# Travestis fazem caminhada em São Paulo e repudiam violência; XIV EntlAids é inaugurado…

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- Published: 2009-06-19T22:47:20-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

Concepção do ProjetoEditora Responsável Roseli Tardelli &nbsp; Agência de Notícias da AIDS Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano: &nbsp; &nbsp; 27/JUNHO/07   &nbsp; 27/6/2007 &#8211; 0h   “Abaixo a repressão, atrás de um silicone também bate um coração. Abaixo à violência, chega de negligência”. Os gritos de guerra foram proferidos na tarde desta última terça-feira (26) no centro de São Paulo por cerca de 250 travestis. Elas participaram da abertura do XIV EntlAids (Encontro Nacional de Travestis e Transexuais que atuam na luta e prevenção à Aids), que aconteceu depois da caminhada pela visibilidade nas ruas principais da cidade. Pela primeira vez, a inauguração do evento, na Câmara Municipal dos Vereadores, teve a presença de representantes das polícias Civil e Militar. O presidente da ABGLT, Toni Reis, disse que ainda é necessário combater a violência física e verbal contra transexuais nas diversas esferas da sociedade. Já Fernanda Moraes, presidente do Instituto Aphroditte e organizadora da atividade, destacou que o encontro é “um marco na história do movimento” por ser promovido na capital paulista, o que a organização lutava para acontecer há cerca de 10 anos.   “Ah, se você quer ser homossexual, tudo bem, mas não vale desmunhecar. Por que o diferente incomoda tanto? As pessoas admitem, mas não completamente”, avaliou a vereadora Soninha Francine (PT).   “Aliás, qualquer tipo de cafajestagem hetero é válida na TV. Aquele beijo gay, com amor, isso aí não. Mas, acho que seguimos avançando”, acrescentou.   A fala da radialista foi motivada pela pesquisa, apresentada por Toni Reis da ABGLT. &#8220;Política, Direitos, Violência e Homossexualidade&#8221;, de 2005, mostrou que, entre os 721 GLBT entrevistados na Parada Gay, 65,7% já haviam sofrido uma ou mais situações de agressão motivadas pela sexualidade. Somente em São Paulo, as agressões físicas atingiram 19 % dos gays entrevistados e 50 % de transexuais. (veja na íntegra)   Representantes das Polícias Civil e Militar marcaram presença no evento, principalmente a delegada Margarette Barreto, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decrati). “Creio que esta é a primeira vez da participação da polícia Civil neste evento, o que representa, embora a passos lentos, o surgimento de uma nova polícia”, disse. Depois, ao afirmar que o órgão do estatal precisava ‘aprender’ e &#8220;entender&#8221; o público GLBT, a delegada foi interrompida por uma manifestante. “Este é o problema de vocês, nem todos os comportamentos [sociais] precisam ser entendidos. O que queremos é respeito”, bradou.   “Peço desculpas se usei uma palavra errada, mas não tenho vergonha, estou aqui para discutir e aprender com todas vocês”, respondeu Margarette, que foi aplaudida de pé.   Durante o evento, Carla Machado, presidente do Fórum Paulista GLBTT, comentou que a instituição tem tradição em realizar protestos, como ocorrido com a vinda do Papa, com uma vigília em forma de protesto. “Devemos combater, em especial, a violência policial, que tanto discrimina e mata”, defendeu. Em seguida, ela comentou que o movimento deve se unir com os movimentos dos negros, de saúde, sindicais, entre outros.   O evento contou com a participação dos Programas Nacional, Estadual e Municipal de DST/Aids, além de representantes de instituições não-governamentais e alguns políticos.   O EntlAids acontece até o próximo sábado com a elaboração de diretrizes para a garantia dos direitos de transgêneros em um documento a ser entregue para autoridades.   Com o tema &#8220;Cidadania: Um Direito de Tod@s&#8221;, a edição deste ano conta com 16 mesas temáticas de inclusão social como serviços públicos, justiça e legislação e participação na mídia.       Rodrigo Vasconcellos   Leia também Polêmica sobre políticas de redução de danos é destaque na abertura do 11º Educaids POR UMA POLÍTICA DE SOLIDARIEDADE E UM MUNDO SEM RACISMO, MACHISMO E HOMOFOBIA Ministério da Saúde lança prêmio de adesão ao tratamento para pessoas que vivem com HIV/AIDS Este blog existe há 25 anos.Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:Chave Pix: solidariedade@soropositivo.orgVocê também pode me escrever para: claudio@soropositivo.orgViews: 0 Relacionado
