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5, dezembro,2019

HIV apesar da PrEP É Possível Se Contrair HIV Assim Mesmo!

Infecções por HIV apesar da PrEP é algo que nunca sai do meu radar pessoal.

HIV apesar da PrEP é Factível

Eu sou uma pessoa que vive com HIV e que “blogo” desde os anos”bola-bola” (Tia Irene me ensinou esta frase! Quanta saudade….) Se alguém puder discordar que sou formador de opinião em termos de HIV/AIDS, eu gostaria muito de ouvir os argumentos desse alguém!

Desde o surgimento da PrEP como hipótese eu sempre permaneci “reservado” com relação a isso.

Vejam bem!

Isso não se dá por (pré) conceitos. Na verdade, isso ocorre do fato de haver risco!

Eu me recordo de um tempo, um pouco distante, é verdade, onde dizia-se que não se poderia, menos ainda tentar justificar, em nome da “visão mais ampla”, que uma pessoa que entrasse em um estudo de vacinas contra o HIV, sem saber ao certo se tomou vacina ou placebo, reentrasse no mundo e passasse a agir como se fosse invulnerável à infecção por HIV!

Entretanto, neste “momento”, o que eu mais vejo é este aconselhamento tácito!

Vai que é sua Taffarel

Tome PrEP, transe pra caramba e vai tranquilo (…) você toma PrEP.

Mas pode haver Infecção por HIV apesar da PrEP. Já Aconteceu. E não foi uma ocasião isolada e solitária. Não é o Escudo do Botafogo.

E eu achei, por bem, traduzir este texto, e o colocar aqui em 1º de Dezembro, pois é bem mais importante agora, mais do que nunca, estimular o uso do preservativo. Use PrEP, sim, mas como uma segunda camada de proteção! Leiam! Enfim e por favor o texto

Infecção por HIV apesar da PrEP: Seis coisas que você precisa saber!

Um estudo de caso completo revelou a provável aquisição do HIV por um gay de 43 anos em Toronto que aderiu à profilaxia pré-exposição (PrEP). Apresentado no CROI 2016 em 25 de fevereiro, este é o primeiro caso documentado de “falha na PrEP” e está incentivando muitas discussões científicas e da comunidade.

“A PrEP funciona quando administrada. Muito raramente, a PrEP com FTC / TDF [emtricitabina / tenofovir, Truvada] pode não fornecer proteção total contra vírus raros multirresistentes”, disse o pesquisador Robert Grant em prevenção à PrEP e HIV, em entrevista à BETA. “Se isso acontecer, o tratamento para o HIV é altamente eficaz e prolonga a vida a níveis normais e torna as pessoas menos infecciosas”.

Sim, Há Vida com HIV! Mas…

Eu, Cláudio, sinto que funciona assim: Você toma o remédio para evitar que contraia a doença mas, se contrair, basta seguir tomando remédios parecidos que tudo bem! Eu tenho HIV a bem perto de 1/4 de século e, tomando remédios, sofri com diversas complicações e, uma delas, é a neuropatia periférica que, com minhas mãos, fez isso:

Eu tomo antirretrovirais com aderência draconiana. Já voltei de Santos a Sampa por ter esquecido remédios e não aceitara ideia de perder uma dose. Quem ama cuida. Quem se ama, se cuida

 

Por que a PrEP não evitou a infecção pelo HIV nessa pessoa? Uma pergunta que não se cala!!!!!

Não é de surpreender que os membros da comunidade, educadores e prestadores de cuidados com o HIV tenham muitas perguntas e preocupações quando souberam desse caso em particular.

Vamos detalhar as informações para abordar algumas das principais perguntas que provavelmente ouviremos de pessoas que estão na PrEP, considerando o uso da PrEP ou vivendo com HIV.

Por que a PrEP não preveniu a infecção pelo HIV nessa pessoa?

A PrEP não impediu a infecção nesse caso porque a pessoa foi exposta a uma cepa do HIV que se tornou resistente a vários medicamentos antirretrovirais.

Nestes casos, eu diria, a PrEP sempre falhará! O que se dizer à pessoa que acreditou na PrEP?

Um pedidos de Desculpas? Você, que não orta HIV sentiria-se feliz dentro deste cenário?

Esses medicamentos incluíram (mas não se limitaram) a tenofovir e emtricitabina, os dois antirretrovirais em Truvada, que atualmente é o único regime de PrEP aprovado nos EUA.

E eu, Cláudio, pergunto…digamos, uma cepa viral a que ele foi exposto, pois relacionou-se desprotegidamente com alguém que tem esta cepa e, evidentemente não se importa em relacionar com preservativos, não te leva a pensar que, de uma forma ou de outra, a cepa esta, “por aí” bolando e carambolando? Vejam, provado já ESTÁ que é possível contrair HIV apesar da PrEP, mesmo neste texto, após seu término, a outros links tratando do mesmo assunto.

Qual?

Este:  O HIV JÁ FOI TRANSMITIDO APESAR DA PrEP

Uma Jornada de Mil Milhas começa com um Simples Passo

Lao Tsé

Teremos uma vacina e uma cura para “a síndrome” em dois anos!

Ronald Reagan em 1984

Estima-se que bem abaixo de 1% das pessoas vivendo com HIV sejam resistentes a esses dois medicamentos; menos ainda têm uma carga viral detectável. Mesmo se uma pessoa tivesse essa cepa rara, se sua carga viral fosse indetectável, seria extremamente improvável – limítrofe impossível, segundo as pesquisas – que ele ou ela pudesse transmitir o vírus a qualquer pessoa.

E apesar disso, tem havido contágios de HIV apesar da PrEP

 

Bem, diversas vezes fomos consolados com esta palavra: “Impossível”. No entanto, o impossível também se materializa!

E  reforço:O impossível já aconteceu, ou eu não teria este texto para traduzir! Simples assim!

PrEP como segunda camada de proteção

Entretanto. apesar de  poder estar acontecendo em toda a parte, sem que se dê conta, ainda insiste-se na PrEP. E a PrEP não é ruim. É uma ótima segunda camada de proteção!

No entanto, com base nesse novo caso, sabe-se agora que a adesão consistente à PrEP pode não ser suficiente para proteger as pessoas da exposição a essa cepa específica do HIV.

Isso significa que a PrEP não é tão eficaz quanto se pensava anteriormente?

Não, a PrEP ainda é tão eficaz quanto pensávamos.

É muito eficaz.

O Ponto $$$

E ainda sim, eu ínsito, houve o contágio! E eu não vejo o ponto bom em se adotar PrEP em massa sem uso de preservativo!

Médicos e educadores com conhecimento em HIV geralmente usam uma estimativa “99% eficaz” ao explicar como funciona a PrEP.

Os especialistas sabiam que, a medida que a implementação da PrEP se expandisse, pode ser uma visão, pois os liers veem “outliers”. Portanto, o valor de 99% ainda se aplica.

Mais uma vez, acredita-se que menos de 1% dos indivíduos que vivem com HIV carregam essa cepa rara, e apenas um subconjunto provavelmente terá uma carga viral detectável.

Se fosse fácil transmitir essas mutações resistentes a medicamentos, provavelmente haveria muito mais pessoas testando HIV positivo com elas, mas isso não aconteceu.

Nunca Antes na História…

Existem cerca de 40.000 indivíduos usando PrEP nos EUA, e esse tipo de transmissão nunca foi visto antes.

Agora já foi visto!

Agora que essa pessoa tem HIV, o tratamento para o HIV funcionará para ele?

De acordo com o estudo, sim. A pessoa foi prescrita rapidamente para o tratamento do HIV e alcançou uma carga viral indetectável menos de um mês após o diagnóstico do HIV.

Inicialmente, o nível de resistência aos medicamentos para HIV do homem era desconhecido; portanto, quando ele foi diagnosticado pela primeira vez, os médicos mantiveram sua prescrição de tenofovir / emtricitabina e adicionaram dois antirretrovirais ativos adicionais – raltegravir (Isentress) e ritonavir (Norvir) – reforçado com darunavir (Prezista) –

Equivale a dizer que mais duas medicações, deviam ser adquiridas para  formar um regime de tratamento completo em pessoas que não portam HIV!!! ($$$$$$$$$$$$$)

Após os testes revelarem que sua cepa do HIV havia desenvolvido pelo menos algum nível de resistência a vários medicamentos para o HIV em várias classes (incluindo inibidores da integrase), ele foi mudado para um regime mais incomum: dolutegravir (Tivicay), darunavir / cobicistat (Prezcobix) e rilpivirina (Edurant).

Nas 12 semanas desde o início de seu novo regime, a carga viral do HIV no homem permaneceu indetectável.

Poderia ser NÃO REAGENTE

Existem maneiras de as pessoas com HIV descobrirem se a PrEP não funcionaria para seus parceiros, devido à possibilidade de que eles tenham esse tipo de vírus resistente?

Quando as pessoas são diagnosticadas recentemente com HIV, espera-se que os profissionais de saúde realizem um teste de resistência genotípica (genotipagem) ($$$$$ Não é assim no Brasil $$$$$) para garantir que não prescrevam anti-retrovirais aos quais a pessoa já é resistente. Esse teste revelaria se a pessoa tem resistência ao tenofovir / emtricitabina. Aqui vai-se na base do teste in vivo

Mas lembre-se, essa resistência é rara. Comentar aqui é chover no molhado (…)

Se as pessoas com HIV tiverem essa cepa, é mais provável (provável, novamente a aleatoriedade) que seu médico já as tenha informado. Mesmo que eles tenham essa cepa, eles podem eliminar quase todo o risco de transmissão do HIV para qualquer parceiro negativo, com ou sem PrEP, aderindo aos medicamentos para o HIV e mantendo uma carga viral indetectável.

Mas sabemos que é extremamente improvável que as pessoas que aderem aos medicamentos para o HIV se tornem resistentes a eles.

Outros tipos de Profilaxia Pré Exposição podem bloquear esse tipo de vírus resistente?

Atualmente, existem muitos tipos de PrEP em estudo – por exemplo, a PrEP usando diferentes medicamentos (como maraviroc [Selzentry, Celsentri]), bem como diferentes modos de administração, como géis e injetáveis. É difícil dizer neste momento se essas novas formas oferecerão proteção adequada contra essa cepa rara ou contra outras que são resistentes às drogas ou classes de drogas usadas para essas formas específicas de PrEP.

Quer saber mais, clique nos links abaixo e vejam que não escrevo sem base!

  1. PrEP Na Escócia: Algumas desistências e algumas contaminações 
  2. O amor Imuniza?
  3. Teste Do HIV, os fatos!
  4.  O Que o HIV faz com Você – Vale o Risco?
  5. Carga Viral, para que servem os testes?
  6. Carga Viral Indetectável, um guia para pessoas soronegativas.
  7. Carga Viral Indetectável da Resultado não Reagente?
  8. A Contagem de CD4 e a importância disso no sucesso da TARV!
  9. O simples fato de portar HIV á fator para ter AVC e Embolia Pulmonar
  10. Um Pouco Mais Sobre HIV e AVC
  11. HIV Fobia! E você ainda apostaria em PrEP?
  12. O Retorno de uma “Doença Controlada”, a Sífilis!
  13. Dependentes químicos já tem suas complicações em demasia 
  14. É bom poder envelhecer com HIV. mas sem ele é ainda melhor!
  15. E vejam, a expectativa de vida de uma pessoa com HIV pode surpreender
  16. HIV e Comprometimento cognitivo
  17. HIV e Complicações neurológicas
  18. Dor Crônica e HIV

Onde posso ver a pesquisa real relacionada a este caso?

Você pode assistir à apresentação do estudo de caso no CROI 2016 via webcast arquivado.

Traduzido Por Cláudio Suza em 29 de Novembro de 2019 do Site The Body

Damon L. Jacobs é um terapeuta de casamento e família licenciado com sede em Nova York e especialista em prevenção do HIV e fundador de um grupo de 13.000 membros do Facebook “Fatos da PrEP: repensando a prevenção do HIV e o sexo”. Siga Damon no Twitter: @DamonLJacobs.

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Myles Helfand é o diretor editorial do TheBody.com e TheBodyPRO.com. Siga Myles no Twitter: @MylesatTheBody.

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Tags: CROI (Conferência sobre retrovírus e infecções oportunistas), Cobertura de conferência, Homens que fazem sexo com homens

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