A Balada de Um Soropositivo – Perseverá no Bem, com a Certeza que Viverás para sempre

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A Balada de um Soropositivo!Tudo é como Deus deseja! Persevera no Bem e Viverás para sempre

Eu me lembro… Depois de receber o diagnóstico e a “terrível confirmação”, com um prognóstico de seis meses de sobrevivência, já superado em, pelo menos, 4400% eu me senti mais perdido do que um cego em tiroteio em “me lembrei da Doutrina Espírita”.

É importante que vocês saibam que quando eu fui levado para estudar e poder fazer a primeira comunhão eu fui à primeira aula da “catequese” sem compreender Jesus e, muito menos Deus… e colando o Renato, “como pode ser que um Deus, que é ao mesmo tempo três , ainda assim foi morto por vocês, não é maldade então, deixar um Deus tão triste”?

“Papai do Céu” não era assim, tão papai e muito menos do Céu, pois ele ficava furioso com você por causa de coisas bobas (esta é a sintaxe do pensamento inarticulado que me fez pedir à minha mãe para não ir mais. E ela me disse para ir mais uma vez e eu quis sair da aula de catequese antes! E minha mãe viu que eu não seria, mesmo, “um bom Cristão”.

Tanto faz para mim, eu conheci ateus muito mais generosos do que muito católico fervoroso, que admirava os passos e atos do Cristo, mas que não aceitavam, não aceitaram e nunca terão aceito a própria cruz!

“Se houver duas cruzes para carregar, Senhor, que eu carregue as Duas”. Alguém que, eventualmente vier a ler isso saberá do que se trata, mas esta pessoa parece que esqueceu que somos e sempre fomos amigos e, francamente, não sei o que se diga….

Com pouco mais de oito anos, eu encontrei, e não me perguntem como, “O livro dos Espíritos”, de autoria de Hippolyte Léon Denizard Rivail!

Allan Kardec Allan Kardec, codificador e sistematizador da Doutrina Espírita Nome completo Hippolyte Léon Denizard Rivail Conhecido(a) por Codificar, sistematizar e propagar a Doutrina Espírita; propagar o “Método pedagógico de Pestalozzi” Nascimento 3 de outubro de 1804 Lyon, França Morte 31 de março de 1869 (64 anos) Paris, Ile-de-France Nacionalidade francês Ocupação Pedagogo, professor, gramático, tradutor, linguista, filósofo, educador Magnum opus O Livro dos Espíritos (1857) Assinatura AllanKardec Assin.png Hippolyte Léon Denizard Rivail (francês: [ʁivɑj]; Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec (francês: [kaʁdɛk]),[1] notabilizou-se como o codificador[nota 1] do Espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita. Foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade), assuntos que antes costumavam ser considerados inadequados para uma investigação do tipo.[2][3][4]

 

E eu, que ainda não imaginava que viria a ser um soropositivo o encontre: O Livro dos espíritos

 

Bem, a expressão, “O Livro dos Espíritos” me aguçou a curiosidade e eu fui avançando, sem nenhum interesse, uma parte importante do livro para os céticos, pois ele comprova ali por A+B que (a + b)3 = (a + b).(a + b)2.

Eu sentia, em mim, que já conhecia isso ou, muito mais provavelmente, que não era esta a parte que eu deveria ler até que chegue á codificação e à primeira pergunta de Denizard:

O que é Deus?

E a resposta devastadora:

“A Inteligência Suprema! Causa Primária de Todas as Coisas”.

Este Deus, que depois eu descobri que ama seus filhos e não os castiga e, sim, na verdade, os educa, este Deus que chora com nossos erros e que sente as nossas dores, este deus que nos dá, por mais absurdo que se pareça, tantas experimentações quanto cada criatura deseja ou precisa para sua evolução, crescimento e aperfeiçoamento, bem, este Deus eu aceito e a Ele me submeto

Quando eu digo às pessoas, como estou tendo de dizer hoje, dia 30 de março de 2018, como tenho dito e penando, muitas vezes por entre lágrimas, e em outras tantas entre soluções eu digo, também a mim:

“Tudo é como Deus Deseja”!

Desta forma, inarticulada e, entretanto, submissa, aceitei a adolescência exilada, a moradia das ruas, a fome, a sede, a violência, o abuso – faça uma lista de abusos que você, que me lê, pode imaginar e será muito difícil você se lembrar de um, um só que eu não tenha passado por ele…

Mas eu aceitei, inarticuladamente, o que me foi dado e, com isso, formou-se esta pessoa que fala com você, que pedia esmolas, envergonhado, para poder comer, mas também para comprar livros e, dentro do possível, me educar. Eu, com a ajuda meus amigos espirituais, fui me educando e absorvendo conhecimento. Eu li a Bíblia, três vezes, da Gênese ao Apocalipse, li quase tudo de Machado de Assis….

…” Deus é o Poeta! A música é de Satanás, Jovem Maestro de Grande Futuro” ….

Também conhecido como Samael, o Portador da Luz….

Bem, tudo isso acabou esquecido depois que Fátima me recolocou “num patamar de dignidade Humana” e eu caí na noite, mas sobre isso eu falo em outro lugar

 

O que eu quero é mostrar-lhes este texto, tão sabiamente escrito que eu nunca vira antes, que me ajudou a encontrar ESPERANÇA num momento em que esperança era tudo o que não se tinha ou se poderia ter e… Eis-me aqui, na Balada de um Soropositivo, com a certeza de que viverei para sempre em seus corações. Sim! Sim, o de vós, que me ledes u pareço poder auxiliar, mesmo quando, assim como a Márcia, eu pouco pude fazer!

É verdade e, sim, os tempos são outros e ela, uma dileta amiga, já havia lutado o bastante e, com mente curtida, de alguma forma, como no Bushidô

VIVERÁS PARA SEMPRE
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

Meditando na morte, honra, servindo, a estância carnal em que te hospedas por algum tempo.

Nela, descobrirás com frequência os que fazem ironia em torno da fé; os que se referem à virtude como sendo uma farsa; os que falam de corrida ao poder, calcando aos pés o coração dos semelhantes; os que zombam da lealdade e os que improvisam redutos de fantasioso prazer, argamassando-os com o pranto das viúvas e dos órfãos.

Não te padronizes pelo figurino moral que apresentam, portanto, qual acontece contigo, ainda que não queiram, permanecem de viagem na Terra, e cada um prestará contas de si próprio no momento oportuno.

Se a semente conseguisse ouvir-nos acerca da valiosa tarefa de que se incumbirá na alimentação do povo, quando estiver convertida em árvore, talvez nos recusasse os vaticínios, e se a lagarta pudesse escutar-nos sobre a futura condição que a espera, dentro da qual volitará no espaço com asas de borboleta, provavelmente nos interpretaria por loucos.

Não te molestem, assim, as considerações pueris dos irmãos que procuram transformar a vida terrena em floresta de impulsos selvagens, gastando a existência em caça e pesca de emoções inferiores.

Persiste na reta consciência e faze o teu melhor.

Dos Planos Superiores, os amigos que te antecederam na Pátria Espiritual acompanham-te os triunfos ignorados pelos homens e abençoam-te o suor da paciência nas lutas necessárias; encorajam-te na causa do amor puro e sustentam-te as energias para que as tuas esperanças não desfaleçam; comungam-te as alegrias e as dores, ensinando-te a semear a felicidade nos outros, para que recolhas a felicidade maior; se tropeças estendem-te os braços e, se choras, enxugam-te as lágrimas; sobretudo, esperam-te, confiantes, quando termines a tarefa, para te abraçarem, afetuosos, com a alegria de quem recebe um companheiro querido, de volta ao lar.

Persevera no bem, sabendo que viverás para sempre.

E, se te sentires sozinho na fé, lembra-te de Jesus.
Um dia, ele esteve abandonado e crucificado no alto de uma colina, contemplando amigos desertores e algozes gratuitos, beneficiários ingratos e adversários inconscientes… Na conceituação humana, estava plenamente sozinho; contudo, ele com Deus e Deus com ele formavam maioria, ante a multidão desvairada.

Reunião pública de 20-2-61, 1ª Parte, cap. II, item 3