# Alimentação da Criança Soropositiva

- Link: https://soropositivo.org/alimentacao-da-crianca-soropositiva/
- Published: 2019-10-05T14:24:05-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

A maioria dos estudos em HIV/AIDS tem como foco os pacientes adultos e, desse modo,
os resultados nem

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Mamadeira não é uma boa opção, exceto no caso de mãe soropositiva

sempre podem ser aplicados às crianças. Porém, o aumento da prevalência da infecção
pelo HIV na infância tornou imprescindível a definição de estratégias e terapêuticas
objetivas que visem aprimorar a qualidade de atenção às crianças.

A progressão da AIDS em crianças infectadas que não estejam sendo tratadas é muito
maior quando comparada ao que acontece entre os adultos: já no primeiro ano de vida,
elas podem apresentar doenças oportunistas como pneumonia, candidíase, citomegalovírus
e tuberculose.

Além disso, as crianças apresentam comprometimento no seu crescimento e desenvolvimento.
A perda de massa corporal, por exemplo, é uma das manifestações mais graves da doença
por HIV.

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Este prato é quase como um “abra cadabra” que eu adoro comer. Não precisa de mais
nada e há um exagero no verde

Nas crianças, o retardo de crescimento e desenvolvimento é sintoma reconhecido desde
o início da epidemia. Os bebês nascidos de mães infectadas pelo HIV parecem ganhar
menos peso aos três meses de vida e, aos seis meses, aparentam ser menores do que
os bebês expostos, mas não infectados, pelo HIV.

Nas crianças maiores a perda de massa corporal e a baixa estatura são achados clínicos
comuns. Os bebês, em particular, têm um sistema imunológico fraco, menos eficaz 
na luta contra o HIV. Diante dessas evidências, hoje, dentre os recursos utilizados
para o tratamento de crianças vivendo com HIV/AIDS, a nutrição tem um papel fundamental,
pois tem demonstrado melhorar a qualidade de vida e, possivelmente, retardar a progressão
da doença.

[[A boa alimentação deve fazer parte do tratamento, uma vez que o sistema imunológico
está diretamente relacionado ao estado nutricional.

Assim, uma criança bem alimentada é menos vulnerável às doenças, pois tanto o HIV
como a má alimentação, podem enfraquecer o sistema imunológico, afetando a capacidade
do organismo de se defender de infecções.

Os bebês e as crianças HIV positivas que não estão em tratamento e que não se alimentam
bem (desnutridas), além de apresentarem sério comprometimento no crescimento e no
desenvolvimento, podem, ainda, desenvolver sintomas de AIDS mais rapidamente que
as em tratamento e em bom estado nutricional.

O crescimento e desenvolvimento normais são fatores quase que inteiramente dependentes
de uma nutrição adequada. Uma boa alimentação visa proporcionar à criança:

Equilíbrio entre idade, peso e estatura;
 Desenvolvimento físico e psíquico harmonioso;
Funcionamento perfeito do organismo; Fortalecimento do sistema imunológico, tornando
a criança mais resistente a infecções.

Em mais de 90% dos casos a criança se infecta com o vírus da AIDS através da mãe,
isto é, durante a gravidez, no parto ou na amamentação.

Sendo assim, a recomendação veiculada pelo Ministério da Saúde (portaria da Secretaria
Nacional de Assistência à Saúde n0 97 de 28/8/95) é de que as mães soropositivas
não devem amamentar seus filhos nem doar leite. O bebê só poderá tomar o leite da
mãe soropositiva se for adequadamente pasteurizado no banco de leite.

Esses cuidados possibilitarão o fortalecimento do seu bebê, sem correr riscos de
infecção pelo vírus da AIDS.
 O ideal seria lançar mão dos leites modificados (leite
em pó específico para bebês) que, apesar de serem integrais, se assemelham na composição
em relação ao leite materno, pois possuem vitaminas, sais minerais e ferro.

Quando não for possível, pode-se usar leites integrais comuns (tipo leite B) ou 
leite em pó comum. O volume e a diluição do leite dependem dos meses de vida da 
criança e seu estado nutricional. Nessa fase o acompanhamento mensal do pediatra
e nutricionista é fundamental.

Os recém-nascidos têm mais facilidade de contrair infecções. Sendo assim, os cuidados
nesse período devem ser redobrados, principalmente em relação à higiene.

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Esta é uma boa definiç,ão de alimentação saudável

Instruções para o preparo de mamadeiras:

 * Lave bem as mãos antes de preparar o leite
 * Lave a tampa do leite em pó antes de abrir a lata
 * Lave as mamadeiras, o bico, o anel e a colher-medida do leite.
 * Ferva tudo durante 5 minutos.
 * Quando possível, use um esterilizante químico a frio (à venda no comércio), seguindo
   a orientação recomendada, e conserve-os cobertos até o momento de usá-los.
 * Faça as mamadeiras com água filtrada e fervida por 5 minutos.
 * Toda água oferecida, inclusive as minerais, devem ser fervidas e acondicionadas
   em garrafas térmicas ou então em recipientes de vidro ou plástico muito bem lavados
   e tampados.

 

A partir do 3o ou 4o mês, inicia-se gradativamente os alimentos sólidos, através
das papas de frutas e de legumes. O apetite de um bebê nunca deve ser comparado 
ao de outra criança. Alguns bebês devoram grandes quantidades de alimentos para 
saciarem seu apetite, enquanto outros se satisfazem com pequena quantidade.

Grupos de alimentos
 Para seguir uma boa alimentação, de forma saudável e equilibrada,
a criança, a partir dos 6 meses, necessita diariamente de quantidades adequadas 
de alimentos, que pertencem a três grupos:

CONSTRUTORES (proteínas) – leite, queijo, iogurte, ovos, carne (vaca, frango, peixe),
vísceras, feijões, sementes.

ENERGÉTICOS (açúcar e gordura) -arroz, milho, trigo, aveia, massas, pão, batata,
aipim, óleo, manteiga, melado, açúcar, caldo de cana, inhame, mel.

REGULADORES (vitaminas e sais minerais) – frutas, legumes e verduras. Um bom prato
de comida deve ser bem colorido, variado, com os alimentos energéticos, construtores
e reguladores.

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Parte de meus intestinos foram “interditadas” pelo bem do restante do corpo

Alteração intestinal.

 

As funções digestivas de algumas crianças costumam passar por alterações quando 
iniciam alguns medicamentos. E normal que ocorra um ressecamento ou leve diarréia.
Normalmente, é possível contornar esses problemas com as refeições. Uma alimentação
rica em verduras de folhas verde-escuras, abóbora, mamão, laranja, abacate, melancia,
ameixa seca e aveia faz com que o intestino da criança fique mais solto.

Já a batata, mandioquinha, inhame, cenoura, banana, maçã, goiaba, caju, creme de
arroz e água de coco costumam melhorar a diarreia. No entanto, se a alteração intestinal
for grande, o melhor é conversar com o pediatra e nutricionista.

A alimentação das crianças em HIV/AIDS é de suma importância para a saúde futura
do indivíduo. Criança tratada e alimentada de forma correta dificilmente dá trabalho
mais tarde.

Informar-se sobre nutrição e o primeiro passo para se ter saúde, conseguir ter qualidade
de vida e ser feliz!

Elaine Siqueira, nutricionista.

Mais informações sobre esse tema Manual Nutrição Superpositiva 2, editado e distribuído
pela ABIA
 Publicado por Healthlink Worldwide (ex-AHRTAG) e ABIA

## Leia também

 * [Alimentação da criança com HIV/AIDS](https://soropositivo.org/alimentacao-da-crianca-com-hivaids/)
 * [Ação anti AIDS](https://soropositivo.org/__trashed-12/)
 * [Cuidados com a alimentação](https://soropositivo.org/cuidados-com-a-alimentacao/)

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