Infância Roubada – Prostituição Infantil

Prostituição

 

Eu trago este tema, a prostituição, “de volta à baila” pois, eu bem sei o quanto isso é grave.

Eu vivi, como DJ, boa parte da minha vida dentro de, eufemicamente falando, casas de tolerância.

Quando eu saí de casa, tangido à rua literalmente pelo terror, pelo medo de morrer chicoteado, pois seria isso o que teria acontecido se eu não fugisse, eu teria sido espancado, provavelmente até à morte. Em breve eu porei um texto contando como e o porquê de eu saber disso digamos, com antecedência.

Ser Profissional do Sexo não é crime. Crime é explorar e propiciar a prostituiçãoO fato é que, como morador de rua eu caí em ratoeiras que eu preferiria não me lembrar, mas recordo e, pelo bem e pelo mal, foi em um prostíbulo, na verdade no poço do elevador do prostíbulo, abaixo do elevador, enrolado num “carpete” úmido, cheirando a mofo, e eu me enrolei naquele carpete muito feliz, pois ele era a alternativa possível à morte. Por que o responsável pela “segurança noturna” do prédio, na verdade um “puteiro”  – isso dá um outro texto sobre uma coisa que, eu creio, só exista assim e com este nome, em sampa – me recebeu depois de relutar entre o medo de uma batida noturna ao puteiro (eu tive pudores de escrever a palavra uma vez, depois, depois….. rs, rs….) ou minha morte, na porta do prédio, pelo frio e pela chuva daquela noite, uma noite em que Deus quis fazer uma espécie de “rádio-mix” do Dilúvio e ele escolheu não me deixar morrer, pois foi com este argumento, um nome bonito para chantagem emocional, que eu o forcei:

-”Se o senhor não vai abrir a porta, eu não tenho (absoluta verdade) a ninguém mais para recorrer (*não foram estas as palavras) e, então, FODA-SE, eu vou sentar aqui do na sua porta e a polícia lhe perguntará o porquê de eu estar aqui”!

Fátima

Minha vida é e sempre foi isso. Bem, a esta altura da vida não há mais dúvidas com relação ao futuro. Encontrei alguém que me ama verdadeiramente, do modo que sou, pedindo pequenas adaptações. É um casamento de 16 anos, mas um relacionamento de 21 anos! E, sobre este dado, não há nada que eu quisesse mudar, a não ser o timing! Se pudéssemos ter nos encontrado aos 24 anos… e aí começa, se eu tivesse dito a coisa certa para Vera, e eu não tivesse me iludido com uma certa ordinária que me açoitou para que eu abandonasse minha verdadeira daqueles tempos, em nome de um amor que nunca existiu, pois não resistiu, sequer, à primeira lufada de vento… se… e se… e se…. FODAM-SE as hipóteses. Estou aqui, alive and kicking. Vivo e saltando, mesmo tendo perdido parte dos movimentos da mão esquerda eu encontrei, não sei como, um modo de poder usar o indicador da mão esquerda para digitar e, assim, minha “produtividade permanece igual. Labirinto? Hipóteses? Creio que sim, todo mundo vive dentro de um destes. E foi por estes caminhos que encontrei Mara! Longa Vida ao Criador do Labirinto

Covardia absoluta da minha parte, e ele cedeu. Mas eu contei esta historieta apenas ara ilustrar para vocês que, como eu cresci dentro do ambiente da prostituição, vivi dentro deste ambiente, “me criei”, e fui criado, nas ruas e pelas ruas, vendo a prostituição grassar tal e qual fogo sob a tundra e, quando Fátima, a Moça do Rosto Queimado por Ácido, e me abriu as portas da há muito fechada Boate Louvre, que ficava na Rua Major Sertório, 178 a prostituição era, para mim, o único modo de vida conhecido.

Sem transferências de “culpas” ou “responsabilidades”. What Is Done Is Done – o Que Está feito Está Feito e, eu mais sinto do que vejo, talvez este tenha sido este O Plano do Arquiteto”. Eu não sei.

A grande verdade é que quando eu entrei no Louvre, para lavar pratos,m eu estava dando “o último passo” em direção àquilo que, digamos, seria, entre muitas hipóteses dentro do “Labirinto das Hipóteses” que é esta coisa, que eu chamo de minha vida, cujo real significado começou em um mês de 1997 quando, na salinha de chat para soropositivos no UOL, uma conquista do “Hércules”, conforme foi contado a mim por Lunaluz, uma pessoa tão importante e, parece-me, estamos destinados ao desencontro, ele batalhou pela criação da sala de “Bate-Papo”, uma mídia tão importante no final da Década de 90 do Século XX, que me deu a importantíssima, maravilhosa, e impossível de ser objetivável oportunidade de conhecer Mara, minha Esposa sem a qual eu sequer ainda estaria vivo….

Diálogo com o Delegado

Voltando ao Louvre e à prostituição, eu via, sim, com absoluta naturalidade a prostituição e, cada pessoa que opta por isso é, na verdade, uma pessoa que foi literalmente colocada ali, diante de sua última possibilidade de escolha, como aquela mulher tão linda, de uns trinta e poucos anos, que eu cantei e que me explicou não estar ali “para brincadeiras”, pois ela tinha os pais com Alzheimer e um casal de filhos com Síndrome de Down  e abandonada por um covarde (opinião pessoal minha formada instantâneamente naquela noite) que foi seu marido (Não Julgueis). Mas a Exploração da Prostituição, sempre foi um problema para mim e, mesmo assim, eu, querendo admitir ou não, vivi às custas disso, mesmo que de “maneira indireta, e mesmo um juiz me explicou que, se preso ali, em uma hipotética batida policial, eu “entraria (palavra dele) como vítima”.

Diante de minha perplexidade ele prosseguiu:

-”Veja bem, você considera a exploração da prostituição normal”?

Réu confesso, mais por instinto do que por “nobreza de caráter” eu disse:

-”Não”!

-”Pois é…. E eu tenho certeza que você não sabe fazer outra coisa além de trabalhar como sonoplasta!

-”Eu sei quebrar gelo”!

-”Para gelar as cervejas que serão vendidas na boate, não é?

Ele sorriu. E eu murchei envergonhado na cadeira….

-”Você não entende ainda (eu tinha 19 anos), mas você é, sim, vítima de um Sistema que alicia para a prostituição menores e maiores de idade fazendo anúncios em jornais de outras cidades, principalmente cidades de médio e pequeno porte, com anúncios falando de empregos em cargos como “garçonete”, “recepcionistas” e com retiradas financeiras semanais de valores extremamente atraentes (eu traduzo isso aqui, para esta época, em 2018 – Coice de 10.000,00/semana ou mais) e elas vêm. Algumas estão, apesar e belas (eu não sei o que ele quis dizer com isso) vivem em extrema pobreza e, se algumas entendem o que está acontecendo e acabam por pensar: “Não tendo tú, vai tú mesmo“ e ficam! Mas há, infelizmente, aquelas que, não tendo dinheiro para voltar, não tendo a quem pedir (na época telefone era coisa de rico e eu conheci uma pessoa que, “negociando telefones” adquiriu três apartamentos em sistemas de Habitação Popular (ele morreu há quase 9 anos e tudo isso aconteceu há mais de vinte anos) e os alugou.

Precavido, ele observava e monitorava aquilo que eu chamarei de “o movimento” e, com alguma surpreendente precocidade ele vendeu os três e, com todo o dinheiro que ele fez, incluindo o que fez com as ações da antiga TELESP, que eram adquiridas com a compra da linha telefônica, ele comprou um carro respeitável (sic) e um imóvel numa área privilegiadíssima de sampa.

Voltando…

Algumas, a maioria delas, não tinha nada mais do que a “roupa do corpo” e, sem saída, submetiam-se a isso.

Vagão Plaza: Antro de Prostituição e,infelimente, de alguma forma é infelizmente, mas eu trabalhei ai

Este é o Vagão Plaza, num dia em que eu já não fazia mais “parte disso”. Lá ao fundo, em fumê, a cabine de som. Era de lá que eu fazia as minhas mixagens – Those are the days

E se você me perguntar o porquê de elas não aproveitarem o primeiro valor “ganho” para ir embora, eu digo que há uma razão para isso, quando a há.

A casa noturna recebia os valores e os detinham até a madrugada do sábado para o domingo.

E o porquê de elas ficarem, eu não teria como explicar isso, pois cada caso é um caso e de sessenta a setenta por cento das que vinham, ficavam.

Para mim, quando eu entrei na Boate Louvre, com pouco mais de 17 anos e seis meses, a prostituição era “lugar-comum”!

E, como eu tinha amargado “pacas” e pacas, eu passei a “tirar o atraso”.

E eu continuo isso em outro momento, a verdade é que eu me excedi, viajei no tempo, não na maionese e, se eu tenho algo mais a dizer sobre esta coisa, a prostituição é que, embora eu vivesse com naturalidade dentro do ambiente, as três mulheres com as quais eu vivi, e não vivi, nunca, mais de três anos, eu as “tirei da noite” e, se por uma razão ou por outra elas me odeiem, elas também sabe que, de uma forma ou de outra, algo de bom eu deixei para elas e, isso, só eu e elas, cada uma de minhas “pares”, sabem o que é….

O que eu desejo colocar é que, até mais ou menos dezessete anos atrás eu ainda considerava a prostituição uma coisa “cabível em minha vida, no sentido de contratar (…) uma garota de programas, posto que, na minha opinião, nada seria melhor que os bem pagos e bem prestados serviços de uma profissional do ramo.

Ledo engano

Nunca foi tão fácil rimar!

Abaixo, o texto que me obrigou a escrever este pequeno ensaio sobre prostituição

A prostituição no Brasil é uma atividade profissional reconhecida pelo Ministério do Trabalho 1 que não possui restrições legais enquanto praticada por adultos.2 No país, o turismo sexual é um problema apontado tanto pelo governo local quanto órgãos internacionais, como a UNICEF no caso da prostituição infantil, problema que atingia mais de 1000 municípios e cerca de meio milhão de crianças em levantamentos de 2005.3 4 5 Desde 2004, o crime de prostituição de crianças e adolescentes tem aumentado, o que levou o governo a lançar diversas campanhas governamentais contra a prostituição infantil.4 6 7

O relatório de 2010 do Departamento de Estado dos Estados Unidos cita o Brasil como “fonte de homens, mulheres, meninos e meninas para prostituição forçada no país e no exterior”. O levantamento inclui o trabalho forçado relacionado ao tráfico de mulheres feito por organizações criminosas de Goiás de onde partem meninas e mulheres para países como Espanha, Itália, Reino Unido, Portugal, Suíça, França, Estados Unidos e Japão. Também há indícios de formação de redes de prostituição forçada em países vizinhos como Suriname, Guiana Francesa, Venezuela e Paraguai.8

Na Espanha e Rússia organizações criminosas estão montadas para o tráfico sexual forçado de brasileiras e também de brasileiros.8

Prostituição e exploração sexual de menores

Um balanço da Polícia Rodoviária Federal divulgado em 2010 aponta a existência de 1.820 pontos de risco de exploração sexual de crianças e adolescentes no país, sendo 67,5% deles localizados em áreas urbanas. Os locais não necessariamente indicam a prostituição, mas o de elementos catalisadores como bebida alcoólica, presença de iluminação e escassa atuação de conselhos tutelares.9

Propagandas comuns de prostitutas no Brasil

A maior concentração está no Nordeste, com 545, seguida pela região Sul com 399 pontos de risco. Em seguida vêm as regiões Sudeste, com 371, o Centro-Oeste, com 281 pontos. A região Norte, com 224 pontos, é a última do ranking.10

Prostituição na Internet

Hoje são cada vez mais comuns os sites que divulgam o trabalho de garotas de programa. Muitas optam por construir blogs próprios a fim de evitarem os pagamentos mensais, quinzenais ou até semanais para a divulgação de suas fotos em site especializados. Outras preferem o retorno mais garantido que o anúncio em sites específicos promete dar.

Ferramentas de busca e comentário dos trabalhos das acompanhantes 11 têm ganho notoriedade nos últimos anos, recebendo, por parte de seus usuários, um status de órgãos reguladores da atividade no país. Na prática, em sites desse tipo, os clientes podem averiguar se as acompanhantes pretendidas são bem avaliadas por seus usuários habituais, tendo um parâmetro de como funcionam seus serviços e até dos preços que se pode esperar pagar. Também trocam informações entre si sobre a veracidade das fotos e informações prestadas nestes sites.12

Ver também

Referências

  1. Ministério do Trabalho e Emprego. 5198 :: Profissionais do sexo. Classificação Brasileira de Ocupações. mtecbo.gov.br. Página visitada em 18 de abril de 2012.
  2. a b Direitos humanos e trabalho no Brasil (em inglês). U.S. Department of State. Página visitada em 28 de junho de 2011.
  3. Mapas da prostituição infantil no Brasil (em inglês). BBC News (27 de janeiro de 2005). Página visitada em 28 de junho de 2011.
  4. a b [ligação inativa]Protectionproject.org Brasil (em inglês).
  5. Brasil reprime prostituição infantil (em inglês). San Francisco Chronicle (5 de fevereiro de 2005). Página visitada em 28 de junho de 2011.
  6. Brasil luta contra o turismo sexual durante o Carnaval (em inglês). China Daily (12 de fevereiro de 2004). Página visitada em 28 de junho de 2011.
  7. Brasil trava luta contra turismo sexual (em inglês). BBC News (2 de dezembro de 2004). Página visitada em 28 de junho de 2011.
  8. a b U.S. Departmet of State. (14 de junho de 2010). Trafic in Persons 2010 Country Narratives, acesso em 15 de junho de 2010
  9. Folha de S.Paulo. (6 de outubro de 2010). Levantamento aponta 1.820 áreas de risco de exploração sexual nas estradas federais, acesso em 6 de outubro de 2010
  10. Desidério, Mariana. (6 de outubro de 2010). Nordeste é região com mais pontos de risco de exploração sexual infantil, acesso em 6 de outubro de 2010
  11. Acompanhantes pagar por posição de destaque em sites de Escorts. http://escortsvogue.com (2010-04-16). Página visitada em 2010-04-12.
  12. Maioria dos clientes não confiam em blogs particulares de escorts e acompanhantes. bellaspacompanhantes.com (2010-04-16). Página visitada em 2010-04-16.

Ligações externas

Nota do editor de soropositivo.org

Minha cruzada é contra a prostituição infantil e o abuso sexual a menores de idade. Conheci muitas vítimas “disso” e todas as pessoas que, um dia, só Deus sabe o porquê, mas, geralmente porque eu as apanhava com documentos, numa época onde eu trabalhava como DJ e me sobrava o acúnulo de cargo com um título sonoro de “CHEFE DE BAILARINAS” (a PUTA QUE ME PARIU, CATSO”!

E sim, neste aspecto eu me sinto vítima, pois ou eu acumulava outra função ou RUA!

E, o fato é que, a despeitpo de tudo e, como “chfe ddelas! 

Uma vez que a pessoa alcança, com condições, a idade madura e decide se prostituir tudo corre por conta de seu livre-arbítrio.

Uma menina de 12 anos não tem condições intelectuais e/ou morais/emocionais para sequer entender o que é isso. Que se diria então sobre escolher se sim, ou se não.

[text_type_vc align=”center” typespeed=”280″ backspeed=”2000″ before=”Vocês podem não crer” after=”Mas eu criei (…) isso agora”]Olha Só

Muita Menina Acredita

Que Está Só

Em Tal Dolorosa Desdita

E Ela Se Vê Na Necessidade  Cheirar Pó

Droga Maldita

Para Aguentar Teu Marido, Que Se Sente Só…..[/text_type_vc]

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