Banalização da AIDS: Aos descuidados que não usam camisinha….

Olá pessoal, em especial os descuidados que não usam camisinha, sejam bem vindos à leitura deste artigo.

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Esta Empresa Reconhece meu trabalho!

Eu e minha Maroca pensamos muito em vocês, que nos procuram, alguns apenas para dirimir uma dúvida. Outros, para acompanhar o trabalho, por esta, aquela ou, ainda, aquela outra razão como, por exemplo, a moça que se conectou à mim, porque, ela disse, que admira (creio, mas não ouso afirmar, que ela disse “amo seu trabalho”) meu trabalho e desta forma ligou-se a mim e até mesmo fez um aporte monetário, que tantas vezes eu preciso e não encontro!

Eu tenho alguns amigos, aos quais eu fiz um último pedido de ajuda, pois eles já ajudaram demais!

Ela se conectou ao meu perfil, na Ilha da Fantasia

Pois é, os visitantes leais, de todos os meses, representam um contingente de mais ou menos 15.000 pessoas e, bem sei, há outros blogs e sites com um número maior de visitantes leais! E eu gosto disso porque quando comecei, no anos 2000, e eu ainda contarei algo para vocês a respeito do ano dois mil e uma contagem regressiva que havia no portal de entrada de uma certa empresa.

Mas deixe-me assestar o rumo e ir ao ponto.

Eu vejo muita coisa aqui e percebo um padrão de comportamento que não beira, é virtualmente suicida. E eu creio que, em parte, este comportamento baseado na confiança de se ter tratamento para a infecção por HIV, que trás uma sensação equivocadíssima de segurança. Eu tenho um screenshot da tela de outro blog onde uma pessoa literalmente sem noção que diz assim

😡😤Só um comprimidinho disse alguém, é, infelizmente, mais uma pessoa trazendo a banalização da AIDS.  Tornado uma questão de Saúde Pública uma coisa rasa. 😡😤

Este link acima abre em outra aba!

Eu não preciso ir longe. As bactérias estão cada vez mais resistentes aos antibióticos e elas não precisaram de cem anos para se adaptarem.

E o meu ilustre hóspede? Por onde e para onde ele vai?

É por isso que eu não gosto da ideia da PrEP, embora seja quase um dever de ofício publicar eu sempre coloco PrEP, mas não é só isso. Mas este é assunto para outro artigo. Na minha opinião, PrEP é muito boa para quem fabrica remédio.

E é por isso, e outras coisas, que eles me amam tanto.

Cura para 2020?

90-90-90?

Tudo isso é mote a outro artigo, que, agora que Deus me levou os movimentos da mão esquerda, eu finalmente resolvi voltar a escrever.

E aí Zé? Como você reage?
Deus
Deus Ilumina a tudo e a todos. Deus não capacita escolhidos nem escolhe os capacitados! Deus nos observa, torce pelo nosso sucesso, chorando por nossas dores, porque Deus Nos Ama

Em um sábado eu estava numa reunião com a Fernanda Nigro e disse a ela que quando eu me vi sem os movimentos da mão esquerda foi como se Deus abrisse a janela da varanda, olhasse aqui para baixo, para mim e dissesse:

E aí Zé?! Tirei sua mão esquerda! Como é que você se vira?

E eu respondi:

Assim!!!

E continuei trabalhando…

A coisa do comprimidinho, o paspanata banalizando a AIDS me causou um certo furor uterino. E, observem, foram feitas muitas ressonâncias magnéticas e tomografias, o útero nunca foi visto. MAS ESTÁ LÁ SIM!

É, pode ser. Mas por quanto tempo.

O comprimidinho em questão tem um considerável conjunto de “efeitos adversos” que, falando sério, com base nos parâmetros de comparação nossa, o’grupo que completou e ultrapassa os cinquenta anos vivendo e convivendo com o HIV que me faz pensar que vocês estão tomando suco de frutas e e não é bem assim!

E, todavia, ele tem um, muito ruim, ruim mesmo. Ele tem a propriedade desastrosa de gerar comportamento suicida. E eu, que perdi as contas de quantas tentativas de suicídio que cometi, e a maior parte deles porque eu estava a menos de setenta e duas horas de perder o blog de uma vez por todas e “para sempre”. Esta idéia me aterroriza pois, além de ter a Mara para cuidar de mim e a Mara tem a mim, para cuidar dela, eu tenho vocês para cuidar.

 

É sério, eu me preocupo com vocês.

E é por isso que estou escrevendo. Vejam, nós não temos a garantia de que “sempre haverá tratamento”. Há países onde não há tratamento e, na África, onde campeia a AIDS (não a infecção por HIV) não há tratamento e nós nunca saberemos o que a “vontade política”, que, por exemplo, permitiu um aumento de 10% no custo de planos de saúde, que me faz pagar mais de R$ 2,50 em um litro de leite, pode ser a mesma que estabeleça, ainda hoje, que o tratamento acaba agora!

Vejam, provado está que é “muito mais barato” tratar a pessoa portadora de HIV enquanto ela está saudável (…) do que ajudá-la a sobreviver sem sofrimentos maiores, até que ela, finalmente, morra! Pois, naqueles dias, as coisas eram assim.

 

Beto Volpe E O Grupo da Depressão

 

Na última vez encontrei o Beto, lá no vão livre do MASP, na Paulista, em um destes “primeiros de dezembros” ele me contou que ele participava de um grupo que ele apelidou de o grupo da depressão. E isso se deu porque as reuniões eram mensais e a cada novo encontro, menos gente compareceu, e não eram faltas temporárias, eram vidas que se perderam!

Ou a decisão pode ser outra:

“Quem está em tratamento, permanece em tratamento.

Não é um cenário Sinistro?

 

Eu assim o vejo! Sinistrissimo! 

Especialmente para quem não está em tratamento e, vejam, o contingente, chamemos assim, de pessoas vivendo com HIV é uma coisa avassaladora.

Quem não está, não será tratado, a menos que sua contagem de CD4 seja abaixo de, hipotecando, imaginamos 350!

Só quando se desenvolver AIDS é que o tratamento se inicia e, da boca dela poderia sair:

Ah é! Dane-se o estudo START, estamos em “tempos de austeridade” e você podia ter evitado isso usando camisinha.

E eu creio que teríamos de recomeçar uma luta que já foi vencida! Pow!

Assim, eu sugiro a vocês que deixem de usar desculpas vazias e do trá-lá-lá (este é o “grito de guerra do “Super-Pateta”, e previnam-se.

Verossímil E Soturno

 

Vejam só.

Uma pessoa observou algo diferente, porém verossímil e soturno.

O mundo está em crise, uma crise planetária em todos os sentidos.

  1. A Guerra na Síria, único legado da “Primavera Árabe”
  2. Refugiados vítimas de naufrágios.
  3. A eterna má vontade e péssima convivência planetária entre “Cristãos e Muçulmanos”. With what end?
  4. A crise do ecossistema com a falta de água potável
  5. O Degelo das calotas polares
  6. O sistema financeiro que ninguém realmente sabe como funciona

Eu poderia ir longe com estas coisas. Eu tenho um amigo que, anos atrás, me concedeu a graça de me auxiliar com R$ 3.000,00!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Pois é: Ele me deu o dinheiro de boa vontade e com amor no coração, eu sei disso.

Mas nem ele, e nem eu, vimos o “dinheiro”, em “espécie…

Seu dinheiro não está num cofre, guardado por trinta mil olhos.

Seu dinheiro é uma sequência de caracteres que representa um montante que você supõe que tem, porque fez jus a isso, trabalhando 35 anos de sua vida.

E no frigir dos ovos, você, que ganhou o bastante para ter imposto de renda “retido na fonte”, que é praticamente levar o seu dinheiro, como diz o malandro, na mão grande, com a promessa ambígua e caprichosa de te devolver, lá no outro ano, o que eles tiverem raspado  “a mais”. E eu te pergunto:

 

Você tem certeza que viverá o bastante para receber esta devolução?

Não! Ninguém tem!

Simples assim! Eu não sei se estarei vivo para terminar este texto!

E menos ainda se eu estarei vivo amanhã, domingo, dia 28

E assim tem sido a vida. Uma entidade estética alicerçada em bits e bytes que qualquer pessoa mais bem dotada de conhecimentos de uso de ferramentas de acesso remoto e com a determinação de levar tudo, de uma vez, e de uma vez por todas.

E você se fia na existência de um tratamento que  é complicado e difíuciul de ser mantido, eu temo que isso possa acabar, ou mudar de modo. Conversei com uma fonte minha e ela me disse que, aqui em São Paulo, maiorm mais rica e mais habitada cidade do país esta havendo “Fra-cio-na-men-to” da medicação!

Quase 1/4 de Século com HIV

Eu estou bem perto de completar 25 anos de vivência com HIV e a maior parte deste texto está sendo digitada com a minha mão direita pois, há mais ou menos quinze dias, eu acordei com a esmagadora maioria dos movimentos de minha mão esquerda, tinham desaparecido e, até agora, ela não os recuperou e, baseado no laudo da eletroneuromiografia que eu fiz em um outro dia, um exame agradabilíssimo de se fazer, cerca de 40 minutos tomando choques elétricos e agulhadas em meus nervos, isso aparenta ser algo irreversível e ainda não diagnosticável, e, assim, eu terei de passar mais quarenta minutos com descargas elétricas! Eu parei de contar em mais de quatrocentas!

 

Estupidez Minha A De Estar Vivendo Com HIV

 

Cada caso é um caso, mas o meu eu sei os”comos e os porquês” de ter contraído HIV. Eu sofria de imensa carência afetiva, embora eu fosse o DJ, o bam, bam, bam, que ganhava dinheiro a rodo, e gastava aos baldes. Mulher, mulheres, mulheres e mulheres num carnaval sem fim até BUM!

 

E, em 1994, não havia tratamento. E eu recebi um prognóstico de sobrevivência de seis meses! E, se nossos temores e terrores se realizarem, talvez você possa ser colocado cara a cara com a morte, assim como eu e Mara, no passado.

Pense em si vivendo sob este ângulo, colocado dentro desta expectativa.

E, vejam, não temos nenhuma fonte privilegiada de informações. Capturamos isso, simultaneamente, no inconsciente coletivo de Jung, embora eu prefira Freud! Minha analista é Freudiana e eu só posso ser atendido por ela porque ela tem um grande amor à huanidade e vê, melhor que todos, a triste dor que se instalou em mim

 

O Efeito Orloff – “Eu sou você amanhã”

 

Eu gosto muito de vocês e, se eu posso valer-me, de minha experiência pessoal, eu atesto e dou fé:

Eu amo viver! Mesmo com todas estas complicações. Eu creio ter dito, na entrevista para a Qual ESPM gentilmente me convidou, que lá, em 1994, quando eu cheguei aos portais do Centre de Referência e Treinamento – AIDS (maldito seja aquele cartão de consultas médicas com isso escrito) eu vi, logo na entrada, numa cadeira de rodas que eu vi, perfeitamente, que a cadeira tinha a finalidade de proporcionar o maior conforto e tentar evitar a formação de escaras. Eu tive escaras e sei o quanto cada uma delas,  eu via a grande dignidade do Waldir, um amigo silencioso, a quem eu devo a primeira oportunidade de servir, uma coisa que eu jamais imaginei ser capaz de fazer.

 

Todos Os Meus Pudores

 

Sim. Eu tive de me despir deles e entender que tocar o pênis de um homem não me fazia menos homem e que, em síntese, o pênis é pura e simplesmente mais uma extensão de nossos corpos e que todos nós, que o temos, gostaríamos que, se incapacitados, que alguém dele cuidasse e, desta forma, sempre é bom abrir uma Linha de Crédito com o Criador, aprendendo humildade, respeito e sentimento fraternal por todo ser humano que eu, ou você que me lê, ou qualquer outra pessoa, aqui, lá e acolá deveria aprender.

 

Mas há meios e meios de se aprender estas coisas, pois o que eu estou trilhando, é bem difícil e, no meu caso, um bocado doloroso. 

 

E você pode evitar este caminho, deixando de ser bobo, deixando de ser boba, recusando a relação sem preservativo a todo custo.

 

Eu conheço, e é do nosso círculo de relações pessoais e amistosas, uma garota de programa que contraiu HIV desta forma:

 

Ele pediu que eu “ficasse de quatro” e me penetrou. Neste ínterim, ele removeu a camisinha e, meses mais tarde, eu passeio por um check up que a casa noturna, ilegalmente, nos obrigava a fazer, incluindo o de HIV.

E quando foi feita a contra prova e constatado o fato, eu fui “demitida e expulsa da boate”.

 

Eu não sei quem é você que está me lendo e o que você faz com o corpo que Deus te emprestou fica entre você e Ele. E, contanto e contudo, porém e todavia, se você for transar, trepar, fuder que assim o faça.

Mas, se você ama a vida como eu amo, use a camisinha pois, é verdade, o crime não compensa

 

E transar sem camisinha, arriscando -se a contrair HIV, compensa menos ainda.

 

Há Vida com HIV! Mas é muito melhor viver sem ele.

Carga Viral Indetectável É Cura? NÃO

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