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Quanto mais tempo de carga viral indetectável menos rebotes virais

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Quanto mais tempo de carga viral indetectável, menor a possibilidade de rebote.

 

Quanto mais tempo um paciente estiver em TARV contra o HIV e mantém uma carga viral indetectável, menor risco de rebote da mesma, relatam pesquisadores canadenses na edição online do Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes.

“Descobrimos que uma vez que a supressão viral é inicialmente obtida, altos níveis de adesão eram ainda necessários para, pelo menos durante o primeiro ano, ganhar alguma “resiliência a erros de posologia.

Com o tempo, no entanto, o risco de rebote viral diminuiu gradativamente com a supressão viral mantida, independentemente do nível de adesão”, comentaram os pesquisadores.

Uma Carga Viral indetectável pode levar a uma expectativa de vida QUASE SECULAR

Não obstante, os pesquisadores enfatizam que os pacientes devem tomar todas as suas doses corretamente e não fazer “uso equivocado deste conhecimento”.

Nota: Não é porque uma coisa pode ser feita que ela deva ser feita. Isso se repete de modo peremptório na questão “indetectável é igual a não transmissor, pois já se sabe que mesmo com carga viral indetectável no plasma sanguíneo pode haver vírus no esperma – a ser traduzido.

O tratamento com terapia antirretroviral pode prolongar a expectativa de vida de pacientes HIV-positivos para níveis quase normais. Minha Infecto, Drª A. já mencionou um paciente próximo dos 90 anos!

Carga Viral Indetectável

A carga viral indetectável evita a queda na quantidade de células CD4 e isso evita a condução do sistema imunológico a um estado de “Imunodeficiência”

Carga viral indetectável descartados os blipes virais e latência dos reservatórios virais

Para obter o máximo benefício do seu tratamento, é necessário que os pacientes tomem o mesmo correta, draconiana e espartanamente. Os melhores resultados são vistos em indivíduos que tomam, pelo menos, 95% das suas doses.

Baixa aderência, ou abaixo desse nível foi associada ao aumento da carga viral e ao desenvolvimento de vírus resistentes aos medicamentos e há um risco de desenvolvimento de infecções oportunistas e/ou outras doenças definidoras de AIDS.

Maior tempo de carga viral indetectável, menor risco de rebote

No entanto, pesquisadores canadenses lançaram a hipótese de que uma vez obtida a supressão viral inicial do HIV, depois de iniciada a TARV, níveis inferiores de adesão por pequenos períodos poderiam não comprometer a manutenção da carga viral indetectável.

Isto se daria, supõe-se, porque a quantidade de vírus capaz de se reproduzir diminui com o tempo de duração da supressão.

Reservatórios virais talvez não sejam um problema!

O editor deste site ousa escrever que talvez isso também se deva ao fato de haver uma certa latência entre o período de interrupção do tratamento (não façam isso por favor, especialmente se a razão foi beber na balada -pqp- ou esconder a medicação) e o disparo (sic) da reprodução reativada nos já conhecidos “reservatórios virais”.

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Maior tempo de carga viral indetectável, menor risco de rebote e menos chances de haver cenas como esta em nossos corpos onde células vão sendo mortas paulatina e gradativamente

1305 pacientes

Para testar esta teoria, os pesquisadores realizaram um estudo retrospectivo, envolvendo 1305 pacientes que iniciaram a TARV, pela primeira vez entre 2000 e 2006. Todos os pacientes alcançaram uma carga viral abaixo de 50 cópias / ml (indetectável).

Os pesquisadores analisaram os fatores associados a um aumento sustentado da carga viral acima de 400 cópias / ml, descartando os BLIPES VIRAIS.

Em geral, 274 (21%) dos pacientes, vivenciaram um rebote viral. O tempo mediano de supressão abaixo de 50 cópias / ml e uma carga viral sustentada sem rebote foi de dois anos.

Rebotes carga viral indetectável ligados ao sexo feminino 🙁

Fatores associados com um aumento da carga viral foram, triste verdade, ser do sexo feminino, ter um histórico de uso de drogas injetáveis, ter começado o tratamento a partir de 2000-2001.

Ser mais jovem, ter resistência a drogas antirretrovirais de primeira linha e usar um inibidor de protease não potenciado (todos p <0,01)também são fatores complicadores.

A duração da supressão viral prévia também foi muito importante!

Indetectável = a Intransmissível! Só Que Não…

O tradutor abre uma nota aqui, em vermelho: ontem, vinte e seis de outubro de dois mil e dezessete, foi publicado um artigo que tentava ser uma resposta para a indagação de um assinante da Comunidade Soropositivo.Org no Facebook em que se inquiria, por surpresa com um artigo que tratava de envelhecimento bem sucedido das pessoas vivendo com HIV, posto que ele observara que pessoas jovens e soropositivas morriam em idade prematura (e é prematura mesmo, baseando-se em nossa atual realidade), até os trinta, trinta e poucos anos.

O diagnóstico tardio é a chave para o sofrimento desnecessário

Enquanto você não é diagnosticado a arei não para de cair (pense em cada grão de areia como uma célula CD4) e você acaba se tornando imunodeficiente

Falei, ali, de jovens soropositivos que só se descobriam soropositivos quando, final e infelizmente, eles eram colhidos, de frente ou de chofre, por uma doença oportunista

Quer seja ela uma infecção oportunista ou um câncer definidor de AIDS, como o linfoma de Hodgkin, ou uma doença definidora de AIDS, como a Tuberculose que, unida à infecção por HIV pode ser uma combinação trágica.

Sarkoma de Kaposi nas décadas de 80 e 90. Fator de “sorte”!

O drº Dráuzio Varella afirmou que aqueles que eram colhidos por um sarcoma de Kaposi eram pessoas de sorte, pois acabavam por descobrir a AIDS com uma doença menos agressiva do que a pneumocistose ou um linfoma não Hodkins que colheu uma das primeiras revisoras deste site, Amarilis na plenitude de seus quarenta e três anos.

Há vida com HIV! Mas, meus prezados jovens soropositivos…(…)… Vede como é frágil a nossa sustentação:

Esta é uma das balizas deste campo e manobras intrincado que é a vida com HIV e o outro, que eu acabei por não mencionar lá, naquele post, é o fato contado por mim e por algumas pessoas “do meio”, que me disseram, por exemplo, que quando a Casa da AIDS foi fechada de forma atabalhoado por nosso excelentíssimo “Governador Eleito” (eu não sei como ele consegue isso) Geraldo Alckmin, o Geraldão, nos desterrou para o Emílio Ribas, os médicos daquela instituição afirmaram que os pacientes do AMCA tem maior comprometimento com o tratamento que os de outras instituições.





A Cada da AIDS e a Saudade da Fundação Zerbini

E isso, afirmo, é resultado de fantástica ideologia de bem acolher para melhor tratar, aplicada pelos primeiros mentores da casa da AIDS e, depois, daquela instituição da qual eu sinto tantas saudades e tanta nostalgia que é a Fundação Zerbini que, crueldade entre as crueldades, nos deixou nas mãos da FMUSP.

Plus ultra, existe a prática tola destes jovens em obter a “tão sonhada Carga Viral Indetectável”. E… …o que se dá depois?!

Depois… de imediato é o desaparecimento completo e repentino destas pessoas dos centros de atendimento após alcançarem este”objetivo”!

Melhor morrer de AIDS do que de “vontAIDS”???

Cláudio Souza - Soropositivo desde 1994

Eu, Cláudio Souza, fingindo que não envelheço, de camisa jeans, com óculos “aviador” espelhado, no qual paguei dois dólares. KKKKKKK

Isso me parece muito alinhado com a doutrina de muitos que me procuravam em pesado desespero e luto por si mesmos no meu Whats App (este serviço foi encerrado) que me contavam que viveram, antes do diagnóstico, sob o lema pouco inteligente em que se seria melhor “morrer de AIDS do que de ***VontAIDS***”.

E eles que acordaram de seus devaneios (eu sou réu confesso e admito que literal e virtualmente DELINQUI NO CAMPO DA SEXUALIDADE E DA AFETIVIDADE), como eu acordei, com um diagnóstico reagente no rosto, lançado à queima roupa e a perplexidade diante da descoberta completa do que é uma coletânea de frases como esta abaixo e a minha natural explosão:

  • “A AIDS não mata de uma vez!
  • Meu Deus, como vou contar isso para meus pais?
  • Como vou contar para minha esposa?
  • Como vou contar para meu esposo?
  • Para a minha(meu) “ex”? para o meu/minha namorado(a) e que diziam se preocupar com suas parceiras e filhas pois “eles não mereciam”…
  • Quanto tempo uma pessoa infectada pelo HIV leva para transmitir o vírus?

Alguém pode merecer estar doente?

E EU, ENTÃO, DEVO CRER QUE MAIS DE SETENTA MILHÕES DE PESSOAS, metade delas já falecidas, MERECERAM ISSO??????!!!!!!!

Ninguém merece estar doente seja lá do que for, senão aos olhos daqueles que se encastelaram num pedestal de virtude aparente e usaram-se disso para congelar corações e mentes em teias e cadeias de preconceitos , bem como catres e abismos montados com mentirosos e falcatruas teológicas…

A mídia, a maldita mídia venal

 

30 moedas

30 moedas. É mais ou menos assim que alguns setores da “mídia” são acariciados pelos…

 

Desinformação ou nenhuma informação é, ou são, a(s) causa(as), destes infortúnios, enganos e sofrimentos e, por exemplo, se a mídia investisse apenas dez por cento do tempo que usa para derrubar governos (e pouco me importa quais são os governos derrubados e/ou ideologias ou _motes_ ideológicos) no mister de esclarecer as pessoas com relação ao HIV e a AIDS, outras doenças sexualmente transmissíveis e gravidez adolescente, e muitíssimo sofrimento e um número incognoscível de mortes e/ou desastres pessoais, seriam evitados!… (…) …

E as pessoas supramencionadas agem da forma narrada, gerando, para pesar de cientistas e médicos, profissionais de saúde e funcionários públicos levando, ainda, à uma crise de resistência aos medicamentos, onde outras pessoas, PESSOAS(!!!!!) que ainda não se conscientizaram da necessidade do preservativo ou, por esta ou aquela razão injustificável, adquirem, praticamente numa prateleira (é literalmente isso) o HIV já resistente a diversos antirretrovirais e, pior, “passam a bola adiante. Onde isso vai parar? Se nada for feito, em dez ou quarenta anos, teremos uma tragédia humanitária muito similar a dos anos noventa e oitenta…

Voltando ao tema, maior tempo de carga viral indetectável, menor risco de rebote, a cada mês de contínua supressão do HIV o risco de rebote viral caiu em 8%!!!

Em todos os níveis de aderência, quanto mais tempo o HIV era suprimido, menor era o risco de rebote viral.

Para os pacientes com um elevado nível de aderência (95% ou mais), a probabilidade de recuperação foi de 0,10 quando a carga viral estava suprimida para, pelo menos, de doze meses.

No entanto, a probabilidade era de apenas 0,04 após a carga viral ter sido suprimida por 72 meses (Seis anos).

Entre indivíduos com moderada aderência (80% a 94%), a probabilidade de recuperação foi de 0,85, com supressão de um máximo de doze meses e 0,08 em 72 meses.

Para aqueles com baixa adesão, a probabilidade de recuperação foi de 0,68 após supressão de doze 0,05 meses e, após 72 meses.

11% menos susceptíveis a um rebote viral

No entanto, mesmo depois, houve um avanço em que conta a duração da supressão; pacientes que mantiveram uma adesão de pelo menos 95% das suas doses foram 11% menos susceptíveis de ter um rebote viral do que aqueles com adesões mas baixas.

Pois é, mas nem por isso você pode ou deve deixar de tomar seus medicamentos para cair na balada ou para esconder medicamentos, eu acho que já disse isso um milhão de vezes e, não importa, pois há conceitos que devem se incutidos na mente do leitor por força de repetição. Machado de Assis em Dom Casmurro

“Nossos resultados reforçam a mensagem de que os indivíduos que sustentaram a adesão, próximos à adesão perfeita tenderam a aumentar a probabilidade de supressão viral a longo prazo.

No entanto, eles concluem que “por conta da resiliência da HAART [terapia anti-retroviral altamente ativa] aumenta ao longo do tempo”, é possível que os indivíduos possam permanecer totalmente suprimidos, mesmo que faltem algumas doses da medicação “.

Traduzido por Cláudio Souza em 27 de Outubro de 2017do original em Longer viral load is undetectable, lower the risk of rebound, escrito por Michael Carter publicado em 20 de Setembro de 2010. Revisado por Mara Macedo.





Referência:

Lima VD et al. Risk of viral failure decline with duration of suppression on highly active antiretroviral therapy irrespective of adherence level. J Acquir Immune Defic Syndr, advance online publication, September 16, 2010. (For abstract and link to article full text click here).

 

 

Whats app de Cláudio Souza no Soropositivo.Org

4 comentários em Você sabe o que é PEP (Profilaxia Pós-Exposição)?

  1. Fez 74h após exposição, fiz teste de Elisa ,e deu negativo. Comecei a tomar o coquetel. É possível q eu esteja com HIV?

    • Eu não tenho como responder isso. Eu não sou médico. Mas… Tenha e mente, e eu temo pelo dia que tiver de dizer isso a mim mesmo… “Tudo é como Deus deseja”. Força e por piores que possam vir a ser os efeitos colaterais, não pare de toma-los, pois isso, agora, pode vir a ser a garantia de que vc não sofrerá com estes efeitos colaterais por tora uma vida e, creia que, a despeito de tudo, há vida com HIV. Eu vivo com ele desde 1994. Abraços

  2. Estou fazendo a profilaxia pós exposição, estou no 5 dia, e estou com um dente infeccionado posso tomar antibiótico sem problema junto a peo

    • Olá. boa tarde. eu não posso dar este tipo de aconselhamento. Eu não sou médico e, mesmo que seja difícil para você ou outras pessoas acreditarem, este é um blog pessoal de uma pessoa vivendo com HIV e nada mais

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  1. O Carnaval Acabou Teste-se para o HIV!Soropositivo. Org - Há Vida com HIV!!!

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