# Diminuição do número de preservativos distribuídos em 2007 pelo Programa Nacional de Dst e Aids

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- Published: 2009-06-19T22:53:26-03:00
- Author: Cláudio Souza — Soropositivo.Org

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 * [Agência de Notícias da Aids](https://soropositivo.org/diminuicao-do-numero-de-preservativos-distribuidos-em-2007-pelo-programa-nacional-de-dst-e-aids/#agencia-de-noticias-da-aids)
 * [Diminuição do número de preservativos distribuídos em 2007 pelo Programa Nacional de Dst e Aids é ‘preocupante’ e ‘lamentável’, na opinião de ativistas](https://soropositivo.org/diminuicao-do-numero-de-preservativos-distribuidos-em-2007-pelo-programa-nacional-de-dst-e-aids/#diminuicao-do-numero-de-preservativos-distribuidos-em-2007-pelo-programa-nacional-de-dst-e-aids-e-preocupante-e-lamentavel-na-opiniao-de-ativistas)
 * [Leia também](https://soropositivo.org/diminuicao-do-numero-de-preservativos-distribuidos-em-2007-pelo-programa-nacional-de-dst-e-aids/#leia-tambem)
 * [Relacionado](https://soropositivo.org/diminuicao-do-numero-de-preservativos-distribuidos-em-2007-pelo-programa-nacional-de-dst-e-aids/#relacionado)

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10/1/2008 – 14h00

“É uma preocupação muito grande se não temos a segurança de ter a única coisa que
serve de barreira para o HIV. Se a qualidade da prevenção cai, é preocupante”, afirmou
a presidente do Fórum de ONG/Aids do Espírito Santo, Hélia Mara de Deus, sobre a
queda do número de camisinhas distribuídas pelo Programa Nacional de DST e Aids 
em 2007, comparado com o número de 2006 (saiba mais). “A logística precisa ser melhorada”,
ressaltou o presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo de Souza
Pinheiro. “Mesmo tendo o quantitativo, a logística faz com que o insumo falte em
alguns estados”, acrescentou. Para o ativista Mário Scheffer, do grupo Pela Vidda,
de São Paulo, “os motivos da diferença da distribuição de um quantitativo não interessa.
Não faltam ao governo federal recursos para comprar o quantitativo. É incompetência
de planejamento”.
 Hélia Mara comentou que o PN foi cobrado várias vezes e as respostas
são sempre as mesmas. “Aqui no Espírito Santo não faltou camisinha porque tivemos
uma doação, mas essa não é a nossa política. O importante é que o insumo venha de
onde foi prometido. Você trabalha com prevenção, mas não sabe com qual quantitativo
vai trabalhar. Uma hora é o lote com defeito, outra hora é a licitação, assusta 
essa insegurança”, ressaltou. A ativista disse que “não adianta o que foi adquirido,
mas o que está chegando. Nós que fazemos o trabalho na ponta, distribuímos a camisinha
e aí você não tem mais pra distribuir, acabamos perdendo a credibilidade do trabalho
desenvolvido”. Ela frisou que sua fala não é que o Ministério da Saúde banque todo
o quantitativo para suprir as necessidades da população e que no trabalho de prevenção
realizado também é estimulada a compra, “mas é preciso ter segurança.”

Rodrigo de Souza Pinheiro, além de se preocupar com a diminuição do quantitativo
do insumo, se preocupa com a logística. “Está sempre faltando preservativo. O Ministério
da Saúde envia lotes esporádicos, três vezes por ano. É preciso adequar a questão
da compra, do contrato, da logística. Além dos Estados, alguns municípios maiores
como Campinas e Ribeirão Preto compraram também. Mais municípios precisam se dispor
a comprar para não ficar na dependência do Ministério.” O presidente do Fórum paulista
ainda questiona se os preservativos destinados à distribuição durante o Carnaval
chegarão a tempo. “Ou chega em cima da hora, ou chega depois”, criticou.

A integrante da coordenação colegiada no Fórum de ONG/Aids de Pernambuco, Josefa
Severina da Conceição, acredita que o número de camisinhas distribuídas pelos serviços“
não foi, não é e nunca será suficiente para atender a população, mas às vezes ao
preservativo está lá, disponível nos serviços e isto não é divulgado. A população
desconhece que pode ter acesso a ele”. Ela considera o quantitativo destinado pelo
Ministério da Saúde para ser distribuído no Carnaval insuficiente e que “isto significa
que após essa data, os serviços vão estar sem o insumo para distribuir”.

“É lamentável. Isto vem se repetindo há muito tempo. O Programa Nacional existe 
há mais de 20 anos e eles conhecem todos os problemas possíveis de licitação, de
compra, de fiscalização. A meta de um bilhão não foi chutada, foi estudada, estipulada”,
declarou Mário Scheffer. Para ele, as cotas atuais não são suficientes para atender
a demanda dos grupos vulneráveis e das pessoas pobres, que não têm condições de 
comprar o preservativo e que, com a pauperização da epidemia, se tornaram um dos
principais grupos afetados pela Aids. “Fechar o ano com um número que representa
menos da metade do número distribuído no ano anterior e pouco mais de 12% da meta
pretendida, é uma calamidade. Um governo que chegou a decretar um licenciamento 
compulsório de um medicamento, deveria ter atenção semelhante com a prevenção”, 
frisou.

Scheffer sugeriu que os Fóruns estaduais passem a dedicar a mesma atenção que têm
em relação ao fornecimento de medicamentos com a distribuição do preservativos e
que passem a cobrar mais o governo federal. “Ao distribuir menos camisinhas, ainda
que as tenha comprado, o Ministério da Saúde é co-responsável pelas pessoas que 
se infectaram com o HIV por não terem tido acesso a elas”, concluiu.

Maurício Barreira

## Leia também

 * [Mariângela Simão, diretora do programa nacional de DST/AIDS, defende a ‘obrigatoriedade’ do registro](https://soropositivo.org/)
 * [Programa Nacional de DST/Aids divulga nota oficial sobre falta de DDI em São Paulo](https://soropositivo.org/programa-nacional-de-dst-aids-divulga-nota-oficial-sobre-falta-de-ddi-em-sao-paulo/)
 * [Número de camisinhas distribuídas no país pelo PN, no último ano, fica abaixo de 2006](https://soropositivo.org/numero-de-camisinhas-distribuidas-no-pais-pelo-pn-no-ultimo-ano-fica-abaixo-de-2006/)

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