Cura Da AIDS? Para mim, Cláudio Souza, eu não penso nisso

Cura Da AIDS? Eu Cláudio Souza, não penso em cura. 

 

 

Não para mim. Talvez para a Mara, e para todos os outros. Mas, para mim… Eu penso em ir vivendo…

Você me fala de alguém que teria monitorado sua sorologia e vida sexual por três meses. Geralmente, sobre sexualidade e “comportamento sexual” as pessoas, “vira e meche” mentem! Sexo 

Se ele te disse que monitorou por três meses e só deu positivo no terceiro mês das duas uma: 

Ou ele é um mentiroso sádico. E estes não faltam destes neste orbe, ou é uma pessoa que corre frequentemente o risco de contrair HIV.

Há pessoas assim. Eu, vinte dois anos atrás era assim, com a diferença que eu jamais me preocupei com a possibilidade de contrair o HIV. 

A Cura Da AIDS Poderá Ser Alcançada. Eu temo apenas ter de dizer que não é bom ter esta meta

Certas insatisfações nos corroem por dentro de formas bem piores que uma infecção viral crônica. O HIV faz seu trabalho em nós, é verdade. Mas conheci e conheço muitas pessoas que, sem ter o vírus morreram, pura e simplesmente por viverem em conflitos íntimos! Há tanta gente infeliz, cheias de vida e de recursos, mas que não sabem o simpels valor de um por do sol, como em Laviura É Adesso de Claudio Baglione:

E Imparerai che per morire

te basterà un tramonto

Bem, é preciso algum despreendimento para certas coisas e, sendo honesto com quem me lê, eu me sinto aterrorizado com a ideia de morrer! Não pelo final em si, mas pelo processo e certas dificuldades que a coisa em si impõem e que eu não me sinto, ainda, tão bem peparado para isso. Ainda há o que aprender aqui, bem sei, e há pelo uma pessoa por quem eu sinto amor o bastante para não deixa-laa sós. Sim

Mara…. O mundo que eu conheci morreu quando mara entrou para minha vida, de uma vez por todaS, EU TIVE DE ACERTAR UNS LANCES NO FINAL E, DEPOIS, EU NAO OLHEI MAIS PARA ISSO COM VONTADE DE VOLTAR. e SE mARA PARTIR ANTES DE MIM, TUDO , ENFIM, TERÁ SE COMPLETADO E, TUDO O QUE SE COMPLETA, COMO DIZIA O BOM RUBEM ALVES, PEDE PARA MORRER. mESMO UMA SONATA

Cura Da AIDSIsso me aflige e eu me lembrei de um texto que escrevi e que perdi, mas que tenho aqui, nos meus arquivos mentaus! Ah gente, quanta coisa eu simplesmente não escrevo por que não dou conta de lidar com um teclado, damaneira como eu lido…

 

 

 

Isso se dava porque eu nunca tive medo da morte e, na minha ignorância, acreditava que contrair HIV seria como ser atingido por um raio…

O fato é que eu vi toda a agonia do (Cazuza) (que na minha opinião é O Mestre da Resiliência) e permaneci impermeável a todos os avisos que eu recebia, por todas as vias… 

 

Para dar uma ideia geral sobre a coisa, eu menciono uma ocasião onde eu estava num motel e, na hora da penetração bati com o olhar num lado da cama, e ali se oferecia a mim uma pilha de preservativos e pensei por dois segundos… Não.

 

E, porque os erros cometidos ficam marcados como que em brasa na mente de quem comete o erro, eu olhei não para o outro lado e, outra pilha de preservativos. Pensei:

Dane-se! 

 

Se pegar, pegou!

 

E peguei mesmo! Só não foi naquela relação, foi em outra, muito tempo depois, após um sem número de atos suicidas eu contraí HIV…

Cura Da AIDS
Esta blusa não existia na época, ou eu teria 30 delas

E foi aí que comecei a entender que “morrer de SIDA era, na época, um processo doloroso de paulatina degradação orgânica onde, por exemplo, eu corria o risco de permanecer vivo e perder a visão de um, ou dos dois olhos”…

Além disso, eu conheci uma pessoa, um sujeito… Ele era imenso e ao o ver, pensei, e na época, pesava cem quilos e era basicamente de músculos, pensei:

“Pow, para bater neste gigante eu teria, antes, escalá-lo…  

 

Mas ele teve uma infecção intestinal por criptococo.

 

Este é um agente etiológico que pode atacar também os pulmões, o cérebro e sabe-se lá o que mais ele pode fazer!

Mas, no caso deste moço passou a ter diarreias devastadoras e eu o vi, em 4 dias, perder quase 50% de seu peso.

A diarreia desidrata e o corpo humano é formado em sua composição por água em um volume de 65%!

 

E e morreu, não tem outra palavra, de maneira inapelável, sem que nada pudesse ser feito porque, até onde eu me lembro, não se sabia como combater o criptococo. 

 

Entenda a raiz etimológica do nome do agente: “Cripto”. Isso não o faz pensar em criptografia? Isso não o remete a indecifrável? 

 

Pois é… 

 

O criptococo também pode provocar uma meningite e extinguir uma vida humana em menos de 48 horas. 

 

Veja bem o que digo abaixo:

 

“Felizmente eu tive duas meningites virais e, a primeira, acreditava-se, tinha sido causada pelo próprio HIV”! Se tivesse sido por criptococo…

 

O que, na verdade, foi um lance de sorte, pois eu não estava com uma boa contagem de CD4 e, embora não houvesse a terapia combinada.

 

.

E este medicamentos agrediam e agridem no momento da última fase do clico de replicação retroviral! Sendo que a protease era a na última fase do ciclo de replicação do vírus (vírus não se reproduzem, são assexuados e precisam encontrar um “ambiente orgânico  favorável” para que possam se replicar usando, como base, o mecanismo de duplicação celular. Ele, o HIV, após invadir a célula, “se desmonta” e, no processo, integra o seu ‘RNA’ convertido em ‘DNA’ ao DNA da célula (isso é irreversível) que passa a fabricar outros vírus.

Dito assim, parece uma coisa demorada. Na verdade, sem tratamento, isso acontece trilhões de vezes, talvez mais, todos os dias, causando a morte de células T CD4 (CD4 é o nome de um receptor celular necessário às funções da célula e eu não sei, porque não sou médico, qual a função original, mas que é mais uma das duas “fechaduras” que o HIV usa para “abrir a porta da célula”.

 

A outra fechadura é chamada de co-receptor CCR5. Existe uma mutação humana que existe, até onde fui informado, apenas em seres humanos “caucasianos” que não tem este co-receptor e isso levou à cura do “Paciente de Berlim”, que viveu o bastante para ter muita, mas muita sorte.

 

Ele contraiu HIV. E viveu não sei quanto tempo com HIV.

 

Aí ele desenvolveu uma leucemia. Precisava de um transplante de medula e para se fazer este transplante não basta “apenas” encontrar um doador compatível; é preciso que o sistema imunológico (as células brancas, dentre as quais aquelas que são chamadas de CD4) seja dizimado por completo. 

 

O médico que fez este transplante, teve o capricho de arriscar tudo e conseguiu encontrar um doador compatível com ele e com esta mutação que eu já mencionei, e que só ocorre em 1% da população caucasiana e conseguiu fazer o transplante. E este é, em certos casos, uma medida desesperada pois está às portas do domicílio do milagre!

 

E milagres existem, sim!

 

Quem seria eu para negar A Causa das causas…

Pois, esta é uma tentativa definitiva, para tentar salvar, com o risco de uma última tragédia, salvar uma vida que, em tese, estava perdida. 

 

Quero registrar aqui que, na súmula das súmulas, tudo é como Deus deseja!

 

E, mesmo que de cada 5 procedimentos deste tipo, quatro acabam em óbito na operação ou no pós operatório, valia, para ele, tentar (…)!

 

 Para mim, como estou agora, nem pensar. 

 

Pois, vejam, de todas as tentativas de replicar o processo e redundar em cura acabaram,  antes do paciente londrino, um caso similar, acabaram sem sucesso. E eu insisto, muitos nem sequer saíram da mesa de cirurgia! 

 

Sou aterrador?

 

Não, não e não!  

 

Muitos outros acabaram em morte no pós-operatório! Outros, entre os que sobreviveram a estas duas etapas não viveram o bastante para se comprovar a eficiência do processo.

 

Portanto, digo, se me fosse oferecida esta “cura” tão arriscada eu passaria a vez porque, depois de tanto tempo vivendo sem medo da morte, eu ganhei tal amor pela vida que, para ser honesto, eu não penso em cura.

 

Não para mim. 

 

Talvez para a Mara. 

 

Mas, para mim…

 

Vejam, eu temo mesmo um processo de perda de identidade (penso que depois de ler tudo isso que escrevi até agora, e você sabe, pelo que tenho escrito, que escrevi estudei muito “a coisa”.

 

E, de alguma forma, aceitei minha condição e não penso na cura que pode aparecer amanha; penso no hoje, em que busco fazer tudo direito.

 

E isso nem sempre dá certo, tentar fazer as coisas direito muitas vezes acaba em dor, ou sofrimento. 

Quando o sofrimento é para mim, estou em paz. Quando é para outros, vejo minha desatenção! Mesmo quando busco o melhor para todos. E, entre todos, está, também, a minha “excelsa pessoa”!

 

Sempre de uma forma que, quando eu me deite na cama, e se eu conseguir dormir (minha média de sono é de 4 a 5 horas por dia), e que  merecer que Deus considere justo que eu viva mais um dia. 

 

Nada obstante, apesar de tudo, eu tenho planos que só podem ser realizados se eu viver pelo menos mais alguns anos, eu perdi a conta, parra ver a minha cidade, São Paulo, completar 475 anos! Pieguices de lascivo como bem referiu o velho Machado…

Isso porque utilizo linha 4 do metrô em São Paulo.

utilizava até que o COVID-19 pusse a humanidade em estado de sítio, pois, como diz beto Volte, está tudo sob controle, do vírus.. A Beto Volpe, Beto Volpe, adoro sua causticidade, ee quando você atravessa os limiares de qualquer estação do metro que faça integração com a linha 4 a mudança de ambiente, a luminosidade, os painéis informativos e tudo o mais, até mesmo a energia que emana destes lugares é completamente diferente de tudo o que eu já vi em São Paulo e, se há uma cidade que eu conheça bem, é esta em que eu nasci.

Mas eu penso em cura… Para vocês que me leem e, infelizmente, forma colhidos pela infecção por HIV.

Eu gostaria de poder dar está notícia, talvez em primeira mão  🙂    (Vaidade das vaidades… É tudo Vaidade), e ficaria feliz se aparecesse, mas não sei se eu iria buscar a “minha cura…” Tudo isso eu escrevi para que as pessoas que alcancem estes escritos ponham duas coisas na cabeça.

Usem camisinha. Apesar de haver tratamento (perdoem-me os que já vivem nesta condição, eu busco aqui, um bem maior) a infecção por HIV é uma doença crônica, progressiva e degenerativa, com uma evolução diferente de paciente para paciente.

Sim, eu vivo há 22 anos com HIV e estou vivo. E, o que é mais! Faço uma hora de esteira com inclinação de até 14% e uma hora de musculação duas vezes por semana. E… mesmo assim, a meningite que foi “o lance de sorte que me facultou o diagnóstico”, deixou algo plantado em mim e já tem uns três ou quatro anos que venho vivendo com neuropatia periférica e, tudo isso que vocês leram aqui, foi digitado apenas com os dedos indicadores de cada mão, porque os nervos que controlavam os outros dedos ainda não estão mortos, mas já não conduzem os estímulos nervosos de maneira correta e eu mal posso assinar documentos…

A outra coisa é: “Teste-se”. Quanto mais cedo você for diagnosticado, melhores serão os prognósticos de sobrevivência e dificilmente alguém desenvolverá neuropatia periférica ou AIDS se mantiver uma rotina de sexo seguro e, mesmo assim (por que não) fazer este teste uma vez por ano, sei lá….

Quanto à sua pergunta, Guilherme, dez segundos não fariam diferença, mas tenha em mente que a transmissão do HIV depende de múltiplos fatores e entre eles estão por onde a doença tentou entrar, a que quantidade de vírus você foi exposto, e durante quanto tempo você ficou exposto.

Parece um bocado difícil contrair HIV e, entretanto, mais de trinta milhões de pessoas já perderam suas vidas por conta de consequências da infecção por HIV e, hoje, estima-se, há trinta e cinco milhões de pessoas infectadas nas regiões em que a Organização Mundial da Saúde pode mensurar e, enquanto isso, no Oriente Médio e na Ásia, o HIV se espalha como fogo sob a tundra, se vocês podem me entender, e eu temo muito pela gravíssima crise humanitária que este planeta assistirá se nada for feito para impedir isso, colocando-se de lado questões religiosas, morais e políticas, agindo apenas com humanismo e ética, mas não a ética certos “comitês de ética” que são favoráveis a pulhas e salteadores em todo o Planeta.

 

Estes são textos sugeridos pela Inteligência Artificial do Blog

 
Olá Meu nome é Renata Reis. Sou enfermeira e professora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP. Desenvolvi um estudo sobre o risco cardiovascular de pessoas com HIV. Após este estudo elaboramos um e-book educativo para prevenção do risco cardiovascular.
 
Segue o link: https://pt.surveymonkey.com/r/SQLQSW8Instagramm. A pesquisa é totalmente sigilosa e você terá acesso ao nosso material educativo. Muito obrigada!
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