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Como abordar a questão da morte com os pacientes infectados pelo HIV?

A woman from the darkness meets the bright light.
She is going your way. Lost time is never found again.

Everybody Dies… sooner or later

Falar sobre a finitude da vida, seja a do outro ou a de si próprio, não é tarefa fácil na atualidade, pois vivermos como se fôssemos imunes à condição de mortais, em um pacto coletivo de silêncio sobre este assunto, talvez na tentativa de mantê-la afastada, entre os mortos, e não chamá-la aos vivos. Mas, de repente, ela se impõe, torna-se presente através do adoecimento e de doenças sem cura e obriga o seu sujeito a nomeá-la. Impõe-se também à família do doente, a seu médico e demais profissionais que o acompanham. No entanto, é o sujeito que vivencia seu morrer, a finitude de sua existência, que pode dizer-nos como e quando pode falar e ouvir falar sobre sua própria finitude.

Abordar a morte com o paciente de forma que possibilite escuta e compreensão dos seus sentimentos, exige que o profissional esteja capacitado a ouvir sobre a condição de mortal do ser humano, sem excluí-lo e, portanto, remetendo – se também à sua mortalidade.

A pessoa com AIDS tem seu sofrimento intensificado pelo temor de como se dará o seu morrer. Nesse sentido, cada um, de forma diferente, antecipa em suas fantasias que doenças terá e o quanto será sua dor física e emocional decorrentes destas, ou seja, a vulnerabilidade que a AIDS, em especial, provoca.

É importante, portanto, estar atento às necessidades e possibilidades do paciente para falar sobre o assunto, respondendo às questões levantadas por ele, pois o paciente sinaliza ao profissional o que lhe é possível e em que momento. Poderá ainda, repetir inúmeras perguntas sobre seu estado de saúde/doença, e estas devem ser novamente respondidas. Outros podem não fazer perguntas, agir como se não estivesse acontecendo com eles, não querendo saber ou mesmo não entendendo o que lhe está sendo dito, o que pode indicar não só dificuldades de compreensão mas também um ausentar-se de cena, como uma forma de aguentar e lidar com seu morrer e com seu falecimento. Faz-se necessária uma avaliação psicológica para que se possa entender e discriminar melhor o que está acontecendo.

Ao falar com o paciente sobre sua morte deve-se ressaltar as (im)possibilidades de tratamentos existentes, assim como dividir a responsabilidade com o paciente, a família e/ou alguém delegado pelo paciente, nas decisões das terapêuticas e procedimentos adequados nas diferentes fases de evolução, principalmente na fase avançada da doença.

claudio felizNota do Editor de Soropositivo Web Site: Eu vi a morte de perto tantas vezes que me acostumei com a proximidade dela e, como sou espírita, minha compreensão deste fenômeno  é completamentemaroca diferente. O berço reinicia e o túmulo desdobra… Isso me deixa em paz e eu penso que se todos pudessem, e eu sei que ninguém pode pensar com a cabeça de outro, analisar a vida e a morte com tal simplicidade, já não haveria, para alguns, tantas razões para temer uma coisa que todos nós teremos, mais dias, menos dias, de enfrentar.

A morte, às vezes, pode ser um alívio para aquele que parte e, nós, os que ficamos, não deveríamos, como eu vejo aqui, ali, lá e acolá se deixar embevecer pelo vinho da amargura, bem apropriadamente chamado de vinagre e procurar fazer um balanço da vida da pessoa que partiu. Sim, eu sei, é difícil para um pai perder uma filha ou um filho de três anos…. mas… talvez esta criança tenha vindo a este mundo com um propósito simples, que é o de iniciar uma outra fase na família que fica, ou adestra-los na resignação e n a resiliência (há tanta criança precisando de um lar, eu mesmo mendiguei, em inglês, na porta do Hilton hotel: “Hey you! Adopt me!” I’m starving, I’m a homeless – tudo inútil! O desprezo com que me olhavam doía mais que a fome- enquanto ele alça vôos, pata o ainda mais alto, cuja clareza, agora, nos ofuscaria os olhos… Enfim, eu sei que falar sobre tudo isso é fácil, mas quando eu penso em perder a Mara, morro de medo. E quando penso em partir antes dela, temo deixá-la desprotegida.

O ideal, e eu trabalho muito neste sentido, é que Deus, num dia de bom humor, encontre uma maneira, sei-lá, Ele é tão Criativo! É o Criador… e, neste dia de bom humor Ele invente uma piada cósmica estarrecedora para todos, mas repleta de felicidade para nós que, depois de analisarmos certos eventos, como passar as férias de verão na mesma praia, termos estados na mesma quermesse e sabemos que era MESMO A MESMA QUERMESSE porque houve, lá, na quermesse, uma espécie de corre e corre, e eu, não sei bem, mas aquela fogueira acabou mal e, creiam ou não, temos 52 dias de diferença na data do nascimento que, está claro para mim, e está clara para ela, que o Lulu Santos se inspirou em nós dois, que fomos feitos um pro outro, podes crer…

Eu ouso dizer que partiremos juntos, numa situação que chocará a todos, mas que nos levará juntos (lágrimas) para onde quer que mereçamos estar.

Um dia, talvez, eu vos conte sobre  um lugar que eu conheço e que se chama “Dois Sóis”

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Olha só pessoal.

No início do post tem uma imagem com um texto falando sobre o trabalho e os custos que a gente tem. Você que está me lendo agora, pode e tem o direito de não acreditar.

No mês de mais, quando mais de quarenta mil visitas foram registradas, houve três cooperações.

Quando nós pedimos cooperação financeira, qualquer valor é bom.

Sabe, o beija-flor pode carregar uma diminuta gota d’água em seu bico, no afã de apagar o incêndio na floresta….

E nunca será insuficiente 😊

Está conta serve para transferências de qualquer banco ou depósitos na boca do caixa de qualquer agência do Santander

Esta conta não permite, senhores abusadores, que seja feito nada a título de débito nela.

Você não poderá, como já pôde, assinar 65 revistas de uma só editora e, muito menos abrir contas de acesso à Internet :-)

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Sobre Claudio Santos (524 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois ou tres, quase quatro anos, fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus...

1 comentário em Como abordar a questão da morte com os pacientes infectados pelo HIV?

  1. Olá, siga este link e vc entenderá melhor do que eu exlicando

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