Blog Soropositivo Por Cláudio Souza
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Doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) – Definições gerais

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Doenças sexualmente transmissíveis, Doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) – Definições gerais
Olhando-se pelo espelho, bem deprimida mesmo. Triste, pois se descobriu com sífilis e reagente

Doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), são causadas pelo contato íntimo com um parceiro infectado. Quanto mais parceiros sexuais você tiver, maior será a probabilidade de exposição a uma DST, mas também existem outros fatores de risco. A, digamos, modalidade do sexo praticado, como sexo oral ou vaginal, bem como anal, para inciar a conversa e ficar na baunilha, os parceiros sexuais que você tem, a prática de sexo seguro de forma consistente, sua história anterior a respeito de  DST, sua idade e outros fatores contribuem para o seu risco também.

Doenças Sexualmente Transmissíveis Podem ser evitadas?

Sim. Veja: são sete dicas, sim, de meios e modos de evitar as doenças sexualmente transmissíveis, o que inclui sífilis e a própria infecção por HIV.

Como um aparte, é importante mencionar que alguns profissionais de saúde e organizações agora se referem a uma doença sexualmente transmissível (DST) como uma infecção sexualmente transmissível (IST). A pesquisa sugere que o termo “DST” pode ser um pouco mais estigmatizante.

Pessoalmente, prefiro ser claro e objetivo, eufemismos não ajudam muito quando, por exemplo, você tenta explicar a Juca bala, do Rincão dos Escorpiões Verdes, o que é uma IST, uma Infecção Sexualmente Transmissível. Por experiência pessoal, acabei tendo de definir a palavra “infecção”, explicar “micro-organismos” e, no momento da compreensão, da iluminação da verdade a pessoa me dizer:

— ”Você está falando de doença venérea né? Por que não explica! Não entendo o que “ocê” fala.

Além disso, a parte “doença” de DST implica que uma pessoa sempre tem sintomas, que não é necessariamente verdade com doenças sexualmente transmissíveis. Uma pessoa pode estar infectada com algo (por exemplo, herpes ou papilomavírus humano), mas não apresenta sintomas.2

Fidelidade ao texto, e fidelidade a mim!

Mantendo fidelidade ao texto, coloquei o parágrafo e já o contesto: uma doença uma doença, mesmo quando assintomática. Não precisamos ir longe doença por HIV

Eu prefiro a simplicidade e qualquer um destes termos definir com simplicidade (…) o que exibimos aqui. Eu sei, e você precisa entender também,  que estes termos são intercambiáveis. Neste artigo, usarei o termo doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Causas comuns

Seguindo, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), quase 2,5 milhões de casos de doenças sexualmente transmissíveis são relatados a cada ano nos Estados Unidos a cada ano.3

Há um bem expressivo  de doenças sexualmente transmissíveis, tais como o herpes, clamídia, gonorreia, HIV, o vírus do papiloma humano (HPV). Algumas DSTs são causadas por vírus, enquanto outras são causadas por bactérias. 

Explicar isso para Juca foi dose para 46 mamutes e doze camelos, por assim o dizer.

As infecções são transmitidas através de fluidos corporais, incluindo sangue, saliva, sêmen, secreções vaginais e leite materno, ou transmitidas por contato direto pele a pele.4

Isso ocorre principalmente com o contato sexual; no entanto, as mulheres grávidas também podem transmitir algumas DSTs ao feto no útero ou durante o parto.5

Neurosífilis

Acompanhei um amigo, já desaparecido, vocês vêm e vão, ao sabor de suas necessidades. Ele estava preocupadíssimo com HIV e janela imunológica, mas terminou por dar de cara com uma sífilis  e em sua esposa, grávida, também “contaminada, assintomática, porém doente, tristemente conduziu, involuntariamente, seu bebê a uma neurossífilis e isso. Senhor…

O uso consistente dos preservativos, outras barreiras e obstáculos, podem evitar estas doenças sexualmente transmissíveis através do fluidos corporais, tal como ocorre com o HIV e clamídia, por exemplo, mas pode não oferecer proteção contra o herpes e outras doenças transmitidas por contacto com a pele.

Suas chances de contrair uma DST dependem de uma série de fatores, incluindo:

  1. Como você faz sexo (manual, anal, vaginal, oral)
  2. Quantos parceiros você tem
  3. Com quem você se encontra, como está a saúde sexual e reprodutiva deste parceiro…
  4. Se você pratica sexo seguro
  5. Com que consistência você usa preservativos ou outras barreiras
  6. Se você usa barreiras para a relação sexual ou apenas sexo oral
  7. Se você usa lubrificantes e que tipos você usa lubrificantes você utiliza. Prefira, por exemplo, o KY. Porque ele é a base de água e… Bom, depois, em outro post, eu explico melhor isso… E, a propósito, nada, nada e nada vezes nada recebo ou recebi para escrever a palavrinha, o verbete “KY”.
  8. Se o seu parceiro tem uma doença sexualmente transmissível e, em caso afirmativo, qual o tipo
  9. A gravidade da infecção do seu parceiro (como contagem de carga viral e outros fatores)
  10. Se você tem lesões na pele, infecções ou outras DSTs que o tornam mais suscetível a infecções.
  11. Sua saúde geral e a saúde do seu sistema imunológico 

As taxas de DST estão aumentando, relata o CDC. Entre 2014 e 2018, os casos de sífilis aumentaram 71%, a gonorreia 63% e a clamídia 14%.3

Novos casos de HIV, no entanto, têm diminuído, com cerca de apenas (…) 38.000 novos casos notificados em 2018.6

Fatores de Risco E seu cotidiano

Há muitas coisas que você pode fazer para se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis. Por estar ciente dos principais fatores de risco que você pode controlar, é possível permanecer saudável sem ser abstinente.

Aqui estão os fatores de risco comuns de vida cotidiana que podem dar azo e possibilidade ao contágio por DSTs e o que você deve saber sobre cada um. 

Idade. É a idade conta! Até porque muitas vezes precisamos de um guindaste!

Pessoas com menos de 25 anos têm muito mais probabilidade de serem infectadas com DSTs do que pessoas mais velhas por vários motivos.7

Em primeiro lugar, as mulheres jovens são biologicamente mais suscetíveis às doenças sexualmente transmissíveis do que as mulheres mais velhas. Seus corpos são menores e são mais propensos a rasgar durante a relação sexual. Seu colo do útero também não estão totalmente desenvolvidos e são mais suscetíveis à infecção por clamídia, gonorreia e outras DSTs.

Finalmente, em geral, os jovens são mais propensos a assumir riscos sexuais e a ter múltiplos parceiros.

Sexualidade

Homens homossexuais e bissexuais, ou outros homens que fazem sexo com homens, são desproporcionalmente afetados pela sífilis, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Em 2018, quase metade dos casos de sífilis relatados em homens e mulheres foram atribuídos a homens que fazem sexo apenas com homens   (HSH), relata o CDC.8

De acordo com um estudo publicado no American Journal of PublicHealth, o sexo anal desprotegido (para homens e mulheres) aumenta a probabilidade de contrair uma DST devido à rigidez e fragilidade do tecido retal. Isso torna o tecido anal mais suscetível a lacerações, aumentando o risco de infecção. 

Sexo desprotegido

Embora o uso de preservativo ou outro método barreira dede controle de natalidade não seja uma garantia de que você não será infectado por um organismo sexualmente transmissível, ainda é uma forma altamente eficaz de se proteger.9

Mesmo quando se fala de um vírus como o HPV, contra os quais os preservativos são menos eficazes,  o uso do preservativo reduziu as taxas de transmissão quando o preservativo foi utilizado consistentemente.

Além da abstinência, o uso consistente de preservativo, o que significa usar um preservativo toda vez que você faz sexo, é a melhor maneira de prevenir DSTs.

Isso se aplica mesmo se você estiver usando controle de natalidade, como a pílula ou um- dispositivo intrauterino (DIU). Uma vez protegidas da gravidez, algumas pessoas relutam em usar preservativos como parte de sua rotina sexual.10

Prescrições para Controle de natalidade não te protegem, doidinha, de contrair doenças sexualmente transmissíveis. A proteção dupla com o uso adicional de preservativos é a melhor. 

Prevenir, moça, é sempre e sempre a melhor ideia, a melhor pedida, a melhor parada!

O Histórico pessoal de DSTs dá/o Parceiro/a

Ter DST’s frequentemente torna você mais suscetível à infecção por outras DSTs. A pele irritada, inflamada ou com bolhas é mais fácil para outro patógeno infectar. O HIV pode ganhar fácil acesso á sua corrente sanguínea por estas vias e, depois disso, está estabelecida a infecção

Ter uma DST também é um reflexo indireto do risco de uma nova infecção: como você já foi exposto uma vez, isso sugere que outros fatores em seu estilo de vida também podem colocá-lo em risco.

Parceiros múltiplos

É uma matemática bastante simples: quanto mais parceiros você tiver, maior será a probabilidade de você ser exposto a uma DST. Além disso, pessoas com vários parceiros tendem a ter relacionamentos com vários pares, e só Deus sabe o quanto isso aumenta o risco.

Monogamia serial

Algumas pessoas apenas uma pessoa por vez, mas ainda namoram um grande número de pessoas a cada ano. 

Isso é conhecido como monogamia em série. Ou suicídio em série. Este era, sim, o trouxa aqui. E, em minha visão, uma grande mentira contada de si para si! E sem eficácia alguma!

O perigo para as pessoas que praticam a monogamia em série é que cada vez que se envolvem em um relacionamento sexual “exclusivo”, é provável que se sintam tentadas a parar de usar as precauções de sexo seguro.11

Mas a monogamia é apenas uma forma eficaz de prevenir doenças sexualmente relacionamentos de longo prazo, transmissíveis enquanto ambos tiveram resultado negativo.

Como alguns testes não são confiáveis ​​até que você seja infectado por algum tempo, muitos relacionamentos monogâmicos em série não duram o suficiente para que isso seja uma opção viável.

Uso de álcool

Beber pode ser ruim para sua saúde sexual de muitas maneiras. Pessoas que usam álcool regularmente, especialmente em situações sociais, podem ser menos discriminatórias sobre com quem escolhem fazer sexo.

O álcool também diminui as inibições. Também pode ser mais difícil convencer o parceiro sexual a usar preservativo ou a usá-lo corretamente.12

Uso de Drogas Ilícitas

 

As pessoas transam (Mara detesta esta palavra) sob a influência de drogas são mais propensas a se envolver em comportamentos sexuais de risco, tais como ter relações sexuais sem preservativo ou outras formas de proteção.13

As drogas podem também facilitar uma pessoa mal intencionada, coisa que não falta a pressionar-te para se engajar em comportamentos sexuais arriscados. Além disso, o uso de drogas injetáveis, em particular, está associado a um risco aumentado de doenças transmitidas pelo sangue, como HIV e hepatite.

Trocando sexo por dinheiro ou drogas – Profissionais do Sexo

As pessoas que trocam sexo por dinheiro ou drogas podem não ter poderes suficientes para negociar sexo seguro. E os parceiros adquiridos dessa maneira têm muito mais probabilidade de estar infectados com DSTs do que as pessoas na população em geral. E eles podem dizer:

-”Eu estou pagando, sua obrigação é fazer.

Ou, bem pior:

Agredir fisicamente esta parceira ou parceiro e forçar uma situação deveras complicada, humilhante, moral e fisicamente aviltante com riscos incalculáveis!

Nota: Algumas trabalhadoras do sexo, especialmente aquelas que fizeram uma escolha independente e informada de se envolver em seu trabalho, são altamente conscienciosas sobre sexo seguro e prevenção. O risco varia de acordo com o comportamento individual, da mesma forma que para as pessoas que não praticam sexo comercial.
Pense um pouco:

DSTs são amplamente evitáveis. Embora abster-se de todo contato sexual seja a única maneira de prevenir completamente contra doenças sexualmente transmissíveis, fazer sexo no contexto de um relacionamento mutuamente monogâmico também pode melhorar suas chances de permanecer livre de DST. Além disso, praticar sexo seguro toda vez que você se envolver em atividades sexuais pode diminuir drasticamente o risco de contrair uma DST.

Traduzido por Cláudio Souza, do original em Causes and Risk Factors of STD, em 20 de Novembro de 2020. Texto original redigido por Elizabeth Boskey, PhD 

A Inteligência Artificial do Blog sugere estas leituras para maior e melhor entendimento:

  1. Sobre a dificuldade das mulheres em falar sobre o uso de preservativo
  2. Risco de pegar HIV! Quais São Os Seus Riscos Nestes cenários?
  3. O retorno da sífilis, a um dia chamada “doença do Cupido”
  4. Sexo Oral Passa HIV?
  5. Lipodistrofia associada ao HIV | Lipohipertrofia, Lipoatrofia e Lipoxigtrofia
  6. O envelhecimento dos olhos e degeneração macular relacionada com a idade (DMRI)
  7. A infecção por HIV é relacionada a uma maior prevalência de doenças associadas ao envelhecimento segundo estudo holandês
  8. Hepatite C e AIDS – Coinfecção Problemática!
  9. Sexo Oral Gonorreia e lésbicas
  10. 09/07/2010 – Pesquisa em São Paulo indica que entre soropositivos, HPV tem mais chance de se transformar em câncer
Fontes da autora:
  1. Handsfield HH, Rietmeijer CA. STI Versus STD Coda. Doenças sexualmente transmissíveis. Novembro de 2017 44 (11): 712-3. doi: 10.1097 / OLQ.0000000000000717
  2. American Sexual Health Association. DSTs / DSTs.
  3. Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Vigilância de doenças sexualmente transmissíveis 2018.
  4. Wagenlehner FM, Brockmeyer NH, Discher T, Friese K, Wichelhaus TA. Apresentação, diagnóstico e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis. Dtsch Arztebl Int. 2016; 113 (1-02): 11–22. doi: 10.3238 / arztebl.2016.0011 
  5. Centros para Controle e Prevenção de Doenças. DSTs durante a gravidez – Folha de dados do CDC.
  6. Centros de Controle e Prevenção de Doenças. (Revisado em novembro de 2019). Visão geral das estatísticas: Relatório de vigilância do HIV.
  7. Shannon CL, Klausner JD. A crescente epidemia de infecções sexualmente transmissíveis em adolescentes: uma população negligenciada. Curr Opin Pediatr. 2018; 30 (1): 137–143. doi: 10.1097 / MOP.0000000000000578 
  8. Centros para Controle e Prevenção de Doenças. (Revisado em setembro de 2019). Vigilância de doenças sexualmente transmissíveis 2018: Figura 39. Sífilis primária e secundária – Distribuição de casos por sexo e sexo de parceiros sexuais, Estados Unidos, 2018.
  9. Pinkerton SD, Abramson PR. Eficácia dos preservativos na prevenção da transmissão do HIV. Soc Sci Med. 1997; 44 (9): 1303-12. 
  10. Deese J, Pradhan S, Goetz H, Morrison C. O uso de anticoncepcionais e o risco de infecção sexualmente transmissível: revisão sistemática e perspectivas atuais. Abra o Access J Contracept. 2018; 9: 91–112. doi: 10.2147 / OAJC.S135439 
  11. Conley TD, Matsick JL, Moors AC, Ziegler A, Rubin JD. Reexaminar a eficácia da monogamia como uma estratégia preventiva de DST. Prev Med. 2015; 78: 23-8. doi: 10.1016 / j.ypmed.2015.06.006 
  12. Hutton HE, McCaul ME, Santora PB, Erbelding EJ. A relação entre o uso recente de álcool e comportamentos sexuais: diferenças de gênero entre pacientes de clínicas de doenças sexualmente transmissíveis. Alcohol Clin Exp Res. 2008; 32 (11): 2008–2015. doi: 10.1111 / j.1530-0277.2008.00788.x 
  13. Scott-Sheldon LA, Carey MP, Vanable PA, Senn TE, Coury-Doniger P, Urban MA. Consumo de álcool, uso de drogas e uso de preservativo entre pacientes de clínicas de DST. J Stud Drogas Alcoólicas. 2009; 70 (5): 762–770. doi: 10.15288 / jsad.2009.70.762 

leitura adicionais

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