# A luta contra epidemias cruzadas: HIV/AIDS e a violência contra mulheres

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- Published: 2014-10-13T18:46:51-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

## APERFEIÇOANDO A LUTA CONTRA EPIDEMIAS CRUZADAS: UMA ATUALIZAÇÃO DOS ESFORÇOS FEDERAIS PARA TRATAR O HIV/AIDS E A VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E JOVENS

 

### Table Of Content

 * [APERFEIÇOANDO A LUTA CONTRA EPIDEMIAS CRUZADAS: UMA ATUALIZAÇÃO DOS ESFORÇOS FEDERAIS PARA TRATAR O HIV/AIDS E A VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E JOVENS](https://soropositivo.org/a-luta-contra-epidemias-cruzadas-hiv-aids-e-a-violencia-contra-mulheres/#aperfeicoando-a-luta-contra-epidemias-cruzadas-uma-atualizacao-dos-esforcos-federais-para-tratar-o-hivaids-e-a-violencia-contra-mulheres-e-jovens)
 * [Assim, para mulheres e meninas afetadas pelo cruzamento da epidemia  do HIV/AIDS e a violência contra mulheres, as conseqüências podem ser devastadoras para seu bem-estar e saúde.](https://soropositivo.org/a-luta-contra-epidemias-cruzadas-hiv-aids-e-a-violencia-contra-mulheres/#assim-para-mulheres-e-meninas-afetadas-pelo-cruzamento-da-epidemia-%c2%a0do-hivaids-e%c2%a0a-violencia-contra-mulheres-as-consequencias-podem-ser-devastadoras-para-seu-bemestar-e-saude)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/a-luta-contra-epidemias-cruzadas-hiv-aids-e-a-violencia-contra-mulheres/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/a-luta-contra-epidemias-cruzadas-hiv-aids-e-a-violencia-contra-mulheres/#relacionado)

Quem trata do cruzamento entre **HIV/AIDS e a violência contra mulheres é** Maggie
Czarnogorski, Médica, Vice-diretora dos Programas de Saúde em Clínicas Públicas 
do Gabinete de Saúde Pública no Departamento de Assuntos Veteranos, e Tiffany McNair,
Médica, PhD, Associada da Casa Branca no Gabinete do Vice Presidente.

Postado no Blog da Casa Branca

Outubro é o Mês da Conscientização da Violência Doméstica e um momento importante
para chamar atenção para o predomínio alarmante da violência contra parceiras íntimas(
IPV, em inglês) entre mulheres e meninas. Isto é particularmente verdade para **
mulheres vivendo com HIV/AIDS** das quais mais da metade foi vítima de algum tipo
de violência contra mulheres, falando assim, de maneira geral. Um diagnóstico de
HIV pode desencadear violência exacerbada, enquanto traumas e abusos podem impactar
negativamente o gerenciamento desta doença.

### Assim, para mulheres e meninas afetadas pelo cruzamento da epidemia  do **HIV/AIDS e a **violência contra mulheres, as conseqüências podem ser devastadoras para seu bem-estar e saúde.

Como médicas que nos preocupamos com as mulheres, nós vemos este cruzamento com 
muita freqüência; e, tanto os dados quanto a experiência mostraram que as jovens
e as mulheres negras e afrodescendentes são, geralmente, as mais afetadas, e de 
maneira mais desproporcional, tanto pelo fator HIV/AIDS como pelo fator violência
contra mulheres. Tratar a violência na vida de nossas pacientes é, portanto, uma
parte crítica no ato de apoiá-las a conseguir resultados ótimos de saúde, incluindo
refinar sua habilidade de aderir ao tratamento, alcançar a supressão viral, e viver
vidas mais longas e plenas.

> Em um esforço para responder a esses complexos problemas, no ano passado o Comitê
> Federal de Inter agências estabeleceu em 2012 sob o memorando do Presidente Obama
> a liberação de um relatório intitulado _Tratando as Disparidades no HIV/AIDS e
> a Violência contra Mulheres e Meninas e na Saúde relacionada ao Gênero. _O relatório
> esboçava cinco recomendações principais e enfatizava a necessidade da colaboração
> mútua das diferentes agências para tratar melhor o como a violência contra mulheres
> e meninas influência na aquisição do HIV e afeta negativamente a saúde das mulheres
> vivendo com HIV/AIDS.

Hoje, nós estamos orgulhosos de anunciar duas grandes realizações decorrentes deste
relatório. O Departamento de Justiça Americano (DOJ, em inglês) e o Departamento
de Moradia e Desenvolvimento Urbano (HUD, em inglês) e o programa de Oportunidade
de Moradia para Pessoas com AIDS (HOPWA, em inglês) forneceram um exemplo excelente
de colaboração entre inter agências Federais. Este esforço conjunto irá especificamente
alocar fundos e recursos para apoiar moradias passageiras para mulheres vivendo 
com HIV/AIDS e que estão sofrendo com o fator violência contra mulheres. A Administração
de Serviços em Saúde Mental e Abuso de Substâncias (SAMHSA, em inglês) também está
lançando um Relatório de Conceitos para a Abordagem de Traumas Relatados que identifica
um novo quadro para tratar as opressões e experiências relacionadas aos traumas.
Este quadro tem como objetivo ajudar os indivíduos, como por exemplo, mulheres vivendo
com HIV/AIDS, a modificar comportamentos negativos resultantes do trauma e em última
análise melhorar os resultados de saúde.

 Além disso, o Gabinete Nacional de Políticas para HIV/AIDS, em colaboração com 
o Gabinete do Vice-Presidente e a Assembléia de Mulheres e Meninas, está lançando
hoje um relatório com as primeiras atualizações anuais das ações que estão acontecendo
lado a lado com o governo Federal em resposta à essas recomendações. Dezenas de 
avanços importantes nas múltiplas agências ocorreram no ano passado na forma de 
diálogos críticos, divisão de recursos, coordenação entre agências, e engajamento
com parceiros da comunidade. Com próximos passos estratégicos e uma necessidade 
de ação e ímpeto contínuos, o relatório também oferece um projeto para o próximo
ano.

Primeiro, a investigação do cruzamento entre HIV/AIDS e violência contra mulheres,
através de programas Federais é uma das maiores prioridades. A Administração de 
Serviços e Recursos em Saúde (HRSA, em inglês) e os Centros de Prevenção e Controle
de Doenças (CDC, em inglês) estão oferecendo treinamentos integrados no cruzamento
entre HIV/AIDS e violência contra mulheres para a força de trabalho responsável 
por sua prevenção. A Administração também está colaborando com a Administração para
Crianças e Famílias (ACF, em inglês) para oferecer ferramentas de aconselhamento
no cruzamento de HIV/AIDS e violência contra mulheres para Ryan White, responsável
pelos programas de saúde rural, materna e de crianças, e dos programas dos Serviços
Militares de Saúde Nacional. Além disso, o Departamento Americano de Assuntos Veteranos(
VA, em inglês) está promovendo investigações em HIV/AIDS para todas as mulheres 
veteranas, e programas–pilotos em investigações em HIV/AIDS nas instalações do Departamento
de Assuntos Veteranos começarão o ano que vem.

 As Agências Federais também focaram nas melhorias de pesquisas públicas, especialmente
em comunidades mais marginalizadas.

**Futuros Sem Violência **([http://aids.gov/external disclaim.html](http://aids.gov/external%20disclaim.html)),
um parceiro da comunidade, instruiu o Gabinete de Violência contra a Mulher (OVW,
em inglês), do Departamento de Justiça Americano, a consolidar outorgas aos jovens,
no cruzamento do HIV/AIDS e violência contra mulheres, através de seminários via
web e materiais educativos.

Além do mais, a ACF está desenvolvendo recursos no cruzamento do HIV com a violência
para assistir os fornecedores em saúde reprodutiva na melhoria da prevenção, teste,
aconselhamento, e notificações seguras ao parceiro, a seus pacientes.

O engajamento de homens e meninos também é outra estratégia crítica destacada na
atualização. A ACF e o Departamento Americano de Saúde junto com o Gabinete de Saúde
Humana em Minorias de Saúde estão colaborando para o apoio do desenvolvimento de
recursos para violência doméstica e disseminadores do HIV ao assistir homens e mulheres
negras e latinas recentemente dispensadas de programas de correção e internação 
para o abuso de substâncias. A Futuros Sem Violência também está trabalhando com
a OVW para engajar outorgas com foco nas intervenções que envolvam homens.

Por último, o relatório ressalta a importância de pesquisas científicas continuadas,
engajamento da comunidade, e parceria para alcançar os objetivos da iniciativa. 
O CDC e os Institutos Nacionais de Saúde estão conduzindo pesquisas na epidemiologia
e intervenções do cruzamento da epidemia  **HIV/AIDS e a epidemia de violência contra
mulheres**.

Uma outra parceira, a AIDS United, recentemente hospedou uma Conferência Técnica
que uniu pesquisadores, líderes locais, e ativistas para gerar recomendações a comunidade
para tratar traumas em mulheres vivendo com HIV.

A atualização de 2014 demonstra tendências promissoras e marca o primeiro passo 
em direção ao tratamento das necessidades das mulheres confrontadas com o HIV/AIDS
e a violência. Nós esperamos que no próximo ano as agências Federais e os parceiros
da comunidade continuem com este ímpeto. Ao aumentar o número de estratégias efetivas,
incorporando abordagens a relatos de trauma, e estendendo a pesquisa a grupos de
alto risco, o Comitê Federal de Interagências espera testemunhar o grande impacto
tanto a nível individual quanto a nível social – e sustentar este impacto nas mulheres
e meninas que contam conosco.

_Maggie Czarnogorski, Médica, PhD, especialista em doenças infecciosas e saúde da
mulher, é Conselheira Política Sênior no Gabinete de Políticas Nacionais para AIDS,
em particular do Departamento de Assuntos Veteranos. _

_Tiffany McNair, Médica, PhD, médica ginecologista-obstetrícia e de medicina preventiva,
é Associada da Casa Branca no Gabinete do Vice Presidente._

Nota do editor de Soropositivo Web Site: Trazer do blog da Casa Branca um texto 
que fala de violência de gênero pode parecer um exagero meu para os que julgam precipitadamente
e, todavia, não o é. O texto mostra que o problema não é só nosso e, contudo, eles
parecem estar anos-luz à frente de nós na correção do problema que éo cruzamento
de epidemias como a do HIV/AIDS e a violência contra mulheres.

Convém lembrar, senhores machões, que há o reverso da medalha e já dizia um falecido
patrão meu, vinte anos atras, que violência gera violência.

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> Tradução: Rodrigo Sgoob Pelerino
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>  HIV/AIDS e a violência contra mulheres: Dupla covardia

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 * [Taubaté entra na luta pelo fim da violência contra as mulheres](https://soropositivo.org/taubate-entra-na-luta-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres/)
 * [Pelo fim da violência contra as mulheres! Nada justifica a agressão!](https://soropositivo.org/pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres-nada-justifica-a-agressao/)
 * [Portuguesas dizem que violência contra mulheres é «muito comum»](https://soropositivo.org/portuguesas-dizem-que-violencia-contra-mulheres-e-muito-comum/)

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