# Cervicite

- Link: https://soropositivo.org/cervicite/
- Published: 2012-09-30T05:37:54-03:00
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[[Ape­sar do no­me meio as­sus­ta­dor, cervicite, es­sa si­tuação é mui­to mais 
co­mum do que se ima­gi­na e nem sem­pre bem com­pre­en­di­da pe­las mu­lhe­res,
prin­ci­pal­men­te quan­do elas re­ce­bem o re­sul­ta­do do exa­me pre­ven­ti­vo(
o Pa­pa­ni­co­la­ou). O que é cer­vi­ci­te? Is­so po­de ser gra­ve? Quais os sin­to­mas?
Co­mo tra­tar e pre­ve­nir? Com to­da cer­te­za, es­sas e ou­tras per­gun­tas fa­zem
par­te do dia a dia de to­do gi­ne­co­lo­gis­ta.
 Afi­nal, o que é cer­vi­ci­te 
e de on­de ela vem?

Cer­vi­ci­te é a in­fla­mação do co­lo do úte­ro, também co­nhe­ci­do co­mo cérvix
ute­ri­no. De lon­ge, a for­ma mais co­mum é a cer­vi­ci­te bac­te­ri­a­na, que 
po­de ser cau­sa­da pe­las bactéri­as na­tu­rais da flo­ra va­gi­nal co­mo também
por bactéri­as trans­mi­ti­das através da re­lação se­xu­al. A Clamy­dia Tra­co­ma­tis
e a Nei­ser­ri­ae Go­nor­re­ae são as que me­lhor re­pre­sen­tam es­sa últi­ma opção
e res­pon­dem pe­la gran­de mai­o­ria dos ca­sos das for­mas agu­das de cer­vi­ci­te.

Is­so po­de ser gra­ve?

Es­se é um bom mo­men­to pa­ra es­cla­re­cer uma questão que nor­mal­men­te traz
mui­ta con­fusão, prin­ci­pal­men­te quan­do apa­re­ce no re­sul­ta­do do exa­me
pre­ven­ti­vo. É im­por­tan­te es­cla­re­cer es­sa di­visão en­tre cer­vi­ci­te 
agu­da e crôni­ca. A cer­vi­ci­te crôni­ca é um di­agnósti­co his­tológi­co, ou 
se­ja, é fei­ta so­men­te através da lei­tu­ra do ma­te­ri­al co­lhi­do du­ran­te
o exa­me pre­ven­ti­vo. Nem sem­pre pre­ci­sa de tra­ta­men­to ou é si­nal de al­gum
pro­ble­ma gra­ve. Is­so é com­ple­ta­men­te di­fe­ren­te da cer­vi­ci­te agu­da,
em ati­vi­da­de, que só po­de ser ob­ser­va­da no mo­men­to do exa­me gi­ne­cológi­co.
Ao con­trário do que mui­ta gen­te pen­sa, ela não apa­re­ce no re­sul­ta­do do 
exa­me pre­ven­ti­vo! A cer­vi­ci­te agu­da se não di­ag­nos­ti­ca­da e tra­ta­da
a tem­po po­de tra­zer con­seqüênci­as gra­ves pa­ra a saúde da mu­lher co­mo a 
do­ença in­fla­matória pélvi­ca e su­as com­pli­cações. A mais te­mi­da é a in­fer­ti­li­da­de.
A in­fecção cau­sa­da pe­la clamídia e go­norréia é uma das prin­ci­pais cau­sas
de in­fer­ti­li­da­de fe­mi­ni­na no mun­do to­do.
 Quais são os sin­to­mas?

Es­sa é uma gran­de questão: apro­xi­ma­da­men­te 70% das mu­lhe­res com cer­vi­ci­te
em ati­vi­da­de não sen­tem ab­so­lu­ta­men­te na­da, ou quan­do sen­tem os sin­to­mas
são va­gos ou ines­pecífi­cos. Só uma mi­no­ria apre­sen­ta os sin­to­mas clássi­cos
da do­ença co­mo se­creção va­gi­nal pu­ru­len­ta, dor in­ten­sa no bai­xo ven­tre
e ao to­que va­gi­nal e even­tu­al­men­te, fe­bre. Dor e san­gra­men­to du­ran­te
a re­lação se­xu­al, prin­ci­pal­men­te na pe­ne­tração pro­fun­da e des­con­for­to
ao uri­nar também po­dem ser si­nais da do­ença.
 Co­mo tra­tar?

O tra­ta­men­to é fei­to com an­ti­bióti­cos es­pecífi­cos pa­ra as bactéri­as cau­sa­do­ras
do pro­ble­ma. Co­mo o di­agnósti­co nem sem­pre é fácil, a re­co­men­dação atu­al
é: se o exa­me gi­ne­cológi­co mos­trar indíci­os da pre­sença des­sas bactéri­as,
ain­da que a mu­lher não te­nha ne­nhu­ma quei­xa, é ne­cessário tra­tar, na in­tenção
de pre­ser­var o fu­tu­ro re­pro­du­ti­vo des­sa mu­lher. Ah! O par­cei­ro também
en­tra nes­sa, viu?
 E a pre­venção?

Pre­ci­so fa­lar? É cla­ro, gen­te, que só o uso cor­re­to e sis­temáti­co da ca­mi­si­nha
po­de re­du­zir a chan­ce de ter não só uma in­fecção pe­la clamy­dia e pe­la go­nor­reia,
mas também pre­ve­nir a con­ta­mi­nação por ou­tras do­enças se­xu­al­men­te trans­missíveis,
co­mo o HIV, HPV, sífi­lis, tri­cho­mo­nas e tan­tas ou­tras. É li­te­ral­men­te
pre­ve­nir pa­ra não re­me­di­ar!

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Fonte: [Maria Maldonado](http://marianamaldonado.com.br/) (o link abre em outra 
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