# Cientistas avançam em desenvolvimento de vacina contra HIV

- Link: https://soropositivo.org/cientistas-avancam-em-desenvolvimento-de-vacina-contra-hiv/
- Published: 2011-03-08T11:03:41-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir
da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento
devem ser tomadas em conjunto com profissionais de saúde.

**HÁ VIDA COM HIV**

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**Vacina contra a AIDS**

 
 **  

Agência USP

 

 

 

 

Testes da vacina em modelos animais encontram-se em andamento

Júlio Bernardes | Agência USP

 

Um avanço na direção de uma vacina contra o vírus **HIV**, causador da **AIDS**,
acontece em pesquisa com a participação da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

 

Os pesquisadores criaram um modelo de vacina que atua na resposta imune das células-
alvo do **HIV** e em maior número de partes do vírus, que apresentou características
semelhantes a de vacinas altamente protetoras.

 

Os testes com modelos animais, realizados no Instituto de Investigação em Imunologia(
iii-INCT), sediado na FMUSP, estão em andamento . O objetivo é que até o final do
ano seja possível verificar se a vacina tem efeito protetor, caso em que poderia
começar a ser testada em seres humanos.

 

O professor Edécio Cunha-Neto, que coordena as pesquisas, conta que ainda não existe
uma vacina eficaz contra o **HIV** que possa ser usada em larga escala. “Em quase
todos os testes, registrou-se baixa cobertura, ou seja, a resposta imune acontecia
apenas em uma pequena fração dos pacientes que recebiam a vacina”, diz o professor
da FMUSP. Mesmo nas pessoas imunizadas, o grau de imunidade conseguido era fraco.“
Em 2007, um estudo demonstrou que as células imunes dos vacinados reconheciam apenas
três pequenas partes do **HIV**,o que era muito pouco para proteção, devido às constantes
mutações do vírus.”

 

Os estudos procuraram identificar as lacunas das vacinas já testadas e quais características
seriam desejáveis para uma imunização mais eficaz. “A resposta imune deveria atingir
um maior número de partes do **HIV**, especialmente as partes conservadas, que não
sofreram mutações”, ressalta Edécio. “Essa resposta deve ser ampla em cada individuo,
mesmo em uma população com características genéticas muito diferentes, que determinam
quais partes do virus serão alvo da resposta imune “.

 

Ao mesmo tempo, verificou-se a necessidade de estimular a resposta imune das células
do tipo T-CD4, que são as células-alvo do **HIV**. “O paciente infectado fica com
um número baixo de T-CD4, o que leva a imunodeficiência”, diz o professor. As vacinas
já testadas se concentravam em fortalecer as células T-CD8, que destroem o **HIV**.“
No entanto, se houver também estímulo ao grupo T-CD4, ele servirá de apoio ao T-
CD8, aumentando seu poder defensivo.”

 

**Vacina**

 

A partir destas conclusões, partiu-se para um desenho racional de vacina. “Escolheram-
se partes muito conservadas do **HIV** para induzir resposta imune e por meio de
um programa de computador, identificou-se as regiões reconhecidas pelo TCD4, capazes
de ser reconhecidos por células T de pessoas com múltiplas constituições genéticas
diferentes”, diz Edécio. “Em contato com células do sangue de pacientes infectados
pelo **HIV**, o reconhecimento chegou a 90% dos pacientes, mostrando sua eficácia
em ser reconhecido por pessoas com constituições genéticas muito variadas.”

 

A qualidade da resposta imune da vacina foi testada em dois trabalhos. O primeiro,
concluído em 2009 por Susan Ribeiro, utilizou quatro tipos de camundongos diferentes,
que serviram como modelos da variação genética humana. O segundo, realizado por 
Daniela Santoro Rosa em camundongos comuns, avaliou a resposta imune, sua duração,
características principais e se apresenta qualidades especiais, a polifuncionalidade.
Os resultados são descritos em artigo publicado no site científico PLoS One em fevereiro
último. O trabalho teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São 
Paulo (Fapesp), Ministério da Saúde e Centro Internacional de Engenharia Genética
e Biotecnologia (ICGEB).

 

Embora a vacina tenha apresentado características de vacinas altamente protetoras,
como as da varíola e febre amarela, o professor ressalta que ainda não é possível
dizer se ela possui efeito protetor. “Normalmente os vírus atacam uma única espécie,
e o **HIV** não infecta os camundongos”, explica. “Para verificar a proteção, serão
necessários testes em modelos animais que permitam infecção pelo vírus”.

 

Os testes serão realizados em macacos Rhesus, que são infectados pelo SIV, vírus
que originou o **HIV**, e em camundongos modificados que possuem sistema imune semelhante
ao dos seres humanos. “Os experimentos estão em andamento e espera-se que até o 
final do ano se confirme a existência de efeito protetor, permitindo futuros testes
em seres humanos”, planeja Edécio.

 

A vacina experimental, totalmente desenhada, projetada e desenvolvida por uma equipe
brasileira, é protegida por uma patente na qual a Fundação Zerbini, ligada a FMUSP,
USP e o Ministério da Saúde são os depositários

 

 

**FAROL COMUNITÀRIO **

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 * [– Cientistas brasileiros querem testar vacina contra o HIV até o final do ano](https://soropositivo.org/cientistas-brasileiros-querem-testar-vacina-contra-o-hiv-ate-o-final-do-ano/)
 * [Cientistas avançam em pesquisa da vacina anti-Aids](https://soropositivo.org/cientistas-avancam-em-pesquisa-da-vacina-anti-aids/)
 * [Cientistas testam vacina inalável contra o HIV](https://soropositivo.org/cientistas-testam-vacina-inalavel-contra-o-hiv/)

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 * [A Enigmatica vacina contra o HIV](https://soropositivo.org/a-enigmatica-vacina-contra-o-hiv/)
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 * [Prophylaxis for PCP can be stopped safely at CD4 counts above 100 in Europe](https://soropositivo.org/prophylaxis-for-pcp-can-be-stopped-safely-at-cd4-counts-above-100-in-europe/)

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