O ciclo de vida do HIV. A ticking bomb

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O ciclo de vida do HIV. Compreender este ciclo de vida, o ciclo de vida de um vírus, o HIV, que ameaça nossa própria vida, foi e ainda é um aspecto importante de nossa luta contra ele, o HIV, “vírus da imunodeficiência humana”! Por compreender estes processos temos conseguido perturbar estes “momentos” e ganharmos tempo. Tempo é moeda de valor inestimável quando se luta pela vida e é disso que se trata. De ganhar tempo.

Tempo para viver.

Compreendendo o Ciclo de Vida do HIV

A compreensão do ciclo de vida do HIV possibilitou desenvolver os medicamentos que usamos para tratar a doença, a infecção por HIV em si!

Ele nos permite identificar como o vírus faz cópias de si mesmo, o que, por sua vez, nos permite desenvolver maneiras de bloquear (ou inibir) esse processo, ganhando, reitero, algum tempo.

A cada nova tática desenvolvida por nós para perturbar um determinado processo dentro de tudo isso, ganhamos vida! Se aprendemos a perturbar de duas formas um determinado processo, quando ele aprende como livrar-se de um deles, ainda encontra dois obstáculos e, enquanto isso, temos tempode desenvolvermos outros processos. Chateações para ele. E nem é preciso ler o Sun Tzu para isso!

Eu ía para lá e no caminho cruzei com sete gatos. sete são os processos conhecidos!

O ciclo de vida do HIV é tipicamente dividido em 7 estágios distintos, desde a ligação do vírus à célula hospedeira até o brotamento de novos vírions de HIV de circulação livre(foto). As etapas são descritas em ordens sequenciais da seguinte forma:

  1. Anexação
  2. Vinculação e fusão
  3. Desenvelopamento
  4. Transcrição e tradução
  5. Integração
  6. Assembly
  7. Maturação e brotação

Interrompa qualquer estágio do ciclo de vida e o próximo não pode ocorrer, tornando impossível que o vírus se multiplique e se espalhe. Desta forma, você mantém sua carga viral indetectável e, portnato, mas apenas para ti, pode ser válida e aceitável a ideia de relcaionar-se sem preservativo com uma pessoa que não porta HIV! Desde que, claro, você a avise esclareça tim-tim por tim-tim a respeito disso. Para mim não serve!

Isso detém o aumento progressivo da carga viral. Dá tempo para o sistema imunológico caçar e matar todas as partículas virais em “liberdade” na corrente sanguínea; impedindo-os, assim, de invadir outras células, pois é disso que se trata, e de as escravizar, pois também se trata disso, evitando que elas trabalhem para o HIV até à morte, pois também trata-se disso e, assim, fica bem claro porque eu o detesto! Nunca! Nunca sinta ódio por nada!

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[penci_text_block block_title_align=”style-title-center” block_title_fonts=”font_family:Teko%3A300%2Cregular%2C500%2C600%2C700|font_style:900%20bold%20regular%3A900%3Anormal” block_title_font_size=”25px” css_animation=”bounceInDown” add_title_icon=”true” block_title_off_uppercase=”true” custom_markup_1=”” title_icon=”fas fa-stopwatch” bordertop_color=”#dd3333″ title_color=”#dd3333″ title_hover_color=”#1e73be” border_title_color=”#dd3333″]

Anexação Viral

Uma vez que o HIV entra no corpo (tipicamente por contato sexual, exposição sanguínea ou transmissão mãe-filho), ele procura uma célula hospedeira para se reproduzir. O hospedeiro no caso é a célula T CD4 usada para sinalizar uma defesa imunológica.

Para infectar a célula, o HIV deve se prender por meio de um sistema do tipo lock-and-key. As chaves são proteínas na superfície do HIV que se ligam a uma proteína de cortesia na célula CD4 muito na maneira como uma chave se encaixa em uma fechadura. Isto é o que é conhecido como Anexação viral.

A anexação viral pode ser bloqueado por uma droga de classe inibidora chamada Selzentry (Maraviroc).

Uma de minhas primas considera fantástico o encadeamento de coisas e fatores que envolvem o nome deste medicamento!

-“Uma loucuuura”! diz ela.

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Vinculação e Fusão

Uma vez ligado à célula, o HIV injeta proteínas próprias nos fluidos celulares (citoplasma) da célula T. Isso causa uma fusão da membrana celular ao envelope externo da virion do HIV. Este é o estágio conhecido como fusão viral. Uma vez fundido, o vírus é capaz de entrar na célula.

Uma droga injetável de HIV chamada Fuzeon (enfuvirtida) é capaz de interferir com a fusão viral.

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Desencapsulamento

O HIV usa seu material genético (RNA) para se reproduzir sequestrando a máquina genética da célula hospedeira. Ao fazer isso, ele pode produzir várias cópias de si mesmo. O processo, chamado de desrevestimento viral, exige que o revestimento protetor em torno do RNA deve ser dissolvido. Sem essa etapa, a conversão do RNA para o DNA (os blocos de construção de um novo vírus) não pode ocorrer.

Transcrição e Tradução

E assim, uma vez na célula, o RNA de um único fio do HIV deve ser convertido para o DNA de dupla cadeia. Ele consegue isso com a ajuda da enzima chamada transcriptase reversa.

Pois a transcrição reversa usa blocos de construção da célula T para, literalmente, transcrever o material genético ao contrário.

De RNA ao DNA e explicar à célula escravizada como executar certas tarefas.

Pois é assim que o RNA, uma vez convertido em DNA, que a maquinaria genética tem a codificação necessária para conduzir a replicação viral!

É nosso organismo trabalhando contra si. Compreeenda e deteste isso. Mas não odeie!

Drogas chamadas inibidores de transcriptase reversa podem bloquear esse processo completamente. Três tipos de droga, inibidores de transcriptase reversa nucleosídeos (NRTIs), inibidores de transcriptase nucleotídeos (NtRTIs) e inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos (NNRTIs), contêm imitações defeituosas das proteínas que se inserem no DNA em desenvolvimento. Ao fazer isso, a cadeia de DNA de dupla cadeia não pode ser totalmente formada, e a replicação é bloqueada.

Ziagen (abacavir), Sustiva (efavirenz), Viread (tenofovir) e Pifeltro (doravirina) são apenas alguns dos inibidores de transcriptase reversa comumente usados para tratar o HIV.

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Integração Do RNA VIRAL do HIV ao DNA Celular Humano

Para que o HIV sequestra as máquinas genéticas da célula hospedeira, ele deve integrar o DNA recém-formado no núcleo da célula. Drogas chamadas inibidores integrase são altamente capazes de bloquear o estágio de integração bloqueando a enzima integrase usada para transferir o material genético.

Isentress (raltegravir), Tivicay (dolutegravir) e Vitekta (elvitegravir) são três inibidores integrase comumente prescritos.

Montagem Do HIV

Uma vez que a integração tenha ocorrido, o HIV deve fabricar blocos de construção de proteínas que usa para montar novos vírus. Ele faz isso com a enzima protease, que corta proteína em pedaços menores e, em seguida, juntar os pedaços em virions hiv novos e totalmente formados. Uma classe de medicamentos chamados inibidores de protease pode efetivamente bloquear o processo de montagem.

Prezista (darunavir) e Reyataz (atazanavir) são dois dos inibidores de protease de classe mais nova capazes de prevenir a montagem viral. Eu, Cláudio Souza, tomei Atazanavir (reyataz)

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Maturação e Brotação a Parte Fibal do Ciclo de Vida do HIV

Um dos vírions são montados, eles passam pela fase final em que os vírions maduros literalmente brotam da célula hospedeira infectada. Uma vez liberados em livre circulação, esses virions passam a infectar outra célula hospedeira e começar o ciclo de replicação novamente.

Não existem drogas que possam impedir o processo de maturação e brotação.

O tempo médio de vida das células hospedeiras produtoras de vírus é curto, em torno de dois dias. Cada célula infectada pode produzir uma média de 250 novos vírions de HIV antes de falhar e morrer.

E sim, sexo oral pode passar HIV.

Compreenda mais sobre testes de carga viral.

Saiba mais sobre a palavra soropositivo.

Não use dorgas. Drogas são o fim da picada. Mas se você não pode parar com o uso, não compartilhe agulhas e seringas!

 

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