Pessoas com contagens de CD4 baixas estão em risco de morte após o início da TARV

Esta é uma boa razão para você se testar para o HIV

Estar com CD4 baixo pode levar à morte, mesmo que comece logo após o início da TARV é uma possibilidade palpável em diagnósticos tardios

Estudo REALITY mostra que pessoas com contagens de CD4 muito baixas estão em risco de morrer logo após o início da TARV

Uma observação do editor. Eu traduzi este texto com o  coração na mão e ele foi revisado nas mesmas circunstâncias.

O que eu observei que este risco de morte “prematura” se dá entre aqueles com avançada queda de contagem de células CD4. E não me foi possível me recordar da miríade de pessoas que me buscam pelo ZAP com um HEMOGRAMA NAS MÃOS, QUE ACUSA ***LEUCÓCITOS BAIXOS**** E QUE ME DESCREVEM ESTA REALIDADE COM ESTES MEMES NA SEQUÊNCIA 😞 😞 😞 😞 😞.

É como se eles olhassem para mim e me pedissem, tacitamente:

-“Não faça rodeios, estou ferrado(a) né?

Há risco de morte com a contagem de CD4 baixa, mesmo logo após início da TARV

E é bem neste momento em que eu sinto falta de um dispositivo de eletrochoques remoto, que me permitisse dar descargas elétrivas de um mero volt para que estas pessoas recobrassem a atenção e buscassem entender que, sim, leucócitos são células brancas, mas nem todas elas são afetadas no processo de perda imunológica e, é importante frisar, as células que determinam, dramaticamente a condição AIDS -Está e a ultima vez que grafo esta palavra nesta forma. Doravante será SIDA que define o que é a doença de base provocada pelo HIV que se lê assim:

Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida (observem que o último vocábulo determina condição específica pois há, para o caso de alguns pessoas transplantadas, com problemas recorrentes de risco de rejeição, a imunossupressão induzida por medicamentos imunossupressores cujos nomes eu não buscarei saber para não alimentar fogueiras humanas.

Síndrome, em medicina, é um conjunto de sintomas (eu detesto esta palavrinha) e sinais. E antes que o autárquico venha me perguntar de onde eu tirei isso, eu ensino a vocês, os poucos que poderiam nãosaber, é que a caixa de busca do Google tem outras funções, como as de calcular e uma muito interessante que é “DEFINE”. A sintaxe é simples vc digita define:palavra.

Exemplo: define:comentador sem proveito

E a resposta virá com algo parecido com autarquia

No caso eu colo aqui:

contagem de CD4 baixas

Imagem Google

 

 

Esta síndrome, a da imunodeficiência adquirida, tem como sinais e sintomas manifestações epidérmicas, carcinogênicas (desenvolvimento de cânceres) manifestações atípicas de enfermidades geralmente bem conhecidas em outros órgãos, como tuberculose, miliar, cerebral ou óssea, dentre outras TBs, ou uma manifestação de Sarkoma de Kaposi comum a homens de idade mais avançadas em, por exemplo, uma mulher de quarenta e sete anos e muitas outras doenças oportunistas. Por que oportunistas?

Bem, o que eu aprendi é que nós, todo o bioma planetário, conquistamos o direito de viver aqui através de um processo que mostra a Paciência, a Sabedoria e o Amor de Deus por sua criação e, inclusive  dá amplas notícia de Sua Santa paciência (Jó, me empreste alguma), através de um processo chamado “Evolução”.

Existem determinados microorganismos que são tão prolíferos que é impossível permanecer-se intocado por eles e suas invasões e ataques ao nosso “Cosmo Orgânico” (gosto desta expressão).

Eu trarei para cá um trecho de outra página, que trata de uma triste doença chamada Mico Bacterium Avium Complex

Se vc clicar na imagem ela abrirá a matéria completa em outra aba.

Por que o coração na mão?

Eu tenho acompanhado pessoas que tem estado a passar (lá de traz dos montes) por situações complexas e eu estou confiante, porque, realimente, confio na medicina e, mesmo com o coração apertado por causa de minha filha, estou trabalhando porque estou insone e, eu disse…. Eu tenho de permanecer leal à mim e às minas palavras, servir a Deus e espeitar seus Desígnios, embora não apaticamente, pois eu preceituei a tantos que “Tudo é como Deus deseja” e, agora, Deus está perguntando para mim sobre como me sinto a este respeito:

“Apavorado”.

Amo esta minha menina e perde-la, terá sido como se tudo em mim acabasse. Mas eu disse à minha terceira Filha: “Vâ…. nada é em vão”

E assim, enquanto espero o telefone tocar, ou não, eu vou enfileirando estas palavras para que vocês entendam, e toda eu a repisar o repisado. AIDS não é uma doença que se manifesta em duas semanas após o contágio com o vírus e, observem, isso é tão autêntico que, hoje se sabe, é possível evitar que o organismo que entrou em contato com o HIV não permita o estabelecimento da infecção se, em no máximo 72 (mas olhem lá PEP maníacos…) horas, você começar a Profilaxia Pós Exposição e a tomar draconiana, espartana ou religiosamente.

Então, descolem-se desta ideia que HIV é igual a Ebola: Bateu, fudeu.

O desenvolvimento da AIDS é um processo longo, gradativo, paulatino, muitas vezes se deixa permanecer ainda mais lentou por um tempo ainda maior mas o certo é que, num adulto “normal” (do ponto de vista biológico) tem uma contagem de CD4 que oscila entre 500 e 1200.

Eu me lembro de mim, lendo uma destas revistas que, hoje, nem para lipar o cocô do cachorro, que dizia que, quando a contagem de CD4 alcançava os 500, era o começo do fim. E eu estava com um pouco menos de 370….

O que acontece é que o organismo, atacado pelo HIV e sem receber nenhum apoio vai repondo o que vai perdendo e, sinceramente, eu não sei bem o porquê de, a partir de um momento incerto, o corpo começa a perder esta corrida e a média de perda de células CD4 é de 80 por ano… +/-….

Mas seu leucograma não dirá nada sobre isso, porque CD4 não é uma célula, CD4 é um receptor químico, com funções específicas que, desafortunadamente se encaixa com um receptor da camada de proteção protéica do HIV e isso permite que estas células, que tem este receptor, são invadidas pelo HIV que começa, e eu não vou me esticar por aqui, a fazer o seu trabalho sujo” e, se você, que transa sem camisinha, ou usa paramentos compartilhados no consumo de drogas injetáveis, ou que faz as unhas na Malévola’s Manicure, onde a última vez que se falou em autoclave houve um surto cósmigo de gargalhadas não se testar constantemente (eu aconselharia, se alguém me pedisse este conselho), mesmo mulheres casadas (Leia isso senhoras) fizessem este exame ao menos anualmente e mantivessem sempe à mão um bom pau de macarrão.

Testar é gratuito. É rápido, sigiloso e seguro.

E, bem sei, é assustador.

Mas só é assustador porque vocês,  OH sorointerrogativos, anda vivem naquela crença medonha de que o HIV é coisa de “gente que não presta”. Por falar nisso, que porra é esta de gente que não presta.

Sei, sei, tem um certo planalto…

Há vida com HIV!

Eu recebi meu diagnostico com 30 anos! Não havia tratamento. Me deram seis meses de vida…

Minha Maroca… Quase 29 nos vivendo “com isso”…

Qual é o medo de vocês?

O preconceito?

É… É isso sim, na maior parte das vezes. Vocês me dizem aqui, e eu não vou repetir crueldades, pois vocês dizem temer, para si, aquilo que vocês mesmos acreditam, que as pessoas com HIV são e merecem. Vocês vêm a mim e olham para mim com medo de eu ser “espelho”.

Não?

SIM! SIM! SIM!

Tem um caso muito interessante (eu trato como um caso o que na verdade é um padrão e maridos que traem suas esposas (sabe-se lá deus o porquê) quando elas estão gravidas e eles vem numa página que está entre “as mais, mais do site: Quanto tempo uma pessoa infectada pelo HIV leva para transmitir o vírus?”

Isso porquê a pessoa precisa saber o que fazer, pois não dá para arriscar a pessoa que se ama (eu entendo relacionamento extraconjugal como uma faceta da vida como qualquer outra) a contrair HIV e não se sabe o que dizer para a pessoa para como no soneto: “De repente, não mais que de repente!” ter que usar camisinha!

Alguns deles, ou delas, perguntam em nome de um amigo ou amiga e eu respondo com o link.

E vai muita conversa e, de repente, o cara me saí com uma mais ou menos assim:

-“Eu me preocupo é com minha esposa e com minha filha, que está para nascer”…. Eles dizem e, depois, o assalto

-“Eu que me foda! Eu mereço!

Está implícito e explicito que eu mereço me foder!

E, no entanto, este site/blog é, em verdade a minha resposta pessoal à infecção por HIV!

 

Mas, na opinião iarticulada ( a pior de todas) eu estou aqui, eu estou “ASSIM”, porque EU MEREÇO.

Talvez isso seja verdade, se dito por mim, para mim, baseado no que sei que eu fui.

Pois então. Mereçam menos.

Outro dia eu assistia a um episódio bastante elucidadtivo da séria Lúcifer, na NETFLIX: “Um Padre entra no bar”.

E a moça, inadvertidamente se confessa e a seus pensamentos libidinosos com relação ao motorista e Lúcifer a incita a dar vazão às “suas fantasias pois, afinal, dentro deste nosso sistema (o católico), depois do erro, bastava voltar à igreja, confessar seus pecados, pagara “penitência” e tudo “fica pela ordem”.

 

INTERESSANTÍSSIMO,  eu diria, se me convidassem a dizer, mas não me convidam….

 

E se procuram tanto o merecimento, não façam como foi feito a uma amiga minha, que nos deixou há 14 anos e eu ainda não consegui me refazer do humor sarcástico dela:

-“Ah! Cláudio! Não me amola!!!! Eu sou loura”…. Amarilis (in Memorian)

O caminho mais curto para não dar franquia a esta mortalidade é o de fazer sexo seguro, como eu vi num excelente spot de prevenção à AIDs na MTV

Transa, mas não FODE. Use camisinha.

 

E, se você vacilou, corra e tente a PEP, se não deu tempo, faça o primeiro teste, pra saber se você já é portador e, se for, avise sua contactantes de risco. Se não for, bem, espere a janela imunológica, invente um ritual religioso (isso é tudo o que vcs precisavam para explicar os dois meses sem sexo).

Se os exame vierem não reagente, leiam isso e, se puder, faça um depósito, apoie este trabalho porque enquanto eu estava redigindo, não pensei na minha filha querida.

Em que favela estará.

Nóias, como eles dizem, são tratados como lixo.

Se o desespero bater, ela faz um “programa de R$ 5,00” por mais uma pedra…

😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭 😭

E com certeza não usaram camisinha. Está é a fala da minha recém adotada terceira filha

 

A mortalidade em pessoas com baixa contagem de células CD4 no momento do diagnóstico do HIV está associada a um grupo de fatores de risco, incluindo um alto número de sintomas, perda de peso, pouca mobilidade, problemas de autocuidado e alguns achados laboratoriais anormais.   Doenças Infecciosas Clínicas. O estudo descobriu que perguntas sobre febre, vômitos, perda de peso, mobilidade e capacidade de lavar e vestir-se identificaram pessoas com necessidade especialmente alta de iniciar o tratamento no mesmo dia.

O estudo envolveu pessoas na África Subsaariana que tinham uma contagem de células CD4 abaixo de 100 células / mm 3   no momento do diagnóstico do HIV. Houve uma alta taxa de mortalidade durante as primeiras 48 semanas de terapia anti-retroviral (TARV) e os pesquisadores identificaram vários grupos de características clínicas e laboratoriais que estavam associadas ao maior risco de mortalidade.

As diretrizes de tratamento recomendam agora o TARV para todas as pessoas, independentemente da contagem de células CD4. Mas entre um quinto e um quarto das pessoas na África Subsaariana têm severa imunossupressão no momento do diagnóstico do HIV e devem ser priorizadas para o início rápido do tratamento e outras intervenções para prevenir infecções oportunistas. Qualquer atraso pode ser fatal; aproximadamente 10% das pessoas com contagens de células CD4 muito baixas morrem dentro de três meses após o início da TAR. Na ausência de contagem de células CD4, ou se os resultados dos exames laboratoriais estiverem atrasados, os profissionais de saúde precisam saber quem está em necessidade especialmente urgente de tratamento anti-retroviral e outros tratamentos preventivos.

Investigadores da Redução de Eary O ensaio MortaLITY (REALITY) queria verificar se a mortalidade durante as primeiras 48 semanas de TARV estava associada a grupos específicos de características clínicas e laboratoriais em pessoas que também estavam gravemente imunossuprimidas no momento do diagnóstico do HIV.

 

O estudo REALITY foi um estudo clínico prospectivo de TARV e profilaxia antimicrobiana avançada em adultos e crianças com cinco anos ou mais. Os participantes foram recrutados em oito centros no Quênia, Malawi, Uganda e Zimbábue. Todos tinham uma contagem de células CD4 abaixo de 100 células / mm 3   no momento do diagnóstico e iniciou a TARV imediata. Metade dos participantes foram randomizados para receber também profilaxia antimicrobiana e TARV que incluíram a adição de raltegravir como um quarto medicamento nas primeiras 12 semanas de tratamento.

o   análise primária do estudo   mostraram que a profilaxia microbiana aumentada reduziu significativamente o risco de morte após o início do tratamento anti-retroviral.

Nesta análise, os indivíduos foram avaliados no início do estudo para fatores de risco potencialmente associados a um aumento do risco de mortalidade, como peso, força de preensão e massa corporal, fatores sociais, incluindo autocuidado, sintomas e anormalidades laboratoriais.

Os pesquisadores realizaram uma análise para verificar se os grupos de fatores de risco específicos estavam especialmente associados ao risco de mortalidade, independente da contagem de células CD4.

Durante o acompanhamento, um total de 203 pessoas (12%) morreu. A mortalidade foi independentemente associada à idade avançada (p = 0,002), menor contagem de células CD4 (p <0,001), menor albumina (p = 0,001), menor hemoglobina (p = 0,01), menor força de preensão (p = 0,03), moderada ou perda de peso grave (p = 0,04), problemas de mobilidade (p = 0,005), febre (p = 0,001), vômitos (p = 0,02) e problemas com o autocuidado (p = 0,003).

Tomando profilaxia antimicrobiana reforçada foi associado com a redução do risco de mortalidade (p = 0,02). Os resultados não diferiram de acordo com o uso do raltegravir.

Diversos fenótipos – agrupamentos de fatores de risco – foram associados a maior risco de mortalidade.

A maior taxa de mortalidade (25%) foi associada a uma contagem mediana de células CD4 de 28 células / mm 3 , uma alta carga de sintomas, perda de peso, mobilidade deficiente e baixa albumina e hemoglobina.

A segunda taxa de mortalidade mais alta (11%) foi observada em pessoas com um grupo de fatores de risco incluindo uma contagem média de células CD4 de 43 células / mm 3 , perda de peso e também resultados de exames de sangue indicando inflamação ou infecções subjacentes, como contagem de células sanguíneas e contagem anormal de plaquetas e neutrófilos.

Um terceiro grupo de indivíduos com uma taxa de mortalidade de 10% teve uma contagem média de células CD4 de 27 células / mm 3   mas teve uma carga baixa de sintomas e manteve massa gorda e peso corporal.

A mortalidade na taxa nas pessoas restantes foi entre 4 e 6%.

“Em vez de os apresentadores tardios serem um grupo homogêneo, identificamos 5 fenótipos, com vários fatores prognósticos variando substancialmente entre os grupos, assim como a mortalidade”, escrevem os autores. “A triagem de pacientes com baixa contagem de CD4 no início do estudo para perda de peso significativa, um pequeno grupo de sintomas (por exemplo, febre e vômitos), atividades prejudicadas da vida diária e uma avaliação simples da força de preensão pode identificar aqueles com maior risco de morte”. Com essas características, deve-se priorizar a TARV no mesmo dia e melhorar a profilaxia antimicrobiana, recomendam os pesquisadores…

 

Michael Carter

Publicados:   05 de abril de 2018

Reference

Siika A et al. Late presentation with HIV in Africa: phenotypes, risk and risk stratification in the REALITY trial. Clin Infect Dis, 66 (Suppl 2): S140-46, 2018.

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