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A Infecção Primária por HIV

Infecção Primária por HIV

Michael Carter, Greta Hughson

Published: 04 March 2013

OS primeiros meses após o Contato com o VIV fazem parte de um contexto que chamamos de Infecção primaria, ou infecção aguda por HIV. Durante este estágio inicial da infecção por HIV, o Sistema imunológico humanos está completamente despreparado para combater o vírus que, entrementes, se reproduz em taxas altíssimas de replicação!

Um exame de carga viral neste momento da infecção sempre redundará num nível altíssimo de cópias do vírus por ml de Sangue (nota do tradutor: a minha foi de mais de três milhões)) – E, frequentemente, muito mais altas do que em qualquer outra fase da infecção por HIV em si. Para piorar, em muitas pessoas há uma queda dramática na contagem de células CD4 nestes pacientes, o que, além de expor a pessoa a um número maior de doenças oportunistas, ainda baixa o ânimo do paciente em questão.

Diagnosticando a Infecção Primaria por HIV

A infecção primaria por HIV tem muito em comum com os sintomas da gripe ou de outra virose sem maior importância. A estes sintomas, frequentemente, chamamos de doença da soroconversão. Ou síndrome retroviral aguda. Um número em torno de 90% daqueles que foram diagnosticados como soropositivos terão experimentado um ou mais destes sintomas, usualmente durante as quatro primeiras semanas após a exposição inicial ao vírus: febre, rash cutâneo, dores de cabeça, “um certo mal-estar, Dores aftas ou mesmo úlceras na boca, dores de garganta, suores noturnos, perda de peso, cansaço sem causa aparente, gânglios inchados, perda de peso, e alguns sintomas neurológicos como a meningite (nota do tradutor: Eu comecei exatamente pela meningite que a ISCMSP tratou como gripe().

Estes sintomas aparecem tipicamente alguns dias ou semanas após o Contato com o vírus (HIV) e podem persistir por um período de duas a quatro semanas, Embora as glândulas inchadas podem durar mais tempo.

Entretanto, algumas pessoas podem não apresentar sintomas de nenhuma espécie, ou experimentá-los de forma imperceptível e, por tanto, é imprescindível que você faça o exame para a detecção do HIV sempre que tiver passado por uma situação onere, por livre e espontânea vontade, ou forçada(o) você pode ter adotado algum comportamento de risco – Lembre-se. Os profissionais de saúde não esperam que você seja uma santa ou um santo, muitos deles já têm, no seio de suas famílias, pessoas vivendo com HIV ou AIDS

Embora muitas pessoas com infecção primária por HIV procurem cuidados médicos para os seus sintomas, o diagnóstico muitas vezes é perdido devido à semelhança com outras doenças.

 

Muito poucas pessoas, com estes sintomas vão à uma clínica de saúde sexual e procuram um teste de HIV.

No entanto, estão em curso esforços para aumentar as taxas de testes de HIV. Pessoas de grupos com alto risco de HIV (em particular africanas e homens gays) devem ser incentivadas a ir a um Centro de Orientação e Aconselhamento Sorológico –COAS- para fazer um teste de HIV, quando são vistos por um médico ou outro profissional de saúde quando eles têm sintomas de infecção primária do HIV.

 

 

Durante este período de teste de HIV

 

Após a infecção pelo HIV, é possível que meses se passem até que o organismo gere células imunológicas que possam reconhecer as células infectadas pelo HIV ou produzir anticorpos contra o HIV. O período de tempo que o organismo leva para produzir defesas contra o HIV é chamado de soroconversão. Antes disso, todo e qualquer teste para HIV, não importando a eficiência do mesmo, sempre resultará negativo.

Durante a infecção primária por HIV, ou a suspeita dela, outras formas de teste podem ser usadas para detectar a presença do vírus (ou um antígeno). Tais testes respondem a uma proteína específica do HIV, embora quando o HIV torna-se plenamente estabelecido no corpo a proteína se desvanecerá para níveis indetectáveis e o teste será impreciso. Testes que detectam o material genético do HIV se podem identificar o HIV no sangue dentro de uma semana de infecção e continuar a funcionar após a soroconversão.

 

No Reino Unido a maioria das clinicas de cuidados clínicos com a saúde sexual usará um KIT que combina ambos os testes numa tentativa de obter o resultado mais preciso possível. Estes testes são conhecidos, geralmente, como testes de quarta geração.

SE você está preocupado com a possibilidade de ter tido Contato íntimo ou próximo de alguém que talvez possa ser portador de HIV, NÃO PERCA TEMPO, converse com seu médico ou médica de confiança, procure um COAS, vá a um AMA ou equivalente em sua cidade, tal como o UBS e faça o teste para detectar o HIV.  Se o risco que você correu está, ainda, dentro das últimas 72 horas, você ou ele(a)devem discutir a viabilidade ou não de realizar um tratamento clamado post-exposure prophylaxis (PEP) seria ou não apropriado para sua situação

Tratamento na infecção primária

No Reino Unido, é recomendável que o tratamento para a infecção para HIV comece quando a contagem de células CD4 cheguem a uma contagem de 350 células por mililitro de sangue, contudo, no Brasil as regras são outra e a ordem é começar assim que se tome conhecimento. Um dos folhetos em nossa série ilustrada, o básico, é projetado para ajudar a apoiar uma conversa sobre as questões. Seu chamado muito infecção recente e você pode encontrá-lo em nosso website em thebasics http://www.aidsmap.com.

. Alguns estudos chegam mesmo à sugestão que o tratamento prolongado, nestas circunstâncias, tem tido a peculiaridade de fazer com que não só chegam a contagem de CD4 chegue a estes limiares, bem como, também, sua habilidade natural de se controlar e lutar contra HIV. Além disso, não é sabido dizer como evoluirá a doença não havendo sequer, um prognóstico de que quando um paciente faça um tratamento prolongado Indo além, outros estudos falharam em obter sucesso ao tentar obter o mesmo resultado terapêutico, e, portanto, não há uma base cientificamente comprovada que possa dar aval a este “tratamento’.

Até agora a única coisa certa a fazer é tratar, segundo os protocolos em vigor, a terapia pós infecção se:

 

Se você tem alguma doença definidora de AIDS

  • Se seu Sistema nervoso (cérebro, coluna cervical ou nervos) estiver acometido pelo HIV.
  • Se você tem uma contagem de CD4 inferior a 350

Nota do Tradutor: Estou, eu mesmo, passando por uma investigação minuciosa sobre o HIV e meu sistema nervoso e, embora eu tenha uma contagem de CD4 acima de 1.000 e uma carga viral indetectável há pelo menos dez anos, minha infecto me encaminhou à neurologista para investigar o que “poderia ser *aquela mancha escura na minha ressonância que ninguém tinha se apercebido dela até então(…).

Observe, entretanto, que decisões sobre tratamentos devem ser tomadas caso a caso, sempre Segundo as condições gerais do paciente, incluindo, ainda, a possibilidade doa pessoa em questão ter a possibilidade de toma-los sem gear problemas pessoais e isso deve ser feito com base no diálogo com seu médico.

Infecciosidade

Por conta da extremamente alta carga viral que ocorre nos primeiros estágios da infecção por HIV é preciso levar em conta que o sexo desprotegido é uma hipótese impraticável sob a ótica médica e a ótica ética.

Sexo seguro, que inclui, normalmente, preservativos (camisinhas), é particularmente importante para reduzir a infecção por HIV. O tratamento para o HIV deduz os riscos pessoais à saúde e, também a Infecciosidade dele. Se você está preocupado com a possibilidade de transmitir HIV a seus parceiros, esta deve ser, também, uma de suas argumentações diante de seu médico sobre tomar as drogas antirretrovirais ainda na infecção primária.
Nota do Editor de Soropositivo Web Site:

 

Talvez vc ache uma grande besteira eu “gastar tempo e queimar mufa para traduzir este texto e, todavia não o é.

el-guapoSei de centenas de pessoas que me procuram aqui, na net, com o fito de saber se podem ou se não podem ter o HIV. A maioria delas, quando eu digo que a única forma de saber é fazendo o exame, se recusam peremptoriamente a fazê-lo. E eu considero esta atitude uma grande bobagem e, sob a ótica deste texto chega a parecer um gesto de imensa covardia ou indecisão, num assunto que, quanto mais eu avanço na produção dos textos, mais eu insisto que as pessoas devem fazer o teste imediatamente. Acabe a leitura, tome um banho (se tiver água em sua casa) ou não, e vá até uma UBS ou AMA, explique a situação; se você não quer que a coisa em si fique bairrista, vá até o Emilio Ribas em São Paulo ou à Casa da AIDS em Pinheiros e faça o exame

Se der positivo vc receberá apoio emocional e orientações que poderão ajudar a salvar não só a sua vida, como a vida de seus parceiros (a menos, é claro, que vc só transe com inimigos…).

Fazendo o teste rapidamente vc traz para si todos os benefícios apontados neste texto como este:

 

The basics, is designed to help support a conversation about the issues. It’s called Very recent infection and you can find it on our website at www.aidsmap.com/thebasics.”

 

Este link abre para uma página em inglês, em vias de ser traduzida.

 

É como diz aquele panfleto do ministério da Saúde no Brasil: Ter AIDS não é bom. Ter e não saber é ainda pior…

 

Imaginemos que você, como eu, é soropositivo. E daí? Estou com isso há quase vinte anos, acho que há um pouquinho a mais de tempo e vou bem, obrigado.

Não fora este conhecimento, e alguns dos médicos que me tratam no Hospital São Camilo jamais teria tido a possibilidade de salvar minha vida em inúmeras ocasiões. Por outro lado, sei de pessoas que, após o diagnóstico positivo em suas vidas, após o choque inicial deu, a elas, a oportunidade de reescreverem suas vidas, de formas até poéticas, com um ânimo redobrado, como se fosse um novo ser humano, melhor e mais sintonizado com vida, do que o anterior, que só pensava nas coisas que dariam lucro e prazer imediatos. Sim, é verdade, é uma barra receber este resultado; quando eu recebi, 20 anos atrás, eu recebi, junto, um prognóstico de que eu teria apenas seis meses de vida e, já se completaram vinte anos! SE eu não tivesse descoberto minha soropositividade naqueles dias, certamente a doença teria evoluído para AIDS, e teria sido acometido por alguma doença oportunista, teria continuado a transar sem camisinha e só Deus poderia saber quantas outras mulheres eu teria infectado….

Na boa

Faça o teste e tire de coma de seus ombros o peso da dúvida…

 

Infecção Primária por HIV

Michael Carter, Greta Hughson

Published: 04 March 2013

Tradução e edição Cláudio Souza

 Fonte: AIDSMAP

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Sobre Claudio Santos (509 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

5 comentários em A Infecção Primária por HIV

  1. Tenho uma dúvida quero um esclarecimento. Conheço alguém (um amigo) que é recem casado (1 ano) com uma joven e durante este 1 ano de casado envolvia se sem preservativo com a mesma. Mais sem conhecer o estado sorologico da parceira, apos 1 ano e 3 meses o mesmo resolveu fazer com a sua parceira o teste do Hiv rápido. Na mulher foi detectada Hiv positivo e no rapaz negativo, e esse teste eles fizeram depois de 70 dias da ultima relação desprotegida. A jovem ja esta a fazer consulta, fez o exame cd4 o exame deu negativo, e o rapaz lhe foi recomendado a voltar a fazer o teste hiv depois de 3 Meses. Como é possivél? como se explica isto? Ela ja tinha hiv, ou lhe traiu com um soropositivo? E assim sera que como fez o teste depois de 70 dias do ultimo envolvimento desprotejido não foi enfectado?

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    • Nelson… É muito difícil tentar explicar tal sequência de eventos! A bem da verdade, para que fique claramente estabelecido, este site existe há quase dezessete anos, como todos poderão ver aqui http://web.archive.org/web/20000821182929/http://www.soropositivo.org/

      Durante todo este tempo, eu jamais fui contemplado com um caso como o de seu amigo. Eu peço s você que seu amigo esclareçs, por favor, toda esta trama para, se eu puder entender tais fatos, eu poderia compartilhar isso com meus amigos e amigas soropositivos, todos há mais de vinte anos, sedo uma delas uma senhora com mais de setenta anos! Talvez eles posam me ajudar a esclarecer tudo isso. Desculpe-me por não saber como responder, pois, na minha visão isso tudo trata-se daquilo que acontece na vida das pessoas todos os dias om alguém, que é “escolhido para viver, e eu não sei com que propósito, eu dizia aquilo que geralmente se chama de o impoderável. Obrigado pela visita e à sua disposição na tentativa de conseguir ver se tudo isso trata-se de facear-se com o imponderável ou qualquer noutra “coisa”.

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  2. Eu não posso responder à sua pergunta, porque não sei como isso é feito em portugal. Este site esta lotado no Brasil

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  3. Boa noite, tudo de bom para ti Sr Cladio. Deus te abençoa tens ajudado muitas pessoas com este teu sit, salvas muitas vidas

    Nels

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