Como é a infecção por HIV? Como ela nos conduz à enfermidade?…

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Carga Viral! Algo a se entender!

Começar mais cedo para o tratamento do HIV

Enquanto muitos pormenores continuam a ser analisados, há um consenso crescente em torno de um ponto-chave: a necessidade de tratamento antirretroviral. Se o curso da infecção pelo HIV apresenta maiores riscos para a saúde no futuro tratamento do HIV ou não – como o SMART e outros estudos sugerem – então o tratamento precoce seria justificado. Grandes comparações de estudos de coorte estão descobrindo que, como tratamento é iniciado em um nível maior de contagens de CD4, o risco de doenças definidora de AIDS ou morte constantemente diminui. A tendência é válida até o início do tratamento em contagens de CD4 de 350 células/mm3, embora os benefícios de se iniciar o tratamento no mesmo contagens mais altas são menos claras.

O caso de tratamento anterior é  suficientemente persuasivo para alterar as decisões de tratamento para pessoas com HIV? Como um exemplo, o tratamento de Richard Carson, diagnosticado em 2005, é incerto. Pela corrente de orientações de tratamento, Richard robusto contagens de CD4 (635 células/mm3 na última contagem) e baixa carga viral (1550 cópias/ml) lhe permitiram olhar antirretrovirais como uma perspectiva distante [originalmente em 2006]. Ele ouviu o que acaba-se de dizer aqui e está com melhores argumentos, mas não está totalmente preparado para dar o salto para o tratamento como resultado. “No final, eu vou fazer tudo o que for melhor para mim”, diz ele. “Eu ouvi muitas razões pelas quais eu não deva iniciar o tratamento ainda – os efeitos colaterais, o risco de resistência. Se houver mais provas sólidas de que eu não deveria esperar, então eu poderia mudar minha posição”.

Um desafio final pode ser simplesmente a tentar acomodar novas provas e novos insights a um modelo pré-existente que já não se encaixa no contexto que a ciência e a medicina habitam, depois de tanta pesquisa. A depleção de células CD4 tem sido muitas vezes entendida por uma simples analogia de “irrigar e drenar”:

 Células CD4 são destruídas quando elas estão infectados pelo HIV (drenagem), mas reabastecidos conforme o corpo produz mais (a torneira). Quando a torneira não pode mais manter o ritmo  par e passo com o dreno, há a queda da contagens de células CD4 e isso é o início da progressão da infecção por HIV para o quadro da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS seria o acrônimo correto para nós, que falamos português, eu insisto, mas assinalo também como AIDS.

Nota do editor: “Na época do meu início de tratamento eu pulei de “médico em médico” até encontrar uma em quem eu confiasse: Drª Patrícia M. Cip, houve um deles que estabeleceu um ponto bastante importante para minha “educação antirretrovirológica”. Ele me disse assim:

O corpo humano, infectado com HIV sem tratamento perde, em média de setenta a oitenta células CD4 ao ano… blá, blá, blá (o discurso da adesão).

Como sabemos existem muitos fatores que afetam a progressão da doença e será difícil abandonar esta imagem simplista e demonstrar um caminho mais complexo, se mais preciso?

Danny Douek pensa que não: “Eu não penso necessariamente que mais meios precisos mais confusa e complexa. O modelo original de uma torneira de drenagem e é realmente um bom modelo. Penso que temos simplesmente perceberam que podem ser mais torneiras e mais drenos. Penso que o modelo ainda está muito bem, mas está se tornando mais completas e sofisticadas. Em última análise será mais simples porque ele fará mais sentido e deixar menos atendido”.

O sistema imunológico é um complexo conjunto de células diferentes que fazem trabalhos diferentes.

  • Alguns montam reações rápidas, não-específicas, tais como alergias, para livrar-se de substancias estranhas.
  • Alguns, os monócitos, englobam e digerem invasores.
  • Células B secretam anticorpos, proteínas que cercam os invasores específicos e também os bloqueiam fisicamente evitando que infectem outras células ou sinalize-as para destruição.
  • T-células dividem-se em células CD8, que destroem as células já infectadas ou células CD4, que regulam e amplificam outras partes da resposta imune,
  • Ambas as células – B e T- pode ser células de memória, sensibilizadas aos invasores específicos para uma resposta rápida para eles no futuro.
  • Vacinas funciona no sentido de preparar essa memória.
  • B – E as células T também podem estar ativadas ou  inativadas. Ativada, o trabalho das células se dará nos locais de infecção, e eles são de curta duração.
  • Uma teoria de como o HIV lentamente destrói o sistema imunológico é que faz com que as células-T permanessam constantemente em um status de ativação permanentemente, oque é estressante e, portanto, acaba levando o sistema imunológico à  exaustão .

Tipos de células do sistema imunológico

Traduzido Por Cláudio Souza do original em How does HIV make us sick? 

Revisado por Mara T. de Macedo

O trecho do artigo na Wikipedia esta neste link: Linfocitos T

References

  1. Douek D Making sense of HIV pathogenesis. The PRN Notebook 10(8):9-12, 2005.
  2. Estes J et al. Collagen deposition limits immune reconstitution in the gut. J Infect Dis 198:456-464, 2008.
  3. Mehandru S The gastrointestinal tract in HIV-1 infection: questions, answers, and more questions. The PRN Notebook 2007.
  4. Levy JA HIV and the pathogenesis of AIDS. 3rded. ASM Press, 2007.
  5. El-Sadr W HIV and inflammation: a paradigm shift.5th International AIDS Society Conference on HIV Pathogenesis, Treatment, and Prevention. Cape Town, South Africa, abstract MOPL104, 2009.
  6. Ascher MS and Sheppard HW AIDS as immune system activation: a model for pathogenesis. Clin Exp Immunol 73:165-167, 1988.
  7. Lau B et al. C-reactive protein is a marker for human immunodeficiency virus disease progression. Arch Intern Med 166:64-70, 2006.
  8. Douek D HIV disease progression: immune activation, microbes, and a leaky gut. Top HIV Med 15(4):114-117, 2007.
  9. Brenchley JM et al. Microbial translocation is a cause of systemic immune activation in chronic HIV infection. Nat Med 12:1365-1371, 2006.
  10. Sodora DL, Silvestri G Immune activation and AIDS pathogenesis. AIDS 22(4):439-446, 2008.
  11. Forsman A, Weiss RA Why is HIV a pathogen?Trends in Microbiology 16(12):555-560, 2008.














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O Item Abaixo Não É Obrigatório. Não O Identifica. Mas Sua Informação me ajuda a prosseguir com o Trabalho




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1 comentário

Cláudio Souza do Soropositivo.Org 26 26America/Sao_Paulo janeiro 26America/Sao_Paulo 2018 at 23:52

Bem, eu ligo com dezenas, talvez centenas de pessoas e não é incomum que, vez por outra, apareça uma pessoa que é tola, que tem medo da verdade ou que, talvez, tenha algum medo da vida e suas verdades, pois se você que me lê der uma uma pausa na leitura você verá, e terá de admitir para si, aquilo que meu pai disse uma só vez para mim, quando eu perdi minha avó:

-“Para morrer, basta estar vivo”!

É uma grandiosa verdade e que, sim, mesmo um homem rude, e por vezes cruel, pode nos ensinar algo de bom!

E, embora isso pareça chocante e até mesmo fatalista, esta é, sem dúvidas, a única coisa que temos como certa em nossas vidas, o fim delas, de nossas vidas.

Assim eu tive de responder a um comentário menor, um pensamento de um espírito frágil. E eu decidi compartilhas esta resposta mais amplamente,. a todos os ue puderem alcançar está página e se decidirem a lê-la a partir deste ponto:

Olá! Você começa escrevendo uma tolice:

Olá eu li uns dois artigos seu. Bom eu não consegui ler resto, pois a forma que você falou dá um veredito de que a morte é certa, e que vai vim da pior forma.

Todas as mortes são certas. Esta é a única certeza imutável que temos na vida.

Você também fala de uma morte que sempre será da pior forma.

Bem, eu me lembro de que quando eu tinha mais ou menos uns nove anos que eu estava voltando da escola e que ouvi, sem dar muita importância a isso, diversos carros do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e ambulâncias passavam com a sirene ligada, mas eu não dei atenção a estas coisas. Eu era um menino de pouco mais de nove anos e nada sabia da vida… Ou da morte.

Foi aí que eu me dei conta, já perto de casa, que houvera um acidente, na verdade um incidente. O motorista de um ônibus tentou cruzar a linha férrea, a despeito do sinaleiro estar avisando que viria um trem e, desgraçadamente o ônibus foi “colhido” pelo trem e jogado, como uma bola de metal retorcido, a dezenas de metros adiante. Mas eu estava sozinho e fui “mais perto”, para “ver melhor”.

E de fato eu vi melhor:

Diante de mim, e neste momento, em que avoco estas memórias eu constato que ainda posso ver, havia uma cabeça, desprovida de um corpo, bem diante de mim. Eu fiquei aterrorizado e, assim, paralisado. Um adulto me viu ali e me afastou do local. Mas o mal estava feito e eu nunca mais pude esquecer isso.

Teria sido esta a por morte que eu já vi?

Eu não sei.

Eu vivi a infecção por HIV numa época em que nós não tínhamos os tratamentos modernos que temos hoje e, a bem da verdade, nenhum tratamento; e vi muita gente perecer de formas muito dolorosas e tristes, mas eu não vou descrever estes quadros, pois não quero balançar sua cabecinha e te assustar ainda mais, mesmo porque, se a pessoa se testa, e eu penso que toda pessoa que se relaciona sexualmente de forma desprotegida deveria, pelo menos duas vezes por ano, testar-se para HIV, dificilmente virá o pior…

Porque nós, os que estamos sendo tratados com regularidade, que tomamos nossos remédios regular e corretamente, dificilmente, exceto se for a Vontade de Deus, morreremos desta forma como você descreveu, a “pior forma”.

Mas… Veja só. Há países em que inda há a pena de morte e, mormente nosso “elevado nível de civilização – nós temos Smartfones e acesso à Internet né? – uma das maneiras que se usa para aplicar a pena capital é o enforcamento e eu já ouvi relatos sobre isso e, vocês que me leem, não se iludam! O enforcamento é um processo crudelíssimo de execução, pois esta aplicação da justiça (…) chega a demorar mais de 45 minutos para se completar e este é, sim, um modo muito triste de se morrer e é uma morte institucionalizada, com respaldo do Estado, da Lei e com o Sorriso daqueles que, de uma forma ou de outra, sofreram com as consequências diretas ou indiretas das ações do sentenciado.

Entenda bem. Uma pessoa que não se testa, que não se diagnostica, que deixa, digamos, a infecção por HIV correr solta (…), com sua imunidade (a contagem de CD4) is baixando gradativa e paulatinamente pode, sim, ser surpreendida por uma Doença Oportunista – Há aqueles que se iludem e pessoa que pessoas com HIV ou AIDS podem morrer de uma simples gripe, já me disseram isso, me perguntaram se eu não tenho medo de morrer de gripe… rs, rs… e é por isso que eu criei uma sessão do site que trata de doenças oportunistas, para que tudo isso fique acessível e possa esclarecer. Mas eu te digo:

“Sim, se uma pessoa não se tratar há, verdadeiramente, o risco de sua vida terminar com um triste epílogo, se é que você pode me entender”.

Bem, a maior parte das pessoas que me procura pelo zap não é formada, como eu acreditei que seria, quando pus meu ZAP à disposição de todos, por pessoas desesperados por seus resultados reagentes.

As pessoas me procuram por causa da incapacidade real que elas têm de não aceitar seus resultados “Não reagentes”.

Neste âmbito, nenhuma delas, nenhuma, me mostrou medo do porvir de suas saúdes.

99.9% delas temem o julgamento da sociedade, o medo de seus pais, de seus amigos. E… Infelizmente, este é um bom motivo (secundário) para suas preocupações porque eu, O DJ, cheio de namoradas e com uma agenda com mais de 250 contatos me vi COMPLETAMENTE SÓ quando meu diagnóstico “foi descoberto”.

De nada me valeram estas pessoas e o caminho que eu trilhei está aqui no site. Mesmo pessoas que me amavam, e eu creio que elas amavam mesmo, fraternalmente, não puderam conviver com esta realidade, debalde o fato de terem chorado à luz sombria desta minha “nova condição”, e e poderem me auxiliar… (…) ….

A História está contada aqui, neste site. E quem quiser, pode encontrar com facilidade.

Quanto a você e a sua dificuldade de ler até o final, eu posso compreender.

Muitas são as pessoas que não podem conviver com a realidade, mesmo que ela esteja apenas e tão somente no campo das ilações.

Sim, eu sei, há pessoas que se assustam fácil em todos os níveis intelectuais e sociais e, eu confesso, eu tenho, sim, alguns medos, mas não os farei declarados aqui, porque eles são para as pessoas mais próximas de mim, que merecem ter seus nomes salvos em minha lista de contatos no Whats App e, eu atesto e dou fé.

São poucos aqueles que conseguem olhar para as consequências de seus atos, eu escolhi contrair HIV quando passei a me relacionar sistematicamente sem preservativos e, hoje mesmo, almocei com um amigo a quem notifiquei, vinte e tantos anos atrás que estava com HIV. Meu apelido de infância era Pezão, mas este meu amigo me chama de “Pé”.

E ele me disse:

  • “Porra pé”! E eu disse
  • “Cara, vivendo como eu vivi só podia dar nisso”!

E é verdade. Eu, e muitas pessoas vivem hoje com HIV porque “esqueceram do “auto amor” (há outras maneiras de se contrair HIV e eu falo de mim e das pessoas que são ou foram como eu), de se cuidar e, agora, em sua maioria devastadora, não estão mais neste mundo.

Enfim, moça, leia o texto até o fim ou clique neste endereço e seja feliz 🙂 🙂 🙂 😉 😉 😉

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