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Resultado de pesquisa espanhola cria vacina que induz a controle viral sem TARV em percentual significativo de sujeitos

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checking vaccine 25Uma vacina conhecida como “Vacina HIV Conserv”, pela primeira vez, produziu significativa resposta no controle viral prolongado em uma grande minoria de destinatários, uma vez que eles foram retirados de terapia anti-retroviral (TARV). Até o momento, um participante ficou fora de TARV por sete meses sem ter de retomar. Apresentando no Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2017), Beatriz Mothe disse que, controle viral em sujeitos desta vacina, ocorreram mais freqüentemente do que o controle espontâneo do HIV, observado em estudos anteriores de interrupção do tratamento.

Apesar de um certo número de estudos de vacina em macacos ter produzido supressão viral por longo prazo, este é o primeiro estudo humano que produziu tal efeito.

HIV Conserv vacinas e o estudo BCN01 

O estudo da vacina BCN02 ainda está em curso e vem no seguimento de dose única de estudo, BCN01, que a pesquisadora Beatriz Mothe relatou no ano passado (consulte a referência).

O primeiro estudo recrutou 15 pessoas que iniciaram o tratamento logo após a infecção pelo HIV e lhes deu uma dose única de uma vacina contra o HIV Conserv (ou “HIVconsv’).

Para uma explicação mais completa do que o HIV Conserv vacinas são e como eles funcionam Ver este relatório (em inglês e em outra aba). Em breve explicação, eles continham antígenos selecionados (imune-estimulantes de sequências de proteínas ou genes) do HIV que são altamente conservadas, daí o nome. ” altamente conservados” significa que eles são as peças do HIV que o vírus pode alterar menos vezes, e que variam pouco nas muitas variantes do HIV.

A vacina consiste, portanto, de seções de proteínas a partir de diferentes cepas do HIV “agregados” que geram uma forte resposta imune ao HIV, da qual o vírus considera difícil “escapar”. O HIV não se pode “dar ao luxo de gerar mutações que contornem as respostas imunológicas do corpo porque para isso ele se enfraqueceria”.

O que isto significa é que a vacina “empurra” o mecanismo celular das células anti-HIV de células “T CD8”, a uma resposta no sentido de se tornar mais potente com menos desperdício, porque o corpo não gera respostas das quais o vírus pode facilmente escapar. No BCN01 estudo dos pesquisadores ficou estabelecido que isto foi exatamente o que tinha acontecido.

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O Estudo BCN02

Para o segundo estudo os pesquisadores trabalharam com o mesmo elenco com os 15 participantes, dando-lhes mais duas doses da vacina “HIV Conserv” nas semanas 0 e 9. Além disso, nas semanas 3, 4 e 5, foram aplicadas três infusões do “Inversor de latência” romidepsin, que é uma droga estimulante do sistema imune, que tem sido aplicada nos estudos de cura chamados ‘chutar e matar’ de cura da infecção por HIV em experimentos de cura.

A idéia de usar uma vacina contra o HIV, combinada com romidepsin é de usar o romidepsin para estimular as rajadas de produção viral (o despertar dos reservatórios virais) enquanto o participante viral ainda está sob a terapia anti-retroviral (TARV). A resposta imune estimulada pela vacina “vê” estas lufadas de replicação viral, reforçando-se e, assim a um ajuste fino desta resposta.

O DNA do HIV em células foi mensurado na semana 0, nas semanas 3 a 5 enquanto o romidepsin estava sendo dado, e na semana 9. A proporção de células CD8 que foram sensíveis ao HIV de maneira efetivamente destrutiva foi medido nas semanas 0, 1, 3, 9, 10 e 13. A TARV foi parada na 17ª semana em uma pausa monitorada pausa de antirretrovirais. A TARV fora retomada nos sujeitos em que houve rebote viral.

Resultados

Havia 14 homens e 1 mulher no estudo. A idade média foi de 40 anos e todos tinham iniciado a TARV cedo – uma média de três meses e um máximo de 5 meses a contar da data estimada da infecção pelo HIV.  Todos tinham estado sob TARV ao longo de mais de três e quatro anos. Todos eles estavam sob esquemas contendo inibidor de integrase e sua contagem média de CD4 foi de 728 células/mm3 (mínimo 416).

A vacina produzida levou a sintomas como os da gripe e os efeitos colaterais mais comuns foram cefaleia, fadiga e dores musculares.

As três infusões de romidepsin foram acompanhadas de rajadas curtas de produção viral, apesar da TARV, na ordem de 50 para 400 cópias/ml, com alguns blipes virais de 1000 cópias/ml, em todos, exceto em um participante. Estas foram acompanhadas de semelhante de ondas de produção de células T: contagens de CD4 subiu cerca de 200 células/mm3 durante cada infusão, mas estavam de volta ao patamar previamente observado após três dias. Nota do Tradutor.: Por curiosidade fui “procurar sabem mais sobre este “romidesepin” e encontrei alguma coisa, na wikipedia, em inglês e segue abaixo:

A romidepsina, também conhecida como Istodax, é um agente anticancerígeno usado no linfoma cutâneo de células T (CTCL) e outros linfomas periféricos de células T (PTCLs). Romidepsin é um produto natural obtido a partir da bactéria Chromobacterium violaceum, e funciona através do bloqueio de enzimas conhecidas como histona desacetilases, induzindo assim a apoptose. [1] É às vezes referido como depsipeptide, após a classe das moléculas a que pertence. Romidepsin é marcado e possuído por Gloucester Pharmaceuticals, agora uma parte de Celgene. [2]

Efeitos adversos  O uso de romidepsina está uniformemente associado a efeitos adversos. [13] Em ensaios clínicos, os mais comuns foram náuseas e vômitos, fadiga, infecção, perda de apetite e distúrbios do sangue (incluindo anemia, trombocitopenia e leucopenia). Também tem sido associada a infecções e com distúrbios metabólicos (como níveis anormais de eletrólitos), reações cutâneas, alteração da percepção do paladar e mudanças na condução elétrica cardíaca. [13]

Este é um apanhado de algo que eu considerei importante colocar aqui. Quem quiser saber mais é só clicar em Romidesepin – Abre em outra aba, está em ingles mas o Tradutor do google ajuda de maneira excelente

White Keyboard with Vaccination Button.

Apesar de esses picos de produção viral, a quantidade de DNA viral em células do reservatório não se alterou: uma esperança provida do conceito original do ‘chutar e matar” foi que as eclosões de produção viral seria uma “tempestade” de células infectadas, mas isso parece não acontecer.

As respostas anti-HIV de células CD8 aumentou durante o estudo, tanto após a primeira dose de vacina bem como após a introdução do romidepsin. Mas, igualmente importante, o tipo de resposta imune passou a ser caracterizado por uma ampla resposta a todas as proteínas do HIV a uma situação em que três quartos da resposta imune foi bastante agressiva às áreas altamente conservadas, visados pela vacina.

Desligamento do controle viral por TARV

Até agora treze dos quinze participantes do estudo mantém interrompidas suas terapias antirretrovirais. Para 8 dos 13, a carga viral rapidamente saltou para os níveis anteriores a TARV (média de cerca de 100.000 cópias/ml) no prazo de quatro semanas e eles começaram novamente a

Terapia Antirretroviral

Nem sempre é assim. Há esquemas com três comprimidos ao dia, uma vez ao dia. Como, por exemplo a combinação entre lamivudina em um só comprimido, associados ao atazanavir, uma capsula e ao norvir, um comprimido relativaemete pequeno uma vez ao dia.

.

No entanto, para os outros cinco participantes, a carga viral apenas saltou de forma intermitente para níveis baixos (abaixo de 2000 cópias/ml). Até agora, estes cinco participantes têm permanecido fora de suas TARV após 6, 12, 19, 20 e 28 semanas, respectivamente. Nenhum têm mantido níveis completamente indetectáveis de carga viral durante esse tempo; em vez disso o que tem sido visto é um padrão de “blipes”, principalmente a 200 cópias/ml ou assim, mas houve um caso de 2000 cópias/ml, antes de se tornar indetectável novamente. Um participante (na 19ª semana sem TARV) tinha um padrão ligeiramente diferente; inicialmente ele manteve suprimida a sua carga viral que, repentinamente saltou para 2000 cópias/ml na sétima semana e, entretanto, a partir da décima segunda semana, começou a diminuir e agora está abaixo de 200 cópias/ml.

Estes cinco participantes representam 38% do grupo que é consideravelmente superior a 2% de pessoas que normalmente controlam sua carga viral após pararem com a TARV.

O que fez a diferença entre ser um “bounder” (limítrofe) e um “controlador”?

O DNA proviral em células importava: os controladores estavam todos dentro da metade inferior das verificações de medições de carga viral. Não houve correlação com a intensidade da resposta imune, mas houve uma correlação com a sua especificidade: todos os controladores tiveram uma maior proporção das suas respostas imunes sintonizado com as regiões altamente conservadas do HIV.

Conclusões

Parece que se a vacina tem contribuído para reforçar um fenómeno por vezes visto em pessoas que muito em breve iniciam o tratamento após a infecção. Tais pessoas naturalmente desenvolvem menores reservatórios de RNA e por isso, preservam algum grau de controle imunológico do HIV mais efetivo, porque falta a proliferação de cepas virais que ocorre em pessoas não tratadas cronicamente. Essa proliferação sobrecarrega a capacidade de seu sistema imunológico para se adaptar a ela. A vacina não só reforça esta resposta útil, mas também redireciona a resposta imunológica mais eficiente.

“Este estudo é interessante porque é o primeiro a demonstrar o controle pós-tratamento – que é, por definição, o seguinte:

O vírus está presente, mas não há rebote viral depois de parar a terapia antirretroviral”, disse Sharon Lewin, Diretor do Instituto de Peter Doherty para infecção e imunidade, a Universidade de Melbourne, Austrália. “Mas temos também de ser cautelosos –  não houve grupo de controle e não sabemos que parte da intervenção foi importante – O início da vacina? A segunda vacina? Romidepsin? Todos os acima?

“Ao mesmo tempo até agora em todos os outros estudos envolvendo a interrupção do tratamento, e controle pós-tratamento foi rara e na maioria acontece ocasionalmente. Este é um passo promissor e significativo à frente. Sem dúvida que precisamos de um estudo de seguimento que seja maior, bem como ter um grupo controle que não recebe qualquer intervenção e um esquema vacinal menos complicado. Gostaríamos de compreender por que razão algumas pessoas controlam a infecção em níveis não perigosos também – e a bem da verdade, neste momento não sabemos a resposta para isso.”

Traduzido por Cláudio Souza do original em inglês no endereço adiante Spanish vaccine induces viral control off ART in nearly 40% of recipients originalmente publicado por Gus Cairns em 17 Fevereiro de 2017 para o AIDSMAP.com

Revisado por Mara Macedo

Referências

Mothe B et al. Viral control induced by HIVconsv vaccines & romidepsin in early treated individuals. Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2017), Seattle, abstract 119LB, 2017.

View the abstract on the conference website.

View a webcast of this presentation on the conference website.

See also Mothe B et al. Shaping CTL Immunodominance With Conserved HIV Vaccines After Early Treatment (BCN01). CROI 2016, Boston, abstract no 320, 2016.

View the abstract on the conference website

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