Cura do HIV? Brasileiro Sem HIV – Sem Um Transplante De Células-Tronco

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A Busca pela Cura

Cura da AIDS – Bem, Brasileiro Sem HIV Em remissão a longo prazo 

Um homem em São Paulo que não tem evidências de permanecer HIV após mais de 15 meses sem antirretrovirais – pelo menos de acordo com os testes realizados até agora – pode representar o primeiro caso de cura funcional sem os riscos de um transplante de células-tronco, de acordo com um relatório apresentado hoje na 23ª Conferência Internacional da Aids (AIDS 2020: virtual).

Como parte de um ensaio clínico, o homem de 35 anos teve dois antirretrovirais adicionais, o inibidor da integrase dolutegravir (Tivicay) e o inibidor de entrada (integrase) maraviroc (Celsentri), adicionado ao seu regime padrão de três drogas. Além disso, ele recebeu nicotinamida, uma forma solúvel em água de niacina ou vitamina B3.

Ele sofreu uma interrupção de tratamento monitorada de perto em março de 2019. Mais de 15 meses depois, ele continua a não ter RNA de HIV detectável (usando mesmos métodos de testagem de material genético viral medido em um teste de carga viral típico), além de DNA de HIV indetectável (a forma que amplamente compõe o reservatório dormente do HIV).

Tudo o que é muito é demais! Esta redundância é o que se vê

Porém, especialistas alertam contra a leitura excessivamente otimista deste caso!

Afinal envolveu apenas um único indivíduo. E os testes extensivos para detectar traços de HIV em vários locais do corpo do homem ainda não foram realizados! Assim,  não foi possível fazer testes e exames para esta possível cura do HIV.

A mídia gosta de aparecer quando algo assim, bombástico aparece! Por que eles não falam nada a respeito de sexo seguro e de não ao peconceito? Mesmo que fosse uma inserção de 15 segundos a cada uma hora seria algo melhor que nada!

Mas cura do HIV rende clique né?

“O fato de se tratar de um caso único sugere que isso pode não ser real”! Assim o disse Steven Deeks, da Universidade da Califórnia em San Francisco, ao AIDSMAP.

“Sabemos que algumas pessoas podem alcançar o que parece ser remissão apenas com medicamentos anti-retrovirais. Pode ser simplesmente uma pessoa que teve sorte com anti-retrovirais”.

Uma maneira mais fácil de remissão?

Até agora, duas pessoas parecem ter sido curadas do HIV.

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Ainda pode não dar certo esta correria
Imagem de ArtTower por Pixabay

Timothy Ray Brown, anteriormente conhecido como Paciente de Berlim, não apresenta evidências de HIV com capacidade de replicação em nenhum lugar do corpo há mais de 13 anos.

O segundo homem, apelidado de London Patient, ainda não possui vírus detectáveis ​​quando se aproxima de três anos de terapia antirretroviral (TARV).

Nem Todos

Ambos os homens receberam transplantes de medula óssea para tratar leucemia ou linfoma. Tratamento usa células-tronco de um doador com uma rara mutação genética conhecida como CCR5-delta-32,.

Esta mutação genética é rara. Mas resulta na falta de co-receptores CCR5 nas células T. E este é o portal que a maioria dos tipos de HIV usa para infectar as CD4+.

Antes dos transplantes, eles receberam quimioterapia para matar suas células imunes cancerígenas.

Isso permitiu, em essência que as células-tronco doadoras reconstruíssem um novo sistema imunológico. Completamente resistente ao HIV..

Um Enduro Médico, uma prova de resistência à qual eu não me sujeitaria

Cura do HIV, Blog Soropositivo. OrgMas esse procedimento é muito perigoso para pessoas cujas vidas ainda não estão ameaçadas pelo câncer avançado. 

Além disso, requer intervenção médica intensiva, extremamente cara. Provavelmente não poderia ser ampliada para torná-lo viável para milhões de pessoas vivendo com HIV.

Isso levou os pesquisadores a se  perguntarem sobre qual combinação certa de medicamentos ofereceria um caminho seguro e mais barato para remissão a longo prazo – ou, talvez e finalmente, à cura do HIV.

Universidade de São Paulo, Brasil e  Instituto Italiano de Saúde de Roma

Dr. Ricardo Diaz, da Universidade de São Paulo, Brasil, Andrea Savarino, do Instituto Italiano de Saúde de Roma e sua equipe realizaram um ensaio clínico conhecido como SPARC-7.

E buscaram avaliar várias intervenções destinadas a reduzir o tamanho da Reservatório de HIV.

Este reservatório é composto por HIV latente integrado em células hospedeiras inativas, principalmente células T.

Os antirretrovirais não conseguem atingir esse vírus ocultos.

Mas se o tratamento parar e as T CD4+ forem reativadas, os vírus poderão começar a produzir novas cópias virais.

Seria mais uma falsa esperança sobre cura do HIV!

O que me preocupa é o custo humanitário disso, pois cura do HIV pode levar muita gente a uma fasa sensação de segurança!

O estudo incluiu adultos HIV positivos que estavam em seu primeiro regime anti-retroviral.

Tinham supressão viral por mais de dois anos e nunca tiveram uma contagem de CD4 abaixo de 350 células/mm3.

A Combinação Perfeita foi Achada para A Cura do HIV?

Não!”

Cinco dos participantes adicionaram dolutegravir, maraviroc.

E duas doses diárias de 500mg duas vezes ao dia de nicotinamida ao  regime antirretroviral original de três drogas por 48 semanas.

Voltaram a TART padrão e finalmente foram submetidos a uma interrupção do tratamento analítico. 

Enquanto carga viral, CD4 e outros parâmetros são monitorados de perto.

Como Savarino explicou em uma entrevista ao AIDSMAP antes da conferência (veja acima), a nicotinamida foi escolhida porque parece combater o HIV por múltiplos mecanismos. 

Disponível como um suplemento oral barato, a nicotinamida está sendo estudada como tratamento contra o câncer.

POis suas propriedades estimulantes do sistema imunológico ele Ajuda a impedir que as células T esgotadas cometam suicídio.

A apoptose-celular inibindo a atividade de enzimas chamadas PARPs que reparam o DNA quebrado.

Também pode atuar como um inibidor da histona desacetilase (HDAC) que mantém as células T fora de um estado latente. 

O Maraviroc também pode atuar como um agente de reversão da latência.

Bem como seu efeito mais conhecido de bloquear a entrada do HIV nas células.

Apenas Um indivíduo permanece em remissão

O brasileiro que permanece em remissão foi diagnosticado com HIV em outubro de 2012, época em que tinha a menor contagem de células CD4 (372 células / mm3) e carga viral (mais de 20.000 cópias / ml) característica infecção crônica. Dois meses depois, ele iniciou o tratamento com efavirenz (Sustiva), zidovudina (AZT) e lamivudina (3TC), substituindo a zidovudina por tenofovir disoproxil fumarato (TDF) pela AZT em 2014.

O homem se inscreveu no ensaio clínico em setembro de 2015.

Iniciou o tratamento intensificado em um regime de TARV mais nicotinamida.

Entre os 30 participantes que receberam vários esquemas de investigação no estudo, ele foi o único que experimentou blipses virais de baixo nível.

Exatamente no inicio o tratamento experimental (nas semanas 16 e 24).

Mas sua carga viral permaneceu indetectável.

Depois de completar 48 semanas nesta combinação, retornou ao seu regime de três fármacos anterior, depois trocando para efavirenz nevirapina(Viramune) e, finalmente, dolutegravir.

Durante todo o estudo, manteve a supressão viral.

Em março de 2019, iniciou uma interrupção do tratamento analítico, interrompendo sua terapia antirretroviral sob supervisão médica. Hoje, sua carga viral permanece indetectável.

De acordo com os exames de sangue do RNA do HIV feitos a cada três semanas.

O último teste foi em 22 de junho de 2020,

O que significa que ele mantém a supressão viral por mais de 65 semanas.

E assim o foi sem antirretrovirais.

Contagem de CD4 permaneceu estável durante o regime intensivo
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Este é o Esquema Simplificado de Uma Célula CD4

As células CD4 do homem eram geralmente estáveis ​​durante o regime intensificado experimental e aumentaram após o retorno à terapia padrão com três medicamentos e caíram após um breve período após a interrupção do tratamento.

Vários marcadores da ativação das células CD8 – o tipo de células T que combatem o HIV – diminuíram após o início do regime intensificado e permaneceram abaixo do nível basal.

Observar outros parâmetros poderiam fornecer a respeito da ainda presente, ou não, de cópias do HIV ainda presentes, mas sob controle, ou se foi eliminado.

A carga viral do HIV nas células imunológicas deste indivíduo, no sangue periférico aumentou após o início do regime experimental,  sugerindo que o tratamento pode ter reativado as células reservatórias latentes e depois caiu, para um nível indetectável depois que ele retomou a TARV padrão. E, com efeito, permaneceu indetectável durante a interrupção do tratamento. Sugerindo o início de uma cura do HIV!

Biópsia Intestinal

O DNA do HIV nas amostras de biópsia intestinal do homem declinou enquanto ele estava em regime intensificado. Uma análise mais aprofundada do HIV no tecido intestinal, nos linfonodos e em outros locais – como foi submetido a Timothy Brown – será necessária para mostrar se o homem é de fato funcionalmente curado. No entanto, Savarino disse ao AIDSMAP que esses testes mais invasivos foram suspensos devido às restrições do COVID-19 aos serviços de saúde no Brasil.

Quatro outros indivíduos tratados com o mesmo regime intensificado não mantiveram a supressão viral.

A presença de anticorpos anti-HIV indica que, mesmo durante o tratamento, o vírus permanece EM NÍVEIS suficientes para estimular a produção contínua de anticorpos. Nesse caso, o nível de anticorpos do homem diminuiu constantemente enquanto ele estava no regime experimental e continuou a cair depois que ele retomou a terapia com três drogas. Durante a interrupção do tratamento, ele manteve um nível muito baixo de anticorpos – baixo o suficiente para que um teste rápido de anticorpos se mostrasse negativo. Importante ressaltar, Savarino disse ao AIDSMAP, que quatro outros indivíduos tratados com o mesmo regime intensificado não mantiveram a supressão viral.

Falando em uma entrevista coletiva, o co-presidente da conferência, Anton Pozniak, do Chelsea e Westminster Hospital, lembrou que já ouvimos falar de muitas outras curas em potencial antes – incluindo o famoso bebê do Mississippi, que manteve a supressão viral dos anti-retrovirais por mais de dois anos até que o vírus voltasse a ser detectável, mas, até agora, estes acabaram em desapontamento.

Deeks pediu cautela sobre a “superinterpretação” dos resultados deste caso, o que não sugere nenhuma intervenção que as pessoas que vivem com HIV devam realizar por conta própria agora. 

A TARV

E em particular, as pessoas não devem começar a tomar nicotinamida ou niacina, o que pode causar um efeito colateral desconfortável em altas doses.

“Eu certamente encorajaria as pessoas a não pularem nisso. Isso pode não ser real e pode realmente causar danos”, disse ele. “Eu não encorajaria ninguém a correr para a loja local de alimentos naturais e adquirir este medicamento, e não pare de tomar anti-retrovirais”.

Traduzido por Cláudio Souza do original em Brazilian man in long-term HIV remission – without a stem cell transplant

O COVID-19 inviabilizou o restante dos estudos

Referências

Diaz RK et al. A primeira remissão a longo prazo da infecção crônica pelo HIV-1 sem mieloablação? 23a Conferência Internacional sobre Aids, resumo OAX B0105, 2020.

 

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