😊Como vive um Soropositivo? Eu Vivo Bem!😊

Como é que vive um cara ou de um “mina” com HIV? Como será a vida de um soropositivo

 

Vida de um soropositivo? O que será né? Uma curiosidade que uma amiga que eu TENHO e pesquisas, na rede, por perguntas frequentes a respeito da palavra “soropositivo”, por exemplo e outras ligadas ao cerne desta questão tão enigmática:

COMO VIVE UM SOROPOSITIVO

E ela encontrou uma pergunta que eu achei interessante e decidi-me por tentar respondê-la a partir da minha ótica, porque, na verdade, tudo é uma questão de perspectiva.

Em mil novecentos e noventa e quatro, quando eu recebi o diagnóstico, não havia tratamento como os de hoje e, os que haviam, davam-nos uma perspectiva de seis meses de vida, mas com uma péssima qualidade de vida e a “minha infecto” daquela época, Drª Cippolari teve de aguentar e concordar com meu raciocínio:

Seis Meses e CAPLOFT! Permita-me vivê-los sem vomitar 6 vezes por dia.

“Drª, se eu tenho só mais seis meses de vida, permita-me vivê-los sem vomitar 6 vezes por dia.

E passei a viver como na letra da Sia em Chanderlier: “I wanna live like tomorrow no exist —Eu quero viver como se o amanhã não existisse—.

E tentei viver assim. Uma série de “lances do destino, fizeram-me ir parar numa casa de apoio. Eu não direi o nome dela, a casa e apoio.

Bem, o pior de tudo era não poder sair para procurar emprego e, assim, eu passei a cuidar de um paciente, extremamente debilitado, sofrendo de Tuberculose Miliar que é a tuberculose disseminada por todo o corpo e eu, tolo que era, ousei imaginar que com meu apoio talvez ele pudesse se recuperar e não se recuperou.

Para saber mais sobre isso você pode ir ao menu ou clicar no link a seguir, que abre em uma outra aba e fala de mim, de uma outra forma, numa diferente perspectiva, em:

Depoimento de um soropositivo, por Cláudio Souza.

Há um outro depoimento meu, de um tempo anterior ao que eu vivi como soropositivo e, naquela fase, eu era “ninguém”, apenas um morador de rua para o qual ninguém honrava nem mesmo com um “segundo olhar” … Eu narro em “As Quatro Noites”, também em outra janela. E se você sente que pode  ou deve ajudar este blog (SIC) a se manter, é só usar o botão abaixo

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Minha vida como soropositivo não é muito diferente da sua.

Eu faço três refeições importantes todos os dias e, quando tenho paciência, faço “outras refeições intermediárias”, mas, para o bem da verdade, eu sou movido a café. Do momento em que iniciei este texto, até aqui, já estou próximo do terceiro café. Eu creio que isso se deva a uma espécie de “memória afetiva”, porque quando eu era morador de rua, e   eu  o fui duas vezes, a única coisa que eu conseguia ingerir ainda quente era um café.

Amor… Consideramos justas todas as formas de amor (Lulu Santos)

Mas eu faço amor como todo mundo, com a diferença que eu tenho 53 anos e a vida sexual de um homem de 53 anos não é a mesma, nem em intensidade e nem mesmo em quantidade, a mesma que eu tinha, por exemplo, aos 25 anos.

Bem, por exemplo, ontem, dezoito de novembro de dois mil e dezessete eu estive, com minha esposa, filha e genro, num teatro, assistindo a uma excelente peça chamada “O Buda Quebrado”.

Excelente peça com um bom desempenho do ator Flávio Costa e um brilho intergaláctico de Priscila Schollz, a quem eu disse isso pessoalmente.

As vezes eu vou ao cinema.

Sou viciado em algumas séries… Praticamente todas da Marvel, também gosto de “The Flash” e do Arqueiro, assim como Star Trek Voyager e Star Trek Discovery, cujo último o episódio, creio que o oitavo quase me matou de ansiedade. Também gosto de Downton Abbey, já gostei de House of Cards, mas eles erraram a mão quando conduziram a série a uma guerra e eu nem vi o primeiro episódio inteiro. Agora, sem Underwood, que eu agora vejo como foi fácil para ele encarnar este personagem, aí entortou a biela de uma vez

Eu tenho um passado com brilho e obscuridades, e não contarei vantagens com relação a meu brilho” e também não me farei “réu confesso de minhas obscuridades. Mas… digamos que eu gosto muito de Peter Castle (…) One shot, one death”

Meu tratamento é simples, hoje em dia, pois eu tomo, para o HIV, quatro  drogas em três comprimidos uma vez por di

 

E para outras coisas, apenas mais vinte, para outras coisas… é a vida de um soropositivo com neuropatia periférica e o chato disso é que dói, dói a bessa mesmo, mas só me resta aceitar. Eu que vivo dizendo a todos que tudo é como Deus Deseja, está máxima também tem de ser aplicada a mim. 🙂   😉

O ruim disso tudo é o envelhecimento precoce e, em pouco tempo eu terei traduzido um texto que fala em processos de envelhecimento precoce em pessoas vivendo com HIV e com mais de 50 anos.
Eu, minha esposa, algumas amigas e amigos somos, também, os primeiros a começarem a viver com isso (…,) e, de certo, somos e seremos cobaias.

Sabe, eu vivi num tempo onde preconizava-se que o tratamento Antirretroviral deveria começar apenas e tão somente quando a carga viral chegasse a 350 células por mililitro de sangue e eu passei anos, anos e anos tomando nada. 

A neuropatia periférica

O pior de tudo, para mim, é a neuropatia periférica, que é progressiva, gradativa, felizmente só ocorre entre dez por cento das pessoas com HIV e, observem, não pode ser detida e não há vid ade um soropositivo pode ser bem difícil às vezesmuitos lenientes.Hoje, sabe-se, quanto mais cedo começar o tratamento, melhor. Eu me sinto roubado… Roubado em CD4 e terapia, em saúde e expectativa de vida. Bem, eu fui diagnosticado numa época em que era difícil saber se haveria amanhã, como diz Sai em Chanderlier:

***Like tomorrow doesn’t exist***

 

I’m gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I’m gonna live like tomorrow doesn’t exist
Like it doesn’t exist
I’m gonna fly like a bird through the night
Feel my tears as they dry
I’m gonna swing from the chandelier, from the chandelier

 

A ocasião faz o furto… O ladrão nasce feito (Machado de Assis)

E… portanto, não é tão grande assim, para mim, o furto, mas muita gente se descobriu soropositiva em 2002, por exemplo, ou 2007…

E… eles também foram roubadas porque o “Estudo Start” começou, eu quero crer, em 2012 e só, mais uma vez eu quero crer, em 2014 ou 2015 e, agora, feliz e finalmente, o tratamento começa o mais rapidamente possível e, nas partes onde a

vid ade um soropositivo pode ser bem difícil às vezes

Onde a civilização alcançou melhores estágios, nos grandes centros…São Paulo… eu ousaria dizer Rio de Janeiro, mas o saque aos cofres públicos neste estado me fazem lembrar uma coisa como a série “Gothame, neste momento, eu temo dizer que Rio Branco, no Acre, tem um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) que anda par e passo com a capital do Rio de janeiro onde, em centros médicos, falta até papel higiênico e isso é a P que me P!

Agência de notícias (um outro enfoque)

Enfim, se você quer saber como eu vivo, eu frequento uma academia que é um Projeto chamado Lá em casa, da Rosely Tardelli, e que conduz a “Agencia de Notícias AIDS”. Que me faz muito bem, e também á minha esposa, Mara, que a maior parte das pessoas sabe o nome, mas poucas a viram e eu faço duas sequências de esteira, uma de 55 minutos, depois uma sessão de quatro exercício de musculação e mais 45 minutos de esteira (sim, eu vou bem, obrigado) e esta é a minha forma de viver, enquanto ser humano. E soropositivo, porque é isso que vocês querem saber.

A vida, para mim, a vida de um soropositivo, com a exceção de um número maior de check points no ambulatório, é tão boa, ou tão ruim, depende muito de quem lê, e, voltando ao ponto, é como a de qualquer outra pessoa.

Busca e acharás, ensinou o Mestre.

Busca e acharás


E antes que você me taxe de religioso X ou religioso Y eu cansei de religiões e, para tentar explicar, eu sou, na verdade, o seguinte:

Alguém que tenta, mal e toscamente, ser “um seguidor do caminho”.

Que caminho? O seu!  😉

Aonde ele leva? Aonde você quer ir?  🙂

QVO VADIS DOMINI?

Bem, vocês terão de escolher que caminho seguir e, assim, talvez possam saber para onde cada um de vocês que me lê está indo, porque o meu destino…

Bem, só a mim, à minha esposa, às minhas filhas e às pessoas por mim amadas e queridas… e os verdadeiramente próximos de mim… mesmo que à distância este caminho e a estação de meu destino real e verdadeiramente interessam… e nem sempre digo a eles todos os quês e porquês de eu fazer assim, assim… ou assim, assado 🙂   🙂   🙂

E mesmo aqui, para vocês, eu não digo tudo.

Eu sei que vocês, todos, tem uma dúvida corriqueira. O enunciado da dúvida já é o link

Sexo Oral Qual o Risco? Preciso o usar camisinha? Pode-se contrair HIV? Há risco e sim e sim

Pode se dizer que eu sou um “empata fodas”…   🙂   😉

kkkkk

Olhando minhas coisas, vi que já tinha escrito sobre isso. Aqui vai


 

Bem, vocês terão de escolher que caminho seguir e, assim, talvez possam saber para onde vão cada um de vocês que me lêem para onde vocês estão indo, porque o meu destino…

É… Só a mim, a à minha Marora, interessa…

Pois é, eu estava aqui agora, 30 de Junho de 2016 pensado no final da série Regn (eu acho que é assim que sse escreve, depois verei isso).

O fato é que eu nem imaginava que aquela seria a temporada…

Bem, hoje, dois dias depois de ter visto o final, que, apesar dos pesares, foi bonito, eu faço a mesma pergunta que o filho dela pparece ter fito algum dia:

-“Que escolhas ela teve? Disseram-me que meu pai estava louco”!

Vossa Majestade, Mary Stewart, eu creio que a Senhora Realmenet não teve muitas escolhas e, até onde lhe fi possível, vivestes intensamente! Mais do que Rainha, fostes Mulher, assim, com letra capital!

Perseguida por um porco chauvinista, que não se inclinaria a uma pessoa do “sexo fraco”, eu gosto de sabr que ele passou anos a anos, sem as Bolas, que Lorde Narcise tão habilmente removeu… É. Fato.

Ele não me honrava ejamais me honraria, sendo este patife que, sim, eu sinto, ele foi.

E onde quer que estejas, Long Life to Mary Stewart, Queen of Scotland”

Talvez agora eu possa deitar e dormir. Eu não creio… Mas….

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