Antimicrobianos reduzem risco de morte por AIDS

 

O estudo demonstrou diminuição do risco de morte por AIDS e benefício de sobrevivência sem afetar a supressão viral

Pontos de ação

  • Para pessoas com infecção por HIV avançada[2], a profilaxia antimicrobiana aumentada reduz significativamente risco de morte por AIDS iminente por qualquer infecção oportunista nos meses logo após o início da terapia antirretroviral.
  • Note-se que a profilaxia antimicrobiana melhorada consistiu de trimetoprim contínua – sulfametoxazol além de pelo menos 12 semanas de isoniazida – piridoxina, de 12 semanas de fluconazol, 5 dias de azitromicina, e uma dose única de albendazol mitigando enfáticamente o risco de morte do que no grupo de controle onde ouve não apenas maoios risco e um percentual maior de mostes.

 

 

1 – Doenças Oportunistas Infecções Bacterianas – Diarréia Bacteriana

Infecções Bacterianas O que é?   Nota do Editor de Soropositivo Web Site: Eu escolhi esta ideia pois é a que mais popularmente aceita, dado o fato que a explicação de uma doeça causada por esposos e fungos poderia ser menos compreendida bem como um caso sério de risco à exposição de bactérias. O pior local para se guardar a escova de dentes é no lavatório ou no armário do banheiro. Bactérias, às vezes “voam”… E …
 

Para pessoas com infecção por HIV avançada, a profilaxia antimicrobiana aumentada reduz significativamente o risco de morte por qualquer causa nos meses após o início da terapia anti-retroviral, afirmaram os pesquisadores.

 

Enquanto o tratamento anti-HIV está se tornando muito mais amplamente disponível nos países em desenvolvimento, muitas pessoas ainda apresentam a necessidade cuidados mais intensos pois estão com um sistema imunológico gravemente danificado (AIDS) e cerca de 10% morrem vítimas de infecções oportunistas nas semanas após o início do tratamento contra o HIV, de acordo com A. Sarah Walker, PhD, Da University College London e colegas[3].

É por isso que todas as pessoas de alguma maneira envolvidas com o combate ao HIV e à AIDS insistem em dizer:

TESTEM-SE!

E, DEPOIS DE TESTADOS, PROTEJAM-SE COM CAMISINHAS!

Suas vidas valem mais que uma transa

Mas em um estudo randomizado, aqueles que recebiam um tratamento com o uso de antimicrobianos melhores tiveram um risco de morte menor de 27% do que aqueles que receberam a profilaxia padrão com trimetoprim-sulfametoxazol, de acordo com o que Walker e seus colegas relataram[4] na edição de 20 de julho do New England Journal of Medicine.

O benefício foi sustentado durante pelo menos 48 semanas e veio sem afetar a supressão da carga viral ou aumentar a toxicidade, descobriram os pesquisadores, e foi constatado a redução do risco de morte por AIDS e manifestações de infecção(ões) oportunista(s).

A profilaxia reforçada pode ser especialmente importante em locais onde testes de laboratório, como testes de antígenos criptocócicos, diagnóstico de tuberculose e cultura bacteriana não estão disponíveis, comentou Nathan Ford, PhD e Meg Doherty, MD, PhD, ambos do Departamento de HIV / AIDS em Genebra.

“Esta abordagem é prática para reduzir a ocorrência de doenças e consequentemente salvando muitas vidas por causas mais comuns[5], que podem ocorrer rapidamente”, Ford e Doherty argumentaram em um editorial na revista em matéria que tratava da redução do risco de morte por AIDS.

Mas eles advertiram que existem “algumas preocupações com essa abordagem que merecem uma avaliação cuidadosa”, incluindo o risco de criar resistência a alguns dos medicamentos envolvidos e a relação custo-eficácia do uso de profilaxia geral onde os testes de diagnóstico apropriados estão disponíveis.[6]

O assim chamado Estudo REALITY – para a Redução da mortalidade precoce em adultos infectados pelo HIV e Crianças que iniciaram a terapia anti-retroviral teve inscritas um mil oitocentas e noventa e cinco pessoas em Uganda, Zimbabwe, Malawi e Quénia.

Todos tinham Infecção avançada por HIV, evidenciado por uma contagem das células T CD4-positivas que era menosrisco de morte por AIDS do que 100 por mm 3 (a mediana era de 37), embora quase metade eram sem sintomas ou eram apenas moderadamente sintomáticas. [7]

De forma fatorial e aberta, os pesquisadores investigaram três intervenções – profilaxia antimicrobiana aprimorada, agregando a droga raltegravir à terapia anti-HIV e fornecendo alimentos suplementares – mas, até agora, apenas relatam os efeitos do pacote de profilaxia.

O resultado primário da análise foi a mortalidade por todas as causas, 24 semanas após o início do tratamento com TARV, mas os pesquisadores acompanharam os pacientes até 48 semanas.

Cerca de oitocentos e noventa e cinco pacientes receberam à profilaxia padrão de trimetoprim-sulfametoxazol, enquanto ou outros novecentos e seis obtiveram o pacote melhorado, com trimetoprim-sulfametoxazol contínuo, mais pelo menos 12 semanas de isoniazida-piridoxina (Co formulado com trimetoprim-sulfametoxazol combinados em um único comprimido de dose fixa) 12 semanas de fluconazol, 5 dias de azitromicina e uma dose única de albendazol.

Às 24 semanas, Walker e colegas relataram que cento e oito pacientes objeto de profilaxia padrão tinham morrido[8], em comparação com 80 recebendo o pacote reforçada, obtendo-se uma taxa de risco de 0,73 favorecendo este último (P = 0,03).

E o efeito foi sustentado: às 48 semanas, 127 e 98 pacientes em profilaxia padrão e reforçada, respectivamente, morreram, por uma razão de risco de 0,76, que permaneceu significativa.

Além disso, eles relataram, uma profilaxia aumentada reduziu significativamente a incidência de novos casos de:

  • Tuberculose (7,1% versus 10,2%)              –    Nota do editor: o que eu vi sobre isso… risco de morte por AIDS associada a Tuberculose é devastador
  • Infecções criptocócicas (1,0% versus 2,6%)
  • Candidíase (1,1% vs. 2,6%)
  • Admissões hospitalares (17,0% vs. 20,7%)

As mortes por criptococos e por causas desconhecidas foram significativamente menores entre aqueles que obtiveram o pacote melhorado, mas não houve diferença significativa entre os grupos na taxa de infecção bacteriana grave, Walker e colegas relataram.

HIV virus particle structure

As taxas de eventos adversos graves e os eventos adversos de 4º grau foram menores, mas não de forma significativa, no grupo de profilaxia avançada, enquanto as taxas de supressão viral do HIV e a adesão à terapia antirretroviral (TARV) foram semelhantes nos dois grupos, conforme foi relatado.

A profilaxia reforçada é “relativamente barata, tem um baixo peso de comprimido e um perfil aceitável de efeitos colaterais, e seria fácil de implementar” em ambientes de baixa renda, eles concluíram, porque depende-se apenas do teste de CD4 de triagem clínica para encontrar pacientes assintomáticos com infecção avançada por HIV (AIDS).

O relatório vem quando pesquisadores e clínicos estão se preparando para se encontrar na próxima semana em Paris para a 9ª reunião da International AIDS Society sobre HIV.

Em síntese o estudo demonstrou benefício de sobrevivência sem afetar a trajetória da supressão viral provocada por TARV.

O estudo teve apoio do Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido, do Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional, do Wellcome Trust e da Fundação PENTA.

Hakim revelou relações com a Mylan Pharmaceuticals, Gilead Sciences e Johnson & Johnson. Walker revelou relações com Tibotec e Gilead Sciences.

Ford e Doherty não fizeram divulgações.

 

Por Michael Smith, Correspondente norte-americano, MedPage Today em 19 de julho de 2017

[1] Nota do Tradutor:
Quando eu vi antimicrobiano fiquei cismado e, depois de traduzir e iniciar a primeira revisão, eu fui à wikipedia, busquei o termo e pouco encontrei sobre ele, mas uma parte do que está lá, eu transpus para este post.

 

Antimicrobiano (todos os links deste artigo abrem em outras abas)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Os links abaixo também abrem em outras abas.

Um antimicrobiano (português brasileiro) ou antimicrobiótico (português europeu) é uma substância que mata (microbicida) ou inibe o desenvolvimento (microbiostáticos) de micro-organismos, como bactérias, fungos, vírus ou protozoários.

Classes principais:

  • Antibióticos
  • Antivirais
  • Antifúngicos
  • Antiparasitários
riso do morte[2] Eu entendo este estado como AIDS, pois está estabelecida a imunodeficiência com típico risco de morte real!
[3] Geralmente isso se dá por conta da descoberta tardia da sorologia positiva, quando ela está muito mais qualificável como Imunodeficiência, o que, infelizmente, pode levar a óbito.
[4] Só uma observação matreira: quando se fala em Walker e seus colegas, quem realmente pois a mão na massa são os colegas
[5] Eu me lembro, e nunca poderei esquecer. Naqueles anos, antes da chegada do assim chamado “coquetel”, que eu cheguei a passar por um longo período em que não houve um dia em que eu não “perdesse alguém para a morte” e, entretanto, o caso mais _icônico_ de minhas experiências são as de alguém com quem eu estabeleci um forte laço de amizade. Boa praça, amistoso, forte como um touro eu cheguei a pensar que se eu tivesse de lutar com ele, eu precisaria, antes, escalá-lo. Pois bem, ele chegou no CRT-A com uma forte diarreia, que, infelizmente, foi causada por criptococos e eu não me lembro se não havia tratamento efetivo para isso ou se a corrida contra o tempo não poderia ser ganha… A verdade é que ele perdia litros e litros de água em cada crise de diarreia e o corpo humano, lembrem-se de suas aulas de ciências, é composto em 64% por água e ele, cujo nome eu não vou grafar, morreu em pouco mais de doze ou catorze horas, por desidratação, um pálido reflexo do que ele fora, totalmente arruinado por este infeliz e nefasto desastre. Fico feliz em saber que isso pode ser evitado nos dias de hoje.
[6] Sem comentários. Em nome de vidas humanas nenhum movimento financeiro que reduza a disponibilidade da profilaxia poderia existir
[7] Em síntese, AIDS
[8] 😡😡😡Eu não sei como se pode chegar a tanto! ¨%#$#@#$%%😡😡😡

risco de morterisco de morte