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Pacientes dizem que depressão, tensão e desemprego como causa de problemas

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A depressão, e não deficiência cognitiva é o menor dos problemas em suas dificuldades diárias na vida

Um em cada cinco pessoas que vivem com o HIV em um estudo europeu relatou um declínio na vida cotidiana como resultado de problemas cognitivos, enquanto a maioria mencionou depressão e não coisas como perda de memória, dificuldades na resolução de problemas, falta de concentração ou tempo de atenção reduzido, relataram pesquisadores do grupo de estudo CIPHER no Jornal of Acquired Immune Deficiency Syndromes.

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Mas, dizem os pesquisadores, as pessoas que relataram esses problemas também eram mais susceptíveis a tais condições. Comorbilidades, como estarem deprimidas ou ansiosas, estarem desempregadas ou terem dificuldades para satisfazer necessidades básicas, e deveriam ser avaliadas por esses problemas antes de concluir-se seproblemas subjacentes talvez sejam sinais de declínio na função cognitiva.

Depressão, ansiedade e outros “desequilíbrios mentais” poderiam indicar problemas cognitivos

“Todas as nossas associações observadas podem ter múltiplas explicações, e a causalidade pode ser em qualquer direção”, comenta os autores. “Estes resultados implicam que pacientes que relatam sintomas de comprometimento cognitivo, ou diminuição da função diária, devem ser avaliados quanto à depressão, ansiedade, condições médicas concomitantes e dificuldades financeiras. A incapacidade de reconhecer esses elementos importantes das experiências vividas pelos pacientes corre o risco de atraso na diagnose, falta de atendimento de necessidades importantes, investigações desnecessárias e uma ainda maior ansiedade “.

Pesquisas anteriores detectaram uma alta prevalência de comprometimento cognitivo em pessoas com HIV. Em muitos casos, isso é tão leve que não tem impacto na função diária.

Problemas cognitivos assintomáticos

Um teste padrão usado para diagnosticar a progressão de comprometimento neurocognitivo assintomático para leve é ​​uma avaliação de dificuldades auto relatadas com atividades da vida diária (ADLs – N tradutor: Acrônimo para a expressão, mas em inglês). O teste padrão inclui uma avaliação de 16 atividades separadas. A progressão é definida como declínio em duas ou mais ADLs atribuídas pelo indivíduo a dificuldades cognitivas.

Os investigadores do estudo europeu CIPHER queriam avaliar a validade desta avaliação e determinar os fatores associados à diminuição das ADLs e sintomas de comprometimento cognitivo em uma coorte de 448 adultos recrutados entre 2011 e 2013.

O Estudo

Os participantes completaram uma série de testes e questionários informatizados e em caneta e papel. A informação auto relatada foi coletada sobre emprego, renda, escolaridade e uso de substâncias. Os pesquisadores também coletaram dados clínicos das notas dos pacientes.

Os participantes eram de maioria esmagadoramente branca (87%), do sexo masculino (84%) com idade média de 46 anos. A maioria (89%) estava tomando TARV, com 81% com carga viral indetectável, contagem de células CD4 média era de 550 células / mm3 e a duração média do diagnóstico da infecção por HIV de dez anos.

Declínio auto relatado

O declínio auto relatado em duas ou mais ADLs esteve presente em 31% das pessoas, dos quais 21% atribuíram seu declínio a problemas cognitivos. As dificuldades mais comumente relatadas foram experimentadas em atividades sociais, trabalho, arrumação e leitura ou ao assistir programação televisiva.

Dificuldade para satisfazer necessidades básicas

Vários fatores foram associados a um declínio auto relatado nas ADLs atribuídas ao comprometimento cognitivo. Os modelos ajustados para idade, sexo, etnia, educação e local de estudo mostraram uma associação significativa entre o declínio nas ADLs e a menor velocidade / tempo de reação e atenção e memória de trabalho – todas as medidas-chave do comprometimento cognitivo. Outros fatores incluíram dificuldade para satisfazer necessidades básicas, incapaz de trabalhar ou desemprego, depressão, ansiedade e ser diagnosticado reagente para HIV há pelo menos cinco anos.

Os pesquisadores também descobriram que vários fatores foram associados com sintomas auto relatados de comprometimento cognitivo. Estes incluíram um desempenho mais fraco nos testes utilizados para avaliar o comprometimento cognitivo, incluindo a velocidade / tempo de reação prejudicada, memória de atenção / trabalho, memória verbal e fluência verbal. Outros fatores importantes incluíram menores níveis de escolaridade, comorbidades, pobreza, falta de trabalho, ansiedade, depressão e dez ou mais anos desde o diagnóstico do HIV.

“A relação entre comprometimento cognitivo, baixo humor e declínio funcional é complexa e multidirecional”, escrevem os pesquisadores.

Os testes utilizados para avaliar declínios nas ADLs e comprometimento cognitivo não apresentaram níveis de precisão que seriam aceitáveis ​​para fins de diagnóstico. A avaliação ADL teve uma sensibilidade de 40% e uma especificidade de 78%, com medidas de comprometimento cognitivo com sensibilidade de 48% e especificidade de 69%. Esta descoberta implica que apenas metade dos verdadeiros casos de deficiência cognitiva seria diagnosticada e que quase um terço das pessoas seria incorretamente classificada como tendo deficiência cognitiva.

Os pesquisadores concluíram que outros grupos de pesquisa e médicos precisam ter cuidado em usar testes de funcionamento cotidiano e, em particular, prestar atenção à depressão como motivo para qualquer alteração.

Eles apontam que um estudo prévio da mesma população por seu grupo descobriu que os escores pobres em testes de comprometimento cognitivo, especialmente aqueles que medem a velocidade de recall ou tomada de decisão, foram associados a sintomas depressivos graves.

Eles sugerem que um trabalho adicional é necessário para lançar luz sobre essa associação e, em particular, para testar se as intervenções para melhorar o humor e a ansiedade têm o efeito de melhorar as pontuações nos testes cognitivos – e as percepções das pessoas sobre sua memória e outras funções cognitivas.

Traduzido por Cláudio Souza do original em Researchers say rule out depression, anxiety, unemployment and other stresses before blaming cognitive impairment for everyday difficulties    escrito por Michael Carter em 19 de junho de 2017

 

 

 

Reference

Laverick R et al. Self-reported difficulties with everyday function, cognitive symptoms and cognitive function in people with HIV. J Acquir Immune Defic Syndr, online edition. DOI: 10.1097/QAI.0000000000001468 (2017).

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