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Há Vida Com HIV

Entrevista a Lucas de Paula sobre Pessoas com Necessidades Especiais, Sexualidade e HIV/AIDS por Laura Almeida

Um problema muito delicado é aquele das pessoas esquecidas, em qualquer âmbito. As pessoas parecem viver na crença de que as pessoas “deficientes” não têm uma vida sexual e isso causa um sério, triste e deplorável “vácuo” (eufemismo meu, nas campanhas, já tão mirradas neste país, a Bananágua, com relação à prevenção à AIDS em pessoas com deficiências físicas e/ou sensoriais. Geralmente estas pessoas são tratadas com desdém, desrespeito e todo um mix que palavras que eu me recuso a grafar aqui, pois eu não me nivelo a estes, tão torpes, que enxergam a muitas vezes minúscula e insignificante “diferença” no outro enquanto acalentam interesses escusos e inconfessáveis. Que a terra lhes seja leve algum dia…

 

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E em um destes dias em que meu notebook se rebela diante de mim não me permitindo fazer “meu trabalho” eu recebi uma mensagem por e-mail. Eu devo ter demorado uns dez ou quinze minutos, não sei ao certo, até responder e cada pessoa que me procura aqui é um caso urgente.

Ou deus não os traria aqui. Não que eu esteja dando a mim alguma importância maior do que a de qualquer pessoa comum que tem um tempo sobrando e não consegue deixa-lo vazio, mas foi assim, que eu conheci Laura Almeida!

Depois passamos a conversar e Laura não é o tipo de pessoa para qual é necessário explicar uma coisa duas ou três vezes…. é preciso explicar em trinta mil capítulos, porque ela não se contenta com o básico e, se eu sou uma antena e Deus usa esta antena na máxima capacidade que ela, a humilde antena, pode propagar conhecimento, Laura é, parece-me, capaz de drenar todos estes recursos e realmente aprender. Eu tenho um plano para ela, mas só eu e Deus sabemos disso e Deus não é do Tipo Gossiper

A amizade cresceu, o mundo continuou girando (ou somos nós, as pessoas, que o fazemos girar?) e eu pedi a ela que fizesse uma entrevista com alguém, alguém que vivesse alguma limitação, e eu digo limitação pois é assim que VOCÊ vê estas pessoas, eu não. Eu as vejo como ser humano, espíritos imortais em uma nova e diferente, certamente dificílima fase evolucionária, mas eu aprendi uma lenda japonesa, no filme outsider, que diz mais ou menos assim:

 

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A Carpa que sobe a cachoeira, se torna um Dragão, talvez seja esta a grande sacada da vida de Lucas de Paula

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Pessoas com Necessidades especias... E a Acessibilidade

1 Você se considera uma pessoa bem informada sobre o Tema HIV/AIDS?

Resposta: Sempre estou em busca de novas informações

2-Bem, você poderia me explicar, por favor, em poucas palavras o que é HIV e o que é AIDS… Resposta: HIV Significa (Vírus imunodeficiência humana) é encontrado em sêmen, líquido lubrificante vaginal, Leite materno, E Sangue. AIDS (Síndrome de imunodeficiência adquirida) A doença se desenvolve é adquirida através do pela ação do HIV, tem praticamente sintomas que se assemelham a outras doenças como gripe, estes sintomas, urge informar são, na realidade sinais da infecção primária por HIV e podem ou não serem percebidos; eu mesmo, Cláudio Souza, não me lembro com certeza de ter passado por ‘esta crise’, mas eu vivia uma vida tão louca, como DJ, que só mesmo se me dessem com um taco de base ball em minha cabeça para eu cair e é importante corrigir isso e revelar que Lucas é uma pessoa inteligente, se expressa bem e, com certeza l~e com uma boa frequência e, entretanto, ele se equivoca, e eu sei que é de boa fé, pois o (des)Governo – e da NMV (Nossa Mídia Venal)! Lucas que, de boa fé, e bom coração poderia, de uma forma qualquer, vir a contrair HIV (não é bem o caso dele, ele sabe se proteger) e ficar como eu, 24 anos atrás com cara de “ora vejam!”. E ele prossegue:

Vem com mal-estar, cansaço. A AIDS Lucas toma o efeito pela causa, nossa mídia e nosso (des)governo geram isso O HIV ataca nosso sistema imunológico deixando assim fraco e susceptível a outras doenças oportunistas. Felizmente ele se lembra bem! E ele prossegue, firme!

Além disso devemos usar preservativos (importantíssim! Se você quer usar PrEP, use, mas use-a como uma segunda camada de proteção, não caia nesta bobageira da ditadura das camisinhas, pois a ditadura dos antirretrovirais, das picadas para exames e as intercorrências secundárias à doença justificam, simn, esta ditadura, a das camisinhas), agulhas descartáveis e com uso próprio, gilete também uso próprio e descartável é necessária sim, mas não pelo HIV em si mas, sim, por conta do HCV, o Vírus da Hepatite C que é muito mais infectante que o HIV e, de todas forma, sempre pode haver uma esperança de cura para a Hepatite C.

Neste ponto ele se confunde. Ele atribui à AIDS aquilo que seria, para alguns, pois eu mesmo não vivenciei isso, ou vivenciei numa noite muito longa no Vagão Plaza, uma “Boate”, eu diria uma casa de tolerância de luxo, numa noite onde só o senso de dever e responsabilidade me mantiveram “semiconsciente” para “fazer a sonoplastia de um show” que eu ensaiara exaustivamente e que meu segundo não poderia realizar, não naquela noite.

A AIDS é um conjunto de sintomas e sinais, quase sempre associados à presença de uma doença oportunista. É ilusória e até mesmo tola a ideia que muitos fazem de que a pessoa com AIDS morreria por causa de uma simples gripe!

Eu me lembro do Toninho, Toninho foi o cara que eu conheci com pouco menos de dezoito anos, ainda uma criatura não domesticada e me educou da melhor maneira que pode, mas o material era ruim e esta lacuna é tudo…. E quando ele me soube “com AIDS” (eu me lembro de ele ter tentado falar comigo, dizer alguma coisa, eu não sei o que ele buscava, mas, no fio tênue da lâmpada da memória (Vinícius de Moraes) ele disse aglgo que era mais ou menos assim:

…se você cair… e, pela primeira vez em quase vinte anos eu o vi chorar! E ele, todas as vezes que se encontrava comigo, ficava repleto de zelos e, por assim dizer, numa tarde qualquer, no meio da década de 1990 (Meu Deus, como isso está longe) caia uma garoa enquanto íamos pela Avenida São Luís e ele não pode ficar em paz enquanto não entrou em algum lugar “ao abrigo da chuva”…. E tudo o que eu pude dizer foi:

“Cara! Eu não desmancho com água”!

O sistema imunológico, o de uma pessoa vivendo com HIV, e caso de AIDS há já quase 25 anos, aderente ao tratamento, tomas a medicação certa, na hora certa, obedecendo eventuais condicionais de estar alimentado (o povo da rua sofre com isso…)… 

 

Pessoa com necessidade especial

O Cara mora andando, vai ter hora para jantar? vai ter janta?) golpes de Kung Fu na gripe e ela não dura três dias. Houve outras “coisas” e eu quase fui, como dizia minha Tia Irene, pro caixa-prego…

O perigo são as doenças oportunistas, como, por exemplo, a Tuberculose, ou a Pneumocistose, esta sim, uma doença capaz de levar um paciente a óbito em menos de 72 horas… 

E se equivoca também com “o lance do barbeador! O HIV, uma vez exposto à atmosfera sobrevive por até uns cinco minutos e, uma vez seca a “poça de sangue” ele está liquidado. E, entretanto, é pertinente fazer isso em função da grande resiliência do HCV, o Vírus da Hepatite C que pode sobreviver, dentro da tinta de tatuagem por até oito dias

3-Você considera que há ações efetivas e direcionadas a informar as pessoas com necessidades especiais no que tange a Infecções Sexualmente Transmissíveis? Resposta: Acho que devia ter mais Concordo plenamente

4-A Mídia, como veículo de comunicação e informação faz, na sua opinião, o papel que deveria fazer na função de informar e conscientizar? Resposta: Acho que a mídia deveria informar mais sobre o assunto. A mídia deveria informar sobre o assunto. A mídia não fala sobre o assunto, exceto quando chega aquilo que eles acreditam que é o início do ciclo de reprodução humana, o carnaval, e nas proximidades no dia 1º de dezembro, até porque, em verdade, é uma obrigação. A última entrevista que dei a uma emissora de TV, e quando digo última eu quero dizer última em definitivo, eu fiquei com dois estranhos dentro de casa, que me gravaram por meia gora e eu apareci na matéria por menos de oito segundos.

O próximo que me procurar vai ter de gastar muita saliva por aqui…

5-Como é, para você, o ritual da conquista, você espera ser cortejado(a) ou, digamos, sai à caça? Resposta: Para mim tanto faz, mas normalmente a iniciativa vem da minha parte. Quando eu queria seduzir, hoje estou casado há mais de dezesseis anos e feliz, eu paquerava pela internet, e deixava a pessoa me conhecer. Se ela se conectasse a mim e dissesse que gostaria de estar comigo eu diria a ela a verdade, ainda pela Internet, para ver se ela “ainda topava. Nem todas. Mas houve uma Mônica em Sorocaba que…. oh….

6-No que tange a este ritual de conquista, você percebe preconceito, medo ou dúvida? Resposta: Sim, já percebi algumas vezes até pelo fato de pouco conhecimento no caso, já em outros casos algumas pessoas se aproximam para tentar tirar suas dúvidas. Infelizmente isso é uma lamentável verdade, em todos os níveis

7-Você, em sua história pessoal, alguma vez percebeu alguma atitude preconceituosa quando tentou conquistar alguém dito pelo cunho geral da sociedade, ***NORMAL***
Resposta: Sim já.

8-Alguma vez você cortejou alguém e sentiu que a postura refratária da pessoa envolvia alguma ação ou fala, bem como olhar preconceituoso em relação a você? Resposta: Sim, já. 9-Quando isso acontece, como você lida com o sentimento de rejeição? Resposta: Tento me manter calmo e parto para outra.

10-Você sente que é mais fácil conquistar uma pessoa com deficiência ou isso não afeta “a coisa em si”? Resposta: Isso não me afeta, tanto faz

11-Hoje em dia há muitas pessoas que vivem com HIV/AIDS eu, em um determinado momento da vida, podem vir a tornar-se uma pessoa com deficiência. Você se relacionaria com uma pessoa com deficiência que também fosse portadora de HIV? Resposta: Quando existe amor nada pode interferir, e pode se ter relações com o uso de preservativos caso um não seja portador.

Eu já “ouvi isso e, na prática, a teoria é outra

12-Você já conheceu uma pessoa assim, como na pergunta acima? Resposta: Não 13-Você não precisa responde isso, se não quiser, mas rolou um clima? Resposta: Ainda não aconteceu.

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Olá. Você clica aqui e fala comigo, Cláudio Souza. No blog tem tudo o que você precisa sabere. Eu já tentei fazer isso contando com a boa vontade de cada um. Isso é um trabalho, e eu passarei a vivenciá-lo assim: Uma bimestralidade de R$ 17,00. Eu definitivamente deixei de esperar pelo melhor das pessoas. Elas tergiverssam com tudo, prometem qualquer coisa e não se cumpre, a pretexto de tudo, até do mais bisonho, incluindo chantagem emonional: "SOMOS AMIGOS", dizem. Convenientemente amigos. Vamos ver então