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Indetectável no Sangue pode Não Ser Indetectável no Sêmen

Indetectável no Sangue pode Não Ser Indetectável no Sêmen

 

Indetectável = Intransmissível?É melhor que você leia!

indetectável = Intransmissível?

Um estudo de 101 homens gays na clínica de HIV Fenway Health em Boston, EUA (Politch) descobriu que um quarto dos homens com cargas virais indetectáveis ​​no sangue, no entanto, tinham detectável HIV em seu sêmen.

Embora a carga viral seminal nesses homens tenha sido baixa (média de 200 cópias / ml), os pesquisadores sugerem que isso ainda é suficiente para ser uma das explicações para a transmissão contínua em gays, apesar de uma alta proporção de terapia anti-retroviral.

Houve uma associação muito forte entre o HIV detectável no sêmen e com uma infecção sexualmente transmissível (DST) atual. Seis dos oito homens cujo HIV era indetectável no sangue, mas detectável no sêmen (chamado de discordante viral), apresentavam uma DST uretral. Após o ajuste para outros fatores, os pesquisadores concluíram que os homens que tiveram um DST e / ou uretrite foram 29 vezes mais propensos a ter discordância viral.

No estudo de Boston, os participantes tinham em média 43 anos e três quartos eram brancos. Todos estavam em terapia antirretroviral (TARV) há mais de três meses e 80% há mais de um ano.

Quase três quartos foram CONSIDERADOS EM ALTO RISCO DE CONTRAIR UMA DST PORQUE TIVERAM RELAÇÕES SEXUAIS DESPROTEGIDAS NOS ÚLTIMOS TRÊS MESES. Porque não é só de AIDS que falamos. Falamos sobre:

  • Hepatite C
  • Sífilis
  • Gonorreia (Que esta se tornando, por conta deste tipo de ABUSO – No caso de antibióticos – Incurável)

Quem já teve gonorréia sabe como é a sensação de urinar lava vulcânica pela uretra! 🙂

Nove dos homens foram diagnosticados com uma DST (gonorreia, sífilis, clamídia ou uretrite não gonocócica – dói à beça digo eu) e 24 tinham leucocitospermia ou glóbulos brancos do sistema imunológico no esperma, indicativos de inflamação uretral.

Dezoito dos 101 homens tinham uma carga viral detectável no sangue; a sua carga viral mediana no plasma sanguíneo era de 560 cópias / ml e variava entre 80 e 640.000 cópias / ml. Nove desses 18 homens também tinham HIV detectável em seu sêmen (50%).

DOS 83 HOMENS SEM HIV DETECTÁVEL NO SANGUE, 21 (25%) TINHAM HIV DETECTÁVEL NO SÊMEN. A CARGA VIRAL SEMINAL MEDIANA NESSES HOMENS FOI DE 200 CÓPIAS / ML E VARIA DE 80 A 2560 CÓPIAS / ML.  

Além de ter uma DST, na análise multivariada, dois outros fatores permaneceram fortemente associados com a detecção de HIV no sêmen em homens sem sangue no sêmen. Níveis elevados da citocina inflamatória TNF-α associaram-se a um risco 14 vezes maior de carga viral seminal discordante, tendo tido sexo anal insertivo desprotegido (sendo ‘ATIVO’), o que foi associado a um risco mais de sete vezes maior

Um estudo de 2008 de São Francisco (Butler) descobriu que a carga viral seminal média em homens transmitindo HIV para parceiros era de apenas 4300 cópias / ml e a mais baixa era de 110 cópias / ml.

E, por outra via em um estudo de 2009 de Brighton no Reino Unido (Fisher) encontrou Infecções por HIV em homens gays que comparadas por genotipagem revelaram que duas das 41 transmissões de HIV (5%) eram de homens com uma carga viral aparentemente indetectável.

No entanto, estudos sobre a vinculação entre carga viral e transmissão encontram  dificuldade em localizar transmissores em uma coorte de homens gays com múltiplos parceiros onde a carga viral só pôde ser mensurada meses após a transmissão (no estudo de Butler, a diferença média entre teste de transmissão e carga viral foi de 103 dias).

Um aspecto interessante deste estudo foi o maior risco de carga viral seminal associada ao sexo insertivo desprotegido. Os pesquisadores sugerem que a uretrite nestes homossexuais soropositivos pode ser causada por infecções com bactérias fecais adquiridas durante o relação sexual anal insertiva  ou até mesmo que o vírus detectado possa ter sido transmitido passivamente a vírus de outros homossexuais soropositivos para o HIV.

De qualquer forma, isso tenderia a aumentar a infectividade de homens HIV positivos se eles tivessem sexo insertivo com homens negativos. E eu, Cláudio, devo lembrar que não é raro, quer seja por vergonha, ou mesmo (por que não o dizer?) perversidade, podem mentir aos pesquisadores e médicos!

Eu já fiz isso no passado! Às vezes às vezes por vergonha, em certas ocasiões até mesmo por não confiar na “Entidade Clínica presente de mim, visivelmente impactados pela Síndrome da Deidade Megalonâmica

E eu já li a respeito e, peço desculpas, não tive tempo para traduzir estes textos, mas eu acabarei por fazê-lo, cedo ou tarde, é meu jeito de ser

… assim como os homens heterossexuais de ‘baixo risco’ um em 16

Se as DSTs estiverem linkadas ao HIV seminal, pode-se supor que homens de baixo risco infeccioso com níveis sangüíneos indetectáveis ​​de HIV não o teriam em seu sêmen.

No entanto, outro estudo da França (Lambert-Niclot), com homens heterossexuais HIV positivos em relacionamentos estáveis ​​que buscavam a lavagem de espermatozóides, descobriu que 20 de 304 homens (6,6%) tinham HIV em seu líquido seminal.

O estudo foi longitudinal, com 304 homens heterossexuais que compareceram a uma clínica na França, em busca de lavagem de esperma para a concepção entre 2001 e 2011. Entres estes homens entre forneceram 628 amostras pareadas de sangue e sêmen, o HIV foi detectado em 107 amostras de sangue (17%) e 49 amostras seminais (8%). Durante este período, 20 participantes (6,6%) forneceram pelo menos uma amostra pareada em que o HIV era indetectável no sangue (abaixo de 40 cópias / ml), mas detectável no sémen. A carga viral seminal variou de 135 a 2365 cópias / ml nessas amostras. (Dá para arriscar?)

A proporção de homens com uma carga viral seminal discordante não variou ao longo do tempo, apesar do desenvolvimento de regimes de HIV mais sofisticados e potentes.

Ambos os estudos alertam que homens com resultados de carga viral indetectável ​​não devem assumir que não são infecciosos e devem ser advertidos de que o tratamento do HIV não parece reduzir o risco de transmissão do HIV ao nível zero.

 

Eum Cláudio, considero a postura de pensar-me indetectável como não transmissível como temerária de minha parte.

E desta forma….

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Olá. Você clica aqui e fala comigo, Cláudio Souza. No blog tem tudo o que você precisa sabere. Eu já tentei fazer isso contando com a boa vontade de cada um. Isso é um trabalho, e eu passarei a vivenciá-lo assim: Você precisa por a mão na consciencia e me ajudar, pois de ma forma ou e outra, estando aqui, eu ajudo vocês