# Certas bactérias vaginais podem proteger contra transmissão do HIV durante o sexo, como um preservativo biológico

- Link: https://soropositivo.org/certas-bacterias-vaginais-podem-proteger-contra-transmissao-do-hiv-durante-o-sexo-como-um-preservativo-biologico/
- Published: 2015-10-16T08:39:27-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

**Nota do tradutor de Soropositivo.Org: Dada a necessidade de explicar o termo pois
ele é a pauta deste artigo, busquei na wikipedia a definição do termo microbiota.
A saber:**

> Em [medicina](https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina), [zootecnia](https://pt.wikipedia.org/wiki/Zootecnia),
> [veterinária](https://pt.wikipedia.org/wiki/Veterin%C3%A1ria) e [agronomia](https://pt.wikipedia.org/wiki/Agronomia),
> chama-se **microbiota** ao conjunto dos micro-organismos que se encontram geralmente
> associados a [tecidos](https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecido_(histologia)) ou [órgãos](https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93rg%C3%A3o_(anatomia))
> de animais ou plantas (ver, por exemplo, [microbiota bucal indígena](https://pt.wikipedia.org/wiki/Microbiota_bucal_ind%C3%ADgena)).
> Os microrganismos que estabelecem colônias permanentes dentro ou sobre o corpo
> sem produzir doenças compõe a microbiota normal do corpo. A “microbiota transitória
> é composta pelos micróbios que estão presentes por períodos variáveis, podendo
> desaparecer temporariamente. Estes micro-organismos residem nestes lugares de 
> forma mais ou menos permanente e, em alguns casos, realizam funções específicas.
> O termo [_flora_](https://pt.wikipedia.org/wiki/Flora) (por exemplo, em _flora
> intestinal_) deveria ser abandonado, uma vez que se refere às [plantas](https://pt.wikipedia.org/wiki/Plantae),
> enquanto que os micro-organismos pertencem aos grupos [protista](https://pt.wikipedia.org/wiki/Protista)
> e das [bactérias](https://pt.wikipedia.org/wiki/Bact%C3%A9rias). Isto deve-se 
> a estes organismos terem sido [classificados](https://pt.wikipedia.org/wiki/Classifica%C3%A7%C3%A3o_cient%C3%ADfica)
> entre as plantas na [taxonomia de Lineu](https://pt.wikipedia.org/wiki/Taxonomia_de_Lineu).
> ** **

⌊various types of pollen⌉⌊various types of pollen⌉Tipos específicos de _Lactobacillus(
_bactérias) na mucosa vaginal poderá reter O HIV e pode ajudar a prevenir transmissão
sexual do vírus para as mulheres, de acordo com um relatório no Edição de seis de
outubro do Jornal[ _mBio_](http://mbio.asm.org/content/6/5/e01084-15). Por outro
lado, os pesquisadores descobriram que outra espécie associada a vaginose bacteriana
pode aumentar suscetibilidade à infecção pelo HIV.

Kenetta Nunn da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e colegas realizaram
um estudo laboratorial das propriedades de barreira de muco cervicovaginal. Esse
muco pode fornecer uma barreira que impede o VIH e outras doenças sexualmente transmissíveis
de atingir células-alvo no epitélio vaginal, impedindo ou reduzindo as infecções,
notaram como plano de fundo do estudo.

Ao rastrear partículas fluorescentes HIV-1 no muco cervicovaginal das amostras de
várias mulheres, verificou-se que nem o  muco pH, ácido lático, ou escores Nugent(
um sistema de avaliação bactérias vaginais em amostras teste de Papanicolaou) foram
significativamente correlacionados com vírus preso. No entanto, o HIV foi de um 
modo geral retido no muco com altas concentrações de ácido D-láctico e microbiota
dominado por Lactobacillus _crispatus_. Em contraste, O HIV difundia-se rapidamente
pelo muco com baixas concentrações de ácido D-láctico dominado por Lactobacillus_iners_
ou com quantidades substanciais de _Gardnerella vaginalis_(associado a vaginose 
bacteriana).

“Nossos resultados demonstram que a microbiota vaginal, incluindo algumas espécies
de Lactobacilos, podem alterar as propriedades da barreira difusional [muco cervicovaginal]
contra o HIV e provavelmente outros vírus sexualmente transmissíveis microbiotas
e que estas mudanças relacionadas podem contar em parte para a riscos elevados de
aquisição de relacionada com vaginose bacteriana ou por intermédio da microbiota
vaginal”, os autores do estudo concluíram.

_Abaixo está um trecho de uma edição _[_American Society for Microbiology press release_](http://www.asm.org/index.php/journal-press-releases/93810-vaginal-microbes-influence-whether-mucus-can-trap-hiv-virus)_
que descreve o estudo e as suas conclusões com mais detalhes._

**Micróbios do Muco Vaginal podem influenciar criação de armadilha para o vírus 
HIV**

Washington, DC — 6 de Outubro de 2015 — As partículas do HIV são efetivamente retidas
pela muco cervicovaginal entre mulheres que abrigam uma particular espécie de bactérias
vaginais, o Lactobacillus_crispatus_. Os resultados, publicados esta semana no _mBio_,
um site de acesso aberto oficial da Sociedade Americana de Microbiologia, poderia
levar à criação de novas formas de reduzir ou bloquear a transmissão pela via vaginal
do VIH e outras infecções sexualmente transmissíveis (ists).

> “Superfícies mucosas, tais como o pulmão, trato gastrointestinal, ou trato reprodutivo
> feminino, são os locais onde a maioria das infecções ocorrem”, diz Sam Lai, professor
> assistente de farmácia e engenharia na Universidade da Carolina do Norte em Chapel
> Hill e autor sênior do estudo. “Nossos corpos secretam mais de seis litros de 
> muco todos os dias como uma primeira linha de defesa”.

Muco Cervicovaginal (CVM) pode atuar como uma barreira para impedir que os patógenos
de alcançar a parede vaginal e as células subjacentes, mas as propriedades de barreira
variam muito de mulher para mulher, e mesmo em momentos diferentes de uma mesma 
mulher. O IAF e os seus colaboradores quiseram saber quais contas para essas diferenças.

Eles coletaram amostras de CVM fresco durante 31 dias de mulheres em idade reprodutiva,
medindo várias propriedades do muco e usando microscópios de  alta resolução, com
intervalos de tempo, com técnicas de  microscopia fluorescente para testar se as
partículas pseudovirus HIV tornavam-se presas no muco ou se difundia-se livremente.

Os pesquisadores observaram duas populações distintas de amostras CVM, um que era
muito bom em capturar O HIV e um que não foi. Armadilhas do HIV não se correlacionam
com o muco”, pH, ácido láctico total, ou Nugent score, uma medida aproximada da “
saúde” do  parto vaginal que reflete a forma como muitos _Lactobacillus_  estão 
presentes em comparação com outros micróbios.

> Uma diferença entre os dois grupos, níveis mais altos de ácido D-láctico no grupo
> que retinha o HIV, se destacou entre os pesquisadores porque os seres humanos 
> não podem fazer ácido láctico D-. A equipe suspeita que diferentes bactérias vivas
> dentro da camada de muco foram responsáveis por diferenças na ácido láctico D.
> Quando eles sequenciaram genes ribossomos para identificar as bactérias dentro
> de cada amostra, os pesquisadores descobriram que as amostras caiam, novamente,
> em dois grupos.
>  ‘ As bactérias_ L. crispatus_  dominou a CVM que prende o HIV.
> Em contraste, a CVM que não retêm o HIV  possuía uma diferente _espécie de lactobacilo_,
> _L. iners_, ou tinha várias espécies bacterianas presentes incluindo _Gardnerella
> vaginalis — _ambas as condições que estão frequentemente associados com vaginose
> bacteriana.
> “Fiquei realmente surpreso com a ligeira diferença entre _lactobacilos_ fazem 
> uma grande diferença nas propriedades de barreira de muco”, disse Lai. No cenário
> clínico, existe uma clara relação entre vaginose bacteriana e  um maior risco 
> de adquirir e transmitir DST’s.

Historicamente, Lai explica, os ginecologistas consideram que a microflora vaginal
para ser saudável, deve ser dominada por uma espécie de lactobacilo. “Mas nosso 
trabalho mostra que, a partir para uma perspectiva de uma barreira mucosa, esta 
não é uma distinção suficientemente boa”, disse Lai.

Os profissionais de saúde devem estar cientes de que as mulheres que possuem harbour
_L. iners_ provavelmente têm um risco substancialmente elevado de adquirir DST. 
E, inversamente, a _L. crispatus_microflora dominante pode ser mais protetora contra
o HIV e DSTS do que o anteriormente apreciado.

O grupo também mostrou que _L. crispatus_ causados À CVM para ser mais “pegajosa”
contra partículas do HIV — em vez de fazer um muco com uma “malha” mais apertada.
A função de barreira não foi exclusiva para as partículas do HIV ,e provavelmente,
iria prender outros vírus também.

O Lai observa que CVM pode ser pensado como um “preservativo biológico” que poderia
ser reforçado, alterando a microbiota vaginal da mulher. “Se pudéssemos encontrar
uma maneira de inclinar a batalha em favor de _L. crispatus_ nas mulheres, então,
estaríamos aumentando a propriedades de barreira da sua instrução CVM, e melhorar
a proteção contra DSTS,” diz ele.

Traduzido por Cláudio Souza do original em [Certain Vaginal Bacteria May Protect Against HIV Transmission During Sex](http://hivandhepatitis.com/hiv-aids/hiv-aids-topics/hiv-prevention/273-hiv-sexual-transmission-hiv-sexual-transmission/5405-certain-vaginal-bacteria-may-protect-against-hiv-transmission-during-sex)
publicado em 07/10/15. Revisado por Mara Macedo

**Referência**

KL Nunn, YY Wang, D Harit, SK Lai et al. A captura de HIV-1 por muco Cervicovaginal
humano é associado com _Lactobacillus crispatus_-Microbiota dominante. mbio [6(5):e01084-15](http://mbio.asm.org/content/6/5/e01084-15).
6 DE OUTUBRO DE 2015.

**Outra fonte**

Sociedade Americana de microbiologia. Micróbios Vaginais; muco pode influenciar 
armadilha contra vírus HIV. [Press release](http://www.asm.org/index.php/journal-press-releases/93810-vaginal-microbes-influence-whether-mucus-can-trap-hiv-virus).
6 DE OUTUBRO DE 2015.

## Leia também

 * [Como Reduzir o Risco de HIV Durante o Sexo Vaginal](https://soropositivo.org/como-reduzir-o-risco-de-hiv-durante-o-sexo-vaginal/)
 * [A circuncisão pode proteger contra o VIH devido a mudanças nas bactérias](https://soropositivo.org/a-circuncisao-pode-proteger-contra-o-vih-devido-a-mudancas-nas-bacterias/)
 * [Estudo: anéis vaginais anti-HIV podem prevenir transmissão de vírus HIV](https://soropositivo.org/estudo-aneis-vaginais-anti-hiv-podem-prevenir-transmissao-de-virus-hiv/)

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