

“Esforços para orientar as mulheres com IPV PrEP devem reconhecer o baixo risco de aderência, e intervenções devem ser avaliadas para promover adesão à PrEP no contexto de violência, concluem os autores. “Algumas mulheres em nosso estudo relataram estratégias para manter aderência em face do IPV e as lições desses exemplos de resiliência poderia ajudar no desenvolvimento de intervenções bem-sucedidas. Tais intervenções poderiam aumentar o benefício da PrEP através da promoção da utilização eficaz em uma população de alto risco para a infecção por HIV.”

Traduzido por Cláudio Souza do original em Women in HIV serodiscordant relationships less likely to take PrEP consistently if they experience intimate partner violence.

Revisado por Cláudio Souza

Publicado Originalmente por Michael Carter

Referência

Roberts ST et al. Intimate partner violence and adherence to pre-exposure prophylaxis (PrEP) in African women in HIV serodiscordant relationships: a prospective cohort study. J Acquir Immune Defic Synr, online edition. DOI: 10.1097/QAI.0000000000001093, 2016.

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