Ter HIV E Ir Tocando o Enterro! A Caminho da Luz!!!…

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HIV

Uma pessoa Com HIV me procurou pelo whats app e me disse algo mais ou menos assim:

 

A vida é curta para se guardar magoas das pessoas, não abraçar não dizer o quão importante são.

O amanhã pode não chegar e vc não disse o que queria…

 

Eu comecei a responder e, quando vi o tamanho do texto, pensei que ele poderia, e aqui está, “render um render um post (sic).

E eu trouxe o início da resposta e continuei “o trabalho”, como se segue abaixo.

Não é apenas o amanhã que não pode chegar.

Não sabemos, a cada segundo, se teremos outro e, sim, o HIV nos modifica e ensina-nos o HIV nos modifica e ensina-nos humildade

A mim, que apareci e fui “descoberto publicamente” o HIV também mostrou quantos amigos eu, na verdade, não tinha. E esta é uma triste dor.

Bipolaridade e HIV – Este Sou Eu!.

Eu passei um tempo sob tratamento para o dito Transtorno Afetivo Bipolar e, de quebra, um segundo diagnóstico, na minha opinião, gravíssimo: “Transtorno da Personalidade limítrofe”.

O popular pavio curto. Isso me gerou um sem número de inimigos e, mesmo hoje, quase 30 anos depois, eu simplesmente ainda tenho algumas pessoas que me odeiam e eu não posso a dizer elas:

“Desculpe-me, eu estava com um transtorno psiquiátrico”!

Em um mundo perfeito a frase acima faria sentido. Mas em um mundo perfeito não háem um mundo perfeito não há transtornos psiquiátricos!

A verdade é, “what done is done. O que está feito está feito” e eu sei bem o que fiz e entendo, perfeitamente, o que eles sentem porque, no crescimento da minha reforma íntima, ainda não terminada e que certamente não conseguirei fazer nesta vida me trouxe “a coisa” que possibilitou que você me encontrasse:

“Empatia – Não foi o HIV que me deu isso. Mas A despertou”.

Todos terminamos iguais
Omni Similis Sumus

É fácil para mim entender os quês e porquês de as pessoas me procurarem quando têm medo, na verdade estão aterrorizadas (o nível de desinformação é elevadíssimo) e que creem que, depois de quatro semanas, já estão sujeitos (e nem sabem se portam HIV) a doenças oportunistas e, por mais que eu tente, tente, tente e tente, as pessoas parecem não conseguir recuperar a razão pura e simplesmente porque estão “aterrorizadas”.

 

Eu não vou mentir e dizer que a vida com HIV é como “um passeio à a vida com HIV é como “um passeio à praça”.

A bem da verdade viver com HIV está muito mais parecido com as filas que, agora e finalmente agora, decidiram-se a tomar a vacina da febre amarela. Depois de muito “nem te ligo”, veio o pânico!

Com o HIV, seja na ponte em que se atravessa lenta e dolorosamente com a dúvida cruel, ó dúvida cruel da janela imunológica eterna, ou na sala dos “já e finalmente diagnosticados”, se conjuga o verbo temer (perdão pela má palavra, Catso), o verbo arrepender, o verbo sofrer, o verbo duvidar e o verbo desesperar, dentre outros.

Bem, é como eu disse… O que está feito, está feito.

Eu assisto a algumas séries da Netflix, e recomendo Downton Abbey e “Godless” ( a história de redenção de um homem com o qual, pretensiosamente, eu me identifiquei, e vejo às vezes um personagem que para, diante do desastre iminente e que olha, através do fio tênue da  lâmpada da memória (Vinicius de Moraes) e olha para aquele momento, onde ele tomou, porque quis ou porque não havia mais o que fazer, uma determinada decisão e pensa, desesperadamente na ânsia de poder ter a oportunidade de voltar no tempo e “avisar a si próprio” para que não cometa “tal erro”.

Isso geraria um paradoxo impossível de se deslindar onde a pessoa que volta um paradoxo impossível de se deslindar onde a pessoa que volta simplesmente para dar a você que me lê uma base para suas ilações, não poderia existir porque o aviso, uma vez seguido, extinguiria o precursor do alarme…(…).

E, eu tenho certeza, não nos é factível voltar no tempo, pois só Barry Allen pode checar em “Mach 3”… E a cada vez que ele vai lá e altera algo, mais uma vez, e mais uma vez ele só aumenta a merda que ele espalha, tentando “ajudar”…

Enfim, depois que contraímos HIV tudo o que nos resta é exatamente isso:

“Aceitar sua vida como ela é e procurar melhora-la com paciência” (Emmanuel por Chico Xavier) e, como dizia meu irmão, a quem tanto eu amei e me apunhalou pelas costas,me apunhalou pelas costas, me disse que tínhamos de tocar o enterro, numa metáfora impressionantemente correta que diz que o enterro (eu prefiro sepultamento) é algo que, uma vez iniciado, terá de ser tocado até o fim, por mais que nos doa sepultar a pessoa que tanto amamos porque não podemos “simplesmente larga-las aos abutres e outros carniceiros” (que triste visão).

E é mais ou menos isso.

Nada nos resta senão tocar o enterro, um dia de cada vez e, em momentos de maior angústia, talvez toca-lo na taxa de um segundo por vez, lenta e paulatinamente até que todas as possibilidades se esgotem, e nós não temos como prever ou ao menos imaginar como, quando ou onde isso termina (se é que termina) e, mesmo assim, continuar vivendo.

Fazendo planos para o Fazendo planos para o futuro como o meu já anunciado desejo de ver como será a minha cidade amada, São Paulo, completar 475 anos, se, dentre outros fatores, este louco: Kim Jong-un,não apertar o botão que ele diz ter em sua mesa (guardai-nos disso Senhor), e aquele outro FDP, (pato?) Donald Trump, também não fazer nenhum “trepeça” maior do que as que ele tem feito sistematicamente.

 

Vamos viver, porque é bem como o Gonzaguinha:

Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é bonita, é bonita e é a pureza da resposta das crianças, é bonita, é bonita e é bonita! No gogó…

 

É bem isso. Não tenha aquela triste tristeza de ser um Eterno Aprendiz!

 

Jesus disse à multidão:

-“Sois deuses”…

E Saulo de Tarso ratificou

-“Somos irmãos do Cristo e, por tanto, Coerdeiros do Cristo”

 

Pensem um pouco nisso!😊

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