# Diagnóstico tardio do HIV-Aids eleva mortalidade de soropositivos

- Link: https://soropositivo.org/diagnostico-tardio-do-hiv-aids-eleva-mortalidade-de-soropositivos/
- Published: 2009-06-19T22:55:25-03:00
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 * [Correio da Bahia – BA](https://soropositivo.org/diagnostico-tardio-do-hiv-aids-eleva-mortalidade-de-soropositivos/#correio-da-bahia-8211-ba)
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 * [Leia também](https://soropositivo.org/diagnostico-tardio-do-hiv-aids-eleva-mortalidade-de-soropositivos/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/diagnostico-tardio-do-hiv-aids-eleva-mortalidade-de-soropositivos/#relacionado)

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**16/FEVEREIRO/08**

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  Estudo do MS aponta preconceito e falta de acesso a serviços de saúde como principais
causas
       Alan Rodrigues O preconceito e a dificuldade de acesso aos serviços
de saúde são as principais causas do diagnóstico tardio do **HIV**–**Aids** no Brasil.
A conclusão é do estudo “UNGASS: resposta brasileira à epidemia de **Aids** 2005-
2007”, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde (MS). Dados do ministério comprovam
que 97,2% dos pacientes que fazem uso dos medicamentos oferecidos de graça pelo 
sistema de saúde continuam vivos após um ano de tratamento e 91% mantêm a sobrevida
até quatro anos de medicação. O diagnóstico tardio, por sua vez, contribui para 
elevar a mortalidade dos soropositivos.

 

De 2003 a 2006, 43,7% das pessoas acima de 15 anos que vivem com **HIV** (50.393
pacientes) chegaram ao serviço de diagnóstico apresentando deficiência imunológica
e sintomas da **Aids**. Desse total, 14.462 (28,7%) acabaram morrendo no início 
do tratamento.

 

Para a diretora do programa nacional de **DST** e **Aids** do Ministério da Saúde,
Mariângela Simão, o diagnóstico tardio reflete a dificuldade de acesso aos testes
de verificação do vírus e à “falta de percepção da população, que não busca o teste**
HIV** espontaneamente”. Ela também acredita que o estigma e a discriminação que 
cercam o portador do **HIV**, associados a desigualdades regionais e aos níveis 
de pobreza da população influenciam os números apresentados.

 

Mais testes – Apesar da resistência da população em se submeter ao diagnóstico, 
o Ministério da Saúde festeja a ampliação do acesso aos testes rápidos, que possibilitam
o diagnóstico imediato. Os exames desse tipo saltaram de 510 mil em 2005 para mais
de um milhão no ano passado. Números de 2006 também registram o alcance de 94,8%(
182.252) do universo de pacientes soropositivos (194.336) ao tratamento anti-retroviral,
fornecido gratuitamente pelo governo federal. Para isso contribuíram a elevação 
da verba destinada ao programa de **DST**/**Aids**, que atingiu 3% do orçamento 
total do ministério, somando R$1,3 bilhão em 2007.

 

Alguns estados também aumentaram suas contribuições além do previsto na política
de incentivo e colaboraram para ampliar o atendimento aos portadores do **HIV**.
Entre eles, São Paulo (R$ 5,4 milhões), Santa Catarina (R$ 2,3 milhões), Maranhão(
R$ 2 milhões) e Bahia (R$ 900 mil). A queda do dólar e a quebra de patentes internacionais
também possibilitaram redução de 26% nos gastos com medicamentos, de R$ 960 milhões
para R$710 milhões, mesmo com aumento do número de pacientes, possibilitando, inclusive,
ampliar a gama de anti-retrovirais utilizados no tratamento.

## Leia também

 * [Homens maiores de 60 são principais vítimas do diagnóstico tardio, diz médico](https://soropositivo.org/homens-maiores-de-60-sao-principais-vitimas-do-diagnostico-tardio-diz-medico/)
 * [Interrupções na distribuição de medicamentos e diagnóstico tardio do HIV são obstáculos para acesso universal ao tratamento da AIDS no Brasil, dizem ativistas](https://soropositivo.org/interrupcoes-na-distribuicao-de-medicamentos-e-diagnostico-tardio-do-hiv-sao-obstaculos-para-acesso-universal-ao-tratamento-da-aids-no-brasil-dizem-ativistas/)
 * [Menor nível educacional gera diagnóstico tardio](https://soropositivo.org/um-estudo-europeu-revela-que-o-menor-nivel-educacional-esta-relacionado-a-um-diagnostico-e-inicio-do-tratamento-tardios/)

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