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O HIV ainda está crescendo, mesmo indetectável (…)

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A proliferação do vírus persiste mesmo quando o RNA está indetectável…

Estudar os desafios das crenças anteriores sobre o HIV permanecer adormecido e os gráficos um “caminho para uma cura”

CHICAGO — Uma equipe de cientistas internacionais liderada pela Universidade Northwestern descobriu que o HIV ainda está se replicando no tecido linfático, mesmo quando é indetectável no sangue de pacientes com medicamentos antirretrovirais.

Os resultados fornecem uma nova perspectiva crítica sobre como o HIV persiste no organismo, apesar da potente terapia antirretroviral (TARV).

UM CAMINHO PARA A CURA

“Nós agora temos um caminho para uma cura”, disse o autor correspondente Dr. Steven Wolinsky , chefe de doenças infecciosas na Northwestern University Feinberg School of Medicine e um médico da Northwestern Medicine. “O desafio é entregar drogas em concentrações clinicamente efetivas para onde o vírus continua a se replicar dentro do paciente”.

O artigo sobre novos caminhos para a cura do HIV foi publicado em 27 de janeiro na revista Nature.

Combinações de potentes medicamentos antirretrovirais rapidamente suprimem o HIV para níveis indetectáveis na corrente sanguínea da maioria dos pacientes, mas o HIV persiste em um reservatório viral dentro do tecido linfoide no organismo. O vírus rebate rapidamente no sangue se os pacientes pararem seus medicamentos. Isso sugere que as células infectadas latentemente e / ou os baixos níveis de replicação do HIV em curso mantêm estes reservatórios virais.

Até agora, a maioria dos cientistas acreditava que o reservatório apenas continha células infectadas de longa duração em estado de repouso, em vez de células recém-inventadas por vários motivos. Primeiro, ninguém tinha visto vírus com as novas mutações genéticas, que inevitavelmente surgem quando o HIV conclui ciclos de crescimento. Em segundo lugar, a maioria dos pacientes não desenvolve mutações de resistência aos medicamentos que possam parecer prováveis, se o HIV cresce na presença de drogas.

Replicação em baixo nível do HIV em tecido linfóide

A equipe examinou sequências virais em amostras em série de células de linfonodos e sangue de três pacientes infectados pelo HIV da Universidade de Minnesota que não tinham vírus detectável em seu sangue. Os cientistas descobriram que o reservatório viral era, de fato, constantemente reabastecido por replicação de vírus de baixo nível em tecido linfóide com células infectadas, passando desses santuários protegidos para o sangue.

Como as células infectadas em santuários contra drogas dentro do tecido linfático ainda podem produzir novos vírus, infectar novas células alvo e reabastecer o reservatório viral, não foi possível purgar todo o corpo das células infectadas latentemente e erradicar o vírus.

Santuários Anti-Drogas

Um modelo matemático rastreou a quantidade de vírus e o número de células infectadas à medida que cresceram e evoluíram nos santuários anti-drogas, depois se moveram pelo corpo. O modelo explica como o HIV pode crescer nos santuários da droga no tecido linfoide onde as concentrações de fármacos antirretrovirais são mais baixas do que no sangue e por que os vírus com mutações que criam resistência a drogas de alto nível não emergem necessariamente.

Os resultados fornecem uma nova perspectiva sobre como o HIV persiste no organismo, apesar da potente terapia anti-retroviral. O estudo também explica por que o desenvolvimento da resistência aos medicamentos não é inevitável quando o crescimento do vírus ocorre em um local onde as concentrações de drogas são muito baixas.

Fornecimento de altas concentrações de antirretrovirais

Mais importante ainda, este novo entendimento destaca a importância de fornecer altas concentrações de medicamentos antirretrovirais em todos os locais do corpo onde o HIV pode crescer. As drogas que penetram nos santuários recém-descobertos serão um pré-requisito para a eliminação do reservatório viral e, finalmente, um passo em direção a uma cura.

“O estudo é emocionante porque realmente muda a forma como pensamos sobre o que está acontecendo nos pacientes tratados”, afirmou a coautora Angela McLean, professora de biologia matemática da Universidade de Oxford, que supervisionou a modelagem matemática. “Isso ajuda a explicar por que algumas estratégias que tentaram limpar o reservatório falharam”.

Autores

Outros autores do artigo incluem Ramon Lorenzo-Redondo, Eun-Young Kim e Sudhir Penugonda da Northwestern University; Helen R. Fryer da Universidade de Oxford, Oxford, Reino Unido; Jeffrey Chipman, Timothy W. Schacker e Ashley T. Haase do U of M, Minneapolis; Trevor Bedford do Fred Hutchinson Câncer Research Center, Seattle; Sergei L. Kosakovsky Pond of Temple University, Filadélfia; Yoon-Seok Chung dos Institutos Nacionais de Saúde da Coréia, Coréia; Courtney V. Fletcher do Centro Médico da Universidade de Nebraska, Omaha; Michael H. Malim do King’s College London; Andrew Rambaut da Universidade de Edimburgo, Edimburgo, Reino Unido; e John Archer do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos Universidade do Porto em Portugal.

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Cláudio Souza - Soropositivo desde 1994

Traduzido por Cláudio Souza

Nota do editor: Depois que minha esposa revisou o artigo ela veio até a mim com uma pergunta singela:

-“Cau! Como e por que estes remédios se aprofundam nas células”?

Eu disse a ela o óbvio:

-“Eu não sei!”

E efetivamente não sei. Mas me ocorreu e eu comentei, com ela, o que compartilho com vocês:

Este reservatório, Mara, sabe o que eu acho?

Eu olho para ele e vejo que é uma coisa tão complexa, tão _otimizada_ que parecem quase ser ***bem planejada?…***

Pois é

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O estudo foi apoiado em parte pelas subvenções DA033773, AI1074340 e GM110749 do National Institutes of Health, concessão G1000196 pelo Medical Research Council, concede 278433-PREDEMICS pelo Programa-Quadro de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, concede 260864 pelo Conselho Europeu de Pesquisa, a Oxford Martin School, All Souls College e a Royal Society.

 

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Sobre Claudio Souza do Soropositivo.Org (508 artigos)
😍😍😍😜💫☮Sim, este da foto sou eu ! Minha sobrinha pediu que eu pusesse esta foto m meu perfil !.... Eu tinha aqui uma descrição a meu respeito que, uma pessoa classificou como “irreverente”. Esta é, realmente, uma forma eufêmica de classificar o que estava aqui. Tudo o que sei é que uma “ONG”, que ocupa um prédio de 10 andares estabeleceu uma parceria comigo, e eu tenho os logs do tempo de parceria, que foi mais um vampirismo pois, para cada 150 pessoas que saiam do meu site, clicando no deles, havia, em média, um que entrava. QUANDO ENTRAVA E SE ENTRAVA

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