Depressão aumenta risco de morte em mulheres com HIV

depressão e mulheres com HIV

Mais tempo com depressão aumenta o risco de morte de mulheres com HIV

Depressão em mulheres com HIV

Sim… Eu vi muito disso na noite, aquela adorável senhora que é mãe caritativa velando por todos e é, na verdade, a escrava de esploradores de lenocínio, dos quais um dia eu dependi, para poder ter trabalho, renda, animando(…) com musíca, os corações enregelados pela depressão, em especial a mulheres que, eu bem o sei, chegam ali, na maior parte das vezes com a esperança de encontrar um deplorável filho da pura que dê a ela o justo valor, levando-a ( Esperançosamente “AS)

O monitoramento frequente da depressão pode ter o potencial de reduzir o risco de morte.

Mulheres com HIV e em estado de depreção

A depressão é, geralmente, uma coisa miúda, quase que insuspeita. Você precisa ter um olho muito bem treinado…

O aumento do tempo de vida com depressão está associado a um maior risco de morte para mulheres com HIV, de acordo com pesquisa norte-americana publicada Doenças Clinicamente Infecciosas.

Durante cinco anos de seguimento, cada 365 dias consecutivos ou intermitentes em depressão aumentaram o risco de mortalidade das mulheres com HIV em 72%.

Um total cumulativo de apenas 90 dias com depressão teve um impacto significativo no risco de morte por qualquer causa em mulheres com HIV.

depositO impacto da duração cumulativa da depressão no risco de mortalidade de mulheres com HIV foi independente da gravidade do episódio mais recente de depressão desta ou daquela mulher com HIV e nem sempre o episódio depressivo mais “leve” tinha um resultado “menos pior”(SIC).

“Descobrimos que quanto mais tempo gasto em estados depressivos, quer seja de experiencia consecutiva ou intermitentemente, teve o poder de ampliar o risco de mortalidade com base na fórmula “duração do episódio de depresão/resposta antidepressiva”, comentam os autores.

A Doença por HIV cuja a AIDS é, como me ensinou a Drª Ângela, a “pontinha do iceberg” que aparece claramente a nossos olhos

 

Estes achados têm implicações para o cuidado da doença por HIV, destacando a importância do pronto diagnóstico e tratamento da depressão, bem como o atento, regular e prestativo monitoramento do estado de ânimo de uma pessoa que já teve mesmo que “apenas um episódio depressivo”.

Depressão é comum em pessoas com HIV. A prevalência global é estimada entre 20 e 40% e é ainda maior em mulheres (30 a 60%).

Vários estudos demonstraram que a depressão está associada ao aumento do risco de mortalidade entre mulheres com HIV e, sim, no cômputo geral, com ampla e larga margem das faixas etárias de pessoas com HIV simplesmente.

A depressão pode aumentar o risco de morte por meio de várias vias, incluindo menor engajamento com os cuidados, redução do autocuidado, falta de adesão ao tratamento anti-retroviral ou outros medicamentos, abuso de substâncias e suicídio.

A depressão também pode comprometer diretamente a imunidade.

Pesquisas anteriores sobre a ligação entre depressão e mortalidade em pessoas vivendo com HIV tendem a se concentrar na depressão como uma medida binária, geralmente sempre versus nunca. Na realidade, em muitas pessoas, a depressão é crônica e episódica e, portanto, é provável que tenha um efeito cumulativo sobre a mortalidade ao longo do tempo.

Women’s Interagency HIV Study (WIHS)

Para investigar o impacto da depressão cumulativa, os pesquisadores do Women’s Interagency HIV Study (WIHS) elaboraram um estudo para determinar a carga cumulativa de depressão entre as mulheres inscritas na coorte e seu efeito na mortalidade por todas as causas.

A população do estudo consistiu em 818 mulheres que iniciaram o tratamento anti-retroviral a partir de 1998 na coorte do WIHS. Nenhuma das mulheres estava tomando a terapia anti-retroviral no início do estudo.

Usando uma medida validada (a escala CESD-R), os sintomas depressivos foram avaliados no início do estudo e depois nas consultas de acompanhamento semestrais de rotina por até cinco anos. Nota do tradutor: Não há como “saltar” a expressão CESD-R sem prejudicar a compreensão do texto e dos métodos utilizados no estudo. Busquei a água “na fonte e estabeleço, na poça, um link para a fonte e deixo este resumo:

O CESD-R é um teste de rastreio para depressão e transtorno depressivo.
O CESD-R mede os sintomas definidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Americana de Psiquiatria.
O (DSM-V) para um episódio depressivo maior.

Meia Idade: As mulheres com HIV participando do estudo estavam na faixa etária média de 38 anos.

Dois terços eram das mulheres com HIV eram negras. A contagem média de células CD4 na linha de base e as cargas virais foram de 438 células/mm3   e 3160 cópias/ml3, respectivamente.

O tempo de acompanhamento da mulher com HIV e depressão e o resultado estatístico

As mulheres foram acompanhadas por uma média de 4,8 anos e contribuíram com um total de 3292 pessoas-anos de acompanhamento.

Houve 94 mortes, uma taxa de mortalidade por todas as causas de 2,9 por 100 pessoas-ano.

Da população do estudo, 53% foram avaliados como nunca tendo depressão durante o período de acompanhamento.

No momento do último acompanhamento, a mediana do número cumulativo de dias em estado de depressão (CDWD) foi de 366 dias.

CDWD foi maior entre as mulheres que morreram do que as mulheres que permaneceram em tratamento até o final do estudo (435 vs 355 dias).

Os autores calcularam que cada 365 dias adicionais que viviam com depressão estava associado a um aumento de 72% no risco de mortalidade por todas as causas (HR = 1,72; IC 95%, 1,34-2,20, p <0,001).

Um episódio de depressão de 91 dias parece algo pequeno… Mas…

Uma carga cumulativa de depressão de apenas 91 dias também aumentou significativamente o risco de mortalidade (HR = 1,14; 95% CI, 1,08-1,22, p <0,001). Continuou havendo uma associação significativa entre o número total de dias com depressão e o risco de mortalidade elevado quando os pesquisadores levaram em consideração a gravidade da depressão no início e na última consulta de acompanhamento antes do óbito (p = 0,005). Embora grande parte dos dados do estudo tenha sido coletada durante um período em que o tratamento antirretroviral foi geralmente adiado até que a contagem de células CD4 tenha caído abaixo de 350 células / mm 3 , e as mulheres permanecessem fora do tratamento durante a maior parte do período de acompanhamento, os pesquisadores dizem que seus resultados ainda são relevantes para uma era em que o tratamento anti-retroviral é recomendado para todas as mulheres.

Terapia Antirretroviral e Depressão em mulheres com HIV

“Nossa análise exploratória não mostrou que o recebimento da terapia anti-retroviral modera a relação entre depressão, […] consistente com pesquisas anteriores que usam dados da WIHS”.

Os pesquisadores dizem que as descobertas podem não ser generalizáveis ​​para os homens que vivem com o HIV, já que as mulheres relataram um nível mais alto de sintomas depressivos do que os homens com HIV em pesquisas anteriores.

Os pesquisadores acreditam que suas descobertas têm importantes implicações para os cuidados de rotina das mulheres com HIV.

“Nossos resultados destacando a importância do componente duracional da depressão têm implicações importantes para as práticas atuais usadas em ambientes de atenção primária ao HIV”, escrevem eles. “No momento, as diretrizes de tratamento do HIV recomendam o monitoramento de pacientes com cargas virais estáveis ​​a cada seis meses. No entanto, descobrimos que CDWD menos de 182 dias aumenta o risco de mortalidade. Assim, o monitoramento mais frequente de pacientes com depressão em conjunto com protocolos integrados de atendimento à depressão, destinados a encurtar o curso dos episódios depressivos, poderia compensar o acúmulo adicional de risco de mortalidade”.

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Traduzido em quinze de abril de 2018 por Cláudio Souza do original More time with depression increases the risk of death for women with HIV, escrito por Michael Carter  publicado originalmente:   11 de abril de 2018

Revisado Por Mara Macedo

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